Coisas que aprendemos

Renata LombardiAprendemos que as coisas boas da vida nos acontecem a todo instante, às vezes nem percebemos isso; por algum motivo supérfluo, deixamos passar bons momentos, e acabamos não notando sua existência, cabe a nós deixarmos de ser egoístas, enxerga-los e vivê-los intensamente; 
Aprendemos que nem tudo nessa vida é uma manhã de sol, mas também não é uma eterna tempestade, quando Deus mandar sol, o aceite, viva-o intensamente como uma manhã na praia; Quando Deus mandar uma tempestade jogue-se nela como uma criança brincando e pulando na chuva, tire algo bom dela; 
Aprendemos que mudanças existem a todo o momento, e temos de aceita-las para que possamos crescer e evoluir, pois até o astro rei, tende a mudar de direção para que a noite reine; 
Aprendemos que nem todos os dias estamos iguais, uma sorrimos para os pássaros, outro dias lhe jogamos pedras; sabemos que isso acontece, é normal, nos dá o direito de estar bravo, e a responsabilidade de respeitar;
Aprendemos que cada indivíduo é cada indivíduo, com sua personalidade própria, suas vontades próprias, devemos entender e respeitar a vontade deste indivíduo, e que acabamos por gostar justamente dessas particularidades de cada um;
Aprendemos que quando amamos alguém de verdade, não importa como nós estamos emocionalmente, simplesmente ao vermos essa pessoa, a felicidade flui do interior de nosso coração como uma luz no fim do túnel, e não importa o que nos cause, ou o preço a pagar, se fizermos quem amamos sorrir, estaremos realizados; 
Aprendemos que se não formos fortes nessa vida, não sobreviveremos, existem pessoas prontas para nos derrubar a todo instante, devemos estar preparados, não para derrubá-las primeiro, mas sim para levantarmos, perdoá-las e ajuda-las a se levantarem quando caírem; 
Aprendemos que Deus não nos manda mais do que merecemos ou mais do que podemos suportar, e que se tentarmos reduzir nossa cruz antes do previsto, poderemos ter problemas; 
Aprendemos que só notamos que não temos problema algum, quando vemos os problemas dos outros e o quanto eles sofrem por isso; 
Aprendemos que temos que tornar os laços com quem amamos fortes, tão fortes, que possam ser sentidos após a morte;
 Aprendemos que o mesmo rosto que te faz rir hoje, é o que poderá te fazer chorar amanhã, cabe a nós entendermos que, se amamos de verdade essa pessoa, devemos converter nossas lágrimas em um belo sorriso, e jamais permitir que essa pessoa chore; Pois vê-la sofrer será uma dor ainda pior;
(José Magalhães)

Congresso Internacional de Educação da LBV reúne especialistas de renome

Neste ano, o tema central do evento foi “Avaliação: uma visão além do intelecto”

  LBVA Legião da Boa Vontade (LBV) realizou de 27 a 29 de junho, o 11º Congresso Internacional de Educação da LBV, que neste ano discutiu o tema “Avaliação: uma visão além do intelecto”. As palestras contaram com especialistas de renome na área educacional. A programação também incluiu 14 oficinas temáticas — reunindo estudantes, professores, pesquisadores e profissionais da educação interessados em trocar ideias e experiências. Consciente de que o ato de avaliar vai além da simples aferição da qualidade do resultado, a Instituição busca contribuir para esse processo por meio do debate e do diálogo entre os educadores.

O congresso foi aberto com a realização de uma oração ecumênica, como é tradição nas ações da LBV. A cerimônia de abertura também contou com apresentação do Coral e Grupo de Instrumentistas Infantojuvenis Boa Vontade, formado por alunos da LBV. Os jovens apresentaram o Hino Nacional Brasileiro, músicas variadas do próprio repertório e a composição Ode à alegria, trecho do quarto movimento da Nona Sinfonia de Beethoven, com adaptação do professor e maestro Nilton Duarte, da LBV.

Presenças ilustres deram as boas-vindas aos participantes. O professor dr. João Grandino Rodas, reitor da Universidade de São Paulo (USP), cumprimentou o público e ressaltou a importância dos debates entre especialistas da área. “A LBV se expande, e este congresso é o exemplo. Ele congrega pessoas de dentro e de fora da LBV, brasileiras e não brasileiras; pessoas que vêm trazer visões distintas.” Em suas palavras, o reitor valorizou a proposta educacional da Legião da Boa Vontade. “O que a gente vê na LBV é a questão da vida interior da pessoa. A vida interior é importantíssima, e se nós não tivermos essa vida interior construída através dos templos, claro que com as crenças que cada um tenha, nós nos desmontaremos na primeira problemática. (…) E isso é importante passar também para os alunos”, completou.

Em vídeo, o sociólogo Pedro Demo, professor emérito da Universidade de Brasília (UnB), registrou sua mensagem aos congressistas, convidando-os à reflexão. Para ele, a avaliação não pode ser vista somente para conferir se o aluno domina certo conteúdo; deve, sim, funcionar como uma alavanca para que o estudante tenha espírito crítico, principalmente com interesse pela realidade do país. “A avaliação empurra muito para coisas quantitativas porque são mais fáceis de manipular, mas não queremos só isso, nós queremos o lado qualitativo”, comentou.

Ainda durante a cerimônia, todos foram saudados pela pedagoga Suelí Periotto, supervisora da linha educacional da LBV, criada pelo educador Paiva Netto e aplicada nas unidades socioeducacionais da Instituição, mediante a Pedagogia do Afeto (para crianças de até 10 anos) e a Pedagogia do Cidadão Ecumênico (a partir dos 11 anos). O diferencial dessa proposta está em preparar o educando para vivenciar a Cidadania Ecumênica, que privilegia valores éticos, ecumênicos e espirituais, somados a um conteúdo pedagógico de qualidade. Ou seja, educa “Cérebro e Coração”, na definição do diretor-presidente da Legião da Boa Vontade.

