Um fazendeiro resolve colher algumas frutas em sua propriedade, pega um balde vazio e segue rumo às árvores frutíferas.
No caminho ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas e acha que provavelmente algumas mulheres invadiram suasterras.
Ao se aproximar lentamente, observa várias belas garotas nuas se banhando na lagoa.
Quando elas percebem a sua presença, nadam até aparte mais profunda da lagoa e gritam:
– Nós não vamos sair daqui enquanto você não deixar de nos espiar e for embora.
O fazendeiro responde:
– Eu não vim aqui para espiar vocês, eu só vim alimentar osjacarés!
Conclusão: *A criatividade é o que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objetivos mais rapidamente*.
Mãe Canô, saudade!
Paiva Netto
Foto: Pedro de Paiva
- Fraterno encontro entre Mãe Canô e Paiva Netto, em Santo Amaro da Purificação/BA, em 1988.
Minha estimadíssima amiga Mãe Canô nasceu para a Vida Eterna no Natal de Jesus, 25 de dezembro de 2012. Que merecimento!
Mãe Canô! Comecei a chamá-la assim em virtude da bondade com que me recebeu em seu lar. Fiquei comovido com sua feição maternal. Quando completou 105 anos, em 16 de setembro, tive o ensejo de destacar que a matriarca dos Vellosos significa família unida, feliz. E é justamente o que muitos no mundo precisam aprender: quanto bem faz a boa convivência familiar.
Para felicidade de todos nós, graças a Deus!, a morte não existe. Agora, a filha ilustre de Santo Amaro da Purificação, na Bahia, mais viva do que nunca, abrilhanta a família dos Céus do Brasil.
Aos seus entes queridos, a quem Mãe Canô tanto amava, pertence, nessa hora de grande saudade, a alma solidária dos Legionários da LBV.
BEM-VINDO, 2013!
A ocasião da passagem do Ano-Novo não é a mesma para todas as comunidades. Há diferentes datas, cada uma com as suas respeitáveis tradições. Um ponto em comum, contudo, se faz presente: o saudável espírito de renovação em busca de períodos mais felizes.
Na “Antologia da Boa Vontade” (1955), fui buscar, de uma página espiritual de Júlio Diniz, “Ano Novo! Ano Bom!”, breve trecho que defende o gosto humano de estabelecer esses regulares tempos de recomeço: “Se a própria natureza escolhe uma hora propícia a cada ato, sem a qual a planta não floresce, a chuva não cai, o sol não se mostra, a criatura não nasce, a ave não canta, a luz não dissipa a treva, a virgem não ama, a flor não desabrocha, o fruto não amadurece e até o progresso não chega; por que se há de querer impedir a sociedade de convencionar paragens na sua marcha extenuante, para que os seus caminheiros desejem, entre si, bons dias e bons anos, numa doce aspiração de fraternidade; ou para recordar os companheiros queridos que foram ficando pela aspereza do caminho?”.
Primeiro de janeiro, que marca o início do ano no Ocidente, é também o Dia da Confraternização Universal e da Paz. A data, reconhecida pelas Nações Unidas desde 1981, é um convite especial à Humanidade para que se entenda. Os nossos votos são de que ela conscientemente aceite. Assim, vai promovendo a abertura de um ciclo de verdadeira convivência fraterna entre as criaturas.
Em “Jesus, o Profeta Divino” (2011), escrevi que apesar da gravidade comum a todas as épocas de profunda transformação, sempre surge um mundo novo, trazendo outras perspectivas para a vida dos povos. Há, todavia, este ponto a ser reiterado nos dias que vivemos: não nos é permitido esquecer que Jesus, o Vidente Divino, se refere a uma Grande Tribulação, jamais vista pelos olhos terrestres.
Dificilmente teremos, por ora, o fim do planeta como muitos e muitos costumam acreditar. Entretanto, poderemos assistir, na condição de encarnados ou desencarnados, ao termo de uma era cheia de cobiça, ódios e preconceitos. Então, após tudo isso, custe o tempo e as dores que custarem, realmente virá um “novo Céu e uma nova Terra” (Apocalipse, 21:1), anúncio comprovante de que a existência humana continuará.
Portanto, seja bem-vindo, 2013! E que venha com muita luz! muita luz! muita luz!
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*José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter). Filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central.
Natal Permanente de Jesus
Sem a vivência do Amor Fraternal, o Ser Humano será sempre um desajustado.
Paiva Netto
A ambiência do 25 de Dezembro*1 deve ser a da Fraternidade Total, agora, mais do que nunca, imprescindível ao mundo, para que o Ser Humano de fato se transforme no cidadão planetário, que positivamente saiba defender-se da exploração mundial endêmica.
Não somente o corpo fica enfermo, a sociedade também. Visando contribuir para melhorar esse estado de coisas, erguemos em Brasília, o Templo da Boa Vontade (TBV), que é o Templo do Ecumenismo Irrestrito, ou, ainda, o Templo do Coração, pronto a agasalhar toda e qualquer criatura humana e espiritual, isto é, o Capital de Deus. O TBV, com o Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, é o monumento mais visitado de Brasília/DF, segundo dados da Setur (Secretaria de Turismo do Distrito Federal).
Realçamos a necessidade imperiosa de viver-se o Natal Permanente, o Natal diário para a fome (física e espiritual) do Povo, que também é diária.
Lei da Solidariedade Universal
O Novo Mandamento de Jesus*2 é o denominador comum capaz de, fraternalmente unindo, pacificar os corações. É a Religião da Amizade, do Bom Companheirismo, destacado por João Evangelista, no Apocalipse. É a Lei da Solidariedade Universal, portanto espiritual, moral e social.
Religião é para dirimir conflitos que nascem da intimidade, enquanto egoísta, do Ser Humano. Asseverou Giuseppe Mazzini (1805-1872), patriota e revolucionário italiano:
— A Vida nos foi dada por Deus para que a empreguemos em benefício da Humanidade.
O saudoso fundador da LBV, Alziro Zarur, ensinava que:
— O Ser Humano foi criado de tal forma que só pode ser feliz praticando o Bem.
E Augusto Comte (1798-1857), o filósofo do Positivismo, concluía:
— Viver para os outros é não somente a Lei do dever, mas também da felicidade.
O antropófago alimentar-se com talheres
O Ser Humano é quem realiza o mundo: se ele estiver espiritualmente mal, a sociedade não poderá encontrar-se bem. É matemático.
Sem a vivência do Amor Fraternal, o Ser Humano será sempre um desajustado. (…) É resultado da vida antinatural que as multidões levam. Basta ver a estúpida agressão à Natureza, que não cessa… Que é isso, senão suicídio? Nós não somos apenas corpo, mas igualmente Espírito, ao qual pouca atenção a comunidade moderna tem oferecido, por restringir seu conceito a cérebro e mente, resultantes, pois, de ação meramente orgânica, nada mais do que isso. Daí a cultura autofágica que nos ameaça. Alguém já perguntou, analisando o comportamento humano ao longo da História, se é progresso o antropófago alimentar-se utilizando talheres.
Ernst Izgur, pensador espiritualista, cita desabafo atualíssimo de um dos maiores gênios da Renascença, Leonardo da Vinci (1452-1519):
— Que civilização é esta em que tudo o que o Homem constrói serve para a destruição dele próprio?
A grande lição dos 2 mil anos de Cristianismo
Ora, minhas amigas e minhas irmãs, meus amigos e irmãos, quando há pobreza de Amor, há fartura de ódio. E o resultado disso é a miséria terrena. Rico é aquele que ama.
