Inteligência espiritual

Paiva Netto

 

Paiva-Netto_Foto-oficialMeditando sobre a responsabilidade de pais e educadores na sólida formação humana, ética e principalmente espiritual dos infantes, recordei-me do que, em 1981, disse ao jornalista italiano Paulo Parisi, há décadas radicado no Brasil. Defendi a basilar necessidade de unir ao raciocínio intelec­tual a sabedoria que se origina no coração das criaturas. Sim, porque também existe a inteligência do sentimento, da emoção e, mais que isso, a espiritual, provinda do Mundo ainda invisível aos nossos olhos materiais, por questões de frequência, entre outras. Ninguém morre. Continuamos vivos pela Eternidade.

 

EDUCAÇÃO COM ESPIRITUALIDADE ECUMÊNICA

No “Manifesto da Boa Vontade” (1991), escrevi que, intuitivamente, com acerto, assevera o próprio povo, seguido por eminentes pensadores: “Enquanto há vida, há esperança”. O caminho mais acertado permanece na área da Educação com Espiritualidade Ecumênica, um passo à frente no Terceiro Milênio, que se aproxima.

Contudo, a insensibilidade de muitos foi a motivação deste expressivo repto do notável Martin Luther King Jr. (1929-1968): “Ao longo do caminho da História, uma das maiores tragédias do homem tem sido o seu limitado interesse pelo próximo, seja este tribo, raça, classe ou nação”.

Por isso há que se orientar os esforços mundiais, aplicando-os na tarefa de resgate da parcela desfavorecida do planeta, colocando, assim, os valores da sociedade na devida ordem e fazendo a marcha do desenvolvimento econômico dirigir-se em prol da criatura humana, porquanto o ser vivente é a geratriz do progresso, a despeito das máquinas. Do contrário, os governos poderão não estar governando para seus povos.

O velho Gandhi afirmava que “uma civilização é julgada pelo tratamento que dispensa às minorias”. E aí, na indiferença de muitos para com os demais, reside a sua fraqueza, se nada fizerem para mudar o rumo dos fatos, para o que é necessário igualmente que parem de culpar a Deus e os Seus preceitos pelos tropeços que dão. Atualíssima, portanto, esta advertência de antigo aforismo do escritor latino Publilius Syrus (85 a.C.43 a.C.): “Tolo é aquele que afunda seus navios duas vezes e continua acusando o mar de culpado”.

 

ATENÇÃO MERECIDA ÀS CRIANÇAS

Para que isso não venha a ocorrer com os nossos pequeninos que se preparam para a vida, com honra inaugurei, em São Paulo/SP, em 25 de janeiro de 1986, data natalícia da colossal cidade sul-americana, a Supercreche Jesus, que integra um grande Instituto, hoje responsável pela educação diária de 1.400 crianças, jovens e adultos.

Reflitamos acerca deste ensinamento do Profeta Muhammad (570-632) — “Que a paz e a bênção de Deus estejam sobre ele!”no Corão Sagrado: “As crianças são os ornamentos da vida neste mundo”.

Delas, Jesus, no Evangelho segundo Mateus, 19:14, declara: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os impeçais, porque deles é o Reino dos Céus”. E Salomão, em Provérbios, 22:6, aconselha: “Educa a criança no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele”.

Ao anunciar, ainda durante a inauguração da Supercreche Jesus, o advento do Instituto de Educação da LBV, que surgiria em 25 de janeiro de 1993, também na capital bandeirante, assim resumi sua filosofia de trabalho: Aqui se estuda. Formam-se Cérebro e Coração.

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brhttp://www.boavontade.com

Onde Deus Quer que Eu Esteja

Renata LombardiEu ouvi a história de um trabalhador que nunca conhecerei, mas sei que Deus queria que eu soubesse dessa história!

Ele era chefe de segurança de uma empresa, a qual convidou os remanescentes de outra, que tinha sido dizimada pelo ataque às torres gêmeas, para dividir espaço em seu escritório.

Com sua voz cheia de admiração, ele contou histórias que explicavam porque essas pessoas estavam vivas, enquanto seus colegas estavam mortos. Todas as histórias tratavam de pequenos detalhes…

Talvez você saiba do diretor de empresa que chegou tarde porque aquele dia era o primeiro de seu filho no jardim de infância. Outro colega estava vivo porque era o seu dia de trazer rosquinhas.

