Presença amorosa

Renata LombardiEra véspera do Dia das Mães. Data em que as lojas ficam repletas de pessoas à procura de presentes.

Para os que amam suas mães, é apenas mais um dia para se homenagear a especial criatura que lhes deu a vida.

Para aqueles indiferentes ou esquecidos de manifestações constantes de carinho, é uma oportunidade para lembrar do ser que os gerou, atendeu, sustentou.

O rico empresário pertencia à segunda categoria. Como todos os anos, foi à mais bela floricultura da cidade.

Seu intuito era escolher a mais cara flor ali existente, escrever algumas palavras rápidas num cartão e pedir para que fosse remetida para a  casa de sua mãe.

Estacionou seu carro e, quando ia adentrar a loja, viu uma garotinha com o nariz colado na vitrine.

O que é que uma garotinha de seus 8 anos, mais ou menos, estaria fazendo ali, olhando flores?

Que ela estivesse frente a uma confeitaria, devorando doces com os olhos, ou frente a uma loja de brinquedos, desejando um ou outro, seria compreensível.

Mas, frente a uma floricultura?

Aproximou-se e perguntou: Oi, menina. Por que você tanto olha essas flores?

Ela se voltou para ele e o empresário lhe contemplou o rostinho umedecido por pequenas pérolas de pranto.

Eu queria comprar uma flor para minha mãe, mas não tenho dinheiro.

O empresário a tomou pela mão, entrou na loja e pediu que ela escolhesse a flor que desejasse. Não uma, mas um grande ramalhete.

A garotinha ficou radiante e, com muito bom gosto, escolheu flores maravilhosas e perfumadas.

O homem ficou feliz, contemplando a alegria da pequena. Também ficou imaginando a surpresa da mãe ao ver chegar a filha carregada de flores.

Por isso, se ofereceu para levá-la até sua mãe.

Você me ensina o caminho. – Disse ele, enquanto a acomodava em seu luxuoso carro e fechava a porta.

A menina quase desaparecia atrás do ramalhete florido que abraçava.

Mas, ela foi indicando a rota, sem pestanejar. Finalmente, ela disse:

É aqui.

Ágil, ela saltou do carro, deu adeusinho com a mão e entrou, sozinha… no grande cemitério.

O empresário viu a pequena andando, por entre túmulos e lembrou de sua própria mãe.

Então, tomou uma decisão: desistiu de enviar flores, dirigiu alguns quilômetros e foi abraçar, pessoalmente, depois de muitos anos, a sua mãe.

*   *   *

Se você é daqueles que agenda o dia de dar presentes, o dia de abraçar e beijar, pare um momento.

Pergunte a si mesmo de que valeria a vida se as pessoas que o amam e as que você diz amar desaparecessem do seu convívio.

Imagine-se voltar para uma casa vazia, sem abraços aconchegantes e sem risos infantis.

Pense nisso e ainda hoje vá ao encontro dos que lhe aguardam o carinho e a ternura.

Abrace, beije, entregue-se.

Se puder, leve flores, um presente.

Se não puder, seja a sua presença amorosa o presente mais rico e mais aguardado.

Por que ser bom?

Por que ser bom?Você já deve ter ouvido, alguma vez, esse sábio conselho: “é preciso ser bom, fazer o bem e não praticar o mal”.

Você também deve ter se perguntado: “Mas, afinal, por que ser bom? Que vantagem isso me traz?”

A educação tradicional ensinava, e algumas correntes ainda ensinam, que é preciso ser bom para obter algum tipo de recompensa, e não praticar o mal para evitar um castigo correspondente.

Essa pedagogia pode funcionar para aqueles que não buscam uma explicação racional para fundamentar suas ações.

Todavia, quem precisa entender por que agir desta ou daquela forma, não aceita argumentos destituídos de critérios lógicos.

O evangelho de Jesus foi intensamente utilizado para espalhar o terror do inferno, aos maus, e prometer um céu como recompensa, para os bons.

No entanto, o ser imortal, no ir e vir das sucessivas reencarnações, foi se dando conta de que não há céu nem inferno do outro lado da vida e, menos ainda, no plano físico.

Viajante da eternidade e herdeiro de si mesmo, o espírito foi percebendo, ao longo do tempo, que inferno e céu são estados d’alma, e não lugares de punição e recompensa.

E essa constatação, de certo modo, o tem levado à descrença e ao desprezo pelas questões relativas à alma.

A falta de uma explicação razoável do por que praticar o bem e evitar o mal, tem levado muitas pessoas a buscar os interesses imediatos do mundo, lançando mão de expedientes indignos ou até cruéis.

A busca da felicidade, que é uma aspiração natural do ser humano, gira em torno da satisfação dos prazeres passageiros.

Ser bom, por conseguinte, passa a ser um dever para aqueles que, na dúvida, preferem garantir algum tipo de recompensa futura.

Entretanto, é preciso lançar o olhar sobre as leis que regem a vida e buscar compreender a essência dos ensinamentos trazidos pelo mestre de Nazaré, para fundamentar a prática do bem.

Os ensinos de Jesus visam desenvolver no homem a convicção inabalável na sua perfectibilidade. Isso se pode constatar no imperativo: “sede perfeitos, como perfeito é o vosso pai celestial.”

Ora, para desenvolver essa perfeição é preciso entender de que forma, como e porquê.

E isso pressupõe um consentimento interno, racional, e não uma imposição externa, muitas vezes fruto de uma necessidade ou de uma vontade alheia.

Nossas ações devem ser norteadas pelo crivo da razão. Razão baseada numa fé que nos faz livres para querer, de livre e espontânea vontade e nunca por pressões ou interesses externos, sejam quais forem.

Quando a prática do bem se tornar tão espontânea em nós como o ato de respirar, então teremos compreendido o papel que nos cabe, como filhos da luz.

Pense nisso!

O filósofo brasileiro Huberto Rohden, em seu livro sabedoria das parábolas, diz: “O Evangelho do Cristo é a glória da suprema sabedoria cósmica; Quer um ser-bom por espontânea liberdade, e não um ser-bom por compulsória necessidade.

O homem deve ser intrinsecamente bom por um querer próprio, e não apenas extrinsecamente bom por um querer alheio.

O seu ser-bom deve ser o fruto de um voluntário querer, e não de um compulsório dever.

O homem pode ter todas as possibilidades para ser mau – e, apesar disto, ser bom, livre, convictamente bom.”

Pense nisso!

Prece de alguém que sofre

Renata LombardiSenhor, meu Deus.

Pai bondoso, busco-O com esperança de que o Seu amor seja capaz de acalmar-me agora.