Se conseguirmos como cidadãos do mundo, nesta época de globalização, finalmente ser mais humildes e generosos, saberemos tirar do Natal de Jesus seu grande ensinamento para todos os dias. Eis a grande lição que fica: é necessário que o Natal de nosso Divino Mestre se multiplique como a expansão da Fraternidade, pois não haverá sobrevivência sem ela.
Profeta Isaías e a poluição da Terra
À mundialização das ambições desmedidas, devemos antepor a da Solidariedade sem fronteiras. Ou não restará ninguém para contar a História. Que o diga o Profeta Isaías, no seu famoso livro, 24:3, 5, 12, 13 e 20:
3 A terra será de todo devastada e totalmente saqueada, porque o Senhor Deus é quem proferiu esta palavra.
5 Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores (portanto, não por causa de Deus), porquanto transgridem as leis, violam os estatutos, e quebram a aliança eterna.
12 Na cidade reina a desolação, e a porta está reduzida a ruínas*3.
13 Porque será na Terra, no meio destes povos, como o varejar da oliveira, e como o rebuscar, quando está acabada a vindima.
20 A terra cambaleia como um bêbado, e balanceia como rede de dormir. A sua transgressão pesa sobre ela. Ela cairá e jamais se levantará.
Significa dizer que o célebre vidente da Escritura Antiga, com acerto de milhares de anos, anteviu a poluição do ar, das terras, das águas, do Ser Humano, a ruína do ecossistema, o ferimento da camada de ozônio e outras barbaridades causadas pela insensatez dos seres terrestres, fatos que comprovam a atualidade das previsões do Evangelho e do Apocalipse de Jesus, no Novo Testamento.
Não foi sem propósito que o Cristo afirmou:
— Passará o Céu, passará a Terra, mas as minhas palavras não passarão*4 (Boa Nova, segundo Mateus, 24:35).
Verniz de civilidade do moderno troglodita
A ambiência do Natal deve constantemente inspirar a Religião, a Filosofia, a Ciência, a Economia, a Arte, os Esportes e, mais em particular, a Política, enfim, todos os setores da cultura universal.
Não compreender a necessidade de buscar viver, permanentemente, o verdadeiro espírito do 25 de dezembro, numa época de materialismo desagregador, significa possuir, apesar de todo o avanço tecnológico vigente, apenas o verniz de civilidade por cima de uma inconsciência de causar inveja ao mais convicto dos trogloditas.
*¹No livro Crônicas & Entrevistas (Editora Elevação), onde está esse artigo publicado, o leitor poderá também encontrar na pág. 263 esse importante comentário que Paiva Netto faz a respeito do Natal: “O Natal é a expansão da Fraternidade. Esse sentimento, que deve ser constante, pode nos fazer subsistir como gente civilizada. A Solidariedade Ecumênica resume a proposta que a Legião da Boa Vontade vem apresentando ao Brasil e ao mundo. Alguma coisa a mais tem de ser aliada ao ideal de tanta gente boa que deseja ver um Brasil melhor e uma Humanidade mais feliz, para que, a certa altura da vida, não se declare desiludida, desesperançada, quase que derrotada. Talvez porque não tenha percebido o alto significado do Espírito de Caridade, que é mais do que um sentimento, pois se trata de verdadeira estratégia, capaz de fazer sobreviver o Ser Humano e tudo aquilo que lhe é necessário à vida”.
*2 Novo Mandamento de Jesus — Ensinou Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista: 13:34 “Novo Mandamento vos dou: Amai-vos como Eu vos amei. 13:35Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. 15:7 Se permanecerdes em mim e as minhas palavras em vós permanecerem, pedi o que quiserdes, e vos será concedido. 15:8A glória de meu Pai está em que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos.15:10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu Amor; assim como tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no Seu Amor. 15:11 Tenho-vos dito estas coisas a fim de que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa.15:12O meu Mandamento é este: que vos ameis como Eu vos tenho amado. 15:13Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos. 15:14E vós sereis meus amigos se fizerdes o que Eu vos mando. E Eu vos mando isto: amai-vos como Eu vos amei. 15:15Já não mais vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto aprendi com meu Pai vos tenho dado a conhecer. 15:16Não fostes vós que me escolhestes; pelo contrário, fui Eu que vos escolhi e vos designei para que vades e deis bons frutos, de modo que o vosso fruto permaneça, a fim de que, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos conceda. 15:17E isto Eu vos mando: que vos ameis como Eu vos tenho amado. 15:9Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor.” (reunido por Paiva Netto, consoante o Evangelho do Cristo de Deus segundo João, 13:34 e 35; 15:7, 8, 10 a 17 e 9).
*3 Nota do autor — Antigamente, as cidades eram cercadas de muros. Tinham portas, que abriam e fechavam, para que o povo entrasse e saísse. Elas eram fechadas à noite e também durante os cercos dos inimigos, quando estes queriam invadi-las. Ora, dizer o Profeta que “a porta está reduzida a ruínas” significa estar a cidade indefesa (no caso, o próprio mundo), por isso nela “reina a desolação”.
*4 Esta passagem do Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 24:35, faz parte do Oratório “O Mistério de Deus Revelado”, de autoria de Paiva Netto, com orquestração de Vanderlei Pereira, que já vendeu mais de 500 mil CDs no Brasil.
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José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter). Filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central.
A cada mil lágrimas
Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte do cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema. Dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério, deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre…
A cada mil lágrimas sai um milagre…
* * *
A letra da belíssima canção de Itamar Assumpção e Alice Ruiz é inspiradora.
Fala-nos de como encarar as dores do mundo com inteligência, com coragem e com estilo.
Inteligência de quem vê na dor oportunidade de mudança e aprendizado.
Coragem de quem aceita mudar.
Estilo de quem sofre e ainda consegue sorrir, chorar, sem perder a linha, sem perder o passo.
A dor chega sem aviso, de cara cruel, como um monstro invencível e desproporcional ao nosso tamanho.
Chega destruindo tudo… E tudo parece o fim.
Mas não… Descobrimos que ela ensina, orienta, cuida.
É o cinzel que esculpe, que talha, que faz o bloco amorfo de mármore se transformar em estátua, em obra de arte.
A dor é o convite à mudança de hábitos, de pensamento, de rumo, talvez.
Trocar o vestido da alma é renová-la. Mudar o padrão de seus tecidos é não permanecer preso às mesmas ideias, aos mesmos vícios.
É necessário deixar a vida fazer sentido.
Uma vida sem sentido é quase como uma escuridão. Nada se vê, nem a si próprio. Nada se encontra, pois não se sabe onde está e onde se deve chegar.
E o milagre após as lágrimas é tantas coisas!…
O milagre de se encontrar, de ver a si mesmo com suas forças e fraquezas, mas sem máscaras, sem ilusões.
O milagre de perceber que se está melhor, que as feridas cicatrizam sempre, e que ali a pele se torna mais resistente.
O milagre do recomeço, de nascer de novo, de se dar nova chance.
O milagre de descobrir os amores ao redor, e quanto prezam por nós; de descobrir aqueles que nunca nos abandonam, não importa o que aconteça.
O milagre de saber que a vida procura nos levar sempre para cima, para diante, e nunca para trás, e a dor é lei de equilíbrio e educação.
A cada mil lágrimas sai um milagre.
* * *
O sofrimento, muitas vezes, não é mais do que a repercussão das violações da ordem eterna cometidas.
Mas, sendo partilha de todos, deve ser considerado como necessidade de ordem geral, como agente de desenvolvimento, condição do progresso.
Todos os seres têm de, por sua vez, passar por ele. Sua ação é benfazeja para quem sabe compreendê-lo.
Mas, somente podem compreendê-lo aqueles que lhe sentiram os poderosos efeitos.