A história que mais me chamou atenção foi a do homem que estava estreando um par de sapatos naquela manhã. No caminho para o trabalho, formou-se uma bolha em seu pé. Ele parou em uma farmácia para comprar um Band-Aid. É por isso que ele está vivo. Agora, quando estou preso no trânsito, perco o elevador, volto para atender o telefone….

Todas essas pequenas coisas que me irritam… Eu penso comigo: ali é o exato lugar onde Deus quer que eu esteja naquele exato momento. Que Deus continue a abençoar-te com esses pequenos aborrecimentos.

Você já esteve alguma vez parado, acomodado em algum lugar, e de repente veio uma vontade de fazer algo de bom por alguém de quem você gosta… É DEUS…

Ele fala com você através do Espírito Santo. Você já esteve pensando em alguém que não via há tempo, e em seguida o(a) encontra, ou recebe dele(a) um telefonema ou uma carta…

É DEUS… “coincidências” não existem.

Alguma vez você já recebeu algo de maravilhoso que nem pediu, como uma dívida que misteriosamente foi sanada, ou um vale de loja onde você acabou de ver algo que queria, mas não podia comprar…

É DEUS… Ele conhece os desejos do seu coração…

Você já não esteve em uma situação em que nem tinha uma pista de como iria melhorar, e que agora está superada…

É DEUS… Ele nos ajuda a passar pelas tribulações para que vejamos dias mais brilhantes…

A galinha

Renata LombardiNuma granja uma galinha se destacava entre todas as outras por sua coragem, espírito de aventura e ousadia. Não tinha limites e andava por onde queria. 
O dono porém, não apreciava estas qualidades e estava aborrecido com ela. Suas atitudes estavam contagiando as outras, que achavam bonito este modo de ser e já o estavam copiando.

Um dia o dono fincou um bambu no meio do campo, arrumou um bastante de aproximadamente 2 metros e amarrou a galinha a ele. Desse modo, de repente, o mundo tão amplo que a ave tinha foi reduzido a exatamente onde o barbante lhe permitia chegar. Ali, ciscando, comendo, dormindo, estabeleceu sua vida. Dia após dia acontecia o mesmo. De tanto andar nesse círculo, a grama que era verde foi desaparecendo e ficou somente terra. Era interessante ver delineado um círculo perfeito em volta dela. Do lado de fora, onde a galinha não podia chegar, a grama verde, do lado de dentro só terra. 
Depois de um tempo o dono se compadeceu da ave, pois ela que era tão inquieta e audaciosa, havia se tornado uma pacata figura. Então cortou o barbante que a prendia pelo pé e a deixou solta.

Agora estava livre, o horizonte seria limite, poderia ir onde quisesse. Mas, estranhamente, a galinha mesmo solta, não ultrapassava o limite que ela própria havia feito. Só ciscava e andava dentro do círculo, seu limite imaginário. Olhava para o lado de fora mas não tinha coragem suficiente para se “aventurar” a ir até ela. Preferiu ficar do lado conhecido. Com o passar do tempo, envelheceu e ali morreu.

Quem sabe esta história traga a memória a vida de alguém conhecido. Nasce livre, tendo somente seus desejos como limite, mas as pressões do dia-a-dia fazem com que aos poucos seus pés fiquem presos a um chão que se torna habitual pela rotina. Olha para além do limite, que ele mesmo cria, com grande desejo e alimentando fantasias a respeito do que lá possa haver. Mas não tem a coragem para sair e enfrentar o que é desconhecido. Diz: “Sempre se fez assim, para que mudar? Ou meu avô, meu pai sempre fizeram assim, como eu iria mudar agora?

Há pessoas que enfrentam crises violentas em suas vidas, sem a coragem de ir à frente e tentar algo novo que seja capaz de tirá-las daquela situação. Admiram que têm a ousadia de recomeçar, porém, eles próprios, queixando-se e lamentando-se, buscam algum culpado e vão ficando no lugar, dentro do limite o qual só existe na sua imaginação. 
A características do mercado sempre foi, coroar com o reconhecimento aqueles que inovam, criam ou provocam situações que chamem a atenção. O segredo do sucesso está na criatividade. Criar significa pôr em prática alguma coisa que não existe. Arriscar significa correr risco de perdas. Isto é de fato, mas como se poderá saber o final da história se não se caminha até o fim.