Busco o colo e o aconchego de quem me conhece desde sempre e sabe bem os motivos das minhas dores e do meu desespero.

Pai de justiça e de amor, envolva meu coração dolorido em Seu afeto infinito, para que meu desânimo arrefeça e que eu não desista da luta.

Ampare-me em seus braços, dando-me a certeza de que jamais estarei sozinho, mesmo quando o silêncio for meu único companheiro e a estrada da vida me parecer deserta.

Dê-me forças e coragem para seguir meu caminho, por mais duras que sejam as provas e por mais distantes que meus amores possam estar de meus olhos.

Peço, Senhor, que Suas palavras ecoem em minha intimidade, guiando meus passos e curando as feridas que sangram em minha alma.

Feridas causadas por minha incúria, por meu egoísmo e pela minha falta de capacidade de perdoar.

Envolva-me em um abraço afetuoso, capaz de estancar essas lágrimas que insistem em rolar de meus olhos e de molhar minha face.

Não pretendo que o sofrimento que ora vivo seja simplesmente arrancado de meus dias.

Se ele está presente em mim hoje é porque o semeei no passado, bem sei.

Peço apenas humildemente, Senhor, para suportá-lo com dignidade.

Peço que me auxilie a me manter em pé, nesses momentos tão duros, em que sinto os joelhos cedendo ao peso do cansaço e do desalento.

Não permita, Pai, que a tristeza tome, de vez, conta de meu pensamento, impedindo-me de ver com clareza e de acreditar no amanhã.

Não deixe, Senhor, que o remorso e o arrependimento pelos meus erros sejam desculpa para novos deslizes e maiores enganos.

Fortaleça meu desejo de suportar as dificuldades que me possibilitarão ser uma criatura melhor, um dia.

Que a paixão seja alavanca de progresso e não mais motivação para novos equívocos.

Ajude-me, Senhor, a trilhar o caminho do bem, por mais estreita que seja a sua porta, por mais pesado que seja o meu fardo.

Que a revolta e o desespero não preencham meus dias e nem povoem minhas noites.

Ilumine, com a Sua verdade, Senhor, meus atos e minhas palavras, pois sinto-me tão só e tão perdido, nesse mundo de desterro e de exílio, onde a felicidade é fugaz e passageira.

Somente a certeza da sua presença constante em minha existência pode me trazer a paz e o conforto que meu Espírito infeliz tanto almeja.

Abra meus olhos para as verdades eternas da vida e conceda-me a graça de confiar sempre, sem hesitação e sem esmorecimento.

Auxilie-me, Pai bondoso, para que eu possa seguir em frente, de uma vez por todas, deixando para trás meu passado equivocado, construindo, a partir de hoje, bases de amor e de felicidade para o futuro.

*   *   *

Quando as duras provas da vida trouxerem para o seu coração amargura e dor, lembre-se de que a prece é o meio mais eficaz que nos liga a Deus.

Lembre-se de que nada, nem ninguém, pode trazer maior alívio para nossos sofrimentos do que a Presença Divina em nossas vidas.

Deus, Pai bondoso e justo, jamais nos abandona ou desampara.

Confie e persista, sempre.

Pessoas e potes de geléia

Pessoas e potes de geléiaTransformamos as pessoas em potes de geléia.

Sim, toda vez que julgamos precipitadamente, que criamos rótulos, estamos comparando as pessoas a objetos.

Objetos podem, muitas vezes, ser facilmente explicados, descritos, compreendidos. Basta um desenho, um esquema, ou algumas palavras e está tudo resolvido.

Ficaram famosos os jogos de mímica, nos quais os oponentes precisam adivinhar uma palavra, uma frase, através da compreensão dos gestos do outro.

O problema está quando desejamos usar esta nossa habilidade de descrever rapidamente alguma coisa, no convívio com as pessoas.

Pessoas são Espíritos, almas complexas, de realidades múltiplas e possibilidades infinitas.

Avaliá-las com superficialidade é desrespeitá-las em sua essência divina.

O grande escritor russo Léon Tolstoi, afirma que um dos nossos preconceitos mais comuns e disseminados, é o de que cada pessoa tem uma característica fixa.

Segundo ele, tal preconceito faz com que existam apenas pessoas boas ou pessoas más; pessoas inteligentes ou pessoas estúpidas; pessoas frias ou pessoas quentes.

Aí começam os rótulos.

Muitas vezes, com o objetivo de simplificar, nós empobrecemos e menosprezamos as pessoas.

Até nossos hábitos de linguagem precisam ser revistos, pois muitos deles já nos acostumam ao rótulo fácil.

Você lembra de Fulano de tal? – Não, não lembro. – responde o outro.

Aquele magrinho com nariz pontudo, lembra?

Ah, sim, claro, agora lembrei!

Pois aí está o embrião do vício dos rótulos.

Pode ser uma observação sem maldade, que apenas ajude a lembrar mais facilmente das pessoas, mas, por vezes, já desenvolve em nós esta prática desagradável.

Mais um pouco e estamos no nível de observações como: Beltrano é falso mesmo. Cuidado com o que ele diz!

Obviamente que podemos identificar as dificuldades das pessoas. É algo comum da vida de relacionamento.

Mas, avaliar toda uma personalidade, todo o universo de um Espírito encarnado, e resumi-lo em uma frase, em um rótulo, é pequeno e simplista demais.

Além de ser desrespeitoso.

Aplicando um rótulo a alguém, principalmente os negativos, estamos dizendo que ninguém é capaz de mudar, de crescer.

Estamos dizendo que a pessoa é assim e pronto.

Chegamos a aplicar rótulos a nós mesmos, por vezes.

Colamos na testa um adesivo dizendo: Sou teimoso. Não pense em vencer qualquer discussão comigo.

É uma auto-rotulagem, uma expressão de acomodação perante uma imperfeição, da qual, muitas vezes chegamos a nos orgulhar.

Até mesmo os rótulos positivos são preocupantes.

Quando, por exemplo, aquele amigo que carregava em sua fronte o rótulo de bonzinho, faz conosco algo que mostra uma característica oposta a essa, vem a decepção.

Nunca esperava isso dele ou dela… – expressão típica de quem não conhece o outro em profundidade, e que preferiu ficar na superficialidade da rotulagem.

Todos ainda somos almas sendo automoldadas a todo instante.

Nem temos imperfeições fixas, eternas, que ficarão para sempre conosco, nem virtudes em grau de excelência, que não nos permitam o equívoco em situação alguma.

Lembremos: rótulos são para potes de geléia, e não para pessoas.

Professores

Você recorda o nome de sua primeira professora?