Bom dia !
Ao iniciar-se um novo período de tempo, em que o Criador lhe permite despertar para agir no bem, é importante meditar sobre a bênção deste dia, na construção da alegria e da paz tão almejadas.
Não se importe se o dia amanheceu nublado ou chuvoso, ensolarado ou borrascoso; não se preocupe se o clima está frio ou se o calor promete castigar.
Erga-se e ore, agradecendo a Deus o fato de ter você aberto os olhos no corpo físico, para um novo dia… Ele é ensejo de realizações positivas, de progresso para você.
Não se impaciente por se dar conta de que, no dia de hoje, você guarda bem pouco ou nenhum dinheiro para suas necessidades comuns.
Pense que está com saúde, e que o trabalho, por mais simples, é a feliz oportunidade que a pessoa recebe de Deus para modificar a vida.
Seja carpindo o solo ou recolhendo o lixo, preservando a higiene; seja lavando uma roupa ou conduzindo fardos, qualquer que seja o serviço, agradeça ao Senhor, seguindo adiante.
Procure não se infelicitar se acordou febril, debilitado, doente. Você mantém a lucidez, pode pensar, pode agir. Busque o socorro de alguém, se não puder cuidar-se só.
Não despreze a prece com que você pedirá o auxílio divino diante do seu desequilíbrio orgânico. O auxílio virá. Espere, agindo.
Seja como for, você tem hoje nas mãos os mais valiosos recursos para ser feliz, dentro do quadro das suas provações e merecimentos.
Não se entregue à revolta, ao rancor, à mágoa, ao desalento. Seu dia deve ser um dia lindo; seu tempo deve ser abençoado.
Enquanto é hoje, seja amigo de alguém, leal e prestativo.
Enquanto é hoje, liberte-se dos vícios que o aprisionam, fiel ao bem, decidido.
Enquanto é hoje, cresça um pouco mais, vinculado a Jesus Cristo, a fim de que consiga viver um bom dia, em cada dia que passe por você.
Vivendo bem o seu dia, você se estará preparando para o formoso dia sem nuvem, sem tormenta, sem noite, que o Criador a todos nos oferece, após superados os tempos terrestres, educando-nos e valorizando as horas, com disposição e coragem, com grandeza d´alma.
* * *
Enquanto puder escutar ou perceber a palavra hoje, com a audição ou com a reflexão, no campo fisiológico, valha-se do tempo para registrar as sugestões divinas e concretizá-las em sua marcha.
Conquistas
Acredite em si mesmo.Viva os momentos como se fossem únicos.Saboreie os segundos como se fosse perdê-los.Desfrute o sol que brilha inigualável…
Busque seus sonhos.Você pode estar aonde não idealizou.Tudo é
mutante e mutável.Corra atrás da estrela cadente.Alcance o lua
no infinito céu…Abrace Beije Apaixone Ame.Queira ir além do
possível.Tanja o universo maior, ultrapasse.Apalpe as nuvens no
esplendor do céu.Derrame sorrisos no espaço laço…Desperte desta
noite insone e nebulosa.Açambarque os atalhos e encruzilhadas.
Transforme em estrada reta, curvas sinuosas.Faça brilhar
a luz no final do túnel…Acredita Siga Sorria Viva.Fale Grite
Busque Conquiste.Queira o total indivisível.Seja comunhão
universal.Veja a arte praticada.Persiga…A felicidade é construída..
Não alimente o sofrimento
Não criem sofrimento! Reajam ao temor, ao medo. Evitem se fazer negativos diante da proposta de vida menos gratificante. Não se estressem. Reconheçam a impermanência de suas emoções e até de seus sentimentos. Adeqüem-se a Lei da Evolução que é mutante. Façam da flexidez companheira de vida. Sejam solidárias consigo, com suas carências e tolerantes com suas emoções, não esquecendo que há sempre outras oportunidades e um Novo Amanhã.
Reflitam. Repensem. Realinhem seus valores, desvalores e surpresas. Reconhecerão a inutilidade de medos e temores que os ameaçarão tanto quanto admitirem. Verão que tudo é resultante do desequilíbrio de sua mente doentia que admite culpas e responsabilidades que realmente não existem. A verdade é que cada um é um Ser livre e individual que se ajusta para resgatar e crescer rumo ao aperfeiçoamento do Homem que é. A luta é brava e constante. Terão que se fazer o avalista e o crítico de suas ações, se quiserem se fazer uma pilastra de sustentação neste momento de purificação da Humanidade em transição, para que o Novo Milênio seja realmente de PAZ e SOLIDARIEDADE CRISTÃ.
“PENSAMENTO”
“Quando o sofrimento te buscar, abraça-o. Ele é disciplinador da vida. Mas não o cries desnecessariamente, para não te fazeres carente.
(nossacasa)
Problemas?
Esta é a história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas em sua fazenda. O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu do seu carro furou. A serra elétrica quebrou. Cortou o dedo. E, ao final do dia, o seu carro não funcionou. O homem que contratou o carpinteiro ofereceu-lhe uma carona para casa. Durante o trajeto do trabalho para casa, o carpinteiro nada falou. Quando chegaram em sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família. Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos. Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se. Os traços tensos de seu rosto transformaram-se num grande sorriso e ele abraçou seus filhos e beijou sua esposa. Um pouco mais tarde, depois de uma longa prosa e muitas risadas, o carpinteiro acompanhou sua visita até o carro.
Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:
– Por que você tocou na árvore antes de entrar em casa?
– Ah ! esta é a minha “Árvore de Problemas” respondeu o carpinteiro. Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite eu deixo meus problemas nesta árvore antes que entrar em casa e os pego no dia seguinte. E você quer saber de uma coisa? Toda manhã quando passo pela árvore para retirar meus problemas do dia anterior, eles não são nem metade do que me lembro ter deixado.
Faça você o mesmo que o carpinteiro. Não deixe os problemas do trabalho entrarem na sua casa. Abrace seus filhos, beije sua esposa (seu marido) e procure deixar todos os problemas na “árvore” antes de entrar e você verá que, no dia seguinte eles serão bem menores do que aparentavam ser no dia anterior.
Não perder a fé
Paiva Netto
A onda de violência que atinge várias regiões no mundo, inclusive o Brasil, atemoriza cada vez mais as populações. O massacre que ocorreu na última sexta-feira, 14/12, em uma escola de Newtown, no Estado de Connecticut/EUA, deixou-nos consternados. Após matar a mãe em casa, um jovem de 20 anos invadiu o local e assassinou 26 pessoas. Entre elas, 20 crianças. Em seguida, suicidou-se. Fervorosamente, oramos a Deus, pedindo conforto espiritual às famílias das vítimas na superação de tamanho drama.
Buscam-se respostas que esclareçam por que chegamos a tal ponto de desatino. Se fizermos análise mais aprofundada das causas que levam a essa brutalidade, à fome e a tantos outros infortúnios, notaremos tratar-se principalmente da própria instabilidade emocional da criatura.
Pari passu com as políticas públicas de segurança, do acesso à educação de qualidade para todos e programas que trabalhem na erradicação da miséria, é imprescindível zelar pelas Almas. Cuida do Espírito, reforma o ser humano. E tudo se transformará para melhor.
Robbie Parker, pai de uma das vítimas, Emilie, menininha de 6 anos, no trágico episódio no colégio norte-americano, ao dirigir-se à mídia, corajosamente demonstrou o exemplo que nos deve nortear. Emocionadíssimo, encontrou forças para oferecer apoio a todas as famílias afetadas pelo massacre, incluída a do atirador: “Ao seguirmos em frente a partir do que aconteceu aqui, o que aconteceu com tanta gente, que isso não seja algo que nos defina, mas que nos inspire a ser melhores, que tenhamos mais compaixão e sejamos mais humildes”.