 

Limites

Renata LombardiQual o seu limite para sonhar e realizar objetivos em sua vida? 
Nenhum.

O limite é você quem impõe.

Você é a única pessoa que pode colocar restrições nos seus desejos.

Veja que as grandes realizações do nosso século aconteceram quando alguém resolveu vencer o impossível…

Nas navegações, encontramos um Colombo determinado a seguir viagens pelo mar, mesmo estando cansado de ouvir que o mar acabava e estava cheio de monstros terríveis.

Santos Dumont, foi taxado de louco tantas vezes que nem mais ligava para os comentários, até fazer subir seu 14 Bis…

Ford foi ignorado por banqueiros e poderosos que não acreditavam em carros em série. 
Einstein foi ridicularizado na Alemanha… Desistir de nossos projetos, ou aceitar palpites infelizes em nossas vidas é mais fácil do que lutar por eles.

Renunciar, chorar, aceitar a derrota é mais simples pelo simples fato de que não nos obriga ao trabalho.

E ser feliz, dá trabalho.

Ser feliz é questão de persistência, de lutas diárias, de encantos e desencantos.

Quantas pessoas passaram pela sua vida e te magoaram ???

Quantos passarão pela sua vida só para roubar tua energia ???

Quantos estarão realmente preocupados com você???

A questão é como você vai encarar essas situações.

Como ficarão seus projetos…eles resistirão as amarguras e desacertos do dia a dia???

O objetivo você já tem: ser feliz !!!

Como alcançar você já sabe: lutando !!!

Resta saber o quanto feliz você realmente quer ser.

E principalmente; qual o limite que você colocou em seus sonhos.

Lembre-se: não há limites para sonhar…

Não se limite, vá a luta!

O impossível é apenas algo que alguém ainda não realizou !!!

E sempre Sorria !!!

Das Qualidades

Renata LombardiAbu Muhammad al-Jurayry costumava dizer:

A religião possui dez tesouros, que nos enriquecem. São cinco interiores, e cinco exteriores.

Todos aqueles que seguem o caminho espiritual devem estar conscientes disto.

Eis os tesouros interiores: capacidade de ser verdadeiro, despreocupação com os nossos bens, humildade na aparência, equilíbrio para evitar dificuldades com os outros e força para suportar nossas adversidades. 

Eis os tesouros exteriores: descobrir um Amor supremo, despertar o desejo de estar junto a este Amor, ter inteligência para veras próprias falhas, abrir a consciência da vida, e ser grato pelas bençãos.

LBV na Rio+20

A Legião da Boa Vontade (LBV) participará, de 13 a 22 de junho, da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O evento, que ocorrerá no Rio de Janeiro/RJ, marca os vinte anos da realização da Rio-92, tendo como principal objetivo renovar os compromissos políticos para o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza.

A Instituição realizará, com o suporte do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (UN/Desa), o painel temático “Cooperação Construtiva”, reunindo empresários, autoridades e delegações de vários países. O painel será no dia 17 de junho, às 11h30, no Auditório T9, no Riocentro, e terá a participação das seguintes autoridades: Andrei Abramov, chefe da Seção de ONGs do UN/Desa; Rodrigo Rollemberg, senador da República do Brasil e coordenador da Cúpula de Legisladores da Rio+20; Daniel Nava, secretário de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos do Amazonas; Fábio Feldmann, advogado, ambientalista e ex-secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo; Neilton Fidelis da Silva, pesquisador do Instituto Virtual de Mudanças Globais (IVIG/Coppe-UFRJ) e assessor técnico da Secretaria Executiva do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas; Marcos Terena, líder indígena; e Danilo Parmegiani, mediador e representante da LBV na ONU.

