A parábola da rosa

Certa vez, um homem plantou uma roseira e passou a regá-la constantemente. 

Assim que ela soltou seu primeiro botão que em breve desabrocharia, o homem notou espinhos sobre o talo e pensou consigo mesmo: “como pode uma flor tão bela vir de uma planta rodeada de espinhos?”

Entristecido com o fato, ele se recusou a regar a roseira e, antes mesmo de estar pronta para desabrochar a rosa morreu. 

Isso acontece com muitos de nós com relação à nossa semeadura. 

Plantamos um sonho e, quando surgem as primeiras dificuldades, abandonamos a lavoura. 

Fazemos planos de felicidade, desejamos colher flores perfumadas e, quando percebemos os desafios que se apresentam, logo desistimos e o nosso sonho não se realiza. 

Os espinhos são exatamente os desafios que se apresentam para que possamos superá-los. 

Se encontramos pedras no caminho é para que aprendamos a retirá-las e, dessa forma, nossos músculos se tornem mais fortes. 

Não há como chegar ao topo da montanha sem passar pelos obstáculos naturais da caminhada. E o mérito está justamente na superação desses obstáculos. 

O que geralmente ocorre é que não prestamos muita atenção na forma de realizar nossos objetivos e, por isso, desistimos com facilidade e até justificamos o fracasso lançando a culpa em alguém ou em alguma coisa. 

O importante é que tenhamos sempre em mente que se desejamos colher flores, temos que preparar o solo, selecionar cuidadosamente as sementes, plantá-las, regá-las sistematicamente e, só depois, colher. 

Se esperamos colher antes do tempo necessário, então a decepção surgirá. 

Se temos um projeto de felicidade, é preciso investir nele. E considerar também a possibilidade de mudanças na estratégia. 

Se, por exemplo, desejamos um emprego estável, duradouro, e não estamos conseguindo, talvez tenhamos que rever a nossa competência e nossa disposição de aprender. 

Não adianta jogar a culpa nos governantes nem na sociedade, é preciso, antes de tudo, fazer uma avaliação das nossas possibilidades pessoais. 

Se desejamos uma relação afetiva duradoura, estável, tranqüila, e não conseguimos, talvez seja preciso analisar ou reavaliar nossa forma de amar. 

Quando os espinhos de uma relação aparecem, é hora de pensar numa estratégia diferente, ao invés de culpar homens e mulheres ou a agitação da vida moderna, ou simplesmente deixar a rosa do afeto morrer de sede. 

Há pessoas que, como o homem que deixou a roseira morrer, deixam seus sonhos agonizarem por falta de cuidados ou diminuem o seu tamanho. Vão se contentando com pouco na esperança de sofrer menos. 

Mas o ideal é estabelecer um objetivo e investir esforços para concretizá-lo. 

Se no percurso aparecer alguns espinhos, é que estamos sendo desafiados a superar, e jamais a desistir.

*** 

Quem deseja aspirar o perfume das rosas, terá que aprender a lidar com os espinhos. 

Quem quer trilhar por estradas limpas, terá que se curvar para retirar as pedras e outros obstáculos que surjam pela frente. 

Quem pretende saborear a doçura do mel, precisa superar eventuais ferroadas das fabricantes, as abelhas. 

Por tudo isso, não deixe que nenhum obstáculo impeça a sua marcha para a conquista de dias melhores.

O que Deus não vai perguntar

Muitas pessoas passam pela existência terrena, sem a mínima preocupação com que vão encontrar no além-túmulo. 

Outras, ao contrário, vivem um tormento constante, inseguras com suas atitudes, imaginando o que Deus vai achar do seu desempenho. 

Algumas preferem curtir os prazeres da terra e deixar para pensar nisso mais tarde, quando a velhice se aproximar. 

Embora sendo espíritos imortais, muitos homens não vivem como tal. Mesmo sabendo que a vida no corpo físico é frágil e passageira, desejam vivê-la como se fosse eterna. 

E é assim que, ao sentirem a aproximação da linha de chegada, se desesperam na tentativa de encontrar as respostas certas, caso Deus lhe cobre alguma coisa. 

No entanto, Deus não é um juiz implacável, esperando sua chegada no além, com o livro da vida na mão para anotar seus erros e acertos. 

Deus está na sua consciência, através das suas leis nela inscritas. 

Portanto, você terá, sim, um tribunal que lhe pedirá contas do que fez com tudo o que foi lhe oferecido para seu estágio no corpo físico. E esse tribunal é a sua própria consciência. 

Assim, se chamarmos nossa consciência de Deus, por ser a representação das leis divinas, poderemos fazer uma prévia do que Deus não vai nos perguntar. 

Deus não vai perguntar que tipo de carro você costumava dirigir, mas vai perguntar quantas pessoas que necessitavam de ajuda você transportou. 

Deus não vai perguntar qual o tamanho da sua casa, mas vai perguntar quantas pessoas você abrigou nela. 

Deus não vai fazer perguntas sobre as roupas do seu armário, mas vai perguntar quantas pessoas você ajudou a vestir. 

Deus não vai perguntar o montante de seus bens materiais, mas vai perguntar em que medida eles ditaram sua vida. 

Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário, mas vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo. 

Deus não vai perguntar quantas promoções você recebeu, mas vai perguntar de que forma você promoveu os outros. 

Deus não vai perguntar qual foi o cargo que você ocupava, mas vai perguntar se você desempenhou seu trabalho com o melhor de suas habilidades. 

Deus não vai perguntar quantos amigos você teve, mas vai perguntar de quantas pessoas você foi amigo. 