Outras informações sobre o 11º Congresso Internacional de Educação da LBV podem ser obtidas pelo site www.lbv.org.br ou www.boavontade.com.

 

Depois de um tempo….

Renata LombardiDepois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto… plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!”

William Shakespeare

Eu já…..

Renata Lombardi escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. 
segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. 
expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. 
passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
tive crises de riso quando não podia.
quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade… Já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”.
cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram… Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE! 
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. 
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: 
– E daí? EU ADORO VOAR!

Anjos que nos deixam

Renata LombardiPor que as pessoas que mais amamos nos deixam tão cedo? Será que suas missões na terra são tão curtas; será que elas vinheiram unicamente nos fazer felizes por um tempo tão mínimo, nos ensinar coisas que jamais aprenderíamos com anos de amizade com outra pessoa; mostrar-nos cedo, abeleza que a vida tem; fazer-nos sorrir em horas em que ninguém mais faz, e nos ensinar a fazer isso quando forem embora; mostrar-nos que dinheiro algum, paga momentos com pessoas que amamos; ensinar que ao reconhecermos nossos erros, nos tornamos mais fortes e crescemos, se for assim, podemos considerar essas pessoas pequenos anjos, que veem passar um tempinho na terra,anjos da guarda que nos ajuda quando mais precisamos, e quando nos tornamos fortes e podemos nos cuidar sozinhos, voltam para perto de Deus.
As pessoas entram e saem de nossa vida por algum motivo, no momento certo, mesmo quando são tiradas de nós repentinamente; devemos agradecer a elas por tudo que nos fizeram em vida, e aceitarmos a vontade do criador.
Texto dedicado a todas as pessoas que perderam alguém que ama.
(José Magalhães)

O que faz nossa vida valer a pena?

Renata LombardiViva cada momento que Deus lhe proporciona ao máximo; devemos deixar de sermos hipócritas e pararmos de duvidar dos momentos felizes, ou pensarmos que são últimos; momentos tristes e ruins sempre existem isso acontece, para que quando vierem os bons, saibamos dar valor, saibamos reconhecer que merecemos, e quando vierem os ruins, que merecemos também, mas não o momento em si, e sim, a aprendizado que deles tiramos; Nossa vida é curta, tão curta, que chega a ser egoísmo nosso querer joga-la fora, desperdiça-la com besteira, perder tempo ficando triste ou irritado; precisamos de mais sorrisos verdadeiros, abraços sinceros, beijos fies, enfim, pequenos gestos que movem a roda gigante da vida, gestos esses que não podem parar, pois se fores assim, viveremos num mundo de tédio e stress, onde trabalhar é a única coisa a fazer, e ganhar dinheiro é o único objetivo alcançar; novamente se fores assim, quando vai acabar? O que farás com tudo o que conseguiu? Pois deixe eu lhe dizer meu amigo, o máximo que conseguirás, é levar peso, peso de tudo que conseguiu no seu caixão, e peso em sua alma, por ter morrido sem aproveitar as coisas simples da vida, coisas e gestos simples que fazem nossa vida valer a pena.

            Um sorriso de felicidade, por brincadeira ou simplesmente por sorrir; Um abraço apertado, de leve ou simplesmente um abraço; Um beijo na testa, no rosto ou um quente beijo de amor; Momentos em casa, na rua ou simplesmente um sonho, cada um em sua cama, um momento único de cada um, onde terminam por se encontrar em um belo e maravilhoso sonho, são coisas que, fazendo com quem se ama, não têm preço; _Costumo dizer que o sonho com a pessoa amada, é a forma que os corações acharam de juntar as duas pessoas quando estão longe._ Ah… o amor, e ai novamente falamos nele, pois é, quem pensou que até o final deste texto iria encontrar a formula mágica para explicar o que faz a vida valer a pena estava enganado, ou pelo menos não totalmente, pois o Amor, é a formula mágica de nossa vida, não só o amor entre um homem e uma mulher, mas o amor entre pai e filho, entre dois amigos, entre você e seu animalzinho de estimação, são amores que podem mudar nossa vida; para começar já fomos salvos pelo amor, o amor de Cristo, nos libertou dos pecados, devemos retribuir salvando o mundo com amor.

            Mas o que é o amor? Como sabemos se estamos sentido? Ah… Gente dá até suspiros quando toca nesse assunto; Vontade de estar perto todo momento; Friozinho na barriga sempre que está perto de ver essa pessoa; Mas acima de tudo, querer ver essa pessoa sempre feliz, mesmo que você não esteja; desejar ver o sorriso dela mesmo que o seu não saia; cuidado quando não se está por perto; ah sonhos contínuos toda noite, Aquela tristezinha e aquela saudade que logo vão embora quando seu olhar cruza com o olhar da pessoa amada e num abraço forte ou um beijo ardente o amor vence essa saudade imensa; Se fosse falar no Amor, me estenderia por muitas e muitas páginas, ele é indescritível totalmente, apenas que o sente pode entender o quão lindo ele é…

            Comecei o texto de um jeito e terminei de outro, mas i daí? Pra falar de amor não precisa ser certinho, ou direitinho; basta amar! Não precisa ser igual ao de todo mundo, basta; basta amar! Não precisa ser uma novela das oito ou um filme de cinema; basta amar! Ele é único e particular, seu e de seu amor; Esse é o segredo, isso é que faz a vida valer a pena, ah é… O Amor, amor verdadeiro…

(José Magalhães)

Carta de um pai ao seu Filho

Amado Filho, 

Renata LombardiO dia em que este velho já não for o mesmo, tenha paciência e me compreenda. 