Ainda, na oportunidade, a Instituição apresentará os resultados do 9º Fórum Intersetorial Rede Sociedade Solidária — 6ª Feira de Inovações, que reuniu, em março deste ano, gestores, profissionais e militantes de organizações da sociedade civil, de empresas e de órgãos públicos, professores e estudantes universitários, de cinco países da América Latina (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai). Portanto, durante o painel temático, a LBV demonstrará as principais contribuições que a América do Sul pode oferecer para a redução da pobreza e a promoção do emprego e do trabalho decente no contexto de uma economia verde, temas em debate no fórum da Rede Sociedade Solidária que anteciparam as discussões centrais da Rio+20.

Vale ressaltar que a Legião da Boa Vontade possui status consultivo geral no Conselho Econômico e Social da ONU (Ecosoc) e tem realizado desde 2004, com o suporte do UN/Desa, fóruns que promovem permanente diálogo e a troca de experiências sobre boas práticas que ajudam a combater os maiores problemas da sociedade. Na concretização desses eventos, a LBV tem contado também com o importante apoio do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (Unic Rio) e de outros órgãos, fundos e agências das Nações Unidas.

Cúpula dos Povos

A LBV ainda está em constante diálogo com o grupo “Religiões por Direitos” para participar das atividades autogestionadas da Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, um importante espaço para a sociedade civil. O evento ocorrerá de 15 a 23 de junho, no Aterro do Flamengo.

Mais informações sobre as ações da LBV na Rio+20 podem ser obtidas no site http://www.lbv.org.brou pelos tels. (11) 3225-4500 e (21) 2216-7800.

A Legião da Boa Vontade (LBV) participará, de 13 a 22 de junho, da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O evento, que ocorrerá no Rio de Janeiro/RJ, marca os vinte anos da realização da Rio-92, tendo como principal objetivo renovar os compromissos políticos para o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza.

A Instituição realizará, com o suporte do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (UN/Desa), o painel temático “Cooperação Construtiva”, reunindo empresários, autoridades e delegações de vários países. O painel será no dia 17 de junho, às 11h30, no Auditório T9, no Riocentro, e terá a participação das seguintes autoridades: Andrei Abramov, chefe da Seção de ONGs do UN/Desa; Rodrigo Rollemberg, senador da República do Brasil e coordenador da Cúpula de Legisladores da Rio+20; Daniel Nava, secretário de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos do Amazonas; Fábio Feldmann, advogado, ambientalista e ex-secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo; Neilton Fidelis da Silva, pesquisador do Instituto Virtual de Mudanças Globais (IVIG/Coppe-UFRJ) e assessor técnico da Secretaria Executiva do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas; Marcos Terena, líder indígena; e Danilo Parmegiani, mediador e representante da LBV na ONU.

Ainda, na oportunidade, a Instituição apresentará os resultados do 9º Fórum Intersetorial Rede Sociedade Solidária — 6ª Feira de Inovações, que reuniu, em março deste ano, gestores, profissionais e militantes de organizações da sociedade civil, de empresas e de órgãos públicos, professores e estudantes universitários, de cinco países da América Latina (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai). Portanto, durante o painel temático, a LBV demonstrará as principais contribuições que a América do Sul pode oferecer para a redução da pobreza e a promoção do emprego e do trabalho decente no contexto de uma economia verde, temas em debate no fórum da Rede Sociedade Solidária que anteciparam as discussões centrais da Rio+20.

Vale ressaltar que a Legião da Boa Vontade possui status consultivo geral no Conselho Econômico e Social da ONU (Ecosoc) e tem realizado desde 2004, com o suporte do UN/Desa, fóruns que promovem permanente diálogo e a troca de experiências sobre boas práticas que ajudam a combater os maiores problemas da sociedade. Na concretização desses eventos, a LBV tem contado também com o importante apoio do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (Unic Rio) e de outros órgãos, fundos e agências das Nações Unidas.

Cúpula dos Povos

A LBV ainda está em constante diálogo com o grupo “Religiões por Direitos” para participar das atividades autogestionadas da Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, um importante espaço para a sociedade civil. O evento ocorrerá de 15 a 23 de junho, no Aterro do Flamengo.

Mais informações sobre as ações da LBV na Rio+20 podem ser obtidas no site http://www.lbv.org.br ou pelos tels. (11) 3225-4500 e (21) 2216-7800.

