Deixe a lágrima rolar!

Quando sentir vontade de chorar, chore! Deixe a lágrima rolar! Qual adulto, idoso, criança, pode se gabar de não ter sentido um dia a necessidade de colo? Quem atira a primeira pedra? Por mais que sejamos fortes, não podemos fugir às tempestades da vida. São as decepções, as perdas ou simplesmente nossas expectativas que não são correspondidas que nos fazem, independente da nossa idade ou situação, nos sentir pequenos o bastante para desejarmos colo. E nem sempre é fácil admitir isso.

Homens não choram? Choram sim! Mulheres choram fácil demais? Elas se fazem duronas também. As crianças choram à toa. Todo mundo chora. Pelo menos todo mundo precisa chorar nem que seja uma vez ou outra, para aliviar a alma, para diminuir o peso do cansaço e da solidão. O choro é sempre um sinal de apelo. E um sinal que sempre encontra um bom samaritano no seu caminho. Difícil resistir a alguém que chora!

É quando olhamos para alguém que vemos os olhos marejados que sentimos que esse alguém precisa de colo; nem sempre de palavras, mas colo, sempre. Colo que pode representar um abraço mudo e apertado, um olhar compreensivo, um aperto de mão… nada toca mais nossa alma do que olhar nos olhos de alguém que chora. E nada toca tanto alguém que chora quanto sentir a presença de alguém que o compreende.

E nas lágrimas que rolam, rola a tristeza, a insatisfação, o tédio, a dor, as dúvidas e medos. A alma fica lavada. Por isso chorar alivia. Por isso chorar dá sono. Quando acordamos depois de termos chorado, nos sentimos mais leves, nos sentimos prontos para encarar um novo dia, uma nova situação. Então… quando sentir vontade, não se contenha!

Peça colo, peça ombro… Deixe a lágrima rolar! Ser forte não é ser durão ou durona; ser forte é ser capaz se reconhecer frágil e saber que dará a volta por cima; é saber que as marés podem ser altas ou baixas, mas que apesar de tudo as ondas nunca desistem do sonho de beijar a areia. E elas beijam sempre…

Coordenadora do projeto Dentista do Bem em Sorocaba visita Unidade da LBV

Autor: Eduardo Siqueira

Sorocaba, SP — O Centro Comunitário de Assistência Social, da Legião da Boa Vontade (LBV), recebeu, no dia 17, a visita da dra. Sonia Regina Bordin Aykroyd, coordenadora do projeto Dentista do Bem, desenvolvido pela Organização Não Governamental Turma do Bem, no município sorocabano.

A visitante percorreu os ambientes da Unidade socioeducativa e conheceu o espaço onde são desenvolvidas as atividades do programa LBV — Criança: Futuro no Presente!. Em conversa com os pequenos, a dra. Sonia explicou que a saúde do corpo pode ser comprometida caso não haja os cuidados necessários com os dentes, podendo ocasionar dificuldades para mastigar e engolir os alimentos, alteração da fala e dicção, o favorecimento da respiração pela boca e, consequentemente, o impedimento da produção de saliva.

Na ocasião, a dentista realizou triagens e encaminhamentos para exames odontológicos em seu consultório. Encantada, destacou: “A LBV realiza um trabalho maravilhoso, senti muita paz Paz e um carinho imenso. A sensação é que Deus está realmente presente. Parabéns a todos que ajudam essas crianças a sorrirem. Juntos com o Dentista do Bem, acredito que poderemos aumentar ainda mais estes sorrisos“.

Em Sorocaba, SP, o Centro Comunitário de Assistência Social, da Legião da Boa Vontade, está localizado na Rua Atanásio Soares, 3633 — Jd. São Guilherme. Para outras informações, ligue: (15) 3302-4034.

O crack e a mulher

Paiva Netto

Conforme recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas viciadas em crack no Brasil ultrapassa a impressionante marca de um milhão de usuários. Especialistas em saúde comparam a epidemia da aids na África à do crack em nosso país. Outro dado alarmante é a média de idade dos que o experimentam pela primeira vez: 13 anos. Contudo, engana-se quem acha que somente as camadas da sociedade em situação de pobreza estão à mercê desse perigo mortal. A droga também se faz presente nas classes sociais mais abastadas de modo devastador.

O desastroso abalo físico e mental provocado pela pedra de crack é disparado na primeira ocasião em que se acende o cachimbo artesanal — poderia se dizer infernal —, pois não arruína apenas a vida do usuário, mas a de toda a família. A ilusória sensação de bem-estar e de euforia fica tragicamente evidenciada pela progressiva degradação do corpo e da Alma dos dependentes.

Segundo a dra. Solange Nappo, pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), “no início da entrada do crack no Brasil, mais precisamente em São Paulo/SP, o perfil do usuário era do sexo masculino. A presença de mulheres era pontual, algo raro. No princípio da década de 2000, começamos a receber indicativos e informações dos próprios usuários de que as mulheres aderiram à cultura do uso do crack”.

Em entrevista ao programa “Sociedade Solidária”, transmitido pela Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), a dra. Solange comentou que o fato de a mulher transformar-se em consumidora do entorpecente mudou toda a dinâmica do vício. “O usuário masculino tornou-se, em geral, um transgressor. Ele rouba para comprar a pedra. Não é um profissional do crime. Diante disso, com sua inexperiência, é facilmente preso e acaba criando um problema para o tráfico, que perde um cliente em potencial, na maioria das vezes já devedor da droga que consome. Quando a mulher é inserida no submundo do crack, ela passa a ser linha de frente, pois o risco de ser presa é bem menor. Ao invés de roubar, ela vai vender o seu corpo”, explicou.

 

CONTAMINAÇÃO PELO HIV

Para agravar a situação, a mulher, ao se prostituir a fim de conseguir a droga, vira foco de doenças sexualmente transmissíveis, principalmente do vírus HIV.

Sobre isso, esclareceu a dra. Solange: “Uma mulher que faz programa por conta da compulsão pela droga o faz sem proteção, a qualquer hora e em qualquer lugar. Não fica num local aguardando que alguém passe. Ela vai em busca desse parceiro na tentativa de que ele, rapidamente, lhe dê o dinheiro que lhe possibilitará comprar a pedra de crack. Sem falar das que ficam grávidas sem nenhuma estrutura para ser mãe. Essa situação de vulnerabilidade traz para a mulher complicações físicas, psíquicas e orgânicas de todos os tipos. Quando a mulher entra nessa cultura, traz com ela um problema social enorme. De um grupo de 80 mulheres que entrevistamos, pelo menos 40% delas  eram portadoras do HIV”.

