Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade… Já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”.
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram… Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
– E daí? EU ADORO VOAR!
Categoria: Textos de Reflexão
Anjos que nos deixam
O que faz nossa vida valer a pena?
Viva cada momento que Deus lhe proporciona ao máximo; devemos deixar de sermos hipócritas e pararmos de duvidar dos momentos felizes, ou pensarmos que são últimos; momentos tristes e ruins sempre existem isso acontece, para que quando vierem os bons, saibamos dar valor, saibamos reconhecer que merecemos, e quando vierem os ruins, que merecemos também, mas não o momento em si, e sim, a aprendizado que deles tiramos; Nossa vida é curta, tão curta, que chega a ser egoísmo nosso querer joga-la fora, desperdiça-la com besteira, perder tempo ficando triste ou irritado; precisamos de mais sorrisos verdadeiros, abraços sinceros, beijos fies, enfim, pequenos gestos que movem a roda gigante da vida, gestos esses que não podem parar, pois se fores assim, viveremos num mundo de tédio e stress, onde trabalhar é a única coisa a fazer, e ganhar dinheiro é o único objetivo alcançar; novamente se fores assim, quando vai acabar? O que farás com tudo o que conseguiu? Pois deixe eu lhe dizer meu amigo, o máximo que conseguirás, é levar peso, peso de tudo que conseguiu no seu caixão, e peso em sua alma, por ter morrido sem aproveitar as coisas simples da vida, coisas e gestos simples que fazem nossa vida valer a pena.Um sorriso de felicidade, por brincadeira ou simplesmente por sorrir; Um abraço apertado, de leve ou simplesmente um abraço; Um beijo na testa, no rosto ou um quente beijo de amor; Momentos em casa, na rua ou simplesmente um sonho, cada um em sua cama, um momento único de cada um, onde terminam por se encontrar em um belo e maravilhoso sonho, são coisas que, fazendo com quem se ama, não têm preço; _Costumo dizer que o sonho com a pessoa amada, é a forma que os corações acharam de juntar as duas pessoas quando estão longe._ Ah… o amor, e ai novamente falamos nele, pois é, quem pensou que até o final deste texto iria encontrar a formula mágica para explicar o que faz a vida valer a pena estava enganado, ou pelo menos não totalmente, pois o Amor, é a formula mágica de nossa vida, não só o amor entre um homem e uma mulher, mas o amor entre pai e filho, entre dois amigos, entre você e seu animalzinho de estimação, são amores que podem mudar nossa vida; para começar já fomos salvos pelo amor, o amor de Cristo, nos libertou dos pecados, devemos retribuir salvando o mundo com amor.
Mas o que é o amor? Como sabemos se estamos sentido? Ah… Gente dá até suspiros quando toca nesse assunto; Vontade de estar perto todo momento; Friozinho na barriga sempre que está perto de ver essa pessoa; Mas acima de tudo, querer ver essa pessoa sempre feliz, mesmo que você não esteja; desejar ver o sorriso dela mesmo que o seu não saia; cuidado quando não se está por perto; ah sonhos contínuos toda noite, Aquela tristezinha e aquela saudade que logo vão embora quando seu olhar cruza com o olhar da pessoa amada e num abraço forte ou um beijo ardente o amor vence essa saudade imensa; Se fosse falar no Amor, me estenderia por muitas e muitas páginas, ele é indescritível totalmente, apenas que o sente pode entender o quão lindo ele é…
Comecei o texto de um jeito e terminei de outro, mas i daí? Pra falar de amor não precisa ser certinho, ou direitinho; basta amar! Não precisa ser igual ao de todo mundo, basta; basta amar! Não precisa ser uma novela das oito ou um filme de cinema; basta amar! Ele é único e particular, seu e de seu amor; Esse é o segredo, isso é que faz a vida valer a pena, ah é… O Amor, amor verdadeiro…
(José Magalhães)
Carta de um pai ao seu Filho
Amado Filho,
O dia em que este velho já não for o mesmo, tenha paciência e me compreenda.
Quando eu derramar comida sobre minha camisa e esquecer como amarrar meus sapatos, tenha paciência comigo e se lembre das horas que passei te ensinando a fazer as mesmas coisas.
Se quando conversa comigo, repito e repito as mesmas palavras e sabes de sobra como termina, não me interrompas e me escute. Quando era pequeno, para que dormisse, tive que contar-lhe milhares de vezes a mesma estória até que fechasse os olhinhos.
Quando estivermos reunidos e, sem querer, fizer minhas necessidades, não fique com vergonha e compreenda que não tenho a culpa disto, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes quando menino te ajudei e estive pacientemente a seu lado esperando que terminasse o que estava fazendo.
Não me reproves porque não queira tomar banho; não me chames a atenção por isto. Lembre-se dos momentos que te persegui e os mil pretextos que tive que inventar para tornar mais agradável o seu banho.
Quando me vejas inútil e ignorante na frente de todas as coisas tecnológicas que já não poderei entender, te suplico que me dê todo o tempo que seja necessário para não me machucar com o seu sorriso sarcástico.
Lembre-se que fui eu quem te ensinou tantas coisas.
Comer, se vestir e como enfrentar a vida tão bem com o faz, são produto de meu esforço e perseverança.
Quando em algum momento, enquanto conversamos, eu chegue a me esquecer do que estávamos falando, me dê todo o tempo que seja necessário até que eu me lembre, e se não posso fazê-lo não fique impaciente; talvez não fosse importante o que falava e a única coisa que queria era estar contigo e que me escutasse nesse momento.
Se alguma vez já não quero comer, não insistas. Sei quando posso e quando não devo.
Também compreenda que, com o tempo, já não tenho dentes para morder, nem gosto para sentir.