Atalhos em nossas vidas

Renata LombardiDois jovens recém-casados, eram muito pobres e viviam de favor num sítio no interior. 
Um dia o marido fez a seguinte proposta a esposa: 
” Querida, eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego, e trabalhar até Ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável.

Não sei quanto tempo eu vou ficar longe, só peço uma coisa: Que você me espere, e enquanto estiver fora, seja fiel a mim, pois eu serei fiel a você.

Assim sendo, o jovem saiu, andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda. O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito.

Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito. 
O pacto foi o seguinte: Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações. Eu não quero receber meu salário. Peço que o senhor o coloque na poupança até o dia em que eu for embora. No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho. 
Tudo combinado. Aquele jovem trabalhou durante 20 anos, sem férias e sem descanso. 
Depois de 20 anos ele chegou para o patrão e disse: 
“Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para minha casa. O patrão então lhe respondeu.

Tudo bem, afinal fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes, quero lhe fazer uma proposta, tudo bem ?

Eu lhe dou todo o seu dinheiro e você vai embora ou lhe dou 3 conselhos e não lhe dou o dinheiro. Vá para o seu quarto, pense e depois me de a resposta.”

Ele pensou durante 2 dias, procurou o patrão e disse-lhe: 
” Quero os três conselhos.” 
O patrão novamente frisou: 
” Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro.” 
E o empregado respondeu: 
” Quero os conselhos.” 
O patrão então lhe Falou:

1º Nunca tome atalhos em sua vida, caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida;

2º Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade para mal pode ser fatal;

3º Nunca tome decisões em momentos de ódio ou de dor, pois você pode se arrepender e ser tarde demais.

Após dar os conselhos o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim: 
“Aqui você tem três pães, dois para você comer durante a viagem e o terceiro é para comer com sua esposa quando chegar em sua casa.”

O homem então seguiu seu caminho de volta, depois de 20 anos longe de casa e da esposa que tanto amava. Após o 1º dia de viagem encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou: 
Pra onde você vai ?

Ele respondeu: 
Vou para um lugar muito longe que fica a mais de 20 dias de caminhada pôr esta estrada. 
O andarilho disse-lhe então: 
Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é ‘dez’ e você chega em poucos dias.

O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do 1º conselho, então voltou e seguiu o caminho normal. Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada. Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou uma pensão a beira da estrada, onde pode hospedar-se.

Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir. De madrugada, acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se, de um salto só e dirigiu-se a porta para ir até o local do grito. Quando esta abrindo a porta lembrou-se do 2º conselho. 
Voltou, deitou-se e dormiu, Ao amanhecer, após tomar o café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que tinha ouvido. 
O hospedeiro disse:

E você não ficou curioso ? Ele disse que não.

O hospedeiro respondeu: 
Você é o primeiro hospede a sair vivo daqui, pois meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite e quando o hospede sai, mata-o e enterra-o no quintal. 
O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso pôr chegar a sua casa. Depois de muitos dias e noites de caminhada…..Já no entardecer, viu entre as arvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa. Estava anoitecendo, mas ele pode ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre os braços um homem, que a estava acariciando os cabelos. Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e matá-lo sem piedade.

Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do 3º conselho. Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão. 
Ao amanhecer, já com a cabeça fria ele disse:

” Não vou matar minha esposa e nem seu amante. Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes quero dizer a minha esposa que eu sempre fui fiel a ela.”

Dirigiu-se a porta da casa e bateu. Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira ao seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então, com lágrimas nos olhos, lhe diz: 
” Eu fui fiel a você e você me traiu.” Ela espantada responde:

” Como ? Eu nunca te traí, te espero durante esses 20 anos.” 
Ele então lhe perguntou:

” E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer ? ” Ela lhe disse: 
” Aquele homem é nosso filho. Quando você foi embora descobri que estava grávida. Hoje ele está com 20 anos de idade.

Então o marido entrou, conheceu, abraçou seu filho e coutou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café. Sentaram-se para toma-lo e comer juntos o último pão. Após a doação de agradecimento, com lágrimas de emoção , ele parte o pão e ao abri-lo, encontra todo o seu dinheiro, o pacto pôr seus 20 anos de dedicação.