Quando eu derramar comida sobre minha camisa e esquecer como amarrar meus sapatos, tenha paciência comigo e se lembre das horas que passei te ensinando a fazer as mesmas coisas. 

Se quando conversa comigo, repito e repito as mesmas palavras e sabes de sobra como termina, não me interrompas e me escute. Quando era pequeno, para que dormisse, tive que contar-lhe milhares de vezes a mesma estória até que fechasse os olhinhos. 

Quando estivermos reunidos e, sem querer, fizer minhas necessidades, não fique com vergonha e compreenda que não tenho a culpa disto, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes quando menino te ajudei e estive pacientemente a seu lado esperando que terminasse o que estava fazendo. 

Não me reproves porque não queira tomar banho; não me chames a atenção por isto. Lembre-se dos momentos que te persegui e os mil pretextos que tive que inventar para tornar mais agradável o seu banho.

Quando me vejas inútil e ignorante na frente de todas as coisas tecnológicas que já não poderei entender, te suplico que me dê todo o tempo que seja necessário para não me machucar com o seu sorriso sarcástico. 
Lembre-se que fui eu quem te ensinou tantas coisas. 
Comer, se vestir e como enfrentar a vida tão bem com o faz, são produto de meu esforço e perseverança. 

Quando em algum momento, enquanto conversamos, eu chegue a me esquecer do que estávamos falando, me dê todo o tempo que seja necessário até que eu me lembre, e se não posso fazê-lo não fique impaciente; talvez não fosse importante o que falava e a única coisa que queria era estar contigo e que me escutasse nesse momento. 

Se alguma vez já não quero comer, não insistas. Sei quando posso e quando não devo. 

Também compreenda que, com o tempo, já não tenho dentes para morder, nem gosto para sentir. 

Quando minhas pernas falharem por estarem cansadas para andar, dá-me sua mão terna para me apoiar, como eu o fiz quando começou a caminhar com suas fracas perninhas. 

Por último, quando algum dia me ouvir dizer que já não quero viver e só quero morrer, não te enfades. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com seu carinho ou o quanto te amei. 

Trate de compreender que já não vivo, senão que sobrevivo, e isto não é viver. 

Sempre quis o melhor para você e preparei os caminhos que deve percorrer. 

Então pense que com este passo que me adianto a dar, estarei construindo para você outra rota em outro tempo, porém sempre contigo. 

Não se sinta triste, enojado ou impotente por me ver assim. Dá-me seu coração, compreenda-me e me apóie como o fiz quando começaste a viver. 

Da mesma maneira que te acompanhei em seu caminho, te peço que me acompanhe para terminar o meu. 
Dê-me amor e paciência, que te devolverei gratidão e sorrisos com o imenso amor que tenho por você. 

Atenciosamente, 

Teu Velho

Círculo vicioso

Renata LombardiHá nas nossas escolas um problema crónico: o da falta de disciplina.

É frequente que os alunos não se sintam bem dentro das salas de aula. Que não tenham o comportamento adequado a esses locais. Que, inquietos ou turbulentos, não permitam o ambiente de sossego necessário à aprendizagem dos colegas.

Existe uma causa que pode justificar o mau ambiente dentro das salas de aula. É que elas não são, nem podem ser, um oásis no meio do ambiente mais vasto que as rodeia: o pátio da escola, as famílias, a localidade, o país, o mundo. O mundo está cheio de guerras e crimes, as famílias estão desunidas ou quebradas, as televisões transmitem constantemente violência e pornografia.

Existe ainda outra causa, essa mais natural e compreensível: os jovens não foram feitos para estarem sentados em sossego durante largos minutos, escutando discursos muitas vezes aborrecidos. Sentem-se melhor correndo, brincando, convivendo. E lá vão tentando que as aulas se transformem em lugar de convivência, de brincadeira ou… de corrida.

Um professor pouco pode fazer para modificar isto.

Mas deve lembrar-se de que se o ambiente exterior influencia o ambiente da aula, também é certo que o ambiente da aula pode influenciar – e de facto influencia – o ambiente exterior.

As aulas não correm bem porque as coisas no mundo correm mal, mas as coisas no mundo correm mal também porque as aulas não correm bem.

O professor tem nas mãos, de algum modo, as chaves que podem contribuir para quebrar este círculo vicioso. São os homens os agentes de quase tudo o que no mundo corre mal, mas a educação desses homens passa, em parte, pela escola. Reside nos professores uma das grandes esperanças da humanidade.

Pede-se ao professor que seja educador, que não se limite a transmitir – melhor ou pior – os conteúdos da sua disciplina. Que actue positivamente nos seus alunos, nas famílias, no mundo.

Pede-se ao professor que, primeiro, seja exigente consigo mesmo. Que se esforce por ser uma pessoa melhor, que dê melhor as suas aulas. São do Diário de Sebastião da Gama as palavras seguintes:  «Lembro agora a primeira vez que, em Setúbal, a meio do ano, me julguei forçado a pôr fora da aula um aluno: fiquei tão doente que parti o giz que tinha nas mãos e já não fui capaz de continuar a aula. Esse desgosto era sobretudo um desgosto de coração. O de hoje é diferente: o Fosco saiu, porque fez barulho – e fez barulho, porque a aula lhe não interessou – e não lhe interessou “talvez”, porque ela não tinha interesse nenhum – e quem devia ir para a rua era eu».

Desta exigência do professor consigo mesmo, da sua intenção educativa, do nível de seriedade profissional que dá às suas aulas nasce inevitavelmente qualquer coisa que é semelhante a… um oásis. Um aqui, outro além… até que inundem o mundo.

Paulo Jorge Geraldo

A escola

Renata LombardiA Escola era como um pequeno país, com pessoas simpáticas e antipáticas, pacientes e impacientes, generosas e egoístas, bendizentes e maldizentes, que trabalhavam juntas e juntas se construíam e desgastavam.