Apesar do momento atribulado pelo qual passamos, é preciso não perder a fé, como acima demonstrado, e batalhar pela vitória do Bem. Aos que, porventura, não consigam ainda compartilhar dessa crença, dedico reflexão de minha autoria, constante do livro “Cartilha de Reeducação Espiritual”: Pouco a pouco, a organização egoísta da sociedade foi abalando o acervo de tradições reunido por todos os que lutaram e sofreram na construção dos povos. Tudo isso vem sendo sacudido, e a muitos pode parecer que entramos em indesviável rota de colisão e que a Humanidade inteira se desfará definitivamente em destroços. Mas tal não se dará, por pior que as coisas se mostrem. O que irá colidir e destruir-se é a civilização da maldade. (…) E como escreveu Pedro Apóstolo, em sua Segunda Epístola, 3:13: “Esperamos novos céus e novas terras, nos quais habita a Justiça”.
ORAÇÃO
Convido os amigos leitores e leitoras para, juntos, entoarmos uma tocante prece de Francisco de Assis (1181-1226), patrono da Legião da Boa Vontade. Ele amava muito as criancinhas. Versão de Alziro Zarur (1914-1979):
“Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa Paz;/ Onde haja ódio, consenti que eu semeie Amor;/ Perdão, onde haja injúria;/ Fé, onde haja dúvida;/ Verdade, onde haja mentira;/ Esperança, onde haja desespero;/ Luz, onde haja treva;/ União, onde haja discórdia;/Alegria, onde haja tristeza.
“Ó Divino Mestre!/ Permiti que eu não procure/ Tanto ser consolado quanto consolar;/ Compreendido quanto compreender;/ Amado quanto amar./ Porque é dando que recebemos;/ Perdoando é que somos perdoados;/ E morrendo é que nascemos para a Vida Eterna”.
Em tempo: quanto ao “fim do mundo”, segundo o Calendário Maia, em 21 de dezembro corrente, podemos dormir em paz, porque o nosso esforçado planeta vai continuar. Aliás, quem pode acabar com ele somos nós mesmos (Isaías, 24:5 e 6).
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*José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter). Filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central.
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Faculdade de Sorocaba apoia e participa de ação da LBV
Faculdade de Sorocaba apoia e participa de ação da LBV
Laercio Marchetti
Com o objetivo de oferecer um Natal mais feliz às crianças em situação de vulnerabilidade social atendidas pela Legião da Boa Vontade, a entidade promoveu em 07/12 o encerramento das atividades com um evento realizado na sede da instituição. Lá, as crianças formaram o coral infantil LBV e, na presença dos familiares, entoaram músicas natalinas.
Como representantes da parceria formada com o Grupo Educacional UNIESP, estiveram presentes ao avento a diretora da Faculdade de Sorocaba, Simone Monteiro, o coordenador de Projetos Sociais, Laercio Marchetti, e a assistente de Projetos Sociais, Viviane Rosa, que se vestiu de Mamãe Noel e fez a alegria das crianças. Os pequenos receberam brinquedos arrecadados pelos alunos e pela coordenadora do Curso de Administração, Patrícia Peixoto.
Segundo Laercio Marchetti, “não há satisfação maior do que aquela que sentimos quando proporcionamos felicidade aos outros. O segredo da felicidade é encontrar a nossa alegria na alegria dos outros e no sorriso de uma criança”.
De acordo com Sérgio Serrano, Gerente Administrativo da LBV, “a parceria entre a LBV e a UNIESP é de fundamental importância, pois neste mês as crianças foram agraciadas com presentes e as famílias com alimentos. As ações Sociais com projetos realizados pela UNIESP ajudam a melhorar a autoestima e fazem a felicidade dos usuários atendidos pela LBV”.
Esta foi a primeira ação social realizada pela Faculdade de Sorocaba neste mês. Nos próximos dias, outras ações em benefício da nossa comunidade serão realizadas.
A liderança pelo exemplo
Não se iluda. Numa empresa, nada ocorre de baixo para cima. Ou os dirigentes dão o exemplo ou nada ou pouco ocorrerá. Não adianta falar. Não adianta fazer discursos. Não adianta colocar faixas. Não adianta pregar quadrinhos nas paredes com frases de efeito e exortações para a qualidade, para o atendimento ao cliente, para a cortesia, para a prestação de serviços. Se os dirigentes não tiverem um genuíno comportamento e atitudes “exemplares” tudo ficará no discurso, na intenção e pouco ocorrerá de concreto, de efetivo dentro da empresa no dia-a-dia. Essa é a verdade, nua e crua.
Temos feito várias pesquisas de antropologia corporativa e os resultados são surpreendentes. Se você chega num hotel e é friamente ou rispidamente atendido na recepção, pode ter certeza, o gerente do hotel trata as pessoas e seus funcionários, fria e rispidamente. Se você é tratado com descortesia no estacionamento de um supermercado, pode ter certeza de que o gerente desse supermercado trata as pessoas com descortesia. Se você é tratado secamente pelas enfermeiras e atendentes num hospital, pode ter certeza – a direção do hospital trata a todos da mesma maneira. Se você numa empresa tem dificuldades em ser atendido com uma reclamação ou pedido, pode ter certeza – a diretoria e as gerências têm uma atitude negativa em relação a pedidos de clientes. E assim por diante. Se um garção atende você mal num restaurante, pode ter certeza de que o dono ou gerente do restaurante trata mal os seus funcionários. Os funcionários de uma empresa repetem as atitudes e comportamentos de suas chefias. Acredite!
Assim é através do exemplo e das pequenas atitudes e comportamentos que emitimos no dia-a-dia que passamos a visão e os valores de nossa empresa aos nosso funcionários. Não adiantam campanhas, faixas, cartazes, panfletos se não houver o exemplo da liderança, principalmente nas pequenas coisas.
Tenho visto empresas que gastam tempo e recursos em campanhas institucionais de qualidade, por exemplo. São dezenas de peças – folhetos, faixas, livretos, pôsteres e até palestras falando e disseminando o conceito e a importância da qualidade. Na prática, pouca eficácia têm essas campanhas. Por quê? Porque a liderança da empresa não está “de facto” comprometida com a qualidade. E isso é demonstrado a cada momento, a cada comportamento, a cada decisão da diretoria. Na hora de escolher os fornecedores de matéria prima, escolhe-se não pela qualidade, mas pelo preço. Na hora de comprar equipamentos, escolhe-se não pela qualidade, mas pelo preço. Na hora de escolher a embalagem, escolhe-se a mais barata e não a que melhor protegerá o produto. Na hora de escolher os operadores de logística, escolhe-se os mais precários porque mais baratos. E a qualidade?
A qualidade fica no “discurso”.
Da mesma forma, vejo os famosos programas de “Encantamento do Cliente”. Na maioria das empresas são verdadeira peças de ficção. Novamente uma campanha é lançada com pompa e circunstância, discursos e coquetéis. Mas na prática, os comportamentos emitidos pelos dirigentes vão em direção totalmente oposta ao tal “encantamento dos clientes”.
Na prática os clientes são considerados impertinentes quando solicitam alguma atenção especial. Na prática são mal atendidos pela diretoria. Na prática, os dirigentes são inacessíveis aos clientes. Na prática tudo o que puder ser “tirado” do cliente e não “dado” ao cliente é a regra do dia-a-dia.
E o “encantamento do cliente” fica, novamente, no discurso.