Muitas vezes achamos que o atalho “queima etapas” e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade….

Muitas vezes somos curiosos, queremos saber da coisas que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará….

Outras vezes agimos pôr impulso, na hora da raiva e fatalmente nos arrependemos depois….

Espero que você, assim como eu, não esqueça desses 3 conselhos, e não esqueça também de confiar, mesmo que a vida muitas vezes já tenha lhe dado motivos para a desconfiança.

A mariposa e a estrela

Renata LombardiConta a lenda que uma jovem mariposa de corpo frágil e alma sensível voava ao sabor do vento certa tarde, quando viu uma estrela muito brilhante e se apaixonou.

Voltou imediatamente para casa, louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor, mas a mãe lhe disse friamente: que bobagem! As estrelas não foram feitas para que as mariposas possam voar em torno delas. Procure um poste ou um abajur e se apaixone por algo assim; para isso nós fomos criadas.

Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar o comentário da mãe e permitiu-se ficar de novo alegre com a sua descoberta e pensava: que maravilha poder sonhar!


Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar, e ela decidiu que iria subir até o céu, voar em torno daquela luz radiante e demonstrar seu amor. Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada, mas conseguiu subir alguns metros acima do seu vôo normal. Entendeu que, se cada dia progredisse um pouquinho, iria terminar chegando à estrela, então armou-se de paciência e começou a tentar vencer a distância que a separava de seu amor.

Esperava com ansiedade que a noite descesse e, quando via os primeiros raios da estrela, batia ansiosamente suas asas em direção ao firmamento.

Sua mãe ficava cada vez mais furiosa e dizia: estou muito decepcionada com a minha filha. Todas as suas irmãs e primas já têm lindas queimaduras nas asas, provocadas por lâmpadas! Você devia deixar de lado esses sonhos inúteis e arranjar um amor que possa atingir.

A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia, resolveu sair de casa. Mas, no fundo, como, aliás, sempre acontece, ficou marcada pelas palavras da mãe e achou que ela tinha razão.

Por algum tempo, tentou esquecer a estrela, mas seu coração não conseguia esquecer a estrela e, depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor não tinha sentido, resolveu retomar sua caminhada em direção ao céu.

Noite após noite, tentava voar o mais alto possível, mas, quando a manhã chegava, estava com o corpo gelado e a alma mergulhada na tristeza. Entretanto, à medida que ia ficando mais velha, passou a prestar atenção a tudo que via à sua volta.

Lá do alto podia enxergar as cidades cheias de luzes, onde provavelmente suas primas e irmãs já tinham encontrado um amor, mas, ao ver as montanhas, os oceanos e as nuvens que mudavam de forma a cada minuto, a mariposa começou a amar cada vez mais sua estrela, porque era ela quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.
Muito tempo depois resolveu voltar à sua casa e aí soube pelos vizinhos que sua mãe, suas irmãs e primas tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas, destruídas pelo amor que julgavam fácil.

A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela, viveu muitos anos ainda, descobrindo que, às vezes, os amores difíceis e impossíveis trazem muito mais alegrias e benefícios que aqueles amores fáceis e que estão ao alcance de nossas mãos.
Com esta lenda aprendemos duas coisas: valorizar o amor e lutar pelos nossos sonhos, porque sabemos que é a realização deles que nos faz feliz e lembremos: 
O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar, e correr o risco de viver seus sonhos.

O carvalho e os juncos

Renata LombardiUm grande carvalho foi arrancado do chão pela ventania e arrastado por forte correnteza. Então dentro da água ele se viu no meio de alguns Juncos, e, assim lhes falou: 

– Gostaria de ser como vocês que de tão esguios e frágeis não são de modo algum afetados por estes fortes ventos. 

Eles responderam: 

– Você lutou e competiu com o vento, e, conseqüentemente foi destruído. Nós, ao contrário, nos curvamos diante do mais leve sopro de ar, e, por esta razão permanecemos inteiros e a salvo. 

Moral da História: 
Para vencermos o mais forte, não devemos usar a força e sim a gentileza e a humildade.