Disse que a Escola era como um país. E era. Tinha regras que se cumpriam e outras que não se cumpriam. Tinha governantes que eram eleitos democraticamente e governavam. Tinha governantes que, democraticamente, exerciam o seu direito de pôr, opor e dispor, conforme a influência dos seus líderes ou sensibilidades. Possuía as zonas distintas dos grupos, as pequenas capelas da oposição, os círculos presidencialistas e as largas faixas dos neutros. Em resumo: tinha um corpo docente de uma centena de indivíduos, exercendo uma das profissões mais gratificantes e esgotantes do mundo.

Por isso, quem tenha a triste ideia de pensar que levar uma escola para a frente é tarefa fácil, é porque conhece muito pouco da natureza humana e das suas fraquezas!

Fazer com que, dia após dia, uma população de, aproximadamente, mil almas, conviva em paz e sossego, recebendo cada um o que lhe é devido, desde comida a respeito, é uma tarefa que requer, por vezes, virtudes gigantes que não possuímos. Porque numa escola acontece de tudo. Uma escola não é um edifício com muitas salas onde os meninos entram a toque de campainha, recebem ensinamentos e tornam a sair. Para começar, as campainhas, de vez em quando, não tocam e então, gera-se um crescendo de gritos e assobios que, ao rolar pelos corredores, leva às portas da loucura os mais nervosos.

Uma escola faz-se todos os dias com muita Bondade e Firmeza. Fazem-na todos os que nela trabalham. Sem nenhuma excepção. E quando alguém falha (e todos os dias falham sempre alguns), as faltas vêm ao de cima como nódoas de azeite e ficam à vista de quem sabe entender. O pior é que, uma vez toleradas, se pensam aceites e se instalam de vez. Depois, como um vício, só são extirpadas com lutas penosas e o sofrimento daqueles que atacam e de quem se defende. E nem toda a gente, devemos sabê-lo, nasceu campeã de causas perdidas!

Uma escola é também um lugar onde é preciso saber, e depressa, o que se faz quando:

se partem braços

se tomam drogas

se roubam objectos

se cortam veias

se atropelam alunos

se instauram processos

se anavalham rivais

se apalpam garotas.

É o lugar onde os encarregados de educação vêm:

desabafar

perguntar

pedir

exigir

gritar

ofender

ameaçar…e, por vezes, bater! É o sítio onde mães de famílias respeitadas são desrespeitadas até à neurose, à raiva e ao pranto, só porque não possuem as doses exactas de autoridade e ternura que despertam respeito nesta seiva a ferver.

Uma escola é também um lugar cheio de explosões de sons agressivos, onde as dores de cabeça serão enxaquecas, os aborrecimentos se transformam em depressões e as depressões em psicoses.

Ah!, mas é também um lugar maravilhoso, onde os olhos de uma criança, de repente, se acendem e aquecem quem vê. É o lugar onde as lágrimas podem ocultar uma imensa alegria e um sorriso tenso, um drama sombrio.

É o país do Ontem, do Hoje e do Amanhã, onde os professores apelam incessantemente às fontes da paciência, em nome dos meninos que eles foram, e onde semeiam, sem saber se o joio vencerá o trigo ou se a colheita será farta ou não.

É o Reino dos Poetas, dos Homens-Meninos e daqueles que ouvem, no centro da alma, o que diz o silêncio da criança que olha.

É um país, sim, e um país singular, porque aí se exercem, a todas as horas, persistentemente, o Amor e a Paz. E isso é difícil: não nascemos anjos.

 (Maria Lucília Bonacho – O Futuro está a estudar)

Desabafo de um Filho…

Renata Lombardi

Não me dês tudo o que te peço. Às vezes peço apenas para saber qual é o máximo que posso obter. 

Não me grites. Respeito-te menos quando fazes isso; e ensinas-me a gritar também. E eu não quero fazê-lo. 

Não me dês sempre ordens. Se em vez de dares ordens, às vezes me pedisses as coisas com um sorriso, eu faria tudo muito mais depressa e com gosto. 

Cumpre as promessas, boas ou más. Se me prometeres um prémio, dá-o; mas faz o mesmo se for um castigo. 

Não me compares com ninguém, especialmente com o meu irmão ou com a minha irmã. Se me fizeres sentir melhor que os outros, alguém irá sofrer; e se me fizeres sentir pior que os outros, serei eu a sofrer. 

Não mudes tão frequentemente de opinião acerca daquilo que devo fazer. Decide, e depois mantém essa decisão. 

Deixa-me desembaraçar sozinho. Se fizeres tudo por mim, eu nunca poderei aprender. 

Não digas mentiras à minha frente, nem me peças que as diga por ti, mesmo que seja para te livrar de um sarilho. Fazes com que me sinta mal e perca a fé naquilo que me dizes. 

Quando eu fizer alguma coisa mal, não me exijas que te diga a razão por que o fiz. Às vezes nem eu mesmo sei. 

Quando estiveres errado em algo, admite-o e será melhor a opinião que eu terei de ti. Assim ensinar-me-ás a admitir os meus erros também. 

Trata-me com a mesma amabilidade e cordialidade com que tratas os teus amigos. Lá por sermos família não quer dizer que não possamos ser também amigos. 

Não me digas para fazer uma coisa que tu não fazes. Eu aprenderei aquilo que tu fizeres, ainda que não me digas para fazer o mesmo; mas nunca farei o que tu me aconselhas e não fazes. 

Quando te contar um problema meu, não me digas «não tenho tempo para tolices», ou «isso não tem importância». Tenta compreender-me e ajudar-me. 

E gosta de mim. E diz-me que gostas de mim. Agrada-me ouvir-te dizer isso, mesmo que tu não aches necessário dizê-lo.