Pois é, quase nunca lembramos. Mas, com certeza, recordamos dos nomes dos nossos professores universitários. E não é pelo fato da proximidade de nossa formatura. Nós os lembramos pelo cabedal e conhecimentos, pela experiência e segurança, dentro de sua área de atuação.

Nós os recordamos porque partilharam das nossas lutas mais árduas, a fim de conseguirmos o tão ambicionado diploma. Nós os lembramos porque estiveram conosco nas pesquisas e nas orientações particulares. Também porque foram, muitas vezes, os que nos conduziram aos nossos primeiros estágios, ensaiando-nos para a carreira profissional.

Alguns nos orientaram em nossas monografias, a fim de alcançarmos as especializações que almejávamos.

Temos razão em recordá-los e com gratidão. Entretanto, de nada adiantaria todo o conhecimento e a experiência deles na universidade, se não tivéssemos chegado até lá.

E somente chegamos até lá porque em nossa infância, alguém de extrema dedicação, nos abriu a possibilidade da leitura, desvendando-nos o alfabeto.

Alguém que teve paciência suficiente para nos ensinar a decifrar os códigos da escrita. Que tomou a nossa mão e foi traçando os contornos das vogais e consoantes, a fim de que aprendêssemos a escrever.

Esta criatura foi nossa primeira professora. Enquanto brincávamos ou descansávamos após as horas da escola, ela se debruçava sobre livros à cata de contos e histórias para melhor ilustrar o ensino, no dia seguinte.

Enquanto nós dormíamos, ela estava criando e confeccionando materiais com suas mãos habilidosas. Eram personagens, gravuras, painéis para compor a próxima.

Tudo para que o estudo nos parecesse atraente e a escola nos conquistasse.

Crescemos. Hoje, quando lemos com fluência, até em outros idiomas, possivelmente nem nos recordamos das dificuldades dos primeiros momentos.

Após tantas conquistas e tantos anos passados, é bom nos recordarmos da nossa primeira professora, aquela que descobriu a terra propícia da nossa riqueza interior e a despertou.

Aquela que nos ensinou os sons precisos das letras e como uni-las, a fim de formar palavras. Aquela que nos forneceu as noções básicas das operações aritméticas, a fim de que pudéssemos entender as noções de quantidade, pesos, medidas. 

*** 

Se você tem hoje filho na escola e se emociona quando ele chega em casa, cantando uma pequena canção ou contando uma história, lembre: há uma criatura muito especial que se dedica de forma muito particular a ensinar-lhe muitas coisas, todos os dias.

Por isso, da próxima vez que seu filho olhar para uma placa ou painel de propaganda, em plena rua e começar a soletrar, tentando unir as letras para formar palavras e você o olhar com orgulho, não deixe de lembrar do tesouro precioso que é a escola.

Mais do que isso, não esqueça de agradecer, de vez em quando, à professora, por essas pequenas grandes conquistas do seu filho.

Prestando mais atenção

Se alguém lhe perguntasse, agora, com que roupa seu marido saiu de casa esta manhã, você saberia?

É interessante como, embalados pela rotina da vida, deixamos de prestar atenção em coisas importantes, ou seja, nos nossos tesouros mais valiosos. As pessoas que amamos.

O casal Estrada aprendeu a lição da maneira mais difícil.

Certo dia, o marido saiu para fazer sua caminhada. Entrou em sua caminhonete Chevrolet e partiu.

Mais ou menos cincoenta minutos depois, um policial batia à porta da casa de Herlinda Estrada.

O policial lhe perguntou qual era o nome do seu marido e qual era o carro que ele dirigia.

E, então, lhe informou que seu marido havia sofrido um ataque cardíaco e estava hospitalizado.

Extremamente transtornada, ela literalmente voou  até o hospital, que ficava perto de sua casa.

Atendida tão logo se apresentou, descobriu que chegara tarde demais. Seu marido havia morrido.

Em prantos, acompanhada pelo mesmo policial que fora à sua casa, ela foi identificar o corpo.

Voltou para a sala de espera e pediu ao policial que desse os primeiros telefonemas, avisando a família e amigos.

Pouco depois, pessoas começaram a chegar. E trinta minutos depois, a pessoa menos esperada chegou: o próprio senhor Estrada.

Quando viu o marido, Herlinda se pendurou em seu pescoço, aos gritos: Você está vivo! Eles disseram que você tinha morrido!

Todos os parentes, amigos, funcionários do hospital presentes não estavam entendendo nada.

Com calma, tudo ficou elucidado.

Enquanto o sr. Estrada fazia sua caminhada, outro homem sofrera um infarto.

A equipe de emergência e a polícia foram chamadas, mas não encontraram nenhuma identificação no homem.

A única pista era um chaveiro da General Motors que o policial experimentou nas portas dos veículos GM estacionados na área.

As chaves, como se vê, abriram o veículo errado. O do sr. Estrada, que assim foi identificado porque seus documentos estavam no carro.

E como Herlinda identificou o corpo errado?

Ela disse que estava fora de si. O corpo estava com fita crepe nos olhos e na boca. Nem conseguiu verificar se o homem tinha bigode.

Ela olhou os pés, as mãos, a cor do shorts, os tênis. Pareceram ser de seu marido. E assim o identificou.

Como o sr. Estrada chegou ao hospital?

Também muito simples: ao chegar em casa, recebeu um telefonema da esposa de seu patrão que, quando ouviu a voz dele ao telefone, exclamou:

Meu Deus! Se você está aí, então foi Herlinda quem sofreu o ataque cardíaco!

Que confusão, não é mesmo?

Assim, enquanto o casal voltou abraçado para casa, o policial voltou para a pista, no parque.

Ali encontrou uma mulher que procurava o marido: era a viúva verdadeira.

Depois daquele dia, o casal Estrada mudou muitas coisas em sua vida, passando a prestar muita atenção um no outro.

*   *   *

Por vezes, um fato dramático como o narrado, nos tira da modorra, da apatia com que levamos nossos dias.

Uma verdadeira sacudidela para passarmos a prestar mais atenção nos seres que amamos.

Nesses seres sem os quais tudo o mais que tenhamos deixa de ter importância: a casa, o carro, as joias, as viagens…

Pensemos nisso e comecemos a olhar com novos olhos essas criaturas que são a razão das nossas alegrias: os nossos amores.

Comecemos hoje. Agora.

Pobreza

 PobrezaDia desses alguém se encontrou com um indivíduo e, olhando-o, falou: Pobre homem rico.

Estranho! Afinal, é rico ou pobre? – Perguntou alguém que passava, no momento.