Quando minhas pernas falharem por estarem cansadas para andar, dá-me sua mão terna para me apoiar, como eu o fiz quando começou a caminhar com suas fracas perninhas.
Por último, quando algum dia me ouvir dizer que já não quero viver e só quero morrer, não te enfades. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com seu carinho ou o quanto te amei.
Trate de compreender que já não vivo, senão que sobrevivo, e isto não é viver.
Sempre quis o melhor para você e preparei os caminhos que deve percorrer.
Então pense que com este passo que me adianto a dar, estarei construindo para você outra rota em outro tempo, porém sempre contigo.
Não se sinta triste, enojado ou impotente por me ver assim. Dá-me seu coração, compreenda-me e me apóie como o fiz quando começaste a viver.
Da mesma maneira que te acompanhei em seu caminho, te peço que me acompanhe para terminar o meu.
Dê-me amor e paciência, que te devolverei gratidão e sorrisos com o imenso amor que tenho por você.
Atenciosamente,
Teu Velho
Círculo vicioso
Há nas nossas escolas um problema crónico: o da falta de disciplina.
É frequente que os alunos não se sintam bem dentro das salas de aula. Que não tenham o comportamento adequado a esses locais. Que, inquietos ou turbulentos, não permitam o ambiente de sossego necessário à aprendizagem dos colegas.
Existe uma causa que pode justificar o mau ambiente dentro das salas de aula. É que elas não são, nem podem ser, um oásis no meio do ambiente mais vasto que as rodeia: o pátio da escola, as famílias, a localidade, o país, o mundo. O mundo está cheio de guerras e crimes, as famílias estão desunidas ou quebradas, as televisões transmitem constantemente violência e pornografia.
Existe ainda outra causa, essa mais natural e compreensível: os jovens não foram feitos para estarem sentados em sossego durante largos minutos, escutando discursos muitas vezes aborrecidos. Sentem-se melhor correndo, brincando, convivendo. E lá vão tentando que as aulas se transformem em lugar de convivência, de brincadeira ou… de corrida.
Um professor pouco pode fazer para modificar isto.
Mas deve lembrar-se de que se o ambiente exterior influencia o ambiente da aula, também é certo que o ambiente da aula pode influenciar – e de facto influencia – o ambiente exterior.
As aulas não correm bem porque as coisas no mundo correm mal, mas as coisas no mundo correm mal também porque as aulas não correm bem.
O professor tem nas mãos, de algum modo, as chaves que podem contribuir para quebrar este círculo vicioso. São os homens os agentes de quase tudo o que no mundo corre mal, mas a educação desses homens passa, em parte, pela escola. Reside nos professores uma das grandes esperanças da humanidade.
Pede-se ao professor que seja educador, que não se limite a transmitir – melhor ou pior – os conteúdos da sua disciplina. Que actue positivamente nos seus alunos, nas famílias, no mundo.
Pede-se ao professor que, primeiro, seja exigente consigo mesmo. Que se esforce por ser uma pessoa melhor, que dê melhor as suas aulas. São do Diário de Sebastião da Gama as palavras seguintes: «Lembro agora a primeira vez que, em Setúbal, a meio do ano, me julguei forçado a pôr fora da aula um aluno: fiquei tão doente que parti o giz que tinha nas mãos e já não fui capaz de continuar a aula. Esse desgosto era sobretudo um desgosto de coração. O de hoje é diferente: o Fosco saiu, porque fez barulho – e fez barulho, porque a aula lhe não interessou – e não lhe interessou “talvez”, porque ela não tinha interesse nenhum – e quem devia ir para a rua era eu».
Desta exigência do professor consigo mesmo, da sua intenção educativa, do nível de seriedade profissional que dá às suas aulas nasce inevitavelmente qualquer coisa que é semelhante a… um oásis. Um aqui, outro além… até que inundem o mundo.
Paulo Jorge Geraldo
A escola
A Escola era como um pequeno país, com pessoas simpáticas e antipáticas, pacientes e impacientes, generosas e egoístas, bendizentes e maldizentes, que trabalhavam juntas e juntas se construíam e desgastavam.
Disse que a Escola era como um país. E era. Tinha regras que se cumpriam e outras que não se cumpriam. Tinha governantes que eram eleitos democraticamente e governavam. Tinha governantes que, democraticamente, exerciam o seu direito de pôr, opor e dispor, conforme a influência dos seus líderes ou sensibilidades. Possuía as zonas distintas dos grupos, as pequenas capelas da oposição, os círculos presidencialistas e as largas faixas dos neutros. Em resumo: tinha um corpo docente de uma centena de indivíduos, exercendo uma das profissões mais gratificantes e esgotantes do mundo.
Por isso, quem tenha a triste ideia de pensar que levar uma escola para a frente é tarefa fácil, é porque conhece muito pouco da natureza humana e das suas fraquezas!
Fazer com que, dia após dia, uma população de, aproximadamente, mil almas, conviva em paz e sossego, recebendo cada um o que lhe é devido, desde comida a respeito, é uma tarefa que requer, por vezes, virtudes gigantes que não possuímos. Porque numa escola acontece de tudo. Uma escola não é um edifício com muitas salas onde os meninos entram a toque de campainha, recebem ensinamentos e tornam a sair. Para começar, as campainhas, de vez em quando, não tocam e então, gera-se um crescendo de gritos e assobios que, ao rolar pelos corredores, leva às portas da loucura os mais nervosos.
Uma escola faz-se todos os dias com muita Bondade e Firmeza. Fazem-na todos os que nela trabalham. Sem nenhuma excepção. E quando alguém falha (e todos os dias falham sempre alguns), as faltas vêm ao de cima como nódoas de azeite e ficam à vista de quem sabe entender. O pior é que, uma vez toleradas, se pensam aceites e se instalam de vez. Depois, como um vício, só são extirpadas com lutas penosas e o sofrimento daqueles que atacam e de quem se defende. E nem toda a gente, devemos sabê-lo, nasceu campeã de causas perdidas!