Enquanto os dirigentes e “líderes” não tiverem consciência de que se não derem o exemplo de atendimento, qualidade, comprometimento, atenção aos detalhes, follow up, educação, cortesia, limpeza, respeito, etc., nada disso ocorrerá na empresa, estaremos vivendo a mentira dos quadrinhos e das faixas de exortação. Continuaremos ouvindo a telefonista repetir, com aquela voz mecânica que nossa ligação é a coisa mais importante para a empresa e continuaremos a receber o tratamento frio, descortês, descomprometido e sem os resultados que esperamos, como clientes.
Escrito por Luiz Marins
Curso gratuito de Informática beneficia população de baixa renda em Sorocaba
Sorocaba, SP — A Legião da Boa Vontade (LBV) qualifica jovens e adultos provenientes de famílias de baixa renda para o mercado de trabalho por meio de diversas ações, a exemplo do curso de Informática, oferecido por meio do programa Capacitação e Inclusão Produtiva.
Nesse mês, a Instituição deu início a um curso avançado de Informática. Durante as aulas, os participantes aprenderam sobre sistema operacional e edição de textos e planilhas. Levi Anhaia, um dos participantes da ação, destacou: “Esse curso está valendo a pena, eu não entendia muito de informática e esta oportunidade caiu do céu”.
“É uma alegria poder oferecer um curso avançado para essas famílias que precisam tanto. Iniciamos com o curso básico e agora estamos expandindo para o avançado. Isso ajudará muito essas famílias”, explicou Renata de Carvalho, professora do curso.
Em Sorocaba, SP, o Centro Comunitário de Assistência Social, da Legião da Boa Vontade, está localizado na Rua Atanásio Soares, 3633 — Jd. São Guilherme. Para outras informações, ligue: (15) 3302-4034.
Fonte: http://www.lbv.org/curso-gratuito-de-informatica-beneficia-populacao-de-baixa-renda-sorocaba-0
Foto: João Miguel
Zumbi e Ecumenismo Étnico
Paiva Netto
Numa homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, e à memória do valente Zumbi, apresento trecho de artigo que preparei para a Folha de S.Paulo em 15/5/1988. Nele enfatizo a necessária prática do Ecumenismo entre as mais variadas etnias:
Zumbi deu o brado que nenhum Domingos Jorge Velho poderia abafar: Liberdade! Dignidade! Somos seres humanos!
Morreu-lhe o corpo. Mas a Alma — quem conseguirá matá-la? — permanece… e se multiplica nas palavras e atos de um Patrocínio, Joaquim Serra, Luís Gama, Salvador de Mendonça, André Rebouças, Castro Alves, Joaquim Nabuco e de tantos outros negros, brancos, mestiços. Se ainda não há democracia étnica dentro de nossas fronteiras — embora o Brasil seja um povo de etnias mescladas, para cuja sobrevivência é essencial estar plenamente legitimada e vivida a sua brilhante mestiçagem —, é porque o espírito de senzala continua grassando. Contudo, é justamente na natureza miscigenada que consiste a sua força.
Voltando ao quadro atual, a situação está mudando. E de onde menos se espera, assistimos à posse e recentemente à reeleição do primeiro presidente afro-americano da história dos EUA, o dr. Barack Obama.
TODA A HUMANIDADE É MESTIÇA
Em Crônicas e Entrevistas (Editora Elevação, 2000), prossigo defendendo a tese de que toda a Humanidade é, desde os tempos iniciais da monera, uma mescla sem-fim, tornando-se, portanto, sem propósito, qualquer tipo de discriminação, principalmente, no que diz respeito à cor da pele. A inevitável miscigenação humana constitui fato de proporções globais. Vários estudiosos afirmam que, cada vez mais, diminui no mundo o conceito de linhagem pura. Um exemplo dessa constatação vem dos Estados Unidos, que criaram um item no seu censo para contemplar os mestiços, que compõem significativa parcela da população norte-americana.
O BRASIL É UMA GREI GLOBALIZANTE
Volvendo os olhos para o nosso país, repleto de descendentes de imigrantes e, também, de migrantes esperançosos de que finalmente sejam integrados no melhor do seu tecido social, confirma-se a evidência de que possui um dos mais extraordinários povos do orbe, e com características privilegiadas, em virtude de sua extraordinária miscigenação. Ele é uma grei… globalizante…
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*José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter). Filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central.
Natal Permanente da LBV
A campanha coroa as ações desenvolvidas pela Legião da Boa Vontade durante todo o ano e fortalece o espírito altruístico, tão necessário ao Brasil na caminhada para vencer seus grandes desafios. São beneficiadas famílias em situação de pobreza, que participaram ao longo do ano de programas socioeducativos da LBV e as atendidas por organizações parceiras da Instituição.
Para cumprir com esse compromisso, a LBV conta com o apoio de colaboradores e voluntários, de artistas, atletas e personalidades da mídia que buscam despertar na população o sentido de Fraternidade Ecumênica e mobilizá-la para a Solidariedade.
A LBV realiza essa ação permanentemente e a intensifica no fim do ano, garantindo o alimento material e o espiritual para que tenham um Natal mais digno e feliz. Cada cesta é composta de arroz, feijão, óleo, açúcar, leite em pó, macarrão, farinha de mandioca e de trigo, fubá, extrato de tomate e sal, entre outros itens.
Para que serve o casamento?
Você já se perguntou alguma vez sobre os objetivos do casamento?
Sim, porque algum objetivo o Criador deve ter para fazer da união de dois seres uma lei da natureza.
Talvez, refletindo superficialmente você responda que o objetivo do casamento é a perpetuação da espécie humana. Mas será só isso?
Na verdade, o casamento marca grande progresso na marcha evolutiva da humanidade.
E, por quê?
Porque Deus visa não somente a procriação, mas também a evolução moral dos seres.
É assim que o casamento se constitui numa excelente oportunidade de crescimento para aqueles que sabem aproveitá-la bem.
Quando duas pessoas resolvem, de comum acordo, viver sob o mesmo teto, desde logo terão chances de melhoria individual. E a primeira delas é vencer o egoísmo.
Sim, porque o que antes era “meu”, agora passa a ser “nosso”.
Antes de casar, era o “meu” quarto, o “meu” carro, o “meu” aparelho de som, o “meu”… O “meu”…
No primeiro dia de convivência mútua, deverá ser o “nosso” quarto, o “nosso” carro, o “nosso” aparelho de som, e assim por diante.
Com o passar dos dias os pares vão se conhecendo melhor, e percebem que o outro não era bem aquilo que parecia ser.
Bem, nosso par tem algumas manias que desaprovamos, e que só notamos graças a convivência diária.
Eis uma ótima oportunidade para aprender a dialogar e resolver conflitos como “gente grande”.
Depois surgem mais alguns membros para nos ajudar a treinar outras virtudes: chegam os filhos.
Agora temos que dividir um pouco mais, e isso nos torna menos egoístas.
Devemos dividir mais a atenção, treinar a renúncia, aprender a passar noites sem dormir, tropeçar em fraldas sujas, correr para o médico nas horas mais impróprias, perder o filme que gostaríamos de assistir… a novela… o telejornal.
A cama, que antes era só minha e passou a ser nossa, agora tem mais alguém nela, disputando espaço.
E não é só o espaço físico que o pimpolho reclama, ele quer nosso carinho, nossa atenção, nossa companhia, nossa proteção.
E aí temos a grande oportunidade de aprender a superar o ciúme, o medo, a insegurança, o desejo de posse exclusiva sobre o nosso par, para amparar esse serzinho que chegou para ficar.
Junto com tudo isso herdamos, também, a família do nosso cônjuge, que nem sempre nos parece uma boa aquisição.