A resposta veio nos seguintes termos: O pobre homem rico é aquele que é dono de várias fazendas, de bônus, ações de várias companhias e uma grande conta corrente no banco mas é avarento.

É pobre porque sua mente é a essência da pobreza. Porque sempre tem medo de gastar alguns centavos. Suspeita de todo mundo. Preocupa-se com tudo o que tem e que lhe parece pouco.

A pobreza não é carência de coisas: é um estado de ânimo. Não são ricos os que têm tudo em abundância.

Só se é rico quando o dinheiro não nos preocupa. Se temos dois reais e nos lamentamos por não ter mais, somos mais ricos do que aquele que tem dois milhões e não pode dormir porque não tem quatro.

Pobreza não é carência: é a pressão da carência. A pobreza está na mente, não no bolso.

O pobre homem rico se angustia pela conta do supermercado que é muito alta. Também porque consome eletricidade, gás e gasolina. Sempre está procurando o modo de diminuir o salário dos empregados.

Dói quando sua mulher lhe pede dinheiro. Angustia-se pelo gasto de seus filhos.

Os pedidos de aumento de salário de seus empregados lhe ardem mais do que ácido que lhe fosse colocado sobre a pele.

Enfim, ele tem os sintomas da pobreza.

Em verdade, a finalidade do dinheiro é proporcionar comodidade, afastar temores, permitir uma vida de liberdade espiritual. Se não desfrutamos dessas vantagens, não importando quanto tenhamos, somos como o pobre homem rico.

Mas, se podemos experimentar essa sensação de liberdade, essa confiança no amanhã, essa ideia de abundância que se diz que o dinheiro proporciona, seremos ricos, mesmo sendo pobres.

Se desejamos ser ricos, sejamos. É mais fácil do que se fazer rico.

O dinheiro em si mesmo não significa nada. Seu verdadeiro valor está no que com ele possamos realizar em favor dos outros e de nós mesmos. Essa é a autêntica finalidade do dinheiro.

*   *   *

Se pensamos muito em dinheiro, ali estará o nosso tesouro.

Se os nossos pensamentos estão no amor, ali também estará o nosso tesouro.

Se valorizamos a tônica do dinheiro, nossos valores são materiais.

Se nossos pensamentos são nobres e altruístas, se pensamos e nos ocupamos em amar, o nosso tesouro não acabará com as crises econômicas, nem com as desvalorizações. Isso porque o espiritual não acaba nunca.

Enriqueçamo-nos com as coisas imperecíveis. Seremos então ricos, fortes e nossas riquezas estarão sempre conosco.

Se o amanhã não vier…

Se eu soubesse que essa seria a última vez que

 eu veria você dormir, eu me aconchegaria mais apertado e rogaria ao Senhor que a protegesse.

Se eu soubesse que essa seria a última vez que veria você sair pela porta, eu a abraçaria, beijaria você mais vezes e a chamaria de volta  para abraçar e beijar uma vez mais.

Se eu soubesse que essa seria a última vez que ouviria a sua voz em oração, eu filmaria cada gesto e gravaria cada palavra para que eu pudesse ver e ouvir de novo, dia após dia…

Se eu soubesse que essa seria a última vez, eu gastaria um minuto extra, ou dois, para parar e dizer: “EU TE AMO”, ao invés de assumir que você já sabia disso…

Se eu soubesse que essa seria a última vez, eu estaria do seu lado, partilhando do seu dia, ao invés de pensar:”Bem, tenho certeza de que outras oportunidades virão, e eu posso deixar passar esse dia”…

É claro que haverá um amanhã para se fazer uma revisão, e nós teríamos uma segunda chance de fazer as coisas da maneira certa.

É claro que haverá um outro dia, para dizermos, um para o outro: “EU TE AMO”.

E, certamente,haverá uma nova chance de dizermos, um para o outro: “Posso te ajudar em alguma coisa?”

Mas no caso de eu estar errado, e hoje ser o último dia que temos, eu gostaria de dizer O QUANTO EU AMO VOCÊ.

E espero que nunca esqueçamos disso.

 O dia de amanhã não está prometido a ninguém, jovem ou velho, e hoje pode ser sua última chance de segurar bem apertada a mão de quem você ama.

Se você está esperando pelo amanhã, por que não fazer HOJE ?

Porque se o amanhã não vier você, com certeza, se arrependerá pelo resto de sua vida, de não ter gasto aquele tempo extra num sorriso, num abraço, num beijo… porque você estaria muito ocupado para dar àquela pessoa aquilo que acabou sendo o último desejo dela…

Então abrace a sua amada, o seu amado, HOJE, AGORA, bem apertado. Sussurre nos seus ouvidos dizendo o quanto você a ama e o quanto a quer junto de si !

Gaste um tempo para dizer”ME DESCULPE”, “POR FAVOR”,”ME PERDOE”,”OBRIGADO” ou ainda “NÃO FOI NADA” , “ESTÁ TUDO BEM”…

Porque se o amanhã jamais chegar, você não terá que se arrepender pelo dia de hoje, pois o passado não volta e o futuro talvez não chegue…

De todos os dias de sua vida há apenas dois nos  quais você nada poderá fazer…
O ONTEM e o AMANHÃ !!!
Faça o que tiver que fazer HOJE.
Um ótimo final de semana!

Pessimismo

PessimismoVez ou outra uma onda de pessimismo varre o País.

Fala-se em crise, crise muito séria, e a onda vai contaminando as pessoas.

Entra-se no Supermercado e escuta-se a reclamação dos preços. Já não se pode comprar nada. O dinheiro não dá.

Mas quem assim fala não sai de mãos vazias. Ao contrário, sai com pacotes, pacotinhos e até sacolas.

0 salário está uma miséria.

Que ele anda defasado, está correto. Mas miséria é exagero.

O que ocorre é que se está pintando com tintas muito negras o céu do presente.

Tudo isso nos recorda de uma história que colhemos em revista de grande circulação nacional.

Um homem vivia na beira da estrada e vendia cachorro-quente.

Não tinha rádio e não lia jornais. Em compensação, seu cachorro-quente era muito especial.

Ele resolveu colocar um cartaz na beira da estrada, anunciando a sua mercadoria.

As pessoas paravam e compravam.

Então, ele aumentou o pedido de pão e salsichas, e acabou construindo uma mercearia.

O negócio cresceu. Ele resolveu chamar o filho que estudava na Universidade, para ajudá-lo a tocar o negócio.

O filho chegou e disse ao pai: Papai, o senhor não tem ouvido rádio? Não tem lido jornais? Não sabe que há uma crise no País e que a situação internacional é muito perigosa?

Diante disso, o pai pensou: Meu filho estudou na Universidade, ouve rádio e lê jornais. Ele deve saber o que está dizendo.