Ser amigo é uma Honra…

Renata LombardiUm dia, quando estava na minha casa,eram umas 11 horas da noite
quando 
recebi o telefonema de um querido amigo meu.
Seu telefonema me deixou muito feliz e, a primeira coisa que ele me
perguntou foi:  – Como você 
está? E,sem saber porque eu lhe
respondi:  – Muito só…  – Você quer conversar? – Eu respondi que “sim” 
 
– Você quer que eu vá até a tua casa? Assim, respondi que “sim” 
novamente…
Desligou o telefone e em menos de quinze minutos lá estava ele tocando a
minha campainha. Eu comecei falando por horas de meu trabalho,
minha família, minha 
namorada, meus problemas e duvidas e, ele,
atento me escutava sempre. Naquele dia eu estava muito cansado
mentalmente e, a sua companhia me fez
 muito bem. Além do mais, do
começo ao fim ele me escutou, me apoiou e me aconselhou. 

Assim, quando
ele notou que eu estava melhor ele disse: 

– Bom, agora preciso ir trabalhar…
Surpreso eu lhe disse: 

– Amigo, porque não me disser antes que teria
que ir trabalhar, veja que horas são, você não
 conseguiu dormir nenhum
pouco, eu roubei seu tempo por toda noite. Ele sorriu e me
disse:

– Não tem problema, para isso existem os amigos!
Ao ouvir isso fiquei feliz em saber que podia contar com um amigo assim.
Eu o acompanhei até a porta de minha casa e quando ele caminhava até o
seu 
carro eu gritei: 

– Psiu… amigo, porque você me telefonou tão tarde?
O que você queria? 
Ele voltou e me disse com voz baixa:
– É que queria te dar uma notícia.. 
fui ao médico e ele me disse
que meus dias estão contados, tenho um tumor 
no cérebro, não
poderei operar, é maligno, assim, só posso esperar… 
Naquele momento
fiquei mudo. Ele sorriu e disse:

– Tenha um bom dia amigo!
Entrou no seu carro e se foi… Precisei de um bom tempo para
assimilar a situação e, até hoje me pergunto, por que quando ele
me perguntou como eu estava eu me esqueci dele e só
 falei de mim?
Como ele teve força para sorrir, me escutar e dizer tudo o 
que disse?
Desde este dia a minha vida mudou… deixei de ser tão crítico
 com meus
problemas e de me preocupar somente comigo.
 Agora, aproveito o meu
tempo para estar mais perto das pessoas que amo, perguntar como elas estão
e me interessar mais por elas, sem esperar nada 
em troca.
Tento sentir mais profundamente aqueles que estão a minha volta
e aqueles 
que passam por minha vida…
“Não existe amor maior do que dar a vida a
 favor dos amigos!”
Fazer um amigo… é um dom! 
Ter um amigo… é uma graça!
Conservar um amigo… é uma virtude!
Agora, você ser um amigo… é uma HONRA!

Rápido de mais

Renata LombardiUm jovem e bem sucedido executivo dirigia por sua vizinhança, correndo um pouco demais em seu novo Jaguar. Observando crianças se lançando entre os carros estacionados, diminuiu um pouco a velocidade, quando achou ter visto algo. Enquanto passava, nenhuma criança apareceu. De repente um tijolo espatifou-se na porta lateral do Jaguar! Freou bruscamente e deu ré até o lugar de onde teria vindo o tijolo.
Saltou do carro e pegou bruscamente uma criança empurrando-a contra um
veículo estacionado e gritou:
– Por que você fez isto? Quem é você? Que besteira você pensa que está fazendo? Este é um carro novo e caro, aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro. Por que você fez isto?
– Por favor, senhor, me desculpe, eu não sabia mais o que fazer! – implorou o pequeno menino. – Ninguém estava disposto a parar e me atender neste local.
Lágrimas corriam do rosto do garoto, enquanto apontava na direção dos carros estacionados.
– É o meu irmão. Ele desceu sem freio e caiu de sua cadeira de rodas, e eu não consigo levantá-lo.
Soluçando, o menino perguntou ao executivo:
– O senhor poderia me ajudar a recolocá-lo em sua cadeira de rodas? Ele está machucado e é muito pesado para mim.
Movido internamente muito além das palavras, o jovem motorista, engolindo “no imenso”, dirigiu-se ao jovenzinho, colocando-o em sua cadeira de rodas. Tirou seu lenço, limpou as feridas e arranhões, verificando se tudo estava bem.
– Obrigado, e que meu Deus possa abençoá-lo! – a grata criança disse a ele.
O homem então viu o menino se distanciar… empurrando o irmão em direção a sua casa.
Foi um longo caminho de volta para o Jaguar… um longo e lento caminho de volta. Ele nunca consertou a porta amassada. Deixou amassada para lembrá-lo de não ir tão rápido pela vida, que alguém tivesse que atirar um
tijolo para obter a sua atenção…

O ENGANO!

Renata LombardiEra uma vez um rapaz que tinha muitos problemas. Constantemente, em suas orações, ele pedia que Jesus viesse visitá-lo no seu sofrimento. Um dia, Jesus bateu a sua porta, ele maravilhado, convidou-o a entrar, e Jesus sentou-se no sofá da sala. Na mesinha de centro encontrava-se uma Bíblia aberta no Salmo 91. 

Numa das paredes estava pendurado um bordado com o Salmo 23 e na outra um quadro da santa ceia. “Senhor Jesus”, disse o jovem, “em primeiro lugar gostaria de dizer que é uma honra recebê-lo em minha casa, conforme o Senhor deve saber, estou passando por algumas dificuldades e preciso muito da Sua ajuda…”

“Filho”, interrompeu Jesus, “antes de conversarmos sobre os seus pedidos, gostaria de conhecer sua casa. Onde é o lugar que você dorme?”