Eis um grande desafio para aprender a fraternidade pura, a tolerância, o desprendimento, a amizade e outras tantas virtudes que ainda não possuímos.
Ademais, para cumprir bem o papel que um dia aceitamos, unindo-nos a alguém de livre e espontânea vontade, é preciso que os dois pilares do templo chamado lar permaneçam firmes até o fim.
Quando isso não acontece está declarada a vitória do egoísmo. Está declarada a nossa falência enquanto seres que desejamos superar os limites e alcançar paragens mais felizes.
Talvez você não concorde com todos esses arrazoados, no entanto, seria bom refletir sobre o assunto.
Há casos de pessoas que optam por não se casar, assumindo, declaradamente seu egoísmo. Com certeza irão responder perante a própria consciência e a consciência cósmica pela decisão tomada.
Considerando que nem todos nascem com o compromisso de se casar, obviamente estamos falando daqueles que tinham assumido esse compromisso, antes de renascer.
Aquele que se casa e promete conviver bem com seu par e com os filhos que Deus lhes envia, mas abandona o barco ao menor indício de tempestade, certamente será responsável pelos destinos daqueles que abandona à própria sorte.
Isso será, fatalmente, sementeira de amargura num futuro próximo ao distante, cuja colheita será obrigatória.
Por todas essas razões, vale a pena pensar ou repensar os nobres objetivos que a divina sabedoria estabeleceu com a união de dois seres.
Vale a pena refletir sobre o que queremos para nós. Refletir sobre as forças internas que devem nos elevar acima dessa miséria moral chamada egoísmo.
Ou será que vamos “jogar a toalha”, numa demonstração tácita de derrota para esse monstro cruel?
Pense nisso! Pense agora! E decida-se pelo amor.
O poder da determinação
O garoto era o encarregado de chegar mais cedo, todos os dias, e acender o carvão no antiquado fogão, a fim de aquecer a sala antes da chegada da professora e dos colegas.
Era uma escola rural e todos os dias, o menino atendia à sua obrigação.
Certa manhã, quando chegaram a professora e os meninos, a escola estava em chamas. O garoto foi retirado, inconsciente do prédio. Mais morto do que vivo.
Toda a parte inferior de seu corpo estava tomada por queimaduras sérias.
De sua cama, pôde ouvir o médico dizendo para sua mãe que ele não tinha chances de viver. Segundo o médico, morrer seria uma bênção para o pequeno, pois o fogo tinha arrasado toda a parte inferior do seu corpo.
Mas o corajoso menino decidiu que iria viver. Tanto lutou que sobreviveu.
Então, outra vez, ele ouviu o mesmo médico dizendo para sua mãe que ele estava condenado a viver como um inválido. Seus membros inferiores estavam inutilizados.
De novo, o garoto tomou uma decisão: ele voltaria a andar, não importa o que custasse.
Infelizmente, da cintura para baixo, ele não tinha controle motor. As suas pernas finas estavam ali penduradas, mas inúteis.
Quando recebeu alta do hospital, sua mãe o levou para casa. Todos os dias massageava as suas pernas. Mas ele não sentia nada.
Nem sensação, nem controle, nada. Contudo, não desistia. Ele queria voltar a andar.
Certo dia, a mãe o colocou na cadeira de rodas, e o levou para o quintal, para tomar sol.
Ele ficou ali, olhando a cerca, a poucos metros. Então, se jogou no chão e se arrastou pela grama, até a cerca.
Com esforço imenso agarrou-se à cerca e se levantou. Começou a se arrastar, estaca após estaca, ao redor do quintal. Estava decidido a andar. Fez isso em todos os outros dias, até ter aplainado um caminho junto à cerca. Ele queria andar. E andaria. Daria vida outra vez àquelas pernas. Por fim, depois de massagens diárias e muita determinação, ele conseguiu a habilidade de ficar de pé, depois dar uns passos, embora vacilantes. Finalmente, caminhar. Depois, correr.
Começou andando até a escola. Depois, decidiu que chegaria correndo. Pelo simples prazer de correr.
Muitos anos depois, na faculdade, ele entrou para a equipe de atletismo.
Mais tarde, esse jovem que ninguém esperava que sobrevivesse, que diziam jamais voltaria a andar, muito menos correr, bateu o recorde mundial de velocidade em uma corrida de uma milha, no Madison Square Garden.
Seu nome: Glenn Cunningham.
***
Determinação tem a ver com vontade. E vontade acionada é certeza de objetivo alcançado.
Para isso, no entanto, se fazem necessários alguns fatores como o real desejo de querer, a persistência na execução do programa que seja estabelecido e o objetivo a alcançar.
Desta forma, se seu objetivo é nobre, persiga-o sem cansaço, guardando a certeza de que o haverá de atingir, em algum momento.
Importante: esqueça frases como não posso. Ou não tenho grande força de vontade quanto gostaria.
Trata-se de querer, trabalhar pela conquista, perseverando até o fim.
A parábola da rosa
Certa vez, um homem plantou uma roseira e passou a regá-la constantemente.
Assim que ela soltou seu primeiro botão que em breve desabrocharia, o homem notou espinhos sobre o talo e pensou consigo mesmo: “como pode uma flor tão bela vir de uma planta rodeada de espinhos?”
Entristecido com o fato, ele se recusou a regar a roseira e, antes mesmo de estar pronta para desabrochar a rosa morreu.
Isso acontece com muitos de nós com relação à nossa semeadura.
Plantamos um sonho e, quando surgem as primeiras dificuldades, abandonamos a lavoura.
Fazemos planos de felicidade, desejamos colher flores perfumadas e, quando percebemos os desafios que se apresentam, logo desistimos e o nosso sonho não se realiza.
Os espinhos são exatamente os desafios que se apresentam para que possamos superá-los.
Se encontramos pedras no caminho é para que aprendamos a retirá-las e, dessa forma, nossos músculos se tornem mais fortes.
Não há como chegar ao topo da montanha sem passar pelos obstáculos naturais da caminhada. E o mérito está justamente na superação desses obstáculos.
O que geralmente ocorre é que não prestamos muita atenção na forma de realizar nossos objetivos e, por isso, desistimos com facilidade e até justificamos o fracasso lançando a culpa em alguém ou em alguma coisa.
O importante é que tenhamos sempre em mente que se desejamos colher flores, temos que preparar o solo, selecionar cuidadosamente as sementes, plantá-las, regá-las sistematicamente e, só depois, colher.
Se esperamos colher antes do tempo necessário, então a decepção surgirá.
Se temos um projeto de felicidade, é preciso investir nele. E considerar também a possibilidade de mudanças na estratégia.
Se, por exemplo, desejamos um emprego estável, duradouro, e não estamos conseguindo, talvez tenhamos que rever a nossa competência e nossa disposição de aprender.
Não adianta jogar a culpa nos governantes nem na sociedade, é preciso, antes de tudo, fazer uma avaliação das nossas possibilidades pessoais.
Se desejamos uma relação afetiva duradoura, estável, tranqüila, e não conseguimos, talvez seja preciso analisar ou reavaliar nossa forma de amar.
Quando os espinhos de uma relação aparecem, é hora de pensar numa estratégia diferente, ao invés de culpar homens e mulheres ou a agitação da vida moderna, ou simplesmente deixar a rosa do afeto morrer de sede.
Há pessoas que, como o homem que deixou a roseira morrer, deixam seus sonhos agonizarem por falta de cuidados ou diminuem o seu tamanho. Vão se contentando com pouco na esperança de sofrer menos.
Mas o ideal é estabelecer um objetivo e investir esforços para concretizá-lo.