Então, reduziu os pedidos de pão e salsichas, tirou o cartaz da beira da estrada e não ficou mais por ali apregoando os seus cachorros-quentes.

As vendas caíram do dia para a noite.

Convencido, o pai disse ao filho: Você tinha razão, meu filho, a crise é muito séria.

*   *   *

Crise se combate com trabalho, com bom ânimo, com esperança. Esperança de dias melhores.

Por mais semelhantes que sejam, os dias não são iguais.

A chuva que ontem caiu não é a mesma de hoje, pois as gotas são outras.

O sol que ontem brilhou não o faz hoje da mesma forma.

A árvore da rua já não está com o mesmo número de folhas de ontem. O vento arrancou algumas, outras caíram por si mesmas.

Há uma flor no jardim por onde você passa. Flor que ontem era só botão.

As pessoas que você encontra no ônibus, na rua não são exatamente as mesmas.

Já observou que nessas pequenas coisas está a mensagem de Deus de que nada se repete exatamente igual?

Cada dia é um novo dia.

Oportunidades novas, chances que se apresentam.

O sol que se mostra espancando as trevas da noite que teima em ficar é a mensagem do bom ânimo.

Sol, claridade, novo dia! Espanque as brumas do pessimismo com o sol do seu sorriso, com sua disposição de vencer!

Hoje é um dia sem igual! Horas como as de hoje nunca as tivemos antes. Ânimo! Hoje é dia de vencer, de triunfar!

Tornemos o nosso fardo leve, com Jesus no coração e muita disposição para vencer. O cristão nasceu para ser um triunfador!

*   *   *

Abraão Lincoln, o décimo sexto Presidente dos Estados Unidos da América do Norte, se candidatou para a Câmara e para o Senado duas vezes e perdeu as duas vezes.

Durante a Guerra de Secessão perdeu diversas e importantes batalhas e perdeu a popularidade também.

Ele nunca se mostrou pessimista e é considerado uma das mais notáveis personalidades da História da Humanidade.

Uma pausa para refletir

Uma pausa para refletirVocê está feliz com os resultados obtidos com seus esforços ,ultimamente?

Se está, parabéns! Você está no caminho certo. Mas, se considera que alguma coisa não está bem, faça uma pausa para refletir sobre algumas considerações breves.

Afaste-se da busca vã pela fama e pelo ouro que ficarão sobre o pó da terra. Jamais olhe para trás ao fechar a porta ao lamentável tumulto da ganância e da ambição.

Limpe as lágrimas de seus fracassos e infortúnios, largue o seu pesado fardo e descanse até que seu coração esteja sereno. Fique em paz.

Já é mais tarde do que imagina, pois sua vida terrena, na melhor das hipóteses, é apenas um piscar de olhos entre duas eternidades.

Não tenha medo. Nada neste mundo poderá prejudicá-lo, a não ser você mesmo. Faça o bem e exulte com suas vitórias sobre si mesmo.

Concentre suas energias. Estar em toda parte é não estar em parte alguma. Seja zeloso do seu tempo, pois este é o seu maior tesouro.

Reconsidere seus objetivos; antes de lançar seu coração com grande empenho em qualquer coisa, verifique se são felizes aqueles que já possuem o que você deseja.

Ame sua família e conte suas bênçãos. Ponha de lado os sonhos impossíveis e trate de concluir sua tarefa, por mais desagradável que possa ser. Todas as grandes realizações foram alcançadas através do trabalho e da espera.

Seja paciente. A demora nas respostas de Deus jamais são negativas. Espere. Persista. Saiba que o pagador está sempre por perto. O que semear, bem ou mal, será o que irá colher. Jamais culpe os outros pela condição em que se encontra.

Você é o que é exclusivamente em decorrência de suas próprias opções. Aprenda a conviver com a pobreza honesta, se necessário for. Dedique-se a coisas mais importantes do que transportar ouro para a sua sepultura.

Jamais enfrente os problemas pela metade. A ansiedade é a ferrugem da vida. Quando se acrescentam os fardos de amanhã aos de hoje, eles se tornam insuportáveis.

Evite o muro das lamentações e dê graças, em vez disso, às suas derrotas. Não as teria recebido se não estivesse precisando.

Sempre aprenda com os outros. Aquele que ensina a si mesmo pode ter um tolo como mestre. Seja cauteloso. Não sobrecarregue a sua consciência.

Seja sensato. Compreenda que os homens não são criados iguais, porque não existe igualdade na natureza. Contudo, jamais nasceu um homem cujo trabalho não tenha nascido com ele.

Trabalhe todos os dias como se fosse o primeiro, ao mesmo tempo em que trata as vidas em contato com a sua como se todas fossem terminar à meia-noite.

Ame a todos, até mesmo àqueles que o negam, pois o ódio é um lixo que não se pode permitir. Procure ajudar e confortar aos necessitados. E, acima de tudo, lembre-se de que é necessário muito pouco para uma vida feliz.

Alcance. Confie em Deus e percorra serenamente a sua trilha para a eternidade com lucidez e um sorriso. Quando partir, que todos digam que o seu legado foi um mundo melhor do que aquele que encontrou.

*   *   *

Não programe a sua felicidade dentro dos padrões tradicionais que a ambição já estabeleceu e os preconceitos mantêm.

A felicidade verdadeira independe dos valores externos, sempre transitórios, sem maior significado, além daqueles que lhe atribuem.

Para não ser infeliz

Para não ser infelizÉ bastante comum reclamarmos do sofrimento ou das dores que nos atingem.

Contudo, muitas vezes, tais condições são provocadas por nós mesmos.

De um modo geral, costumamos aumentar nossa dor e sofrimento sendo exageradamente sensíveis.

Assim, reagimos muito mal a fatos insignificantes e, por vezes, levamos as coisas para o lado pessoal.

À conta disso, muitas irritações no dia a dia, podem se acumular de modo a representar uma importante fonte de sofrimento.

É uma tendência a estreitar nosso campo de visão psicológica, interpretando ou confundindo tudo o que ocorre em termos do seu impacto sobre nós.

Conta-se que dois amigos foram a um restaurante para jantar. Eles não tinham nada importante para fazer em seguida.

Podiam comer com calma, conversar, demorar-se o quanto desejassem. Nenhum compromisso, naquele dia, os aguardava. A noite poderia ser encerrada a hora que desejassem.

Com esse espírito é que fizeram seu pedido e aguardaram que os pratos solicitados chegassem.

O serviço do restaurante acabou por se revelar extremamente lento, e um dos senhores começou a reclamar: “o garçom parece uma lesma! Onde é que ele pensa que está? Acho que está fazendo isso de propósito.”