A máquina de escrever

Renata LombardiApxsar dx minha máquina dx xscrxvxr sxr um modxlo antigo, funciona bxm, com xxcxção dx uma txcla.
Há 42 txclas qux funcionam bxm, mxnos uma, x isso faz uma grandx difxrxnça.

Às vxzxs, mx parxcx qux mxu grupo x como a minha máquina dx xscrxvxr, qux nxm todos os mxmbros xstão dxsxmpxnhando suas funçõxs como dxviam, qux txm um mxmbro achando qux sua ausxncia não fará falta…

Vocx dirá: “Afinal, sou apxnas uma pxça sxm xxprxssão x, por isso, não farxi difxrxnça x falta à comunidadx.” Xntrxtanto, para uma organização podxr progrxdir xficixntxmxntx, prxcisa da participação ativa x consxcutiva dx todos os sxus intxgrantxs.

Na próxima vxz qux vocx pxnsar qux não prxcisam dx vocx, lxmbrx-sx da minha vxlha máquina dx xscrxvxr x diga a si mxsmo: “Xu sou uma pxça importantx do grupo x os mxus amigos prxcisam dx mxus sxrviços!”

Pronto, agora consertei a minha máquina de escrever. Você entendeu o que eu queria te dizer?

Percebeu a sua imensa participação na vida daqueles ao seu redor? Percebeu que assim como tem pessoas que são importantes para nós, também, somos importantes para alguém?

Lembre-se de que somos parte do Universo e como tal somos uma peça que não podemos faltar no quebra-cabeça da vida…

A janela e o espelho

Renata LombardiUm jovem muito rico foi ter com um rabi, e lhe pediu um conselho para orientar sua vida. Este o conduziu até a janela e perguntou-lhe: – O que vês através dos vidros?
Vejo homens que vão e vêm, e um cego pedindo esmolas na rua. Então o rabi mostrou-lhe um grande espelho e novamente o interrogou:
Olha neste espelho e dize-me agora o que vês.

Vejo-me a mim mesmo.

E já não vês os outros! Repara que a janela e o espelho são ambos feitos da mesma matéria prima, o vidro; mas no espelho, porque há uma fina camada de prata colada a vidro, não vês nele mais do que a tua pessoa. Deves comparar te a estas duas espécies de vidro. Pobre, vias os outros e tinhas compaixão por eles. Coberto de prata – rico – vês apenas a ti mesmo.

Sê vales alguma coisa, quando tiveres coragem de arrancar o revestimento de prata que tapa os olhos, para poderes de novo ver e amar aos outros.

Nós e o espelho

Renata LombardiAlguém, muito desanimado, entrou numa igreja e em determinado momento, disse para Deus:

– Senhor, aqui estou porque em igrejas não há espelhos. Nunca me senti satisfeito com minha aparência.

Subitamente uma folha de papel caiu aos seus pés, vinda do alto do templo. Atônito, ele a apanhou e nela viu a seguinte mensagem:

“Minha criatura, nenhuma das minhas obras veio ou ficou sem beleza, pois a feiúra é invenção dos homens, e não minha.

Não importa se um corpo é gordo ou magro: ele é o templo do Espírito e este é eterno;
Não importa se braços são longos ou curtos: sua função é o desempenho do trabalho honesto;

Não importa se as mãos são delicadas ou grosseiras: sua função é dar e receber o Bem;
Não importa a aparência dos pés: sua função é tomar o rumo do Amor e da Humildade;
Não importa o tipo de cabelo, se ele existe ou não numa cabeça: o que importa são os pensamentos que por ela passam;

Não importa a forma ou a cor dos olhos: o que importa é que eles vejam o valor da Vida;
Não importa um formato de nariz: o que importa é inspirar e expirar a Fé;
Não importa se a boca é graciosa ou sem atrativos: o que importa são as palavras que saem dela”.

Ainda atônito, esse alguém dirigiu-se para a porta de saída, que tinha algumas partes de vidro.

Nesse exato momento sentiu que toda sua vida se modificaria. Havia esse lembrete colado à porta:

“Veja com bons olhos seu reflexo neste vidro e lembre-se de tudo que deixei escrito. Observe que não há uma única linha sobre Mim que afirme que sou bonito”.

Barulho de carroça

Renata LombardiCerta manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. 
Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:

– Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:

– Estou ouvindo um barulho de carroça.

– Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia …

Perguntei ao meu pai:

– Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

– Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.

Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz…

O elefante acorrentado

Renata LombardiVocê já observou elefante no circo? Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.

Que mistério! Por que o elefante não foge?

Há alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta: o elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno. Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido preso: naquele momento, o elefantinho puxou, forçou, tentando se soltar. E, apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era muito pesada para ele. E o elefantinho tentava, tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espetáculo.

Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode. Para que ele consiga quebrar os grilhões é necessário que ocorra algo fora do comum, como um incêndio por exemplo. O medo do fogo faria com que o elefante em desespero quebrasse a corrente e fugisse.

O cachorro e a sombra

Renata LombardiUm cachorro, ao cruzar uma ponte sobre um riacho carregando um pedaço de carne na boca, viu sua própria imagem refletida na água e pensou que fosse outro cachorro com um pedaço com o dôbro do tamanho do que carregava. 

Êle então largou sua carne, e, ferozmente atacou o outro cachorro para tomar-lhe aquele pedaço que era bem maior que o seu. 

Agindo assim êle perdeu ambos; Aquele que tentou pegar na água, pois era apenas um reflexo; e o seu próprio que caiu no riacho e foi levado pela correnteza. 

Moral da História: 
Quem desiste do certo pelo duvidoso é um tolo duas vezes imprudente.

Lobos internos

Renata LombardiUm velho Avô disse ao seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo, que lhe havia feito uma injustiça:
“Deixe-me contar-lhe uma história.”

Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que aprontaram tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram. 

Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo. 

É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. 

Lutei muitas vezes contra estes sentimentos…” 

E ele continuou: “É como se existissem dois lobos dentro de mim. 

Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. 

Ele só lutará quando for certo fazer isto. E da maneira correta. 

Mas, o outro lobo, ah! Este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira! 

Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo.

Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes. 

É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma! 

Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito”. 

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu Avô e perguntou: 

“Qual deles vence, Vovô?” 

O Avô sorriu e respondeu baixinho: 

“Aquele que eu alimento mais freqüentemente”.

 

Milho premiado

Renata LombardiEsta é a história de um fazendeiro bem sucedido. 
Ano após ano, ele ganhava o troféu “Milho Gigante” da feira da agricultura do município. 
Entrava com seu milho na feira e saía com a faixa azul recobrindo seu peito. 
E o seu milho era cada vez melhor.

Numa dessas ocasiões, um repórter de jornal, ao abordá-lo após a já tradicional colocação da faixa, ficou intrigado com a informação dada pelo entrevistado sobre como costumava cultivar seu qualificado e valioso produto.

O repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava a semente do seu milho gigante com os vizinhos.

“Como pode o Senhor dispor-se a compartilhar sua melhor semente com seus vizinhos quando eles estão competindo com o seu em cada ano?” – indagou o repórter.

O fazendeiro pensou por um instante, e respondeu:

“Você não sabe? O vento apanha o pólen do milho maduro e o leva através do vento de campo para campo. Se meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade do meu milho.Se eu quiser cultivar milho bom, eu tenho que ajudar meu vizinhos a cultivar milho bom”.

Ele era atento às conectividades da vida.

O milho dele não poderia melhorar se o milho do vizinho também não tivesse a qualidade melhorada.

Assim é também em outras dimensões da nossa vida.

Aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que seus vizinhos estejam em paz. 
Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam bem.

E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a encontrar a felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos.

Que todos vocês consigam ajudar seus vizinhos a cultivar milho cada vez melhor.

A cobra e o vagalume

Renata LombardiEra uma vez uma cobra que começou a perseguir um vagalume que só vivia para brilhar.
Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada…

No terceiro dia, já sem forças o vagalume parou e disse à cobra:
– Posso fazer três perguntas ?
– Não costumo abrir esse precedente para ninguém mas já que vou te comer mesmo, pode perguntar…

– Pertenço a sua cadeia alimentar ?
– Não.
– Te fiz alguma coisa ?
– Não.
– Então por que você quer me comer ?

– PORQUE NÃO SUPORTO VER VOCÊ BRILHAR…

Pensem nisso e selecione as pessoas em quem confiar.