Uma escola é também um lugar onde é preciso saber, e depressa, o que se faz quando:
se partem braços
se tomam drogas
se roubam objectos
se cortam veias
se atropelam alunos
se instauram processos
se anavalham rivais
se apalpam garotas.
É o lugar onde os encarregados de educação vêm:
desabafar
perguntar
pedir
exigir
gritar
ofender
ameaçar…e, por vezes, bater! É o sítio onde mães de famílias respeitadas são desrespeitadas até à neurose, à raiva e ao pranto, só porque não possuem as doses exactas de autoridade e ternura que despertam respeito nesta seiva a ferver.
Uma escola é também um lugar cheio de explosões de sons agressivos, onde as dores de cabeça serão enxaquecas, os aborrecimentos se transformam em depressões e as depressões em psicoses.
Ah!, mas é também um lugar maravilhoso, onde os olhos de uma criança, de repente, se acendem e aquecem quem vê. É o lugar onde as lágrimas podem ocultar uma imensa alegria e um sorriso tenso, um drama sombrio.
É o país do Ontem, do Hoje e do Amanhã, onde os professores apelam incessantemente às fontes da paciência, em nome dos meninos que eles foram, e onde semeiam, sem saber se o joio vencerá o trigo ou se a colheita será farta ou não.
É o Reino dos Poetas, dos Homens-Meninos e daqueles que ouvem, no centro da alma, o que diz o silêncio da criança que olha.
É um país, sim, e um país singular, porque aí se exercem, a todas as horas, persistentemente, o Amor e a Paz. E isso é difícil: não nascemos anjos.
(Maria Lucília Bonacho – O Futuro está a estudar)
Desabafo de um Filho…
Não me dês tudo o que te peço. Às vezes peço apenas para saber qual é o máximo que posso obter.
Não me grites. Respeito-te menos quando fazes isso; e ensinas-me a gritar também. E eu não quero fazê-lo.
Não me dês sempre ordens. Se em vez de dares ordens, às vezes me pedisses as coisas com um sorriso, eu faria tudo muito mais depressa e com gosto.
Cumpre as promessas, boas ou más. Se me prometeres um prémio, dá-o; mas faz o mesmo se for um castigo.
Não me compares com ninguém, especialmente com o meu irmão ou com a minha irmã. Se me fizeres sentir melhor que os outros, alguém irá sofrer; e se me fizeres sentir pior que os outros, serei eu a sofrer.
Não mudes tão frequentemente de opinião acerca daquilo que devo fazer. Decide, e depois mantém essa decisão.
Deixa-me desembaraçar sozinho. Se fizeres tudo por mim, eu nunca poderei aprender.
Não digas mentiras à minha frente, nem me peças que as diga por ti, mesmo que seja para te livrar de um sarilho. Fazes com que me sinta mal e perca a fé naquilo que me dizes.
Quando eu fizer alguma coisa mal, não me exijas que te diga a razão por que o fiz. Às vezes nem eu mesmo sei.
Quando estiveres errado em algo, admite-o e será melhor a opinião que eu terei de ti. Assim ensinar-me-ás a admitir os meus erros também.
Trata-me com a mesma amabilidade e cordialidade com que tratas os teus amigos. Lá por sermos família não quer dizer que não possamos ser também amigos.
Não me digas para fazer uma coisa que tu não fazes. Eu aprenderei aquilo que tu fizeres, ainda que não me digas para fazer o mesmo; mas nunca farei o que tu me aconselhas e não fazes.
Quando te contar um problema meu, não me digas «não tenho tempo para tolices», ou «isso não tem importância». Tenta compreender-me e ajudar-me.
E gosta de mim. E diz-me que gostas de mim. Agrada-me ouvir-te dizer isso, mesmo que tu não aches necessário dizê-lo.
Ser amigo é uma Honra…
Um dia, quando estava na minha casa,eram umas 11 horas da noite
quando recebi o telefonema de um querido amigo meu.
Seu telefonema me deixou muito feliz e, a primeira coisa que ele me
perguntou foi: – Como você está? E,sem saber porque eu lhe
respondi: – Muito só… – Você quer conversar? – Eu respondi que “sim”
– Você quer que eu vá até a tua casa? Assim, respondi que “sim” novamente…
Desligou o telefone e em menos de quinze minutos lá estava ele tocando a
minha campainha. Eu comecei falando por horas de meu trabalho,
minha família, minha namorada, meus problemas e duvidas e, ele,
atento me escutava sempre. Naquele dia eu estava muito cansado
mentalmente e, a sua companhia me fez muito bem. Além do mais, do
começo ao fim ele me escutou, me apoiou e me aconselhou.
Assim, quando
ele notou que eu estava melhor ele disse:
– Bom, agora preciso ir trabalhar…
Surpreso eu lhe disse:
– Amigo, porque não me disser antes que teria
que ir trabalhar, veja que horas são, você não conseguiu dormir nenhum
pouco, eu roubei seu tempo por toda noite. Ele sorriu e me
disse:
– Não tem problema, para isso existem os amigos!
Ao ouvir isso fiquei feliz em saber que podia contar com um amigo assim.
Eu o acompanhei até a porta de minha casa e quando ele caminhava até o
seu carro eu gritei:
– Psiu… amigo, porque você me telefonou tão tarde?
O que você queria? Ele voltou e me disse com voz baixa:
– É que queria te dar uma notícia.. fui ao médico e ele me disse
que meus dias estão contados, tenho um tumor no cérebro, não
poderei operar, é maligno, assim, só posso esperar… Naquele momento
fiquei mudo. Ele sorriu e disse:
– Tenha um bom dia amigo!
