Após vários anos a ler tudo o que encontro sobre sucesso, hábitos de sucesso, desenvolvimento pessoal e depois de questionar algumas pessoas que considero terem alcançado bastante sucesso nas suas vidas (financeiro, familiar, social) decidi partilhar com vocês o resumo desta pesquisa em 10 simples passos.
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Escola de Fadas
Era uma vez, há muitos e muitos anos, uma escola de fadas. Conta-se que naquele tempo, antes de se tornarem fadas de verdade, as fadinhas passavam por um estágio. Durante um certo período, elas saíam em duplas para fazer o bem e no final de cada dia apresentavam à fada-mestra, um relatório das boas ações praticadas.
Aconteceu então, um dia, que duas fadinhas estagiárias, depois de vagarem exaustivamente por todos os cantos, regressavam frustradas por não terem podido praticar nenhum tipo de salvamento sequer. Parece que naquele dia, bruxas e dragões estavam todos de folga.
Enquanto voltavam tristes, as duas se depararam com dois lavradores que seguiam por uma trilha. Neste momento, uma delas dando um grito de alegria, disse para a outra:
-Tive uma ideia. Que tal darmos o poder a estes dois lavradores por quinze minutos para ver o que eles fariam?
A outra respondeu:
-Você ficou maluca? A fada-mestra não vai gostar nada disto!
Mas a primeira retrucou:
-Que nada, acho que ela até vai gostar! Vamos fazer isto e depois contaremos para ela.
E assim fizeram. Tocaram suas varinhas invisíveis na cabeça dos dois e se puseram a observá-los. Poucos passados adiante, eles se separaram e seguiram por caminhos diferentes.
Um deles, após alguns passos depois de terem se separado, viu um bando de pássaros voando em direção à sua lavoura, e passando a mão na testa suada, disse:
-Por favor, meus pássaros, não comam toda a minha plantação. Eu preciso que esta lavoura cresça e produza, pois é daí que tiro meu sustento.
Naquele momento, ele viu. Espantado, a lavoura crescer e ficar prontinha para ser colhida em questão de segundos. Assustado, ele esfregou os olhos e pensou:
“DEVO ESTAR CANSADO” – E ACELEROU O PASSO.
Aconteceu que logo adiante ele caiu ao tropeçar em um pequeno porco que havia fugido do chiqueiro. Mais uma vez, esfregando a testa, ele disse:
-Você fugiu de novo, meu porquinho! Mas, a culpa é minha, eu ainda vou construir um chiqueiro decente para você.
Mais uma vez, espantado, ele viu o chiqueiro se transformar num local limpo e acolhedor, todo azulejado, com água corrente e o porquinho já instalado no seu compartimento.
Esfregou novamente os olhos e apressando ainda mais o passo disse mentalmente:
“ESTOU MUITO CANSADO!”
Neste momento ele chegou em casa e, ao abrir a porta, a tranca que estava pendurada caiu sobre sua cabeça. Ele então tirou o chapéu, e esfregando a cabeça, disse:
-De novo, e o pior é que eu não aprendo. Também, não tem me sobrado tempo. Mas ainda hei de ter dinheiro para construir uma grande casa e dar um pouco mais de conforto para minha mulher.
Naquele exato momento, aconteceu o milagre. Aquela humilde casinha foi se transformando numa verdadeira mansão diante dos seus olhos. Assustadíssimo, e sem nada entender, convicto de que era tudo decorrente do cansaço, ele se jogou numa enorme poltrona que estava na sua frente e, em segundos, estava dormindo profundamente.
Não houve tempo sequer para que ele tivesse algum sonho. Minutos depois, ele foi despertado pelos gritos do amigo que dizia desesperado:
-SOCORRO, COMPADRE! ME AJUDE! EU ESTOU PERDIDO!
Ainda atordoado, sem entender muito o que estava acontecendo, ele se levantou correndo. Tinha na mente, imagens muito fortes de algo que não entendia bem, mas parecia um sonho. Quando ele chegou na porta, encontrou o amigo em prantos.
Ele se lembrava de que, poucos minutos antes, eles se despediram no caminho e estava tudo bem. Então, perguntando o que havia se passado, ele ouviu a seguinte estaria:
-Compadre, nós nos despedimos no caminho, e eu segui para minha casa, acontece que poucos passos adiante, eu vi um bando de pássaros voando em direção à minha lavoura. Este fato me deixou revoltado e eu gritei: “Vocês de novo, atacando a minha lavoura, tomara que seque tudo e vocês morram de fome!”. Naquele exato momento, eu vi a lavoura seca e todos os pássaros morrerem diante dos meus olhos! Pensei comigo, devo estar cansado, e apressei o passo.
Andei um pouco mais e cai depois de tropeçar no meu porco que havia fugido do chiqueiro. Fiquei muito bravo e gritei mais uma vez:” Você fugiu de novo? Por que não morre logo e para de me dar trabalho?” ,Compadre, não é que o porco morreu ali mesmo, na minha frente…
Acreditando estar vendo coisas, andei mais depressa, e ao entrar em casa, me caiu na cabeça a tranca da porta. Naquele momento, como eu já estava mesmo era com raiva, gritei novamente: “Esta casa… Caindo aos pedaços, por que não pega fogo logo e acaba com isso?”… Para surpresa minha, compadre, naquele exato momento, a minha casa pegou fogo, e tudo foi tão rápido que eu nada pude fazer!