Se no percurso aparecer alguns espinhos, é que estamos sendo desafiados a superar, e jamais a desistir.
***
Quem deseja aspirar o perfume das rosas, terá que aprender a lidar com os espinhos.
Quem quer trilhar por estradas limpas, terá que se curvar para retirar as pedras e outros obstáculos que surjam pela frente.
Quem pretende saborear a doçura do mel, precisa superar eventuais ferroadas das fabricantes, as abelhas.
Por tudo isso, não deixe que nenhum obstáculo impeça a sua marcha para a conquista de dias melhores.
O que Deus não vai perguntar
Muitas pessoas passam pela existência terrena, sem a mínima preocupação com que vão encontrar no além-túmulo.
Outras, ao contrário, vivem um tormento constante, inseguras com suas atitudes, imaginando o que Deus vai achar do seu desempenho.
Algumas preferem curtir os prazeres da terra e deixar para pensar nisso mais tarde, quando a velhice se aproximar.
Embora sendo espíritos imortais, muitos homens não vivem como tal. Mesmo sabendo que a vida no corpo físico é frágil e passageira, desejam vivê-la como se fosse eterna.
E é assim que, ao sentirem a aproximação da linha de chegada, se desesperam na tentativa de encontrar as respostas certas, caso Deus lhe cobre alguma coisa.
No entanto, Deus não é um juiz implacável, esperando sua chegada no além, com o livro da vida na mão para anotar seus erros e acertos.
Deus está na sua consciência, através das suas leis nela inscritas.
Portanto, você terá, sim, um tribunal que lhe pedirá contas do que fez com tudo o que foi lhe oferecido para seu estágio no corpo físico. E esse tribunal é a sua própria consciência.
Assim, se chamarmos nossa consciência de Deus, por ser a representação das leis divinas, poderemos fazer uma prévia do que Deus não vai nos perguntar.
Deus não vai perguntar que tipo de carro você costumava dirigir, mas vai perguntar quantas pessoas que necessitavam de ajuda você transportou.
Deus não vai perguntar qual o tamanho da sua casa, mas vai perguntar quantas pessoas você abrigou nela.
Deus não vai fazer perguntas sobre as roupas do seu armário, mas vai perguntar quantas pessoas você ajudou a vestir.
Deus não vai perguntar o montante de seus bens materiais, mas vai perguntar em que medida eles ditaram sua vida.
Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário, mas vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.
Deus não vai perguntar quantas promoções você recebeu, mas vai perguntar de que forma você promoveu os outros.
Deus não vai perguntar qual foi o cargo que você ocupava, mas vai perguntar se você desempenhou seu trabalho com o melhor de suas habilidades.
Deus não vai perguntar quantos amigos você teve, mas vai perguntar de quantas pessoas você foi amigo.
Deus não vai perguntar o que você fez para proteger seus direitos, mas vai perguntar o que você fez para garantir os direitos dos outros.
Deus não vai perguntar em que bairro você morou, mas vai perguntar como você tratou seus vizinhos.
Deus não vai perguntar quantas horas você viveu na terra, mas vai perguntar o que você fez das suas horas.
Deus não vai perguntar quem foram seus familiares, mas vai perguntar sobre a sua relação com eles.
Deus não vai perguntar se houve obstáculos em seu caminho, mas vai perguntar sobre os esforços que fez para superá-los.
Deus não vai perguntar sobre o patrimônio que você deixou para seus herdeiros, mas vai querer saber das riquezas espirituais que levará na bagagem.
E somente você saberá que respostas terá para dar.
Pense nisso!
Jesus assegurou que a cada um será dado segundo suas obras.
Assim sendo, não adianta pensar em desculpas pelo que fez ou deixou de fazer, pois Deus, que está em sua consciência, vai lhe perguntar, sim, sobre seu desempenho, muito embora já saiba de todas as respostas.
Pense nisso! Mas pense agora!
Menino de rua
Quando você passa e vê um menino de rua, pense um pouco: e se fosse seu filho?
Quando você o olha e chama de pivete, pergunte-se se gostaria que alguém assim chamasse seu filho. Com certeza, você dirá que seu filho está bem protegido e cuidado, em sua casa. Que você não o deixa perambulando a esmo pelas ruas da vida. E tem razão.
Você é um pai consciente e amoroso. E esse garoto que passa, descuidado e sujo, não tem quem se interesse de verdade por ele.
Pense que talvez ele esteja nas ruas, porque embora toda a violência que elas apresentam, ainda são melhores do que ele conheceu um dia por lar ou família.
Você abraça e beija seu filho todas as manhãs. Talvez esse menino não tenha recebido outros cumprimentos que palavras rudes e gestos agressivos.
Também é possível que seus pais o tenham largado à própria sorte, por ser ele muito rebelde. Ainda assim, pense que, apesar de todas as mal-criações de seu filho, as travessuras, você não o coloca para fora de casa. Antes, insiste para que ele se adapte à disciplina e às normas que você estabelece como adequadas.
Esta é a grande diferença entre esse menino malcriado da rua e seu filho: o investimento da ternura, a disciplina do amor.
À noite, antes de se recolher, você adentra o quarto de seu filho e o vai beijar. Com carinho, ajeita-lhe as cobertas, cobrindo-o, a fim de que ele não se resfrie, nas noites invernosas.
Esse outro, filho das ruas, não tem sequer uma coberta. Muito menos quem o cubra. Seu colchão é a grama dos jardins ou as pedras das calçadas. O único cobertor que recebe é do sereno que o envolve, à medida que a madrugada avança, fria e quieta.
Quando seu filho apronta das suas, você o chama e enquanto o fixa nos olhos, passa-lhe as lições dos reais valores, dizendo com todas as letras o que você espera dele: que se transforme em um homem de bem, responsável e cônscio de seus deveres.
Esse outro, menino desleixado e solto, ganha braços fortes de estranhos que o detém, na sua insânia. E enquanto se debate, tentando se libertar, somente ouve palavras que reprisam exatamente o que ele não gostaria de ser: vagabundo, sem-vergonha, ladrão.
Pense: o seu filho tem todas as oportunidades de se tornar um cidadão honrado, que brinde a sociedade com suas boas obras. Esse outro, possivelmente, se transformará no celerado que a sociedade abominará, e para o qual somente indicará o encarceramento, a fim de se sentir, ela própria, mais segura.
Pense: se você não existisse, pai consciente e responsável, seu filho poderia estar nas ruas, em idênticas condições. Se você não investisse nele todo seu cuidado, ele poderia estar engrossando as fileiras desses que passam por você, todos os dias, enquanto você dirige para o trabalho ou anda pelas avenidas.
Poderia ser o “flanelinha” que no sinaleiro tenta limpar o pára-brisa de seu carro, em troca de algumas moedas. Poderia ser o menino sem educação, que solta palavrões quando você não lhe oferece nada, e ele espera tanto.
Poderia ser seu filho… Pense nisso e faça alguma coisa. Colabore com as instituições que se esmeram em criar lares de acolhimento para essas crianças sem lar.
Ofereça-se como voluntário para ensinar um esporte, uma atividade produtiva.
E, se você achar que não dispõe de recursos amoedados ou de tempo para colaborar, doe seu olhar de compreensão, a próxima vez que se deparar com um desses meninos, pivetes, “cheiradores” de cola, filhos de ninguém.
Deixe de olhar para ele como um inimigo. Ele é também filho de Deus e espera da vida o que todos esperam: alegria, amor, oportunidade.
Ah, se alguém o pudesse ajudar…
***
Todo ser que renasce na terra traz o compromisso do crescimento para a luz.