E assim foi durante todo o jantar. Uma ladainha de reclamações.

Reclamou da comida, da louça, dos talheres e de todos os detalhes que descobriu não lhe agradarem.

Ao final da refeição, o garçom chegou e lhes ofereceu duas sobremesas, a título de cortesia.

“É como uma compensação”, disse gentil, “pela demora do serviço.

Estamos com falta de pessoal, hoje. Houve um falecimento na família de um dos cozinheiros, e ele não veio trabalhar.

Além disso, um dos auxiliares avisou que estava doente, na última hora. Espero que a demora não lhes tenha causado nenhum aborrecimento.”

Enquanto o garçom se afastava, o homem descontente resmungou entre os dentes, deixando escapar a sua irritação: “mesmo assim, nunca mais vou voltar aqui.”

Este é um pequeno exemplo de como contribuímos para nosso próprio sofrimento.

Levando a questão para o lado pessoal, como se tudo fosse feito de propósito contra nós; imaginando que as pessoas e o mundo giram em torno de nós, nos tornamos infelizes.

No caso apresentado, o resultado foi uma refeição desagradável para ambos.

E com grandes possibilidades de, por causa da irritação, terem problemas de saúde, na seqüência. A comida ingerida lhes fazer mal.

Além, é claro, do aborrecimento, do desconforto, ante tanta reclamação. E tudo podia ter sido resolvido de forma tão fácil, com um pouco de paciência e tolerância.

Convenhamos, ainda, que se a pessoa olhasse ao redor e tivesse um mínimo de sensibilidade, teria podido constatar que havia falta de pessoal, que os que estavam trabalhando se esforçavam ao máximo.

Isso, se não olhasse somente para si mesmo. 

Jacques Lusseyran, cego desde os oito anos de idade, foi fundador de um grupo de resistência na segunda guerra mundial.

Acabou sendo capturado pelos alemães e encarcerado em um campo de concentração.

Mais tarde, quando relatou as suas experiências no campo de prisioneiros, afirmou: “Percebi que a infelicidade chega a cada um de nós porque acreditamos ser o centro do universo. Porque temos a triste convicção de que só nós sofremos de forma insuportável. A infelicidade é sempre se sentir cativo na própria pele, no próprio cérebro.”

Pensemos nisso.

Pais sem tempo

Pais sem tempoSabe, meu filho, até hoje não encontrei tempo para brincar com você.

Arranjei tempo para tudo, menos para vê-lo crescer. Nunca joguei dominó, xadrez ou empinei pipa com você.

Sabe, sou muito importante. Não tenho tempo para sentar no chão com você. Não, não tenho tempo!

Certa vez você veio com o caderno da escola. Não liguei. Continuei lendo o jornal. Afinal, os problemas internacionais são mais sérios que os de minha casa.

Qual a importância de eu saber se hoje você venceu ou perdeu a corrida na escola? Amanhã, quando falar com os homens de negócio, o que eu preciso saber é a cotação da bolsa e como anda a política internacional.

São esses assuntos que me tornam importante aos olhos dos outros e que permitem que eu cresça no mundo dos negócios, sempre mais.

Nunca vi o seu boletim, nem sei qual foi a sua primeira palavra.

Você entende… Não tenho tempo.

Eu não reparo em quase nada. Minha vida é muito corrida.

Sei que você se queixa, que sente falta de uma palavra minha, de um corre-corre, de um chute na sua bola.

Sei que você sente falta do meu abraço e do meu sorriso. Mas não tenho tempo.

Você entende, sou um homem muito importante.

Preciso dar atenção a muita gente, dependo delas.

Na verdade, sou um homem sem tempo.

Sei que você fica chateado, porque as poucas vezes que conversamos, só eu falo, e a maior parte é bronca.

Quero silêncio! Quero sossego! E você tem a péssima mania de pular sobre a gente, de agarrar, querer contar tudo que lhe acontece.

Filho, não tenho tempo para abraçá-lo para ficar com papo-furado com criança.

Filho, o que você entende de comunicação, cibernética, racionalismo?

Você sabe o nome dos grandes economistas? Dos grandes investidores? Sabe quais são as ações que estão em alta? Sabe qual é o melhor investimento a ser feito?

Sabe, filho, não tenho tempo. Tenho muitos cursos a frequentar, muitas coisas a aprender.

Mas o pior de tudo é que… Se você morrer agora, já, neste instante, eu ficaria com um peso na consciência, porque até hoje não arrumei tempo para brincar com você.

E sei que nada iria preencher o vazio que sua ausência deixaria em nossa casa. Oh, filho, por que eu não consigo arrumar tempo para estar com você?

*   *   *

O mundo sente falta de homens que sejam pais. De homens que, após o dia das tarefas exaustivas, saibam ser doces e se debruçar sobre o berço do pequeno que dorme e o acariciem.

Que tenham ternura e cuidado suficientes para se erguer pela madrugada para acompanhar o filho que segue para a viagem de férias com amigos.

O mundo precisa de pais que saibam ouvir não somente os grandes executivos e o tilintar das moedas. Mas, que, se fazendo pequenos, ouçam com atenção a narrativa ofegante do garoto que chega da rua, da escola, da creche.

Esses pais formarão cidadãos nobres, homens dignos que se preocuparão com os demais, porque desde cedo aprenderam que o amor e a dedicação são peças indispensáveis para o mundo melhor que todos desejamos.

Pai, começa o começo!

Pai, começa o começo!Quando era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: “Pai, começa o começo!”

O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim.

Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Meu pai morreu há muito tempo e não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.

Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar.

O esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes.

O enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.

Em certas ocasiões, minhas “tangerinas” transformam-se em abacaxis.

Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo meu pai quando lhe pedia para “começar o começo”, era o que me dava a certeza de que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta.

Além da atenção e carinho que eu recebia, ele também me ensinou a pedir ajuda a Deus, Pai do céu. Meu pai terreno me ensinou que Deus é eterno, que está sempre ao nosso lado e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.

*   *   *

Quando a vida parecer muito difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembremo-nos de suplicar o auxílio Divino.

Deus nos indicará o caminho e não só começará o começo, mas pode ser que, em algumas ocasiões, resolva toda a situação.

Não sabemos o tipo de dificuldade que encontraremos na nossa caminhada, mas amparemo-nos no amor eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: Pai, começa o começo!

*   *   *

A sensibilidade de enxergar as dificuldades dos filhos e oferecer o apoio necessário, no momento certo, é essencial. Tem o poder de curar feridas e se transforma em bálsamo para a dor.

