O Tempo certo

tempoDe uma coisa podemos ter certeza:

de nada adianta querer apressar as coisas.

Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto.

Mas a natureza humana não é muito paciente.

Temos pressa em tudo!

Aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo.

Mas alguém poderia dizer:

– Mas qual é esse tempo certo?

Bom, basta observar os sinais.

Geralmente quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida,

pequenas manifestações do cotidiano, enviarão sinais indicando o caminho certo.

Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer.

Mas com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa!

Basta você acreditar que nada acontece por acaso!

E talvez seja por isso que você esteja agora lendo essas linhas.

Tente observar melhor o que está a sua volta.

Com certeza alguns desses sinais já estão por perto, e você nem os notou ainda.

Lembre-se que o universo, sempre conspira a seu favor, quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.

As Rãs

AS-RASUm fazendeiro veio até a cidade e perguntou ao proprietário de um restaurante se ele queria ganhar um milhão de rãs.

O proprietário do restaurante ficou assustado e perguntou ao homem onde ele poderia conseguir tantas rãs!

O fazendeiro respondeu:

– Há uma lagoa perto de minha casa que está cheia de rãs – milhões delas. Todas coaxando por toda a noite e estão a ponto de me deixar louco!

Então o proprietário do restaurante e o fazendeiro fizeram um acordo:

o fazendeiro entregaria as rãs no restaurante, quinhentas de cada vez pelas semanas seguintes.

Na primeira semana, o fazendeiro retornou ao restaurante parecendo particularmente encabulado, com duas pequenas e mirradas rãs. O proprietário do restaurante perguntou,

– Onde estão todas as rãs?

O fazendeiro respondeu,

– Eu me enganei. Haviam somente estas duas rãs na lagoa.

Mas certamente elas faziam muito barulho!

Da próxima vez que você ouvir alguém criticando ou gozando alguém, lembre-se que provavelmente é apenas um par de ruidosas rãs.

Lembre-se também que os problemas parecem sempre muito maiores no escuro.

SAIBA PERDER

Luiz Marins

           Assim como um campeonato esportivo, a vida também é feita de vitórias e derrotas. Não conheço time algum que só tenha vencido.  Pelo contrário, conheço excelentes times, campeões, que sofreram fragorosas derrotas até para times pequenos, sem expressão alguma. Há sempre inúmeras explicações e justificativas para as derrotas de um time campeão, mas nenhuma explicação ou justificativa muda o resultado do jogo. Perder faz parte do jogo.

Da mesma forma não conheço nenhum esportista individual que não tenha sofrido uma derrota. Tenistas, boxeadores, nadadores campeões, todos já experimentaram o amargo sabor de uma derrota. O que um time ou um esportista individual fazem quando perdem é analisar as causas, os motivos, os erros que levaram à derrota. Em seguida, a tarefa é aumentar o treinamento, reforçar os pontos fortes e trabalhar para acabar com os pontos fracos para voltar a vencer. Assim, o esportista ou o time aproveitam a derrota para aprender.

E o bom técnico de um esportista ou de um time aproveita a derrota para mostrar ao esportista ou aos jogadores que não se pode diminuir, desprestigiar, “esnobar” ou menosprezar um adversário, por menor ou mais fraco que seja. Um bom técnico aproveita a derrota para mostrar que não se pode ter “salto alto” e que a humildade é um atributo de valor para um bom esportista e para um bom time.

E, um bom técnico, ao mesmo tempo, afirma que perder faz parte do jogo e reafirma que a missão é vencer, motivando o esportista, o time e cada um dos jogadores para que esqueçam a derrota, lembrem que são vencedores e que a derrota foi apenas um acidente de percurso que todos experimentam um dia na vida. Mesmo os campeões.

A mesma atitude temos que ter frente às derrotas na vida. Nem sempre ganhamos. Muitas vezes, nossas derrotas, pequenas ou grandes, são inexplicáveis para nós mesmos e para o mercado. Tentamos explicar, justificar, entender. Mas nada nos fará reverter o resultado do jogo perdido e da derrota passada.

Nessa hora o importante é não “jogar a toalha”. É tirar as lições da derrota, treinar com ainda mais afinco e voltar a vencer. Com garra e humildade, com vontade e determinação. Ficar “curtindo” a derrota pode nos levar à depressão e nos tornar eternos derrotados. E aí mora o perigo!

Conheço empresas e empresários que têm enorme dificuldade em absorver as derrotas. Entram em profunda crise quando perdem um contrato, quando perdem uma venda. Começam uma busca insana de “culpados” e instalam uma “caça às bruxas” que leva toda a empresa a um profundo clima de desmotivação. Fazem uma dispensa geral de funcionários, um verdadeiro escândalo que impede a criatividade futura, castram o inovar, o tentar, o questionar. Conheço empresas que desmontam times vencedores na primeira derrota. Fazem a administração pelo medo, pela punição.

Em vez de aproveitarem a perda de um contrato, de uma concorrência, de uma venda para fazer a empresa crescer, o time aprender, fazem exatamente o oposto. A derrota acaba sendo um “desaprender” levando a empresa a um processo depressivo que pouco agrega ao futuro.

Uma derrota bem analisada é um excepcional material de aprendizagem. Pode ser um “case” rico para mudanças necessárias em processos, procedimentos, atitudes e comportamentos.

Na verdade, aprendemos muito mais com as derrotas do que com as vitórias, quase sempre comemoradas sem análise e que podem levar a empresa a pensar que não precisa empreender mudanças. As vitórias sucessivas poderão nos cegar, nos tornar arrogantes e com essas atitudes poderemos estar justamente pavimentando o caminho para futuras derrotas.

Na análise que fazemos com empresas de sucesso, verificamos que derrotas do passado as fizeram mudar. Foram justamente as pequenas ou grandes derrotas, pequenas ou grandes crises que criaram as condições e o clima para o repensar, o reavaliar, o refazer. Repensando, reavaliando o todo ou algumas partes, essas empresas encontram um novo caminho. Encontram o caminho do sucesso que hoje possuem. Muitas declaram sem medo ou vergonha que foi, justamente “graças às derrotas e crises” que tiveram a coragem de mudar e a disposição e a garra para vencer.

A verdade, portanto, é que saber perder é tão essencial quanto saber ganhar.

Pense nisso.