Alguns renascem como aves sem ninho, jogadas ao vento dos dias tormentosos. Certamente, tudo está no quadro das suas expiações e resgates.
Mas, se Deus, às aves do céu providencia alimento, que não espera que seus filhos façam aos seus irmãos, na carne?
Pense nisso, na próxima vez que o seu olhar deparar com um garoto de rua, triste e solitário, à espera de que alguém descubra nele o espírito imortal que é, e realize ali o seu investimento de amor.
Isso também passará
O médium mineiro Francisco Cândido Xavier contou que, num de seus dias de profunda amargura, solicitou ao benfeitor espiritual que levasse o seu pedido de socorro à Maria de Nazaré, para que ela o consolasse, já que seus problemas eram graves.
Após alguns dias, o benfeitor retornou dizendo-se portador de um recado da mãe de Jesus.
Chico imediatamente pegou papel e lápis e colocou-se na posição de anotar: Pode falar, tomarei nota de cada palavra.
Emmanuel, benfeitor atencioso, lhe falou:
Anote aí, Chico. Maria me pediu para que trouxesse o seguinte recado:
“Isso também passará. Ponto final.”
Chico tomou nota rapidamente e perguntou ao benfeitor: Só isso?
E ele respondeu: É, Chico. A Mãe Santíssima pediu para lhe dizer que isso também passará.
* * *
Como Chico Xavier, muitos de nós, quando visitados pela dor, gostaríamos de receber uma mensagem individual de consolo.
Pensando que fomos esquecidos pela Divindade, rogamos nos seja concedida uma deferência especial por parte dos benfeitores espirituais.
Todavia, Deus tudo sabe e tudo vê. Nada acontece sem Seu consentimento, basta que depositemos confiança em Suas soberanas Leis.
Todas as coisas, na Terra, passam…
Os dias de dificuldades passarão…
Passarão também os dias de amargura e solidão…
As dores e as lágrimas passarão.
As frustrações que nos fazem chorar… Um dia passarão.
A saudade do ser querido que se vai na mão da morte, passará.
Os dias de glórias e triunfos mundanos, em que nos julgamos maiores e melhores que os outros… Igualmente passarão.
Essa vaidade interna que nos faz sentir como o centro do Universo, um dia passará.
Dias de tristeza… Dias de felicidade… São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no Espírito imortal as experiências acumuladas.
Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura, paremos um instante.
Elevemos o pensamento e busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente: Isso também passará…
E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre.
* * *
O planeta Terra, semelhante a enorme embarcação, às vezes parece que vai soçobrar diante da turbulência de gigantescas ondas.
São guerras, interesses mesquinhos, desvalores…
Mas isso também passará, porque Jesus está no leme dessa nau, e segue com o olhar sereno de quem guarda a certeza de que a agitação faz parte do roteiro evolutivo da Humanidade, e que um dia também passará.
Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro porque essa é a sua destinação.
Assim, façamos a nossa parte o melhor que pudermos, sem esmorecimento.
E confiemos em Deus, aproveitando cada segundo, cada minuto, que agora, já não é mais o mesmo de quando iniciamos o programa e o de agora, também passará…
A Inveja
Você tem inveja do seu colega de trabalho? Você é daqueles que costuma vasculhar as folhas de pagamento dos colegas, na ânsia de descobrir injustiças cometidas pelo seu patrão?
Você sente inveja quando um colega é promovido? Ou quando recebe um pequeno aumento salarial? Acredita que você seja um injustiçado, que seu esforço não está sendo visto?
Então conheça a história de Álvaro, um desses funcionários insatisfeitos com seu patrão.
Ele trabalhava em uma empresa há 20 anos. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações.
Um belo dia, ele foi ao dono da empresa para fazer uma reclamação. Disse que trabalhava ali há 20 anos com toda dedicação, mas se sentia injustiçado. O Juca, que havia começado há apenas três anos, estava ganhando muito mais do que ele.
O patrão fingiu não ouvir e lhe pediu que fosse até a barraca de frutas da esquina. Ele estava pensando em oferecer frutas como sobremesa ao pessoal, após o almoço daquele dia, e queria que ele verificasse se na barraca havia abacaxi.
Álvaro não entendeu direito mas obedeceu. Voltando, muito rápido, informou que o moço da barraca tinha abacaxi.
Quando o dono da empresa lhe perguntou o preço ele disse que não havia perguntado. Como também não sabia responder se o rapaz tinha quantidade suficiente para atender todos os funcionários da empresa. Muito menos se ele tinha outra fruta para substituir o abacaxi, neste caso.
O patrão pediu a Álvaro que se sentasse em sua sala e chamou o Juca. Deu a ele a mesma missão que dera para Álvaro:
– Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal hoje. Aqui na esquina tem uma barraca. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.
Oito minutos depois, Juca voltou com a seguinte resposta: eles têm abacaxi e em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal. Se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi está r$ 1,50 cada, a banana e o mamão a r$ 1,00 o quilo, o melão r$ 1,20 a unidade e a laranja r$ 20,00 o cento, já descascada.
Como falei que a compra seria em grande quantidade, ele dará um desconto de 15%. Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo.
Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou Juca. Voltou-se para Álvaro e perguntou:
– O que é mesmo que você estava querendo falar comigo antes?
Álvaro se levantou e se encaminhando para a porta, falou:
– Nada sério, patrão. Esqueça. Com sua licença.
…………………..
Muitas vezes invejamos as posições alheias. Sem nos apercebermos que as pessoas estão onde estão e têm o que têm porque fizeram esforços para isso.
Invejamos os que têm muito dinheiro, esquecidos de que trabalharam para conseguir. Se foi herança, precisam dar muito duro para manter a mesma condição.
Invejamos os que se sobressaem nas artes, no esporte, na profissão. Esquecemos das horas intermináveis de ensaios para dominar a arte da dramatização, da música, da impostação de voz. Não nos recordamos dos treinamentos exaustivos de bailarinos, jogadores, nem das horas de lazer que foram usadas para estudos cansativos pelos que ocupam altos cargos nas empresas.
O melhor caminho não é a inveja. É a tomada de decisão por estabelecer um objetivo e persegui-lo, até alcançá-lo, se esforçando sem cessar.
Sereia ou Baleia?
LINDA LIÇÃO DE MORAL!
Uma academia colocou um outdoor em São Paulo que dizia o seguinte: Neste verão, qual você vai ser? Sereia ou Baleia?
Uma mulher enviou a eles a sua resposta e distribuiu o seguinte email.
Respondo:
Baleias estão sempre cercadas de amigos. Baleias tem vida sexual ativa, engravidam e tem filhotinhos lindos. Baleias amamentam. Baleias andam por ai cortando os mares e conhecendo lugares legais como a Antártida e os recifes de coral da Polinésia.
Baleias tem amigos golfinhos. Baleias comem camarão à beça. Baleias esguicham água e brincam mto. Baleias cantam mto bem. Baleias são enormes e quase não tem predadores naturais.
Baleias são bem resolvidas, lindas e amadas.
Sereias não existem…
Se existissem viveriam em crise existencial: Sou um peixe ou um ser humano? Não tem filhos, pois matam os homens que se encantam com sua beleza.
São lindas, mas tristes, e sempre solitárias…
Querida academia, prefiro ser baleia!”
(A referida academia retirou o outdoor na mesma semana!)
Muitas vezes o ser humano se importa tanto com o exterior de uma pessoa (criticando a gordura), a posse de bens materiais, e esquece que o mais importante é o interior, os sentimentos daquela pessoa… Vamos valorizar mais o que somos, e não o que os outros visualizam, cada um sabe como quer estar ou fazer de si… E só assim seremos felizes.