Entrou no seu carro e se foi… Precisei de um bom tempo para
assimilar a situação e, até hoje me pergunto, por que quando ele
me perguntou como eu estava eu me esqueci dele e só falei de mim?
Como ele teve força para sorrir, me escutar e dizer tudo o que disse?
Desde este dia a minha vida mudou… deixei de ser tão crítico com meus
problemas e de me preocupar somente comigo. Agora, aproveito o meu
tempo para estar mais perto das pessoas que amo, perguntar como elas estão
e me interessar mais por elas, sem esperar nada em troca.
Tento sentir mais profundamente aqueles que estão a minha volta
e aqueles que passam por minha vida…
“Não existe amor maior do que dar a vida a favor dos amigos!”
Fazer um amigo… é um dom! Ter um amigo… é uma graça!
Conservar um amigo… é uma virtude!
Agora, você ser um amigo… é uma HONRA!
Rápido de mais
Um jovem e bem sucedido executivo dirigia por sua vizinhança, correndo um pouco demais em seu novo Jaguar. Observando crianças se lançando entre os carros estacionados, diminuiu um pouco a velocidade, quando achou ter visto algo. Enquanto passava, nenhuma criança apareceu. De repente um tijolo espatifou-se na porta lateral do Jaguar! Freou bruscamente e deu ré até o lugar de onde teria vindo o tijolo.
Saltou do carro e pegou bruscamente uma criança empurrando-a contra um
veículo estacionado e gritou:
– Por que você fez isto? Quem é você? Que besteira você pensa que está fazendo? Este é um carro novo e caro, aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro. Por que você fez isto?
– Por favor, senhor, me desculpe, eu não sabia mais o que fazer! – implorou o pequeno menino. – Ninguém estava disposto a parar e me atender neste local.
Lágrimas corriam do rosto do garoto, enquanto apontava na direção dos carros estacionados.
– É o meu irmão. Ele desceu sem freio e caiu de sua cadeira de rodas, e eu não consigo levantá-lo.
Soluçando, o menino perguntou ao executivo:
– O senhor poderia me ajudar a recolocá-lo em sua cadeira de rodas? Ele está machucado e é muito pesado para mim.
Movido internamente muito além das palavras, o jovem motorista, engolindo “no imenso”, dirigiu-se ao jovenzinho, colocando-o em sua cadeira de rodas. Tirou seu lenço, limpou as feridas e arranhões, verificando se tudo estava bem.
– Obrigado, e que meu Deus possa abençoá-lo! – a grata criança disse a ele.
O homem então viu o menino se distanciar… empurrando o irmão em direção a sua casa.
Foi um longo caminho de volta para o Jaguar… um longo e lento caminho de volta. Ele nunca consertou a porta amassada. Deixou amassada para lembrá-lo de não ir tão rápido pela vida, que alguém tivesse que atirar um
tijolo para obter a sua atenção…
O ENGANO!
Era uma vez um rapaz que tinha muitos problemas. Constantemente, em suas orações, ele pedia que Jesus viesse visitá-lo no seu sofrimento. Um dia, Jesus bateu a sua porta, ele maravilhado, convidou-o a entrar, e Jesus sentou-se no sofá da sala. Na mesinha de centro encontrava-se uma Bíblia aberta no Salmo 91.
Numa das paredes estava pendurado um bordado com o Salmo 23 e na outra um quadro da santa ceia. “Senhor Jesus”, disse o jovem, “em primeiro lugar gostaria de dizer que é uma honra recebê-lo em minha casa, conforme o Senhor deve saber, estou passando por algumas dificuldades e preciso muito da Sua ajuda…”
“Filho”, interrompeu Jesus, “antes de conversarmos sobre os seus pedidos, gostaria de conhecer sua casa. Onde é o lugar que você dorme?”
No mesmo instante o rapaz se lembrou que guardava, no quarto, umas revistas terríveis e se apressou em dar uma desculpa: “Não, Jesus, lá não! Meu quarto não está arrumado!” “Bem”, disse Jesus, “e a cozinha, posso conhecer sua cozinha?”
O rapaz lembrou que na cozinha havia algumas garrafas de bebida que ele não gostaria que Jesus visse. “Senhor, desculpe, mas prefiro que não”, respondeu o rapaz, “a minha cozinha está vazia, não tenho nada de bom para oferecer.” Neste instante, um barulho forte interrompe a conversa. Pam, pam, pam…!
Era alguém que batia furiosamente na porta, o rapaz se levantou, assustado, e foi ver quem era. Abriu a porta meio desconfiado, e viu que era o diabo. “Sai da frente que eu quero entrar!”, gritou o tentador. “De jeito nenhum”, respondeu o rapaz, e assim começou a briga. Com muita dificuldade o homem conseguiu empurrar o diabo e fechar a porta.
Cansado, o rapaz voltou para sala e continuou: “Então, Jesus”, disse ele, “como eu estava falando com o Senhor, estou precisando de tantas coisas…” Mas, outra vez a conversa é interrompida por um barulho forte que vinha da janela do quarto. O rapaz correu para ver quem era e ao abri-la se deparou, novamente, com o diabo: “Agora não tem jeito, eu vou entrar!”, disse o inimigo.
Mais uma vez o rapaz se debateu com ele e conseguiu trancar a janela. “Senhor”, disse ele, “desculpe a interrupção,conforme lhe dizia…” Outra vez, dos fundos da casa, se ouvia tamanho barulho como se alguém quisesse arrombar a porta, era novamente o diabo: “Eu quero entrar!” O rapaz, já exausto, lutou com ele e conseguiu mantê-lo do lado de fora. Ao voltar, contrariado, disse a Jesus: “Eu não entendo.