Grato, dra. Solange, pelas elucidações. É uma triste realidade que não pode ser ignorada. Além das imprescindíveis políticas públicas de combate ao crack, urge fortalecer, com a Espiritualidade Ecumênica, os valores da Família. É nela que se encontra a solução de muitos problemas que hoje afligem a Humanidade.

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

Amanhã Pode Ser Tarde…

 

Amanhã pode ser tarde… Ontem?…
Isso faz tempo! Amanhã?… Não nos cabe saber…
Amanhã pode ser muito tarde para você dizer que ama…

Para você dizer que perdoa,
Para você dizer que desculpa,
Para você dizer que quer tentar de novo…

Amanhã pode ser muito tarde para você pedir perdão,

Para você dizer:
Desculpe-me o erro foi meu!…

O seu amor, amanhã, pode já ser inútil;
O seu perdão, amanhã, pode já não ser preciso;
A sua volta, amanhã, pode já não ser esperada;

A sua carta, amanhã, pode já não ser lida;
O seu carinho, amanhã, pode já não ser mais necessário;
O seu abraço, amanhã, pode já não encontrar outros braços… 

Porque amanhã pode ser muito… muito tarde! 
Não deixe para amanhã para dizer:

EU AMO VOCÊ !
ESTOU COM SAUDADES DE VOCÊ !
PERDOE-ME!
DESCULPE-ME! 

ESTA FLOR É PARA VOCÊ!
VOCÊ É IMPORTANTE PARA MIM…
VOCÊ ESTÁ TÃO BEM…

Não deixe para amanhã:
O seu sorriso,
O seu abraço,
O seu carinho,
O seu trabalho,
O seu sonho,
A sua ajuda…

Não deixe para amanhã para perguntar:
Porque você está triste?
O que há com você?
Ei!… Venha cá, vamos conversar…
Cadê o seu sorriso?
Ainda tenho chance?… 

Já percebeu que eu existo?
Porque não começamos de novo?
Estou com você. Sabe que pode contar comigo?
Cadê os seus sonhos?
Onde está a sua garra?… 

Lembre-se:
Amanhã pode ser tarde… muito tarde!
Procure…
Vá atrás!
Insista!
Tente mais uma vez!
Só o hoje é definitivo!

 

10 MOTIVOS

•Você pode não se dar conta, mas é 100% verdade.
•1. Há pelo menos duas pessoas nesse mundo por quem você morreria.
•2. Pelo menos 15 pessoas nesse mundo amam você de algum jeito.
•3. A única razão pela qual alguém lhe odiaria é porque ela quer ser exatamente igual a você.
•4. Um sorriso seu pode trazer alegria a qualquer um, mesmo se esse alguém não gostar de você.
•5. Toda noite, ALGUÉM pensa em você antes de dormir.
•6. Você é o mundo para alguém.
•7. Você é especial e único.
•8. Alguém que você nem sabe que existe ama você.
•9. Quando você comete o pior erro que pode existir, você sempre aprende algo de bom.
•10. Quando você pensa que o mundo virou as costas a você, olhe melhor.

Estratégia é tudo

Um homem de idade vivia sòzinho em Minnesota,USA. 
Ele queria revirar a terra de seu jardim para plantar flores, mas, era um trabalho muito pesado.
Seu único filho, que normalmente o ajudava nesta tarefa, estava na prisão.
O homem então escreveu a seguinte carta ao filho, reclamando de seu problema:
“Querido filho, estou triste porque, ao que parece, não vou poder plantar meu jardim este ano.                                       
Detesto não poder fazê-lo, porque sua mãe sempre adorava flores, e esta é a época do plantio.
Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar com o jardim, pois estás na prisão.                                                         
Com amor, Papai.”
Pouco depois o pai recebeu o seguinte telegrama:
“PELO AMOR DE DEUS, PAPAI, NÃO ESCAVE O JARDIM…
FOI LÁ QUE EU ESCONDI OS CORPOS” !
As quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de Agentes do FBI e policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo. 
Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.
Esta foi a resposta:
“PODE PLANTAR SEU JARDIM AGORA, PAI…                                         
ISSO É O MÁXIMO QUE EU POSSO FAZER POR VOCÊ, NO MOMENTO” !
ESTRATÉGIA É TUDO PARA UM GESTOR… E PARA PROFISSIONAIS COMPETENTES.

“Ter problemas na vida é inevitável… ser derrotado por eles, é opcional”.                                                
Pense nisso !

Problema mais difícil

Problema mais difícilQual será o mais difícil problema do mundo? Será a fome, a miséria, as enfermidades, os desvios morais?

Certa feita, um pai surpreendeu os filhos numa discussão acalorada, onde justamente o que discutiam era a respeito do problema mais complicado a ser resolvido.

Chamou os três rapazes e confiou uma tarefa a cada um. Ao primeiro, deu um rico vaso de argila, ao segundo uma bela corça, e um bolo decorado em uma bandeja de prata ao terceiro.

Os presentes se destinavam ao príncipe que os governava e tinha seu palácio à distância de três milhas.

Logo que iniciaram o trajeto, a discussão começou. O que levava a corça reclamava da forma como o irmão segurava o vaso.

Este, por sua vez, dizia que o irmão desajeitado era o que estava com o bolo, que não concordava com a maneira que a corça era conduzida.

Seguiam pela estrada devagar, cada qual observando e fazendo reparos no outro.

Em um certo trecho do caminho, o que segurava o animal pela corda, decidiu ajeitar o vaso nas mãos do irmão.

Pega aqui, vira ali, o vaso acabou caindo e se espatifando nas pedras.

Com o barulho, o pequeno animal se assustou, puxou com força a corda, libertou-se e fugiu.

O que segurava a bandeja saiu a correr, tentando alcançar a pequena corça, que se embrenhou na mata próxima.

O resultado foi que perdeu o equilíbrio e derrubou a bandeja.

Os três retornaram tristes para casa, relatando ao pai o acontecido. Ao mesmo tempo, estavam envergonhados por não terem conseguido atender a ordem paterna.

O pai ouviu as suas lamentações e os detalhes da história. Homem sábio, falou:

Aproveitem o ensinamento da estrada. Se cada um de vocês estivesse atento para com sua própria tarefa, não teriam fracassado.

O mais difícil problema do mundo, meus filhos, é o de cada homem cuidar dos próprios negócios, sem se intrometer nos alheios.