Devemos saber o quanto é importante dizer ao filho: Se você tem medo, venha aqui. Se você cair, falhar, estarei ao seu lado. Amo você.

Devemos saber valorizar toda atitude positiva.

O abraço e o beijo fazem a criança se sentir querida e consolidam a segurança e o amor. Demonstrarmos a confiança de que somos constantemente amparados por Deus oferece aos filhos um caminho para a construção da fé.

Todo o carinho e afeto demonstrados pelos pais aos filhos, durante a infância, se transformarão em direcionamento seguro e formarão base sólida para o enfrentamento das dificuldades na vida adulta.

Paciência

PaciênciaVocê se julga uma pessoa paciente?

Não tenha pressa de responder, mas ouça atentamente a historieta que vamos contar.

Um homem estava passando por uma séria dificuldade financeira.

Já há algum tempo andava desempregado e, devido a sua idade, estava sendo muito difícil arranjar um emprego.

Há dias que não fazia uma refeição decente e o desânimo havia tomado conta de sua vontade, por isso perambulava, agora, pelas ruas, sem destino.

Num dado trecho do caminho, enxergou no chão o que pareceu ser uma nota de dinheiro.

Correu em direção ao papel e viu que se tratava de uma cédula de valor.

Não era muito, mas, antes de recolhê-la da calçada, olhou por todos os lados, para ver se ninguém por perto reclamava a falta do dinheiro.

Não, não havia ninguém com ar de ter perdido alguma coisa.

O homem pensou: É bom demais para ser verdade!

Apesar da quantia não ser tão expressiva, já serviria para amenizar-lhe a fome naquele dia.

Quase num sobressalto, ajuntou a nota, desamassando-a.

Porém, que decepção! A nota, na verdade era apenas a metade da cédula.

Irritado, rasgou em pedacinhos o pedaço de papel, jogando-os num bueiro.

Continuou a caminhada, amolentado, esbravejando em pensamento.

Contudo, alguns metros adiante, para surpresa sua, encontraria a mesma nota. Era a outra metade da primeira!

*   *   *

Os grandes problemas da impaciência são as perdas que o impaciente sofre.

A primeira delas é, obviamente, a perda da serenidade.

Sem serenidade, não temos condições de avaliar com frieza as circunstâncias que nos envolvem, de modo que possamos enxergar as saídas e soluções possíveis.

Perdendo a serenidade,  perdemos também o bom senso.

Sem o bom senso,  nos tornamos impotentes, ou apenas nos sentimos impotentes.

Paciência é respeito.

Respeito aos outros e a nós mesmos.

Seja paciente você também.

Você verá que é muito mais produtivo trabalharmos pacientemente do que nos irritarmos com o que não será modificado do dia para a noite.

Ademais, quem não sabe esperar, também não sabe usufruir!

*   *   *

Tomas Edison, o grande inventor, já estava na tentativa número seiscentos e sete para incandescer um filamento e conseguir inventar a lâmpada.

O seu assistente, cansado, insistiu para que ele desistisse.

Edison perseverou. Resultado: dessa vez, o invento alcançou êxito.

Você acaba de perceber o que a paciência pode conseguir.

A pessoa paciente é aquela que aguarda o momento certo de agir, a hora ideal para falar e o instante oportuno de calar.

Paciência não significa passividade, indolência ou subserviência.

Paciência é a atitude inteligente de quem compreende que as pessoas nem sempre são como os outros desejariam que fossem.

Onde começa a delinqüência?

Onde começa a delinqüência?Numa noite dessas, quando voltávamos para casa um pouco mais tarde do que o horário habitual, percebemos uma pequena aglomeração de jovens, no quintal de uma casa comercial.

Fora do horário de expediente, a casa estava fechada, o que a tornava propícia à invasão dos desocupados.

Em princípio pensamos que eram meninos de rua buscando abrigo seguro, mas logo percebemos que se tratava de garotos de classe média, fazendo uso de drogas, despreocupadamente.

Sentimos profunda compaixão por aqueles meninos tão novos e já sem rumo. Perdidos nos cipoais das drogas, num caminho de difícil retorno.

Logo em seguida nos perguntamos: Onde estão os pais desses jovens?

Será que sabem o que fazem seus filhos? Ou será que não estão interessados no assunto?

Grande parte dos que se iniciam nas drogas, logo adentram pelo caminho do roubo e de outros crimes, afundando-se cada vez mais num redemoinho sufocante.

Estudos sobre a delinquência infanto-juvenil feitos na Universidade de Harvard, Estados Unidos, revelaram os seguintes dados:

60% dos menores delinquentes têm pai e mãe que bebem excessivamente;

65% desses menores têm permissão dos pais para fazerem o que bem entendem;

60% provêm de lares onde o marido e a mulher não vivem em harmonia;

70% são de lares onde não há recreação de espécie alguma;

80% têm pais que não procuram interessar-se pelos amigos dos filhos;

80% desses jovens queixam-se da indiferença da mãe;

60% queixam-se da indiferença do pai.

A grande maioria provém de lares desfeitos.

Raros recebem qualquer espécie de ensino religioso.

Temos, dessa forma, as características gerais e bem acentuadas, das casas onde começa a delinquência.

São casas e não lares, porque o lar tem outro significado.

Isso nos faz lembrar de uma pequena história para ilustrar a diferença dos termos.

Devido à falta de casas perto da base militar onde servia, um jovem médico viu-se obrigado a viver com a esposa e três filhos pequenos num acanhadíssimo quarto de hotel.

Um amigo, preocupado com a situação, aproximou-se da filha do médico, uma menina de seis anos de idade e lhe disse:  Que pena vocês não terem um lar, não é mesmo?

Oh, nós temos um lar, sim senhor. –  Respondeu a menina prontamente.

O que não temos, por enquanto, é uma casa para abrigá-lo.

Pensando nisso, concluímos que aqueles garotos soltos na noite, por conta própria, não eram meninos de rua, no sentido usual do termo, mas, certamente, eram meninos sem lar.

*   *   *

Você já pensou, com seriedade, nas características gerais que definem as casas de onde sai grande parte dos delinquentes?

Vale a pena que prestemos muita atenção nos percentuais levantados pela Universidade de Harvard, para que analisemos a nossa situação dentro do lar.

E, se detectarmos qualquer coincidência com os fatores pré-disponentes à delinquência, não exitemos em mudar o rumo das coisas, antes que seja demasiado tarde.

Pensemos nisso!

O mal existe?

O mal existe?Certo dia um professor ateu desafiou seus alunos com a seguinte pergunta: “Deus fez tudo o que existe?”

Um estudante respondeu corajosamente: “Sim, fez!”