O Senhor está na minha casa e por que o diabo fica insistindo em entrar?” “Sabe o que é meu filho”, explicou Jesus, “é que na sua casa você só me deu a sala.” O rapaz humildemente entendeu a lição de Jesus e fez uma faxina na casa para entregá-la aos cuidados do Senhor. Neste instante, o diabo bateu mais uma vez à porta. O rapaz olhou para Jesus sem entender, e o Senhor disse: “Deixa que eu vou atender.” Quando o diabo viu que era Jesus, que atendia a porta, disse: “Desculpe, foi engano,” e sumiu rapidinho. Muitas vezes, é assim que acontece com o nosso coração. Entregamos a Jesus só uma parte dele, apenas a sala, ficando as dúvidas a morar no quarto, o descaso na cozinha, o medo na varanda,então lutamos e não vencemos porque a casa está dividida.
“Os olhos do Pai passeiam por toda a terra para se mostrar forte para com aqueles cujo coração é inteiramente seu.” Desculpe, foi engano… Medite nisso, pois você recebeu esta mensagem e não foi por engano!
Encantai-vos
Encantai-vos com o voo
dos pássaros e o som da cigarra,
com o vento a abrir caminho entre
as folhas e a melodia exótica do
grilo ao entardecer.
Não passeis despercebidos
diante de tanta beleza.
Não sois robôs!
(Paiva Netto)
Para que haja consciência da graça, temos que antes ter consciência de nosso demérito. A pergunta que deve insistir em nossa mente é: “o que foi que Deus viu em mim?”. Chegamos mesmo a pensar: “Deve ter havido um engano! Isso não deve ser pra mim! Deus se confundiu!“ Não que duvidemos da eficiência do serviço de entrega dos céus. Duvidamos, sim, é de que haja em nós algum coisa que nos faça merecedores de Sua benévola atenção.
Quando alcançamos tal consciência, somos invadidos pelo sentimento da gratidão.
A gratidão é o primeiro efeito produzido pela Graça em nossa vida.
Se existisse acaso, não haveria gratidão. Mas se o que chegou às minhas mãos veio da fonte da Graça, servindo ao Seu propósito eterno, logo, só me resta reconhecer e agradecer.
A ingratidão revela quem jamais teve um genuíno encontro com o Deus de toda Graça. Não há como ficar indiferente. A gratidão passa a ser a maior força propulsora da nossa vida. Nossas boas obras deixam de ser moeda de troca, ou tentativa de tornar-nos merecedores, e passam a ser expressões de nossa gratidão a Deus.
Como a Graça nos leva a refletir sobre nossas ações? Ora, um Deus que me acolhe graciosamente, independente dos meus méritos… o que Ele merece de mim? Assim, todas as nossas atitudes passam a ser recebidas por Deus como “ações de graça”.
Passamos a enxergar a vida de um prisma totalmente diferente daquele que ainda não se conscientizou da graça.
E com isso, a vida recupera seu sabor original. Experimente assistir a um pôr-do-sol com o coração repleto de gratidão a Deus. Você terá a sensação de as cores do dégradé celestial parecerão mais vivas. Até um prato de arroz com ovo parecerá delicioso.
Abra um pouco mais o leque. Experimente ouvir uma bela canção, seja cristã ou secular, com seu coração enternecido de gratidão. Dificilmente você não se emocionará.
Pare de reclamar da vida, da sorte, dos filhos, do cônjuge, do emprego. Troque os óculos ultrapassados da ingratidão pelas lentes de contacto da gratidão.
Você vai aprender o que significa a instrução apostólica “em tudo dai graças” (1 Ts.5:18). Em qualquer situação, ainda que adversa, dê graças!
Acolha a existência com todas as suas demandas e implicações como uma EUCARISTIA. Esta palavra grega usada em alusão à Ceia do Senhor significa “ação de graça”. Paulo afirma que“tudo o que Deus criou é bom, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graça”(1 Tm.4:4).
Então, abra a janela de seu quarto, respire fundo, e solte um “obrigado, Senhor!”.
Aprenda a ser grato àqueles que foram os instrumentos da graça de Deus em sua vida. Seja com provisão material, ou com instrução, ou simplesmente com amizade. Agradeça a Deus até pelas pessoas que te são ingratas. Quem sabe um dia Deus lhes removerá as vendas dos olhos, para que caiam em si e vejam o mal que causa a ingratidão.
O ingrato é como o sujeito que tem mau hálito. Ele mesmo não percebe. Mas todos ao seu redor, principalmente os mais chegados, sabem que algo não vai bem em seu organismo. Não basta usar mentol, ou uma pastilha de hortelã; tem que cuidar da úlcera que está corroendo seu estômago. Assim também, não basta usar palavras bonitas, convincentes, tem que tratar com a ingratidão crônica que existe no profundo de sua alma.
A MENINA QUE ODIAVA LIVROS
Escolha certa
Jerry era o tipo de pessoa que você ia adorar. Sempre de alto astral, e com algo
positivo a dizer. Quando alguém perguntava para ele: “Como vai você?”, ele respondia: “Melhor que isso, só dois disso”. Ele era o único gerente de uma cadeia de restaurantes, porque todos os garçons seguiam seu exemplo. A razão dos garçons seguirem
Jerry era por causa de suas atitudes.
Ele era naturalmente motivador. Se algum empregado estivesse tendo um mau dia, Jerry prontamente estava lá, contando ao empregado como olhar pelo lado positivo da situação. Sempre que eu me lembrava dele eu ficava pensativo, até que um dia perguntei a ele: “Eu não acredito.
Ninguém pode ser uma pessoa positiva o tempo todo. Como você consegue?” E ele respondeu: “Toda manhã eu acordo e digo a mim mesmo: “Jerry você tem duas escolhas hoje: escolher estar de alto astral ou escolher estar de baixo astral…” Então escolho estar de alto astral. Toda vez que acontece alguma coisa desagradável, posso escolher ser vítima da situação ou posso escolher aprender algo com isso. Eu escolho aprender algo com isso. Todo momento que alguém vem reclamar da vida comigo, eu posso escolher aceitar a reclamação, ou posso escolher apontar o lado positivo da vida para a pessoa.