Enquanto ficamos preocupados com o que o outro tem a fazer, as nossas responsabilidades são esquecidas.

Enquanto ficamos criticando as ações alheias, esquecemos de observar as nossas próprias, que quase sempre traduzem desacertos e irresponsabilidade.

*   *   *

O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade. Essas virtudes consistem em ver cada um apenas de forma superficial os defeitos dos demais, esforçando-se por fazer que prevaleça nele o que há de bom e virtuoso.

Não nos esqueçamos que, embora o coração humano seja cheio de defeitos, sempre há em suas dobras mais ocultas o gérmen de bons sentimentos, centelha viva da essência espiritual.

Descubramos esse lado positivo e invistamos nele, todos os dias da nossa existência.

 

Preocupações

PreocupaçõesQuando nos defrontamos com diversos desafios do cotidiano, por vezes nos surpreendemos em estado de preocupação.

São as questões domésticas, as profissionais, as sociais. São muitas coisas a pesar sobre nossos sentimentos, nossos pensamentos, nosso humor.

São problemas que envolvem os filhos, o vestibular, a viagem para o Exterior, o novo curso que ele deverá começar. São tantas incertezas…

O garoto conseguirá superar todas as etapas? E se não conseguir, como reagirá?

A filha começou a namorar. Dará certo desta vez? E se não der, cairá novamente em depressão?

O novo chefe tem ideias diferentes das nossas a respeito de muitas coisas. Como isto refletirá em nossa carreira? Estará garantido nosso emprego?

E a festa de aniversário a preparar? Ficará tudo pronto a tempo e a hora?

Vale parar um pouco e meditar a respeito desse fenômeno que se chama preocupação e que consome muitas de nossas energias.

Se a causa for válida, convertamos a preocupação em ação positiva, em vez de ficar a remoer o desafio que se apresenta.

Se a causa da preocupação não for legítima, se nosso estado psicológico se prende ao desejo de posse, ao ciúme, à falta de fé em Deus ou qualquer capricho nocivo à saúde da alma, desliguemo-nos dessa sintonia, que somente nos trará desespero, mágoa, indiferença.

Se persistirmos no estado de preocupação, poderemos adoecer ou realizar atos de que, mais tarde, nos arrependeremos.

Quando alimentamos exagerado desejo de posse ou quando elegemos objetos como pontos de felicidade, poderemos perder o exato objetivo de nossa vida na Terra.

Afinal, não nos encontramos aqui para usufruir, mas para nos disciplinarmos, para nos educarmos e bem utilizar o que nos chegue e como chegue.

Desse modo, estudemos com clareza os motivos das nossas preocupações e consideremos que o Celeste Amigo já prescreveu, há muito tempo, que a cada dia já basta o seu mal.

Na certeza de que estamos no mundo a fim de aprender, crescer e amar, não nos permitamos sucumbir ante problemas de saúde, dificuldades financeiras, mal entendidos ou questões familiares.

Aprendamos a resolver um após outro os problemas, recordando que, às vezes, o tempo é o melhor remédio para as dificuldades.

Entreguemos as nossas preocupações ao Criador e marchemos adiante, aguardando as luzes dos novos dias, que sempre brilham após as horas de sombras e desalento.

*   *   *

Deus conhece as nossas necessidades e a elas provê, como for necessário.

Ele nunca deixa ao abandono os que Nele confiam.

Se nem sempre nos dá o auxílio material, sempre inspira as boas ideias para que encontremos os meios de sair da dificuldade.

É a Divina Providência, sempre alerta e a postos.

Presença amorosa

Renata LombardiEra véspera do Dia das Mães. Data em que as lojas ficam repletas de pessoas à procura de presentes.

Para os que amam suas mães, é apenas mais um dia para se homenagear a especial criatura que lhes deu a vida.

Para aqueles indiferentes ou esquecidos de manifestações constantes de carinho, é uma oportunidade para lembrar do ser que os gerou, atendeu, sustentou.

O rico empresário pertencia à segunda categoria. Como todos os anos, foi à mais bela floricultura da cidade.

Seu intuito era escolher a mais cara flor ali existente, escrever algumas palavras rápidas num cartão e pedir para que fosse remetida para a  casa de sua mãe.

Estacionou seu carro e, quando ia adentrar a loja, viu uma garotinha com o nariz colado na vitrine.

O que é que uma garotinha de seus 8 anos, mais ou menos, estaria fazendo ali, olhando flores?

Que ela estivesse frente a uma confeitaria, devorando doces com os olhos, ou frente a uma loja de brinquedos, desejando um ou outro, seria compreensível.

Mas, frente a uma floricultura?

Aproximou-se e perguntou: Oi, menina. Por que você tanto olha essas flores?

Ela se voltou para ele e o empresário lhe contemplou o rostinho umedecido por pequenas pérolas de pranto.

Eu queria comprar uma flor para minha mãe, mas não tenho dinheiro.

O empresário a tomou pela mão, entrou na loja e pediu que ela escolhesse a flor que desejasse. Não uma, mas um grande ramalhete.

A garotinha ficou radiante e, com muito bom gosto, escolheu flores maravilhosas e perfumadas.

O homem ficou feliz, contemplando a alegria da pequena. Também ficou imaginando a surpresa da mãe ao ver chegar a filha carregada de flores.

Por isso, se ofereceu para levá-la até sua mãe.

Você me ensina o caminho. – Disse ele, enquanto a acomodava em seu luxuoso carro e fechava a porta.

A menina quase desaparecia atrás do ramalhete florido que abraçava.

Mas, ela foi indicando a rota, sem pestanejar. Finalmente, ela disse:

É aqui.

Ágil, ela saltou do carro, deu adeusinho com a mão e entrou, sozinha… no grande cemitério.

O empresário viu a pequena andando, por entre túmulos e lembrou de sua própria mãe.

Então, tomou uma decisão: desistiu de enviar flores, dirigiu alguns quilômetros e foi abraçar, pessoalmente, depois de muitos anos, a sua mãe.

*   *   *

Se você é daqueles que agenda o dia de dar presentes, o dia de abraçar e beijar, pare um momento.

Pergunte a si mesmo de que valeria a vida se as pessoas que o amam e as que você diz amar desaparecessem do seu convívio.

Imagine-se voltar para uma casa vazia, sem abraços aconchegantes e sem risos infantis.

Pense nisso e ainda hoje vá ao encontro dos que lhe aguardam o carinho e a ternura.

Abrace, beije, entregue-se.

Se puder, leve flores, um presente.