-Mas… compadre, o que aconteceu com sua casa?… De onde veio esta mansão?…
Depois de tudo observarem, as duas fadinhas foram correndo muito assustadas contar para a fada-mestra o que havia se passado. Estavam muito apreensivas quanto ao tipo de reação que a fada-mestra teria. Mas tiveram uma grande surpresa.
A fada-mestra ouviu com muita atenção o relato, parabenizou as duas pela ideia brilhando que havia tido e resolveu decretar que a partir daquele momento, todo ser humano teria 15 minutos de poder ao longo da vida. Só que, ninguém jamais saberia quando estes 15 minutos de poder estariam acontecendo.
Moral da História
O que é que temos proferido, seja mentalmente, seja por meio das palavras em algo e bom som, nos momentos de cansaço? O que é que temos desejado aos nossos problemas? Resolvê-los ou simplesmente transformá-los em destruição total para que, enfim, nos vejamos diante do nada, da falência, da desistência? Seus 15 minutos podem começar a qualquer momento…
Quando o desânimo e a falta para continuar lutando parecerem abater você, pare um instante. Descanse. Fiquei em silêncio. Respire fundo. Sinta o ar entrando e invadindo cada canto do seu corpo. Sinta-se vivo e recupere suas energias. Comece de novo. Pouco importa quantas vezes tenha começado antes. A vida é um eterno recomeço. Porque se você não sabe exatamente quando chegarão seus 15 minutos de poder mágico, pode contar com o resto de sua vida, cheio de poder humano, Você o tem! Todos nós temos!
Aspectos do Sofrimento
Era um dia quente de verão naquela cidade do interior do sul do Brasil. Mas apesar do calor a vida deveria seguir seu curso, normalmente.
O jovem trabalhador acordou cedo, como de costume, e enfrentou a alta temperatura com bom ânimo e coragem. Trabalhou o dia todo, atendeu pessoas, suou muito, e, ao final da tarde estava exausto.
Gostaria de ir para casa, tomar um banho, descansar, mas ainda teria que enfrentar uma sala de aula, sem ar condicionado.
“Sou um infeliz!”, pensou consigo mesmo. Mas o que fazer? Era preciso ir para a Universidade, pois era cumpridor de seus deveres e a responsabilidade o chamava. Jogou rapidamente um pouco de água fresca no rosto, pegou a tradicional pasta com os materiais de estudo, e lá se foi…
Caminhava pelas ruas e sentia mais e mais o desconforto do calor, a roupa úmida de suor, e se sentia ainda mais infeliz. “Oh vida dura! Não ter tempo nem para tomar um banho para aliviar a canseira, é demais”… Pensava.
“Ainda se eu tivesse um carro para não ter que enfrentar esse calor infernal do asfalto!”…
Subia uma ladeira, cabisbaixo, mergulhado nos próprios pensamentos, quando escutou, ao longe, uma melodia que alguém assoviava, com musicalidade e alegria. Olhou para trás, mas não avistou ninguém. Intrigado com o assovio que se tornava mais próximo a cada passo, percebeu que a sua frente algo se movia lentamente. Apressou o passo e foi se aproximando de um homem que se arrastava, lentamente, ladeira acima, com o auxílio das mãos.
O homem não tinha pernas, e uma lona de borracha envolta no que restara de suas coxas eram seus sapatos…
Como seus passos eram demasiado lentos, ele podia assoviar, admirar a paisagem, agradecer a Deus pela vida…
O jovem, diante daquela cena, sentiu-se profundamente constrangido.
Como pudera ter se deixado levar por tamanha ingratidão e infelicidade, por tão pouco?!…
Olhando a situação daquele homem que se movia com tanta dificuldade e expressava sua alegria assoviando, ele ergueu a cabeça e seguiu com outra disposição de ânimo. Agora ele já não se achava a mais infeliz das criaturas, só porque o suor e o cansaço o incomodavam no momento…
O sofrimento tem a dimensão que nós lhe damos.
Por vezes, mergulhamos de tal forma nos próprios problemas que não percebemos que eles são pequenos demais para nos tirar a disposição e a alegria de viver.
Há momentos em que as nossas lágrimas nos impedem de perceber o remédio, que está ao alcance de nossas mãos.
Às vezes é preciso que se apresente uma situação mais grave que a nossa, ou um problema maior, para que possamos avaliar as reais dimensões de nossos sofrimentos.
Isso não quer dizer que devamos ignorar as dificuldades que surgem no caminho, mas que devemos estar atentos para não permitir que nossas dores nos tornem egoístas e insensíveis.
É importante refletir sobre o que leva uma pessoa sem pernas, que se arrasta pelas ruas, a fazer isto assoviando em vez de reclamar e se considerar o mais infeliz dos seres.
Talvez essa pessoa entenda que a reclamação não tornaria a sua situação melhor, mas a alegria faz o sofrimento desaparecer.
Assim, por uma questão de inteligência e bom senso, quando a situação estiver muito difícil, lembre-se daquele homem que em vez de subir a ladeira chorando, sobe assoviando.
Afinal de contas, se a dor é inevitável, o sofrimento é opcional.