No mesmo instante o rapaz se lembrou que guardava, no quarto, umas revistas terríveis e se apressou em dar uma desculpa: “Não, Jesus, lá não! Meu quarto não está arrumado!” “Bem”, disse Jesus, “e a cozinha, posso conhecer sua cozinha?”

O rapaz lembrou que na cozinha havia algumas garrafas de bebida que ele não gostaria que Jesus visse. “Senhor, desculpe, mas prefiro que não”, respondeu o rapaz, “a minha cozinha está vazia, não tenho nada de bom para oferecer.” Neste instante, um barulho forte interrompe a conversa. Pam, pam, pam…!

Era alguém que batia furiosamente na porta, o rapaz se levantou, assustado, e foi ver quem era. Abriu a porta meio desconfiado, e viu que era o diabo. “Sai da frente que eu quero entrar!”, gritou o tentador. “De jeito nenhum”, respondeu o rapaz, e assim começou a briga. Com muita dificuldade o homem conseguiu empurrar o diabo e fechar a porta.

Cansado, o rapaz voltou para sala e continuou: “Então, Jesus”, disse ele, “como eu estava falando com o Senhor, estou precisando de tantas coisas…” Mas, outra vez a conversa é interrompida por um barulho forte que vinha da janela do quarto. O rapaz correu para ver quem era e ao abri-la se deparou, novamente, com o diabo: “Agora não tem jeito, eu vou entrar!”, disse o inimigo.

Mais uma vez o rapaz se debateu com ele e conseguiu trancar a janela. “Senhor”, disse ele, “desculpe a interrupção,conforme lhe dizia…” Outra vez, dos fundos da casa, se ouvia tamanho barulho como se alguém quisesse arrombar a porta, era novamente o diabo: “Eu quero entrar!” O rapaz, já exausto, lutou com ele e conseguiu mantê-lo do lado de fora. Ao voltar, contrariado, disse a Jesus: “Eu não entendo.

O Senhor está na minha casa e por que o diabo fica insistindo em entrar?” “Sabe o que é meu filho”, explicou Jesus, “é que na sua casa você só me deu a sala.” O rapaz humildemente entendeu a lição de Jesus e fez uma faxina na casa para entregá-la aos cuidados do Senhor. Neste instante, o diabo bateu mais uma vez à porta. O rapaz olhou para Jesus sem entender, e o Senhor disse: “Deixa que eu vou atender.” Quando o diabo viu que era Jesus, que atendia a porta, disse: “Desculpe, foi engano,” e sumiu rapidinho. Muitas vezes, é assim que acontece com o nosso coração. Entregamos a Jesus só uma parte dele, apenas a sala, ficando as dúvidas a morar no quarto, o descaso na cozinha, o medo na varanda,então lutamos e não vencemos porque a casa está dividida.

“Os olhos do Pai passeiam por toda a terra para se mostrar forte para com aqueles cujo coração é inteiramente seu.” Desculpe, foi engano… Medite nisso, pois você recebeu esta mensagem e não foi por engano!

Encantai-vos

Encantai-vos com o voo

dos pássaros e o som da cigarra,

com o vento a abrir caminho entre

as folhas e a melodia exótica do

grilo ao entardecer.

Não passeis despercebidos

diante de tanta beleza.

Não sois robôs!  

(Paiva Netto)

Renata LombardiPara que haja consciência da graça, temos que antes ter consciência de nosso demérito. A pergunta que deve insistir em nossa mente é: “o que foi que Deus viu em mim?”. Chegamos mesmo a pensar: “Deve ter havido um engano! Isso não deve ser pra mim! Deus se confundiu! Não que duvidemos da eficiência do serviço de entrega dos céus. Duvidamos, sim, é de que haja em nós algum coisa que nos faça merecedores de Sua benévola atenção.

Quando alcançamos tal consciência, somos invadidos pelo sentimento da gratidão.

A gratidão é o primeiro efeito produzido pela Graça em nossa vida.

Se existisse acaso, não haveria gratidão. Mas se o que chegou às minhas mãos veio da fonte da Graça, servindo ao Seu propósito eterno, logo, só me resta reconhecer e agradecer.

A ingratidão revela quem jamais teve um genuíno encontro com o Deus de toda Graça. Não há como ficar indiferente. A gratidão passa a ser a maior força propulsora da nossa vida. Nossas boas obras deixam de ser moeda de troca, ou tentativa de tornar-nos merecedores, e passam a ser expressões de nossa gratidão a Deus.

Como a Graça nos leva a refletir sobre nossas ações? Ora, um Deus que me acolhe graciosamente, independente dos meus méritos… o que Ele merece de mim? Assim, todas as nossas atitudes passam a ser recebidas por Deus como “ações de graça”.

Passamos a enxergar a vida de um prisma totalmente diferente daquele que ainda não se conscientizou da graça.

E com isso, a vida recupera seu sabor original. Experimente assistir a um pôr-do-sol com o coração repleto de gratidão a Deus. Você terá a sensação de as cores do dégradé celestial parecerão mais vivas. Até um prato de arroz com ovo parecerá delicioso.

Abra um pouco mais o leque. Experimente ouvir uma bela canção, seja cristã ou secular, com seu coração enternecido de gratidão. Dificilmente você não se emocionará.

Pare de reclamar da vida, da sorte, dos filhos, do cônjuge, do emprego. Troque os óculos ultrapassados da ingratidão pelas lentes de contacto da gratidão.

Você vai aprender o que significa a instrução apostólica “em tudo dai graças” (1 Ts.5:18). Em qualquer situação, ainda que adversa, dê graças!

Acolha a existência com todas as suas demandas e implicações como uma EUCARISTIA. Esta palavra grega usada em alusão à Ceia do Senhor significa “ação de graça”. Paulo afirma que“tudo o que Deus criou é bom, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graça”(1 Tm.4:4).

Então, abra a janela de seu quarto, respire fundo, e solte um “obrigado, Senhor!”.