Se não puder, seja a sua presença amorosa o presente mais rico e mais aguardado.

Por que ser bom?

Por que ser bom?Você já deve ter ouvido, alguma vez, esse sábio conselho: “é preciso ser bom, fazer o bem e não praticar o mal”.

Você também deve ter se perguntado: “Mas, afinal, por que ser bom? Que vantagem isso me traz?”

A educação tradicional ensinava, e algumas correntes ainda ensinam, que é preciso ser bom para obter algum tipo de recompensa, e não praticar o mal para evitar um castigo correspondente.

Essa pedagogia pode funcionar para aqueles que não buscam uma explicação racional para fundamentar suas ações.

Todavia, quem precisa entender por que agir desta ou daquela forma, não aceita argumentos destituídos de critérios lógicos.

O evangelho de Jesus foi intensamente utilizado para espalhar o terror do inferno, aos maus, e prometer um céu como recompensa, para os bons.

No entanto, o ser imortal, no ir e vir das sucessivas reencarnações, foi se dando conta de que não há céu nem inferno do outro lado da vida e, menos ainda, no plano físico.

Viajante da eternidade e herdeiro de si mesmo, o espírito foi percebendo, ao longo do tempo, que inferno e céu são estados d’alma, e não lugares de punição e recompensa.

E essa constatação, de certo modo, o tem levado à descrença e ao desprezo pelas questões relativas à alma.

A falta de uma explicação razoável do por que praticar o bem e evitar o mal, tem levado muitas pessoas a buscar os interesses imediatos do mundo, lançando mão de expedientes indignos ou até cruéis.

A busca da felicidade, que é uma aspiração natural do ser humano, gira em torno da satisfação dos prazeres passageiros.

Ser bom, por conseguinte, passa a ser um dever para aqueles que, na dúvida, preferem garantir algum tipo de recompensa futura.

Entretanto, é preciso lançar o olhar sobre as leis que regem a vida e buscar compreender a essência dos ensinamentos trazidos pelo mestre de Nazaré, para fundamentar a prática do bem.

Os ensinos de Jesus visam desenvolver no homem a convicção inabalável na sua perfectibilidade. Isso se pode constatar no imperativo: “sede perfeitos, como perfeito é o vosso pai celestial.”

Ora, para desenvolver essa perfeição é preciso entender de que forma, como e porquê.

E isso pressupõe um consentimento interno, racional, e não uma imposição externa, muitas vezes fruto de uma necessidade ou de uma vontade alheia.

Nossas ações devem ser norteadas pelo crivo da razão. Razão baseada numa fé que nos faz livres para querer, de livre e espontânea vontade e nunca por pressões ou interesses externos, sejam quais forem.

Quando a prática do bem se tornar tão espontânea em nós como o ato de respirar, então teremos compreendido o papel que nos cabe, como filhos da luz.

Pense nisso!

O filósofo brasileiro Huberto Rohden, em seu livro sabedoria das parábolas, diz: “O Evangelho do Cristo é a glória da suprema sabedoria cósmica; Quer um ser-bom por espontânea liberdade, e não um ser-bom por compulsória necessidade.

O homem deve ser intrinsecamente bom por um querer próprio, e não apenas extrinsecamente bom por um querer alheio.

O seu ser-bom deve ser o fruto de um voluntário querer, e não de um compulsório dever.

O homem pode ter todas as possibilidades para ser mau – e, apesar disto, ser bom, livre, convictamente bom.”

Pense nisso!

Prece de alguém que sofre

Renata LombardiSenhor, meu Deus.

Pai bondoso, busco-O com esperança de que o Seu amor seja capaz de acalmar-me agora.

Busco o colo e o aconchego de quem me conhece desde sempre e sabe bem os motivos das minhas dores e do meu desespero.

Pai de justiça e de amor, envolva meu coração dolorido em Seu afeto infinito, para que meu desânimo arrefeça e que eu não desista da luta.

Ampare-me em seus braços, dando-me a certeza de que jamais estarei sozinho, mesmo quando o silêncio for meu único companheiro e a estrada da vida me parecer deserta.

Dê-me forças e coragem para seguir meu caminho, por mais duras que sejam as provas e por mais distantes que meus amores possam estar de meus olhos.

Peço, Senhor, que Suas palavras ecoem em minha intimidade, guiando meus passos e curando as feridas que sangram em minha alma.

Feridas causadas por minha incúria, por meu egoísmo e pela minha falta de capacidade de perdoar.

Envolva-me em um abraço afetuoso, capaz de estancar essas lágrimas que insistem em rolar de meus olhos e de molhar minha face.

Não pretendo que o sofrimento que ora vivo seja simplesmente arrancado de meus dias.

Se ele está presente em mim hoje é porque o semeei no passado, bem sei.

Peço apenas humildemente, Senhor, para suportá-lo com dignidade.

Peço que me auxilie a me manter em pé, nesses momentos tão duros, em que sinto os joelhos cedendo ao peso do cansaço e do desalento.

Não permita, Pai, que a tristeza tome, de vez, conta de meu pensamento, impedindo-me de ver com clareza e de acreditar no amanhã.

Não deixe, Senhor, que o remorso e o arrependimento pelos meus erros sejam desculpa para novos deslizes e maiores enganos.

Fortaleça meu desejo de suportar as dificuldades que me possibilitarão ser uma criatura melhor, um dia.

Que a paixão seja alavanca de progresso e não mais motivação para novos equívocos.

Ajude-me, Senhor, a trilhar o caminho do bem, por mais estreita que seja a sua porta, por mais pesado que seja o meu fardo.

Que a revolta e o desespero não preencham meus dias e nem povoem minhas noites.

Ilumine, com a Sua verdade, Senhor, meus atos e minhas palavras, pois sinto-me tão só e tão perdido, nesse mundo de desterro e de exílio, onde a felicidade é fugaz e passageira.

Somente a certeza da sua presença constante em minha existência pode me trazer a paz e o conforto que meu Espírito infeliz tanto almeja.

Abra meus olhos para as verdades eternas da vida e conceda-me a graça de confiar sempre, sem hesitação e sem esmorecimento.

Auxilie-me, Pai bondoso, para que eu possa seguir em frente, de uma vez por todas, deixando para trás meu passado equivocado, construindo, a partir de hoje, bases de amor e de felicidade para o futuro.

*   *   *

Quando as duras provas da vida trouxerem para o seu coração amargura e dor, lembre-se de que a prece é o meio mais eficaz que nos liga a Deus.

Lembre-se de que nada, nem ninguém, pode trazer maior alívio para nossos sofrimentos do que a Presença Divina em nossas vidas.

Deus, Pai bondoso e justo, jamais nos abandona ou desampara.

Confie e persista, sempre.

Pessoas e potes de geléia

Pessoas e potes de geléiaTransformamos as pessoas em potes de geléia.

Sim, toda vez que julgamos precipitadamente, que criamos rótulos, estamos comparando as pessoas a objetos.

Objetos podem, muitas vezes, ser facilmente explicados, descritos, compreendidos. Basta um desenho, um esquema, ou algumas palavras e está tudo resolvido.

Ficaram famosos os jogos de mímica, nos quais os oponentes precisam adivinhar uma palavra, uma frase, através da compreensão dos gestos do outro.

O problema está quando desejamos usar esta nossa habilidade de descrever rapidamente alguma coisa, no convívio com as pessoas.

Pessoas são Espíritos, almas complexas, de realidades múltiplas e possibilidades infinitas.

Avaliá-las com superficialidade é desrespeitá-las em sua essência divina.

O grande escritor russo Léon Tolstoi, afirma que um dos nossos preconceitos mais comuns e disseminados, é o de que cada pessoa tem uma característica fixa.

Segundo ele, tal preconceito faz com que existam apenas pessoas boas ou pessoas más; pessoas inteligentes ou pessoas estúpidas; pessoas frias ou pessoas quentes.

Aí começam os rótulos.

Muitas vezes, com o objetivo de simplificar, nós empobrecemos e menosprezamos as pessoas.

Até nossos hábitos de linguagem precisam ser revistos, pois muitos deles já nos acostumam ao rótulo fácil.

Você lembra de Fulano de tal? – Não, não lembro. – responde o outro.

Aquele magrinho com nariz pontudo, lembra?

Ah, sim, claro, agora lembrei!

Pois aí está o embrião do vício dos rótulos.

Pode ser uma observação sem maldade, que apenas ajude a lembrar mais facilmente das pessoas, mas, por vezes, já desenvolve em nós esta prática desagradável.

Mais um pouco e estamos no nível de observações como: Beltrano é falso mesmo. Cuidado com o que ele diz!

Obviamente que podemos identificar as dificuldades das pessoas. É algo comum da vida de relacionamento.

Mas, avaliar toda uma personalidade, todo o universo de um Espírito encarnado, e resumi-lo em uma frase, em um rótulo, é pequeno e simplista demais.

Além de ser desrespeitoso.

Aplicando um rótulo a alguém, principalmente os negativos, estamos dizendo que ninguém é capaz de mudar, de crescer.

Estamos dizendo que a pessoa é assim e pronto.

Chegamos a aplicar rótulos a nós mesmos, por vezes.

Colamos na testa um adesivo dizendo: Sou teimoso. Não pense em vencer qualquer discussão comigo.

É uma auto-rotulagem, uma expressão de acomodação perante uma imperfeição, da qual, muitas vezes chegamos a nos orgulhar.

Até mesmo os rótulos positivos são preocupantes.

Quando, por exemplo, aquele amigo que carregava em sua fronte o rótulo de bonzinho, faz conosco algo que mostra uma característica oposta a essa, vem a decepção.

Nunca esperava isso dele ou dela… – expressão típica de quem não conhece o outro em profundidade, e que preferiu ficar na superficialidade da rotulagem.

Todos ainda somos almas sendo automoldadas a todo instante.

Nem temos imperfeições fixas, eternas, que ficarão para sempre conosco, nem virtudes em grau de excelência, que não nos permitam o equívoco em situação alguma.

Lembremos: rótulos são para potes de geléia, e não para pessoas.

Professores

Você recorda o nome de sua primeira professora?

Pois é, quase nunca lembramos. Mas, com certeza, recordamos dos nomes dos nossos professores universitários. E não é pelo fato da proximidade de nossa formatura. Nós os lembramos pelo cabedal e conhecimentos, pela experiência e segurança, dentro de sua área de atuação.

Nós os recordamos porque partilharam das nossas lutas mais árduas, a fim de conseguirmos o tão ambicionado diploma. Nós os lembramos porque estiveram conosco nas pesquisas e nas orientações particulares. Também porque foram, muitas vezes, os que nos conduziram aos nossos primeiros estágios, ensaiando-nos para a carreira profissional.

Alguns nos orientaram em nossas monografias, a fim de alcançarmos as especializações que almejávamos.

Temos razão em recordá-los e com gratidão. Entretanto, de nada adiantaria todo o conhecimento e a experiência deles na universidade, se não tivéssemos chegado até lá.

E somente chegamos até lá porque em nossa infância, alguém de extrema dedicação, nos abriu a possibilidade da leitura, desvendando-nos o alfabeto.

Alguém que teve paciência suficiente para nos ensinar a decifrar os códigos da escrita. Que tomou a nossa mão e foi traçando os contornos das vogais e consoantes, a fim de que aprendêssemos a escrever.

Esta criatura foi nossa primeira professora. Enquanto brincávamos ou descansávamos após as horas da escola, ela se debruçava sobre livros à cata de contos e histórias para melhor ilustrar o ensino, no dia seguinte.

Enquanto nós dormíamos, ela estava criando e confeccionando materiais com suas mãos habilidosas. Eram personagens, gravuras, painéis para compor a próxima.

Tudo para que o estudo nos parecesse atraente e a escola nos conquistasse.

Crescemos. Hoje, quando lemos com fluência, até em outros idiomas, possivelmente nem nos recordamos das dificuldades dos primeiros momentos.

Após tantas conquistas e tantos anos passados, é bom nos recordarmos da nossa primeira professora, aquela que descobriu a terra propícia da nossa riqueza interior e a despertou.

Aquela que nos ensinou os sons precisos das letras e como uni-las, a fim de formar palavras. Aquela que nos forneceu as noções básicas das operações aritméticas, a fim de que pudéssemos entender as noções de quantidade, pesos, medidas. 

*** 

Se você tem hoje filho na escola e se emociona quando ele chega em casa, cantando uma pequena canção ou contando uma história, lembre: há uma criatura muito especial que se dedica de forma muito particular a ensinar-lhe muitas coisas, todos os dias.

Por isso, da próxima vez que seu filho olhar para uma placa ou painel de propaganda, em plena rua e começar a soletrar, tentando unir as letras para formar palavras e você o olhar com orgulho, não deixe de lembrar do tesouro precioso que é a escola.

