Paiva Netto
Primeiro de outubro, Dia Internacional do Idoso.
Vivemos época de constante progresso material. Entretanto, não se verifica o correspondente avanço no campo da ética e do Espírito. Resultado: males como a fome, a violência e o desrespeito à Natureza perduram. E lamentavelmente as pessoas da terceira idade também são atingidas pela frieza dos sentimentos humanos.
É verdadeiro crime não se reconhecer o valor dos Irmãos idosos. Neste período da vida, mais do que nunca se fazem merecedores do carinho e da solidariedade dos mais moços, num justo reconhecimento à contribuição que legaram à sociedade.
Na LBV não acreditamos em velhice como sinônimo de coisa deteriorada. Ninguém é velho quando tem um bom e grande Ideal. Pode não mais carregar um piano, não mais passear de motocicleta. Se possui, porém, ânimo dentro de si, é jovem. As pessoas a certa altura da vida precisam, com raras exceções, aposentar-se de seus empregos, mas não o devem fazer com relação à vida. Devem ir à luta enquanto puderem respirar.
A Legião da Boa Vontade mantém com o seu extenso trabalho de promoção humana e social Lares de amparo aos velhinhos e espaços saudáveis de convivência. Neles os vovôs e vovós são tratados com muito Amor e, o que é melhor, aprendem que nunca é tarde para colaborar com suas experiências, em prol de uma Humanidade mais feliz, pois é a força dos bons exemplos que inspira as novas gerações a vencerem os obstáculos da existência terrena. (…)
Pode parecer um paradoxo. Todavia, o país que desampara os seus idosos não crê no futuro da sua mocidade. Que é a nação, além de seus componentes? Havendo futuro, os moços envelhecerão. Viverão mais. Contudo, também irão aposentar-se… Uma convicção arraigada do gozo imediato das coisas é a demonstração da descrença no amanhã. E há os que ainda moços pensam: “Vamos viver agora, antes que tudo acabe! E os que conseguiram resistir tanto, que se danem…“ Não há exagero algum aqui. É o que também se vê. Tem-se a impressão de que alguns daqueles que desfrutam do vigor da juventude ignoram a possibilidade de alcançar a decrepitude. Mas poderão chegar lá… Não existe futuro sem moços. Também, não o há sem os idosos.
Temos de aliar ao patrimônio da experiência dos mais velhos a energia dadivosa dos mais moços. (…)
Lutamos por um mundo que ofereça oportunidades para todos. E isto não é impossível. Impossível é continuar como está: a terrível paisagem das almas ressequidas pela indiferença ao Amor de Deus, como os ossos secos da visão do Profeta Ezequiel. O nosso planeta tem de receber o sopro espiritual da Vida, pois é rico e muito amplo, com espaço suficiente para todo mundo. (…)
José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
Falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta.






Conheço pessoas que não têm sucesso simplesmente porque não dão valor àquilo que já têm. Vivem pensando no que não tem e muitas vezes esse sentimento é carregado de uma das maiores armadilhas para o sucesso: a inveja.
Quem é o melhor colega de trabalho? Será o mais antigo? Será o que trabalha mais próximo de nós? Será aquele que se diz nosso melhor colega?
Num tempo de mudanças como o que estamos vivendo, o maior risco que corremos é o de ficarmos para trás, de nos fossilizarmos, de ficarmos atrasados com a tecnologia, com novos processos que surgem a cada dia no setor em que trabalhamos.

Certa vez, um homem rico perdeu uma bolsa com quatrocentas moedas de ouro. Então, anunciou nos jornais da cidade que daria uma boa gratificação quem achasse a bolsa. Dias depois, apareceu um pobre, muito honesto, conhecido na cidade, trazendo-lhe a bolsa com as quatrocentas moedas. O rico contou as moedas: estavam todas ali; mas, como era muito ganancioso procurou um jeito de não dar a gratificação. Então, olhou para aquele homem humilde e lhe disse:







