A lição que o lenhador aprendeu: entusiasmo não basta!

images (1)Era uma vez um lenhador muito forte que conseguiu um emprego em uma nova madeireira que se instalava na região.

O salário era muito bom e as condições de trabalho também. Por essa razão, o lenhador estava determinado a fazer o seu melhor.

Seu chefe lhe deu um machado e mostrou-lhe a área onde deveria cortar as árvores.

No primeiro dia, o lenhador cortou 15 (quinze) árvores.

“Parabéns”, o chefe disse: “Continue com seu trabalho!”

Altamente motivado pelas palavras de seu chefe, o lenhador tentou cortar mais no dia seguinte, porém, ele só conseguiu abater dez árvores. No terceiro dia ele tentou mais ainda, porém ele só foi capaz de derrubar sete árvores. Dia após dia, ele estava derrubando cada vez menos árvores.

“Eu devo estar perdendo a minha força.” O lenhador pensou. Ele foi até o patrão e pediu desculpas, dizendo que ele não conseguia entender o que estava acontecendo.

“Quando foi a última vez que você afiou o seu machado? o chefe perguntou.

“Perdão chefe, não tive tempo para afiar o meu machado. Tenho estado muito ocupado tentando cortar as árvores…”

Moral da História: A maioria de nós nunca atualiza os conhecimentos que temos. Costumamos pensar que o que apreendemos um dia é o suficiente. Mas só seremos realmente bons quando formos melhor que o esperado. Renovar e reforçar as nossas capacidades ao longo do tempo é a chave para o sucesso.

Para que serve o casamento?

Você já se perguntou alguma vez sobre os objetivos do casamento? 

Sim, porque algum objetivo o Criador deve ter para fazer da união de dois seres uma lei da natureza. 

Talvez, refletindo superficialmente você responda que o objetivo do casamento é a perpetuação da espécie humana. Mas será só isso? 

Na verdade, o casamento marca grande progresso na marcha evolutiva da humanidade. 

E, por quê? 

Porque Deus visa não somente a procriação, mas também a evolução moral dos seres. 

É assim que o casamento se constitui numa excelente oportunidade de crescimento para aqueles que sabem aproveitá-la bem. 

Quando duas pessoas resolvem, de comum acordo, viver sob o mesmo teto, desde logo terão chances de melhoria individual. E a primeira delas é vencer o egoísmo. 

Sim, porque o que antes era “meu”, agora passa a ser “nosso”. 

Antes de casar, era o “meu” quarto, o “meu” carro, o “meu” aparelho de som, o “meu”… O “meu”… 

No primeiro dia de convivência mútua, deverá ser o “nosso” quarto, o “nosso” carro, o “nosso” aparelho de som, e assim por diante. 

Com o passar dos dias os pares vão se conhecendo melhor, e percebem que o outro não era bem aquilo que parecia ser. 

Bem, nosso par tem algumas manias que desaprovamos, e que só notamos graças a convivência diária. 

Eis uma ótima oportunidade para aprender a dialogar e resolver conflitos como “gente grande”. 

Depois surgem mais alguns membros para nos ajudar a treinar outras virtudes: chegam os filhos. 

Agora temos que dividir um pouco mais, e isso nos torna menos egoístas. 

Devemos dividir mais a atenção, treinar a renúncia, aprender a passar noites sem dormir, tropeçar em fraldas sujas, correr para o médico nas horas mais impróprias, perder o filme que gostaríamos de assistir… a novela… o telejornal. 

A cama, que antes era só minha e passou a ser nossa, agora tem mais alguém nela, disputando espaço. 

E não é só o espaço físico que o pimpolho reclama, ele quer nosso carinho, nossa atenção, nossa companhia, nossa proteção. 

E aí temos a grande oportunidade de aprender a superar o ciúme, o medo, a insegurança, o desejo de posse exclusiva sobre o nosso par, para amparar esse serzinho que chegou para ficar. 

Junto com tudo isso herdamos, também, a família do nosso cônjuge, que nem sempre nos parece uma boa aquisição. 

Eis um grande desafio para aprender a fraternidade pura, a tolerância, o desprendimento, a amizade e outras tantas virtudes que ainda não possuímos. 

Ademais, para cumprir bem o papel que um dia aceitamos, unindo-nos a alguém de livre e espontânea vontade, é preciso que os dois pilares do templo chamado lar permaneçam firmes até o fim. 

Quando isso não acontece está declarada a vitória do egoísmo. Está declarada a nossa falência enquanto seres que desejamos superar os limites e alcançar paragens mais felizes. 

Talvez você não concorde com todos esses arrazoados, no entanto, seria bom refletir sobre o assunto. 

Há casos de pessoas que optam por não se casar, assumindo, declaradamente seu egoísmo. Com certeza irão responder perante a própria consciência e a consciência cósmica pela decisão tomada. 

Considerando que nem todos nascem com o compromisso de se casar, obviamente estamos falando daqueles que tinham assumido esse compromisso, antes de renascer. 

Aquele que se casa e promete conviver bem com seu par e com os filhos que Deus lhes envia, mas abandona o barco ao menor indício de tempestade, certamente será responsável pelos destinos daqueles que abandona à própria sorte. 

Isso será, fatalmente, sementeira de amargura num futuro próximo ao distante, cuja colheita será obrigatória. 

Por todas essas razões, vale a pena pensar ou repensar os nobres objetivos que a divina sabedoria estabeleceu com a união de dois seres. 

Vale a pena refletir sobre o que queremos para nós. Refletir sobre as forças internas que devem nos elevar acima dessa miséria moral chamada egoísmo. 

Ou será que vamos “jogar a toalha”, numa demonstração tácita de derrota para esse monstro cruel? 

Pense nisso! Pense agora! E decida-se pelo amor.