Mais do que isso, não esqueça de agradecer, de vez em quando, à professora, por essas pequenas grandes conquistas do seu filho.

Prestando mais atenção

Se alguém lhe perguntasse, agora, com que roupa seu marido saiu de casa esta manhã, você saberia?

É interessante como, embalados pela rotina da vida, deixamos de prestar atenção em coisas importantes, ou seja, nos nossos tesouros mais valiosos. As pessoas que amamos.

O casal Estrada aprendeu a lição da maneira mais difícil.

Certo dia, o marido saiu para fazer sua caminhada. Entrou em sua caminhonete Chevrolet e partiu.

Mais ou menos cincoenta minutos depois, um policial batia à porta da casa de Herlinda Estrada.

O policial lhe perguntou qual era o nome do seu marido e qual era o carro que ele dirigia.

E, então, lhe informou que seu marido havia sofrido um ataque cardíaco e estava hospitalizado.

Extremamente transtornada, ela literalmente voou  até o hospital, que ficava perto de sua casa.

Atendida tão logo se apresentou, descobriu que chegara tarde demais. Seu marido havia morrido.

Em prantos, acompanhada pelo mesmo policial que fora à sua casa, ela foi identificar o corpo.

Voltou para a sala de espera e pediu ao policial que desse os primeiros telefonemas, avisando a família e amigos.

Pouco depois, pessoas começaram a chegar. E trinta minutos depois, a pessoa menos esperada chegou: o próprio senhor Estrada.

Quando viu o marido, Herlinda se pendurou em seu pescoço, aos gritos: Você está vivo! Eles disseram que você tinha morrido!

Todos os parentes, amigos, funcionários do hospital presentes não estavam entendendo nada.

Com calma, tudo ficou elucidado.

Enquanto o sr. Estrada fazia sua caminhada, outro homem sofrera um infarto.

A equipe de emergência e a polícia foram chamadas, mas não encontraram nenhuma identificação no homem.

A única pista era um chaveiro da General Motors que o policial experimentou nas portas dos veículos GM estacionados na área.

As chaves, como se vê, abriram o veículo errado. O do sr. Estrada, que assim foi identificado porque seus documentos estavam no carro.

E como Herlinda identificou o corpo errado?

Ela disse que estava fora de si. O corpo estava com fita crepe nos olhos e na boca. Nem conseguiu verificar se o homem tinha bigode.

Ela olhou os pés, as mãos, a cor do shorts, os tênis. Pareceram ser de seu marido. E assim o identificou.

Como o sr. Estrada chegou ao hospital?

Também muito simples: ao chegar em casa, recebeu um telefonema da esposa de seu patrão que, quando ouviu a voz dele ao telefone, exclamou:

Meu Deus! Se você está aí, então foi Herlinda quem sofreu o ataque cardíaco!

Que confusão, não é mesmo?

Assim, enquanto o casal voltou abraçado para casa, o policial voltou para a pista, no parque.

Ali encontrou uma mulher que procurava o marido: era a viúva verdadeira.

Depois daquele dia, o casal Estrada mudou muitas coisas em sua vida, passando a prestar muita atenção um no outro.

*   *   *

Por vezes, um fato dramático como o narrado, nos tira da modorra, da apatia com que levamos nossos dias.

Uma verdadeira sacudidela para passarmos a prestar mais atenção nos seres que amamos.

Nesses seres sem os quais tudo o mais que tenhamos deixa de ter importância: a casa, o carro, as joias, as viagens…

Pensemos nisso e comecemos a olhar com novos olhos essas criaturas que são a razão das nossas alegrias: os nossos amores.

Comecemos hoje. Agora.

Pobreza

 PobrezaDia desses alguém se encontrou com um indivíduo e, olhando-o, falou: Pobre homem rico.

Estranho! Afinal, é rico ou pobre? – Perguntou alguém que passava, no momento.

A resposta veio nos seguintes termos: O pobre homem rico é aquele que é dono de várias fazendas, de bônus, ações de várias companhias e uma grande conta corrente no banco mas é avarento.

É pobre porque sua mente é a essência da pobreza. Porque sempre tem medo de gastar alguns centavos. Suspeita de todo mundo. Preocupa-se com tudo o que tem e que lhe parece pouco.

A pobreza não é carência de coisas: é um estado de ânimo. Não são ricos os que têm tudo em abundância.

Só se é rico quando o dinheiro não nos preocupa. Se temos dois reais e nos lamentamos por não ter mais, somos mais ricos do que aquele que tem dois milhões e não pode dormir porque não tem quatro.

Pobreza não é carência: é a pressão da carência. A pobreza está na mente, não no bolso.

O pobre homem rico se angustia pela conta do supermercado que é muito alta. Também porque consome eletricidade, gás e gasolina. Sempre está procurando o modo de diminuir o salário dos empregados.

Dói quando sua mulher lhe pede dinheiro. Angustia-se pelo gasto de seus filhos.

Os pedidos de aumento de salário de seus empregados lhe ardem mais do que ácido que lhe fosse colocado sobre a pele.

Enfim, ele tem os sintomas da pobreza.

Em verdade, a finalidade do dinheiro é proporcionar comodidade, afastar temores, permitir uma vida de liberdade espiritual. Se não desfrutamos dessas vantagens, não importando quanto tenhamos, somos como o pobre homem rico.

Mas, se podemos experimentar essa sensação de liberdade, essa confiança no amanhã, essa ideia de abundância que se diz que o dinheiro proporciona, seremos ricos, mesmo sendo pobres.

Se desejamos ser ricos, sejamos. É mais fácil do que se fazer rico.

O dinheiro em si mesmo não significa nada. Seu verdadeiro valor está no que com ele possamos realizar em favor dos outros e de nós mesmos. Essa é a autêntica finalidade do dinheiro.

*   *   *

Se pensamos muito em dinheiro, ali estará o nosso tesouro.

Se os nossos pensamentos estão no amor, ali também estará o nosso tesouro.

Se valorizamos a tônica do dinheiro, nossos valores são materiais.

Se nossos pensamentos são nobres e altruístas, se pensamos e nos ocupamos em amar, o nosso tesouro não acabará com as crises econômicas, nem com as desvalorizações. Isso porque o espiritual não acaba nunca.

Enriqueçamo-nos com as coisas imperecíveis. Seremos então ricos, fortes e nossas riquezas estarão sempre conosco.

Se o amanhã não vier…

Se eu soubesse que essa seria a última vez que

 eu veria você dormir, eu me aconchegaria mais apertado e rogaria ao Senhor que a protegesse.