Aprenda a ser grato àqueles que foram os instrumentos da graça de Deus em sua vida. Seja com provisão material, ou com instrução, ou simplesmente com amizade. Agradeça a Deus até pelas pessoas que te são ingratas. Quem sabe um dia Deus lhes removerá as vendas dos olhos, para que caiam em si e vejam o mal que causa a ingratidão.

O ingrato é como o sujeito que tem mau hálito. Ele mesmo não percebe. Mas todos ao seu redor, principalmente os mais chegados, sabem que algo não vai bem em seu organismo. Não basta usar mentol, ou uma pastilha de hortelã; tem que cuidar da úlcera que está corroendo seu estômago. Assim também, não basta usar palavras bonitas, convincentes, tem que tratar com a ingratidão crônica que existe no profundo de sua alma.

Escolha certa

Renata LombardiJerry era o tipo de pessoa que você ia adorar. Sempre de alto astral, e com algo
 positivo a dizer. Quando alguém perguntava para ele: “Como vai você?”, ele respondia: “Melhor que isso, só dois disso”. Ele era o único gerente de uma cadeia de restaurantes, porque todos os garçons seguiam seu exemplo. A razão dos garçons seguirem
 Jerry era por causa de suas atitudes.

Ele era naturalmente motivador. Se algum empregado estivesse tendo um mau dia, Jerry prontamente estava lá, contando ao empregado como olhar pelo lado positivo da situação. Sempre que eu me lembrava dele eu ficava pensativo, até que um dia perguntei a ele: “Eu não acredito.

Ninguém pode ser uma pessoa positiva o tempo todo. Como você consegue?” E ele respondeu: “Toda manhã eu acordo e digo a mim mesmo: “Jerry você tem duas escolhas hoje: escolher estar de alto astral ou escolher estar de baixo astral…” Então escolho estar de alto astral. Toda vez que acontece alguma coisa desagradável, posso escolher ser vítima da situação ou posso escolher aprender algo com isso. Eu escolho aprender algo com isso. Todo momento que alguém vem reclamar da vida comigo, eu posso escolher aceitar a reclamação, ou posso escolher apontar o lado positivo da vida para a pessoa.

Eu escolho apontar o lado positivo da vida. Eu argumentei: “Tudo bem ,mas não é tão difícil assim”. “É difícil sim” Jerry disse. “A vida consiste em escolhas. Quando você tira todos os detalhes e enxuga a situação, o que sobra são escolhas, decisões a serem tomadas. Você escolhe como reagir as situações.
Escolhe como as pessoas irão afetar no seu astral. Escolhe estar feliz ou triste,
calmo ou nervoso…

Em suma: escolha como você vive sua vida.”
Eu refleti no que Jerry disse. Algum tempo depois eu deixei o restaurante para abrir meu próprio negócio. Nós perdemos contato, mas freqüentemente eu pensava nele quando tomava a decisão de viver ao invés de ficar
reagindo as coisas.
Alguns anos mais tarde, ouvi dizer que Jerry havia feito algo que nunca se deve fazer quando trabalha em restaurantes: ele deixou a porta dos fundos aberta e, conseqüentemente, foi rendido por 3 assaltantes armados.
Enquanto Jerry tentava abrir o cofre, sua mão, tremendo de nervoso, errou a combinação do cofre. Os ladrões entraram em pânico, atiraram nele e fugiram. Por sorte, Jerry foi encontrado relativamente rápido e foi levado
as pressas ao pronto-socorro local.

Depois de 18 horas de cirurgia e algumas semanas de tratamento intensivo, Jerry foi liberado do hospital com alguns fragmentos de balas ainda em seu corpo.
Encontrei com Jerry 6 meses depois do acidente.
Quando perguntei: “Como vai você?” ele respondeu:
“Melhor que isso, só dois disso. Quer ver minhas cicatrizes?”
Enquanto olhava as cicatrizes, perguntei o que passou pela sua mente quando os ladrões invadiram o restaurante. “A primeira coisa que me veio a cabeça foi que eu devia ter trancado a porta dos fundos…” respondeu.
“Então, enquanto estava baleado no chão, lembrei que eu tinha duas escolhas: podia escolher viver ou podia escolher morrer. Escolhi viver”
Perguntei: “Você não ficou com medo? Não perdeu os sentidos?”

Jerry continuou: “Os paramédicos eram ótimos. Ficaram o tempo todo me dizendo que tudo ia dar certo, que tudo ia ficar bem. Mas, quando eles me levaram na maca para a sala de emergência e vi as expressões nos rostos dos médicos e enfermeiras, fiquei com medo. Nos seus olhos eu lia: ele e um homem morto. Eu sabia que tinha que fazer 
alguma coisa.” “O que você fez?” perguntei. “Bem, havia uma enfermeira grande e forte me fazendo perguntas. Ela perguntou se eu era alérgico a alguma coisa…
“Sim”, respondi. Os médicos e enfermeiras pararam imediatamente por causa da minha resposta. Respirei fundo e disse: “À balas”. Enquanto eles riam eu disse: ‘Eu estou escolhendo viver. Me operem como se estivesse vivo, não morto.”

Jerry sobreviveu graças a experiência e habilidade dos médicos, mas também por causa de sua atitude espetacular. Aprendi com ele que todos os dias temos que escolher viver a vida em sua plenitude, viver por completo. Atitude, portanto, é tudo!