Eu escolho apontar o lado positivo da vida. Eu argumentei: “Tudo bem ,mas não é tão difícil assim”. “É difícil sim” Jerry disse. “A vida consiste em escolhas. Quando você tira todos os detalhes e enxuga a situação, o que sobra são escolhas, decisões a serem tomadas. Você escolhe como reagir as situações.
Escolhe como as pessoas irão afetar no seu astral. Escolhe estar feliz ou triste,
calmo ou nervoso…
Em suma: escolha como você vive sua vida.”
Eu refleti no que Jerry disse. Algum tempo depois eu deixei o restaurante para abrir meu próprio negócio. Nós perdemos contato, mas freqüentemente eu pensava nele quando tomava a decisão de viver ao invés de ficar
reagindo as coisas.
Alguns anos mais tarde, ouvi dizer que Jerry havia feito algo que nunca se deve fazer quando trabalha em restaurantes: ele deixou a porta dos fundos aberta e, conseqüentemente, foi rendido por 3 assaltantes armados.
Enquanto Jerry tentava abrir o cofre, sua mão, tremendo de nervoso, errou a combinação do cofre. Os ladrões entraram em pânico, atiraram nele e fugiram. Por sorte, Jerry foi encontrado relativamente rápido e foi levado
as pressas ao pronto-socorro local.
Depois de 18 horas de cirurgia e algumas semanas de tratamento intensivo, Jerry foi liberado do hospital com alguns fragmentos de balas ainda em seu corpo.
Encontrei com Jerry 6 meses depois do acidente.
Quando perguntei: “Como vai você?” ele respondeu:
“Melhor que isso, só dois disso. Quer ver minhas cicatrizes?”
Enquanto olhava as cicatrizes, perguntei o que passou pela sua mente quando os ladrões invadiram o restaurante. “A primeira coisa que me veio a cabeça foi que eu devia ter trancado a porta dos fundos…” respondeu.
“Então, enquanto estava baleado no chão, lembrei que eu tinha duas escolhas: podia escolher viver ou podia escolher morrer. Escolhi viver”
Perguntei: “Você não ficou com medo? Não perdeu os sentidos?”
Jerry continuou: “Os paramédicos eram ótimos. Ficaram o tempo todo me dizendo que tudo ia dar certo, que tudo ia ficar bem. Mas, quando eles me levaram na maca para a sala de emergência e vi as expressões nos rostos dos médicos e enfermeiras, fiquei com medo. Nos seus olhos eu lia: ele e um homem morto. Eu sabia que tinha que fazer
alguma coisa.” “O que você fez?” perguntei. “Bem, havia uma enfermeira grande e forte me fazendo perguntas. Ela perguntou se eu era alérgico a alguma coisa…
“Sim”, respondi. Os médicos e enfermeiras pararam imediatamente por causa da minha resposta. Respirei fundo e disse: “À balas”. Enquanto eles riam eu disse: ‘Eu estou escolhendo viver. Me operem como se estivesse vivo, não morto.”
Jerry sobreviveu graças a experiência e habilidade dos médicos, mas também por causa de sua atitude espetacular. Aprendi com ele que todos os dias temos que escolher viver a vida em sua plenitude, viver por completo. Atitude, portanto, é tudo!
Conselhos
Dona Maria era uma senhora de 92 anos, elegante, bem vestida e penteada.
Estava de mudança para uma casa de repouso pois o marido, com quem vivera 70 anos, havia morrido e ela ficara só…
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando uma atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.
A caminho de sua nova morada, a atendente ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela.
– Ah, eu adoro essas cortinas – disse ela com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
– Mas a senhora ainda nem viu seu quarto…
– Nem preciso ver – respondeu ela. Felicidade é algo que você decide por princípio.
– E eu já decidi que vou adorar!
É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
Sabe, eu tenho duas escolhas:
Posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem…
ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
Cada dia é um presente.
E enquanto meus olhos abrirem, vou focaliza-los no novo dia e também nas boas lembranças que eu guardei para esta época da vida.
A velhice é como uma conta bancária: Você só retira daquilo que você guardou.
Portanto, lhe conselho depositar um monte de alegria e felicidade
na sua Conta de Lembranças.
E como você vê, eu ainda continuo depositando.
Agora, se me permite, gostaria de lhe dar uma receita.
1. Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência. Isso inclui idade, peso e altura. Deixe o médico se preocupar com eles. Para isso ele é pago.
2. De preferência aos amigos alegres. Os “baixo astral” puxam você para baixo.
3. Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado. Uma mente sem uso é a oficina do diabo. E o nome do diabo é Alzheimer.
4. Curta coisas simples.
5. Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.
6. Lágrimas acontecem. Agüente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto você viver.
7. Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais , lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio.
8. Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
9. Não faça viagens de remorsos. Viaje para o shopping, para cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas não faça viagens ao passado.
10. Diga a quem você ama, que você realmente o ama, em todas as oportunidades.
E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:
A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego …
de tanto rir …
de surpresa …
de êxtase …
de felicidade!
Não há Saber maior ou Saber menor. Existem Saberes diferentes
Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora.
Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro: Companheiro, você entende de leis?
Não, respondeu o barqueiro.
E o advogado compadecido: É pena, você perdeu metade da vida.
A professora muito social entra na conversa:
Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?
Também não, respondeu o barqueiro.
Que pena! Condói-se a mestra.
-Você perdeu metade de sua vida!
Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.
O barqueiro preocupado, pergunta:
Vocês sabem nadar?
Não! Responderam eles rapidamente.
Então é uma pena – Conclui o barqueiro. Vocês perderam toda a vida.