Se eu soubesse que essa seria a última vez que veria você sair pela porta, eu a abraçaria, beijaria você mais vezes e a chamaria de volta  para abraçar e beijar uma vez mais.

Se eu soubesse que essa seria a última vez que ouviria a sua voz em oração, eu filmaria cada gesto e gravaria cada palavra para que eu pudesse ver e ouvir de novo, dia após dia…

Se eu soubesse que essa seria a última vez, eu gastaria um minuto extra, ou dois, para parar e dizer: “EU TE AMO”, ao invés de assumir que você já sabia disso…

Se eu soubesse que essa seria a última vez, eu estaria do seu lado, partilhando do seu dia, ao invés de pensar:”Bem, tenho certeza de que outras oportunidades virão, e eu posso deixar passar esse dia”…

É claro que haverá um amanhã para se fazer uma revisão, e nós teríamos uma segunda chance de fazer as coisas da maneira certa.

É claro que haverá um outro dia, para dizermos, um para o outro: “EU TE AMO”.

E, certamente,haverá uma nova chance de dizermos, um para o outro: “Posso te ajudar em alguma coisa?”

Mas no caso de eu estar errado, e hoje ser o último dia que temos, eu gostaria de dizer O QUANTO EU AMO VOCÊ.

E espero que nunca esqueçamos disso.

 O dia de amanhã não está prometido a ninguém, jovem ou velho, e hoje pode ser sua última chance de segurar bem apertada a mão de quem você ama.

Se você está esperando pelo amanhã, por que não fazer HOJE ?

Porque se o amanhã não vier você, com certeza, se arrependerá pelo resto de sua vida, de não ter gasto aquele tempo extra num sorriso, num abraço, num beijo… porque você estaria muito ocupado para dar àquela pessoa aquilo que acabou sendo o último desejo dela…

Então abrace a sua amada, o seu amado, HOJE, AGORA, bem apertado. Sussurre nos seus ouvidos dizendo o quanto você a ama e o quanto a quer junto de si !

Gaste um tempo para dizer”ME DESCULPE”, “POR FAVOR”,”ME PERDOE”,”OBRIGADO” ou ainda “NÃO FOI NADA” , “ESTÁ TUDO BEM”…

Porque se o amanhã jamais chegar, você não terá que se arrepender pelo dia de hoje, pois o passado não volta e o futuro talvez não chegue…

De todos os dias de sua vida há apenas dois nos  quais você nada poderá fazer…
O ONTEM e o AMANHÃ !!!
Faça o que tiver que fazer HOJE.
Um ótimo final de semana!

Pessimismo

PessimismoVez ou outra uma onda de pessimismo varre o País.

Fala-se em crise, crise muito séria, e a onda vai contaminando as pessoas.

Entra-se no Supermercado e escuta-se a reclamação dos preços. Já não se pode comprar nada. O dinheiro não dá.

Mas quem assim fala não sai de mãos vazias. Ao contrário, sai com pacotes, pacotinhos e até sacolas.

0 salário está uma miséria.

Que ele anda defasado, está correto. Mas miséria é exagero.

O que ocorre é que se está pintando com tintas muito negras o céu do presente.

Tudo isso nos recorda de uma história que colhemos em revista de grande circulação nacional.

Um homem vivia na beira da estrada e vendia cachorro-quente.

Não tinha rádio e não lia jornais. Em compensação, seu cachorro-quente era muito especial.

Ele resolveu colocar um cartaz na beira da estrada, anunciando a sua mercadoria.

As pessoas paravam e compravam.

Então, ele aumentou o pedido de pão e salsichas, e acabou construindo uma mercearia.

O negócio cresceu. Ele resolveu chamar o filho que estudava na Universidade, para ajudá-lo a tocar o negócio.

O filho chegou e disse ao pai: Papai, o senhor não tem ouvido rádio? Não tem lido jornais? Não sabe que há uma crise no País e que a situação internacional é muito perigosa?

Diante disso, o pai pensou: Meu filho estudou na Universidade, ouve rádio e lê jornais. Ele deve saber o que está dizendo.

Então, reduziu os pedidos de pão e salsichas, tirou o cartaz da beira da estrada e não ficou mais por ali apregoando os seus cachorros-quentes.

As vendas caíram do dia para a noite.

Convencido, o pai disse ao filho: Você tinha razão, meu filho, a crise é muito séria.

*   *   *

Crise se combate com trabalho, com bom ânimo, com esperança. Esperança de dias melhores.

Por mais semelhantes que sejam, os dias não são iguais.

A chuva que ontem caiu não é a mesma de hoje, pois as gotas são outras.

O sol que ontem brilhou não o faz hoje da mesma forma.

A árvore da rua já não está com o mesmo número de folhas de ontem. O vento arrancou algumas, outras caíram por si mesmas.

Há uma flor no jardim por onde você passa. Flor que ontem era só botão.

As pessoas que você encontra no ônibus, na rua não são exatamente as mesmas.

Já observou que nessas pequenas coisas está a mensagem de Deus de que nada se repete exatamente igual?

Cada dia é um novo dia.

Oportunidades novas, chances que se apresentam.

O sol que se mostra espancando as trevas da noite que teima em ficar é a mensagem do bom ânimo.

Sol, claridade, novo dia! Espanque as brumas do pessimismo com o sol do seu sorriso, com sua disposição de vencer!

Hoje é um dia sem igual! Horas como as de hoje nunca as tivemos antes. Ânimo! Hoje é dia de vencer, de triunfar!

Tornemos o nosso fardo leve, com Jesus no coração e muita disposição para vencer. O cristão nasceu para ser um triunfador!

*   *   *

Abraão Lincoln, o décimo sexto Presidente dos Estados Unidos da América do Norte, se candidatou para a Câmara e para o Senado duas vezes e perdeu as duas vezes.

Durante a Guerra de Secessão perdeu diversas e importantes batalhas e perdeu a popularidade também.

Ele nunca se mostrou pessimista e é considerado uma das mais notáveis personalidades da História da Humanidade.

Uma pausa para refletir

Uma pausa para refletirVocê está feliz com os resultados obtidos com seus esforços ,ultimamente?

Se está, parabéns! Você está no caminho certo. Mas, se considera que alguma coisa não está bem, faça uma pausa para refletir sobre algumas considerações breves.

Afaste-se da busca vã pela fama e pelo ouro que ficarão sobre o pó da terra. Jamais olhe para trás ao fechar a porta ao lamentável tumulto da ganância e da ambição.