Conselhos

Renata LombardiDona Maria era uma senhora de 92 anos, elegante, bem vestida e penteada. 
Estava de mudança para uma casa de repouso pois o marido, com quem vivera 70 anos, havia morrido e ela ficara só… 
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando uma atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.
A caminho de sua nova morada, a atendente ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela.
– Ah, eu adoro essas cortinas – disse ela com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
– Mas a senhora ainda nem viu seu quarto…
– Nem preciso ver – respondeu ela. Felicidade é algo que você decide por princípio.
– E eu já decidi que vou adorar!
É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
Sabe, eu tenho duas escolhas:
Posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem… 
ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
Cada dia é um presente.
E enquanto meus olhos abrirem, vou focaliza-los no novo dia e também nas boas lembranças que eu guardei para esta época da vida.
A velhice é como uma conta bancária: Você só retira daquilo que você guardou. 
Portanto, lhe conselho depositar um monte de alegria e felicidade 
na sua Conta de Lembranças.
E como você vê, eu ainda continuo depositando.


Agora, se me permite, gostaria de lhe dar uma receita.

1. Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência. Isso inclui idade, peso e altura. Deixe o médico se preocupar com eles. Para isso ele é pago.
2. De preferência aos amigos alegres. Os “baixo astral” puxam você para baixo.
3. Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado. Uma mente sem uso é a oficina do diabo. E o nome do diabo é Alzheimer.
4. Curta coisas simples.
5. Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.
6. Lágrimas acontecem. Agüente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto você viver.
7. Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais , lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio.
8. Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
9. Não faça viagens de remorsos. Viaje para o shopping, para cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas não faça viagens ao passado.
10. Diga a quem você ama, que você realmente o ama, em todas as oportunidades.
E LEMBRE-SE SEMPRE QUE: 
A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego …
de tanto rir …
de surpresa … 
de êxtase … 
de felicidade!

Não há Saber maior ou Saber menor. Existem Saberes diferentes

Renata LombardiEm um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora.

Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro: Companheiro, você entende de leis?

Não, respondeu o barqueiro.

E o advogado compadecido: É pena, você perdeu metade da vida.

A professora muito social entra na conversa:

Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?

Também não, respondeu o barqueiro.

Que pena! Condói-se a mestra.

-Você perdeu metade de sua vida!

Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.

O barqueiro preocupado, pergunta:

Vocês sabem nadar?

Não! Responderam eles rapidamente.

Então é uma pena – Conclui o barqueiro. Vocês perderam toda a vida.

 Nota: Refletir sobre a importância de todas as profissões. Enfatizando que nenhuma é mais importante que a outra. E sim que uma complementa a outra com seus saberes diferentes para a sociedade num todo.”

 A inteligência é uma grande virtude, mas é ape­nas uma dentre muitas. Como vimos na interessante história do canoeiro, na simplicidade também se ma­nifestam muitas virtudes. A humildade e o respeito, por exemplo. De que adianta grande conhecimento se não se é humilde para reconhecer as demais virtudes? 

Estudar é muito importante, mas nunca despreze nenhuma pessoa por ela não ter estudado, ou por não ter muitas habilidades. Todos temos dons, mas cada um os desenvolve conforme as suas possibilidades. Tenha humildade para reconhecer os dons das outras pessoas e também para ajudá-las a desenvolvê-los.

O verdadeiro sábio tem consciência de que a teoria deve estar unida à prática. Isso não significa simplesmente ter habilidades práticas como nadar etc., mas saber transformar tudo aquilo que se apren­deu em bens para as pessoas. Ser virtuoso é ajudar as pessoas a serem melhores sempre.

A Bíblia e o Celular

Renata LombardiJá imaginou o que aconteceria se tratássemos a nossa Bíblia do jeito que tratamos o nosso celular?

E se sempre carregássemos a nossa Bíblia no bolso ou na bolsa?

E se déssemos uma olhada nela várias vezes ao dia?

E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecemos em casa, ou no escritório… ?

E se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?

E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?

E se a déssemos de presente às crianças?

E se a usássemos quando viajamos?

E se lançássemos mão dela em caso de emergência?

 Ao contrário do celular, a Bíblia não fica sem sinal.

Ela ‘pega’ em qualquer lugar.

Não é preciso se preocupar com a falta de crédito porque Jesus já pagou a conta e os créditos não têm fim. E o melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para toda a vida.

 ‘Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto’! (Is 55:6)

 Nela encontramos alguns telefones de emergência:

Quando você estiver triste, ligue João 14.

Quando pessoas falarem de você, ligue Salmo 27.

Quando você estiver nervoso, ligue Salmo 51.

Quando você estiver preocupado, ligue Mateus 6:19,34.

Quando você estiver em perigo, ligue Salmo 91.

Quando Deus parecer distante, ligue Salmo 63.

Quando sua fé precisar ser ativada, ligue Hebreus 11.

Quando você estiver solitário e com medo, ligue Salmo 23.

Quando você for áspero e crítico, ligue 1 Coríntios 13.

Para saber o segredo da felicidade, ligue Colossenses 3:12-17.

Quando você sentir-se triste e sozinho, ligue Romanos 8:31-39.

Quando você quiser paz e descanso,  ligue Mateus 11:25-30.

Quando o mundo parecer maior que Deus, ligue Salmo 90.

Diferenças

Renata LombardiConta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. 
Se reuniram e começaram a escolher as disciplinas.
 O pássaro insistiu para que o vôo entrasse. 
O peixe, para que o nado fizesse parte do currículo também. 
O esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. 
O coelho queria de qualquer jeito a corrida.
E assim foi. Incluíram tudo, mas cometeram um grande erro.
Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos.
 O coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele.
Mas queriam ensiná-lo a voar. 
Colocaram-no numa árvore e disseram: “Voa, coelho”.
Ele saltou lá de cima e quebrou as pernas.
Não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.
 O pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a
cavar buracos como uma toupeira.
Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem,
nem cavar buracos.


 Moral da história: todos nós somos diferentes.
Cada um tem uma coisa de bom.
 Não podemos forçar os outros a serem parecidos conosco.
Vamos acabar fazendo com que eles sofram, e no final,
não serão nem o que nós queríamos, nem o que eles eram.