Nota: Refletir sobre a importância de todas as profissões. Enfatizando que nenhuma é mais importante que a outra. E sim que uma complementa a outra com seus saberes diferentes para a sociedade num todo.”
A inteligência é uma grande virtude, mas é apenas uma dentre muitas. Como vimos na interessante história do canoeiro, na simplicidade também se manifestam muitas virtudes. A humildade e o respeito, por exemplo. De que adianta grande conhecimento se não se é humilde para reconhecer as demais virtudes?
Estudar é muito importante, mas nunca despreze nenhuma pessoa por ela não ter estudado, ou por não ter muitas habilidades. Todos temos dons, mas cada um os desenvolve conforme as suas possibilidades. Tenha humildade para reconhecer os dons das outras pessoas e também para ajudá-las a desenvolvê-los.
O verdadeiro sábio tem consciência de que a teoria deve estar unida à prática. Isso não significa simplesmente ter habilidades práticas como nadar etc., mas saber transformar tudo aquilo que se aprendeu em bens para as pessoas. Ser virtuoso é ajudar as pessoas a serem melhores sempre.
A Bíblia e o Celular
Já imaginou o que aconteceria se tratássemos a nossa Bíblia do jeito que tratamos o nosso celular?
E se sempre carregássemos a nossa Bíblia no bolso ou na bolsa?
E se déssemos uma olhada nela várias vezes ao dia?
E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecemos em casa, ou no escritório… ?
E se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?
E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?
E se a déssemos de presente às crianças?
E se a usássemos quando viajamos?
E se lançássemos mão dela em caso de emergência?
Ao contrário do celular, a Bíblia não fica sem sinal.
Ela ‘pega’ em qualquer lugar.
Não é preciso se preocupar com a falta de crédito porque Jesus já pagou a conta e os créditos não têm fim. E o melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para toda a vida.
‘Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto’! (Is 55:6)
Nela encontramos alguns telefones de emergência:
Quando você estiver triste, ligue João 14.
Quando pessoas falarem de você, ligue Salmo 27.
Quando você estiver nervoso, ligue Salmo 51.
Quando você estiver preocupado, ligue Mateus 6:19,34.
Quando você estiver em perigo, ligue Salmo 91.
Quando Deus parecer distante, ligue Salmo 63.
Quando sua fé precisar ser ativada, ligue Hebreus 11.
Quando você estiver solitário e com medo, ligue Salmo 23.
Quando você for áspero e crítico, ligue 1 Coríntios 13.
Para saber o segredo da felicidade, ligue Colossenses 3:12-17.
Quando você sentir-se triste e sozinho, ligue Romanos 8:31-39.
Quando você quiser paz e descanso, ligue Mateus 11:25-30.
Quando o mundo parecer maior que Deus, ligue Salmo 90.
Diferenças
Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola.
Se reuniram e começaram a escolher as disciplinas.
O pássaro insistiu para que o vôo entrasse.
O peixe, para que o nado fizesse parte do currículo também.
O esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental.
O coelho queria de qualquer jeito a corrida.
E assim foi. Incluíram tudo, mas cometeram um grande erro.
Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos.
O coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele.
Mas queriam ensiná-lo a voar.
Colocaram-no numa árvore e disseram: “Voa, coelho”.
Ele saltou lá de cima e quebrou as pernas.
Não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.
O pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a
cavar buracos como uma toupeira.
Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem,
nem cavar buracos.
Moral da história: todos nós somos diferentes.
Cada um tem uma coisa de bom.
Não podemos forçar os outros a serem parecidos conosco.
Vamos acabar fazendo com que eles sofram, e no final,
não serão nem o que nós queríamos, nem o que eles eram.
O quebrador de pedras
Era uma vez um simples quebrador de pedras que estava insatisfeito consigo mesmo e com sua posição na vida. Um dia ele passou em frente a uma rica casa de um comerciante. Através do portal aberto, ele viu muitos objetos valiosos e luxuosos e importantes figuras que freqüentavam a mansão.
“Quão poderoso é este mercador!” pensou o quebrador de pedras. Ele ficou muito invejoso disso e desejou que ele pudesse ser como o comerciante. Para sua grande surpresa ele repentinamente tornou-se o comerciante, usufruindo mais luxos e poder do que ele jamais tinha imaginado, embora fosse invejado e detestado por todos aqueles menos poderosos e ricos do que ele. Um dia um alto oficial do governo passou à sua frente na rua, carregado em uma liteira de seda, acompanhado por submissos atendentes e escoltado por soldados, que batiam gongos para afastar a plebe. Todos, não importa quão ricos, tinham que se curvar à sua passagem.
“Quão poderoso é este oficial!” ele pensou. “Gostaria de poder ser um alto oficial!”
Então ele tornou-se o alto oficial, carregado em sua liteira de seda para qualquer lugar que fosse, temido e odiado pelas pessoas à sua volta. Era um dia de verão quente, e o oficial sentiu-se muito desconfortável na suada liteira de seda. Ele olhou para o Sol. Este fulgia orgulhoso no céu, indiferente pela sua reles presença abaixo.
“Quão poderoso é o Sol!” ele pensou. “Gostaria de ser o Sol!”
Então ele tornou-se o Sol. Brilhando ferozmente, lançando seus raios para a terra sobre tudo e todos, crestando os campos, amaldiçoado pelos fazendeiros e trabalhadores. Mas um dia uma gigantesca nuvem negra ficou entre ele e a terra, e seu calor não mais pôde alcançar o chão e tudo sobre ele.
“Quão poderosa é a nuvem de tempestade!” ele pensou “Gostaria de ser uma nuvem!”
Então ele tornou-se a nuvem, inundando com chuva campos e vilas, causando temor a todos. Mas repentinamente ele percebeu que estava sendo empurrado para longe com uma força descomunal, e soube que era o vento que fazia isso.