Limpe as lágrimas de seus fracassos e infortúnios, largue o seu pesado fardo e descanse até que seu coração esteja sereno. Fique em paz.

Já é mais tarde do que imagina, pois sua vida terrena, na melhor das hipóteses, é apenas um piscar de olhos entre duas eternidades.

Não tenha medo. Nada neste mundo poderá prejudicá-lo, a não ser você mesmo. Faça o bem e exulte com suas vitórias sobre si mesmo.

Concentre suas energias. Estar em toda parte é não estar em parte alguma. Seja zeloso do seu tempo, pois este é o seu maior tesouro.

Reconsidere seus objetivos; antes de lançar seu coração com grande empenho em qualquer coisa, verifique se são felizes aqueles que já possuem o que você deseja.

Ame sua família e conte suas bênçãos. Ponha de lado os sonhos impossíveis e trate de concluir sua tarefa, por mais desagradável que possa ser. Todas as grandes realizações foram alcançadas através do trabalho e da espera.

Seja paciente. A demora nas respostas de Deus jamais são negativas. Espere. Persista. Saiba que o pagador está sempre por perto. O que semear, bem ou mal, será o que irá colher. Jamais culpe os outros pela condição em que se encontra.

Você é o que é exclusivamente em decorrência de suas próprias opções. Aprenda a conviver com a pobreza honesta, se necessário for. Dedique-se a coisas mais importantes do que transportar ouro para a sua sepultura.

Jamais enfrente os problemas pela metade. A ansiedade é a ferrugem da vida. Quando se acrescentam os fardos de amanhã aos de hoje, eles se tornam insuportáveis.

Evite o muro das lamentações e dê graças, em vez disso, às suas derrotas. Não as teria recebido se não estivesse precisando.

Sempre aprenda com os outros. Aquele que ensina a si mesmo pode ter um tolo como mestre. Seja cauteloso. Não sobrecarregue a sua consciência.

Seja sensato. Compreenda que os homens não são criados iguais, porque não existe igualdade na natureza. Contudo, jamais nasceu um homem cujo trabalho não tenha nascido com ele.

Trabalhe todos os dias como se fosse o primeiro, ao mesmo tempo em que trata as vidas em contato com a sua como se todas fossem terminar à meia-noite.

Ame a todos, até mesmo àqueles que o negam, pois o ódio é um lixo que não se pode permitir. Procure ajudar e confortar aos necessitados. E, acima de tudo, lembre-se de que é necessário muito pouco para uma vida feliz.

Alcance. Confie em Deus e percorra serenamente a sua trilha para a eternidade com lucidez e um sorriso. Quando partir, que todos digam que o seu legado foi um mundo melhor do que aquele que encontrou.

*   *   *

Não programe a sua felicidade dentro dos padrões tradicionais que a ambição já estabeleceu e os preconceitos mantêm.

A felicidade verdadeira independe dos valores externos, sempre transitórios, sem maior significado, além daqueles que lhe atribuem.

Para não ser infeliz

Para não ser infelizÉ bastante comum reclamarmos do sofrimento ou das dores que nos atingem.

Contudo, muitas vezes, tais condições são provocadas por nós mesmos.

De um modo geral, costumamos aumentar nossa dor e sofrimento sendo exageradamente sensíveis.

Assim, reagimos muito mal a fatos insignificantes e, por vezes, levamos as coisas para o lado pessoal.

À conta disso, muitas irritações no dia a dia, podem se acumular de modo a representar uma importante fonte de sofrimento.

É uma tendência a estreitar nosso campo de visão psicológica, interpretando ou confundindo tudo o que ocorre em termos do seu impacto sobre nós.

Conta-se que dois amigos foram a um restaurante para jantar. Eles não tinham nada importante para fazer em seguida.

Podiam comer com calma, conversar, demorar-se o quanto desejassem. Nenhum compromisso, naquele dia, os aguardava. A noite poderia ser encerrada a hora que desejassem.

Com esse espírito é que fizeram seu pedido e aguardaram que os pratos solicitados chegassem.

O serviço do restaurante acabou por se revelar extremamente lento, e um dos senhores começou a reclamar: “o garçom parece uma lesma! Onde é que ele pensa que está? Acho que está fazendo isso de propósito.”

E assim foi durante todo o jantar. Uma ladainha de reclamações.

Reclamou da comida, da louça, dos talheres e de todos os detalhes que descobriu não lhe agradarem.

Ao final da refeição, o garçom chegou e lhes ofereceu duas sobremesas, a título de cortesia.

“É como uma compensação”, disse gentil, “pela demora do serviço.

Estamos com falta de pessoal, hoje. Houve um falecimento na família de um dos cozinheiros, e ele não veio trabalhar.

Além disso, um dos auxiliares avisou que estava doente, na última hora. Espero que a demora não lhes tenha causado nenhum aborrecimento.”

Enquanto o garçom se afastava, o homem descontente resmungou entre os dentes, deixando escapar a sua irritação: “mesmo assim, nunca mais vou voltar aqui.”

Este é um pequeno exemplo de como contribuímos para nosso próprio sofrimento.

Levando a questão para o lado pessoal, como se tudo fosse feito de propósito contra nós; imaginando que as pessoas e o mundo giram em torno de nós, nos tornamos infelizes.

No caso apresentado, o resultado foi uma refeição desagradável para ambos.

E com grandes possibilidades de, por causa da irritação, terem problemas de saúde, na seqüência. A comida ingerida lhes fazer mal.

Além, é claro, do aborrecimento, do desconforto, ante tanta reclamação. E tudo podia ter sido resolvido de forma tão fácil, com um pouco de paciência e tolerância.

Convenhamos, ainda, que se a pessoa olhasse ao redor e tivesse um mínimo de sensibilidade, teria podido constatar que havia falta de pessoal, que os que estavam trabalhando se esforçavam ao máximo.

Isso, se não olhasse somente para si mesmo. 

Jacques Lusseyran, cego desde os oito anos de idade, foi fundador de um grupo de resistência na segunda guerra mundial.

Acabou sendo capturado pelos alemães e encarcerado em um campo de concentração.

Mais tarde, quando relatou as suas experiências no campo de prisioneiros, afirmou: “Percebi que a infelicidade chega a cada um de nós porque acreditamos ser o centro do universo. Porque temos a triste convicção de que só nós sofremos de forma insuportável. A infelicidade é sempre se sentir cativo na própria pele, no próprio cérebro.”

Pensemos nisso.