“Deus fez tudo, mesmo?” Insistiu o professor.

“Sim, professor” respondeu o jovem.

O professor replicou: “De Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe. E, considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, e somos a imagem e semelhança de Deus, então Deus é o mal.

O estudante calou-se diante de tal afirmativa e o professor ficou feliz por haver provado uma vez mais que a fé era um mito.

Outro estudante levantou sua mão e disse: “Posso lhe fazer uma pergunta, professor?”

“Sem dúvida”, respondeu-lhe o professor.

O jovem ficou de pé e perguntou: “Professor, o frio existe?”

“Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?”

O rapaz respondeu: “Na verdade, professor, o frio não existe. Eu não sou especialista no assunto, mas, segundo as leis da física, o que consideramos frio é, na realidade, ausência de calor.

Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia.

O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe.

Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.”

E a escuridão, existe?” Continuou o estudante.

O professor respondeu: “Mas é claro que sim.”

“Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é, na verdade, a ausência da luz.

Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas várias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda.

A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca.

Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço?

Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.”

Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor: “Diga, professor, o mal existe?”

Ele respondeu: “Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.”

Então o estudante disse: “O mal não existe, professor, ou, pelo menos, não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência do bem.

O mal, como acontece com o frio e o calor, é um termo que o homem criou para descrever essa ausência do bem.

Assim sendo, Deus não criou o mal.

Deus criou o amor, a fé, que existem como existe a luz e o calor.

Já o mal é resultado da falta de Deus nos corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz.”

Diante da lógica da argumentação do aluno, o professor se calou, pensativo.

***

O mal não tem vida própria, é apenas a ausência do bem.

Onde o bem se faz presente o mal bate em retirada.

Já o amor é de essência divina, e está presente nos corações de todos os homens, mesmo que em estado latente, esperando a oportunidade de germinar, crescer e florescer.

 Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria ignorada.

O maior desafio

O maior desafioCada um de nós tem desafios diferentes. A vida é feita de desafios diários.

Para quem não dispõe de movimentos nas pernas, transportar-se da cama para a cadeira de rodas, a cada manhã, é um desafio.

Para quem sofreu um acidente e está reaprendendo a andar, o desafio está em apoiar-se nas barras, na sala de reabilitação, e tentar mover um pé, depois o outro.

Para quem perdeu a visão, o grande desafio é adaptar-se à nova realidade, aprendendo a ouvir, a tatear, a movimentar-se entre os obstáculos sem esbarrar. É aprender um novo alfabeto, é ler com os dedos, é adquirir nova independência de movimentos e ação.

Para o analfabeto adulto, o maior desafio é dominar aqueles sinais que significam letras, que colocados uns ao lado dos outros formam palavras, que formam frases.

É conseguir tomar o lápis e escrever o próprio nome, em letras de forma. É conseguir ler o letreiro do ônibus, identificando aquele que deverá utilizar para chegar ao seu lar.

Cada qual, dentro de sua realidade, de sua vivência, apontará o que lhe constitui o maior desafio: dominar a técnica da pintura, da escultura, da música, da dança.

Ser um ás no esporte. Ser o primeiro da classe. Passar no vestibular. Ser aprovado no concurso que lhe garantirá um emprego. Ser aceito pela sociedade. Ser amado.

Para vencer um desafio é preciso ter disciplina, ser persistente, ser diplomático, saber perdoar-se e perdoar aos outros.

É ser otimista quando os demais estão pessimistas. Ser realista quando os demais estão com os pensamentos na lua. É saber sonhar e ir em frente.

É persistir, mesmo quando ninguém consiga nos imaginar como um prêmio Nobel de Química, um pai de família, um professor,  prefeito ou programador.

Acima de tudo, o maior desafio para deficientes, negros e brancos, japoneses e americanos, brasileiros e argentinos, para todo ser humano, é fazer.

Fazer o que promete. Dar o primeiro passo, o segundo e o terceiro. Ir em frente.

Com que frequência se escutam pessoas dizendo que vão fazer regime, que vão estudar mais, que vão fazer exercício todo dia, que vão ler mais, que vão assistir menos televisão, que vão…

Falar, reclamar ou criticar são os passatempos mais populares do mundo, perdendo só, talvez, para o passatempo de culpar os outros pelo que lhe acontece.

Então, o maior desafio é fazer. E não adianta você dizer que não deu certo o que pretendia porque é cego, ou porque é negro, ou porque é amarelo, ou porque você é brasileiro. Ou porque mora numa casa amarela. Ou porque não teve tempo.

Aprenda com seus erros. Quando algo não der certo, você pode tentar de maneira diferente. Agora você já sabe que daquele jeito não dá.

Você pode treinar mais. Você pode conseguir ajuda, pode estudar mais, pode se inspirar com sábios amigos. Ou com amigos dos seus amigos.

Pode tentar novas idéias. Pode dividir seu objetivo em várias etapas e tentar uma de cada vez, em vez de tentar tudo de uma vez só.

Você pode fazer o que quiser. Só não pode é sentir pena de si mesmo. Você não pode desistir de seus sonhos.

*   *   *

Problemas são desafios. Dificuldades são testes de promoção espiritual.

Insucesso é ocorrência perfeitamente natural, que acontece a toda e qualquer criatura.

Indispensável manter o bom ânimo em qualquer lugar e posição.

O pior que pode acontecer a alguém é se entregar ao desânimo, apagando a chama íntima da fé e caminhar em plena escuridão.

Assim, confia em Deus, e, com coragem, prossegue de espírito tranquilo.

O importante é aprender

O importante é aprenderDepois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. Você aprende que amar não significa apoiar-se. Que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Depois de um tempo, você aprende que o sol queima, se ficar exposto por muito tempo. E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, um dia ela pode feri-lo. E se isso acontecer, você precisa perdoá-la.

Descobre que se levam anos para construir confiança e, apenas segundos para destruí-la. Que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. Que o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreende que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas. Pode ser a última vez que as vejamos.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão. Que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a se levantar.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que a quantidade de aniversários que você celebrou.

Aprende que quando está com raiva, tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você gostaria, não significa que esse alguém não o ama intensamente, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido. O mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que pode suportar que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe, depois de pensar que não pode mais.

E, finalmente, que a vida tem valor e que você tem valor diante da vida.

 

* * *

A vida é constituída de desafios constantes. Sempre há que se começar a viver de novo.

A cada momento você pode recomeçar uma tarefa edificante que ficou interrompida.

Nunca é tarde para fazê-lo.

Nunca desista de lutar. Refugie-se na oração, a fim de ganhar força e inspiração divina.

Lembre-se: o importante é aprender!