“Quão poderoso é o Vento!” ele pensou. “Gostaria de ser o vento!”
Então ele tornou-se o vento de furacão, soprando as telhas dos telhados das casas, desenraizando árvores, temido e odiado por todas as criaturas na terra.
Mas em determinado momento ele encontrou algo que ele não foi capaz de mover nem um milímetro, não importasse o quanto ele soprasse em sua volta, lançando-lhe rajadas de ar. Ele viu que o objeto era uma grande e alta rocha.
“Quão poderosa é a rocha!” ele pensou. “Gostaria de ser uma rocha!”
Então ele tornou-se a rocha. Mais poderoso do que qualquer outra coisa na terra, eterno, inamovível. Mas enquanto ele estava lá, orgulhoso pela sua força, ele ouviu o som de um martelo batendo em um cinzel sobre uma dura superfície, e sentiu a si mesmo sendo despedaçado.
“O que poderia ser mais poderoso do que uma rocha?!?” pensou surpreso.
Então ele olhou para baixo e viu a figura de um quebrador de pedras.
Para aprender o novo, é essencial desaprender o velho
Certo dia, num mosteiro, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. O mestre (monge superior) convocou, então, todos os discípulos para descobrir quem seria o novo sentinela.
O mestre, com muita tranqüilidade, falou:
– Assumirá o posto o monge que conseguir resolver primeiro o problema que eu vou apresentar.
Então ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo. E disse apenas:
– Aqui está o problema!
Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro! O que representaria? O que fazer? Qual o enigma?
Nesse instante, um dos discípulos sacou uma espada, olhou o mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e… ZAPT! Destruiu tudo, com um só golpe.
Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o mestre disse:
– Você é o novo guardião. Não importa que o problema seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado.
Um problema é um problema, mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou. Por mais lindo que seja ou tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, deve ser suprimido.
Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam espaço – um lugar indispensável para criar a vida.
Os orientais dizem:
“Para você beber vinho numa taça cheia de chá, é necessário primeiro jogar fora o chá para, então, beber o vinho.”
Ou seja, para aprender o novo, é essencial desaprender o velho.
Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários até chegar às pessoas do passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço em sua mente. Vai ficar mais fácil ser feliz.
O custo da gratidão
Qual será o melhor método para se ensinar a virtude da gratidão aos filhos? Haverá uma fórmula especial que dê resultado garantido?
Por vezes, o mais acertado provém de uma tomada de atitude, que determina um período de reflexão.
Mais ou menos como aconteceu com aquele garoto aos seus 13 anos.
Ele e o pai costumavam passear juntos aos sábados. Nada espetacular. Simplesmente uma ida ao parque, ou à marina para olhar os barcos.
Por vezes, uma visita em lojas de bugigangas, só para comprar aparelhos eletrônicos baratos, para desmontá-los ao chegar em casa e verificar seu sistema de funcionamento.
Algumas vezes havia uma parada na sorveteria. Randal nunca sabia se o pai iria ou não parar na sorveteria. Por isso, esperava ansioso, na volta para casa, que o pai enveredasse por aquela esquina decisiva. A esquina que significava animação e água na boca.
O pai do garoto, por vezes, tomava o caminho mais longo. Dizia que era para mudar um pouco o trajeto. Em verdade, parecia um jogo, onde ele ficava testando o autocontrole do filho.
Quando chegava na esquina, ele oferecia:
Quer um sorvete de casquinha?
O garoto pedia sorvete de chocolate, e o pai, de creme. Andavam devagar até o carro e ficavam saboreando o sorvete. Para o garoto, aquilo era o paraíso.
Certo dia, em que rumando para casa, passavam pela esquina, o pai perguntou: e aí, quer um sorvete de casquinha hoje?
Boa pedida! Disse Randal.
Também acho, concordou o pai. Não quer pagar hoje?
O sorvete custava então vinte centavos. A cabeça de Randal começou a girar. Ele podia pagar. Ganhava uma mesada semanal de vinte e cinco centavos, mais uns trocados por serviços eventuais.
Mas ele queria economizar. Economizar era importante. E, por se tratar do seu dinheiro, Randal achou que sorvete não era um bom investimento.
E aí ele disse as palavras mais feias que podia ter dito naquele momento: bom, nesse caso, acho que vou desistir.
A resposta do pai foi lacônica. Concordou e começou a andar em direção ao carro estacionado. Assim que fizeram a curva a caminho de casa, o garoto percebeu o quanto estava errado.
Como ele pudera ser tão mesquinho? Seu pai já perdera a conta de quantos sorvetes lhe pagara e ele nunca comprara nenhum para ele. Como ele pudera perder aquela oportunidade rara de dar alguma coisa àquele pai tão generoso?
Pediu ao pai que voltasse. Em vão. Randal ficou se sentindo péssimo por seu egoísmo, sua ingratidão. Foram para casa.
Aquela semana foi terrível, longa, angustiante. O pai não agiu como se estivesse desapontado ou desiludido. Contudo, o garoto pensava e pensava.
No final de semana seguinte, quando fizeram o novo passeio, ele fez questão de conduzir o pai até à sorveteria e lhe oferecer, sorrindo: pai, quer um sorvete de casquinha hoje? Eu pago!
Naqueles dias, Randal aprendeu que a generosidade tem mão dupla, que a gratidão algumas vezes custa um pouco mais do que um simples “obrigado”. No seu caso específico, lhe custou vinte centavos. E lhe valeu uma lição para a vida.
Pensamento
No processo da educação, quase sempre um gesto tem efeito mais poderoso do que muitas palavras.
A sabedoria está, para o educador, em saber usar as palavras certas, nos momentos adequados e a utilizar a eloqüência do silêncio, nas horas precisas.