Deus não vai perguntar o que você fez para proteger seus direitos, mas vai perguntar o que você fez para garantir os direitos dos outros. 

Deus não vai perguntar em que bairro você morou, mas vai perguntar como você tratou seus vizinhos. 

Deus não vai perguntar quantas horas você viveu na terra, mas vai perguntar o que você fez das suas horas. 

Deus não vai perguntar quem foram seus familiares, mas vai perguntar sobre a sua relação com eles. 

Deus não vai perguntar se houve obstáculos em seu caminho, mas vai perguntar sobre os esforços que fez para superá-los. 

Deus não vai perguntar sobre o patrimônio que você deixou para seus herdeiros, mas vai querer saber das riquezas espirituais que levará na bagagem. 

E somente você saberá que respostas terá para dar. 

Pense nisso! 

Jesus assegurou que a cada um será dado segundo suas obras. 

Assim sendo, não adianta pensar em desculpas pelo que fez ou deixou de fazer, pois Deus, que está em sua consciência, vai lhe perguntar, sim, sobre seu desempenho, muito embora já saiba de todas as respostas. 

Pense nisso! Mas pense agora!

 

Menino de rua

Quando você passa e vê um menino de rua, pense um pouco: e se fosse seu filho? 

Quando você o olha e chama de pivete, pergunte-se se gostaria que alguém assim chamasse seu filho. Com certeza, você dirá que seu filho está bem protegido e cuidado, em sua casa. Que você não o deixa perambulando a esmo pelas ruas da vida. E tem razão. 

Você é um pai consciente e amoroso. E esse garoto que passa, descuidado e sujo, não tem quem se interesse de verdade por ele. 

Pense que talvez ele esteja nas ruas, porque embora toda a violência que elas apresentam, ainda são melhores do que ele conheceu um dia por lar ou família. 

Você abraça e beija seu filho todas as manhãs. Talvez esse menino não tenha recebido outros cumprimentos que palavras rudes e gestos agressivos. 

Também é possível que seus pais o tenham largado à própria sorte, por ser ele muito rebelde. Ainda assim, pense que, apesar de todas as mal-criações de seu filho, as travessuras, você não o coloca para fora de casa. Antes, insiste para que ele se adapte à disciplina e às normas que você estabelece como adequadas. 

Esta é a grande diferença entre esse menino malcriado da rua e seu filho: o investimento da ternura, a disciplina do amor. 

À noite, antes de se recolher, você adentra o quarto de seu filho e o vai beijar. Com carinho, ajeita-lhe as cobertas, cobrindo-o, a fim de que ele não se resfrie, nas noites invernosas. 

Esse outro, filho das ruas, não tem sequer uma coberta. Muito menos quem o cubra. Seu colchão é a grama dos jardins ou as pedras das calçadas. O único cobertor que recebe é do sereno que o envolve, à medida que a madrugada avança, fria e quieta. 

Quando seu filho apronta das suas, você o chama e enquanto o fixa nos olhos, passa-lhe as lições dos reais valores, dizendo com todas as letras o que você espera dele: que se transforme em um homem de bem, responsável e cônscio de seus deveres. 

Esse outro, menino desleixado e solto, ganha braços fortes de estranhos que o detém, na sua insânia. E enquanto se debate, tentando se libertar, somente ouve palavras que reprisam exatamente o que ele não gostaria de ser: vagabundo, sem-vergonha, ladrão. 

Pense: o seu filho tem todas as oportunidades de se tornar um cidadão honrado, que brinde a sociedade com suas boas obras. Esse outro, possivelmente, se transformará no celerado que a sociedade abominará, e para o qual somente indicará o encarceramento, a fim de se sentir, ela própria, mais segura. 

Pense: se você não existisse, pai consciente e responsável, seu filho poderia estar nas ruas, em idênticas condições. Se você não investisse nele todo seu cuidado, ele poderia estar engrossando as fileiras desses que passam por você, todos os dias, enquanto você dirige para o trabalho ou anda pelas avenidas. 

Poderia ser o “flanelinha” que no sinaleiro tenta limpar o pára-brisa de seu carro, em troca de algumas moedas. Poderia ser o menino sem educação, que solta palavrões quando você não lhe oferece nada, e ele espera tanto. 

Poderia ser seu filho… Pense nisso e faça alguma coisa. Colabore com as instituições que se esmeram em criar lares de acolhimento para essas crianças sem lar. 

Ofereça-se como voluntário para ensinar um esporte, uma atividade produtiva. 

E, se você achar que não dispõe de recursos amoedados ou de tempo para colaborar, doe seu olhar de compreensão, a próxima vez que se deparar com um desses meninos, pivetes, “cheiradores” de cola, filhos de ninguém. 

Deixe de olhar para ele como um inimigo. Ele é também filho de Deus e espera da vida o que todos esperam: alegria, amor, oportunidade. 

Ah, se alguém o pudesse ajudar… 

*** 

Todo ser que renasce na terra traz o compromisso do crescimento para a luz. 

Alguns renascem como aves sem ninho, jogadas ao vento dos dias tormentosos. Certamente, tudo está no quadro das suas expiações e resgates. 

Mas, se Deus, às aves do céu providencia alimento, que não espera que seus filhos façam aos seus irmãos, na carne? 

Pense nisso, na próxima vez que o seu olhar deparar com um garoto de rua, triste e solitário, à espera de que alguém descubra nele o espírito imortal que é, e realize ali o seu investimento de amor.

Isso também passará

O médium mineiro Francisco Cândido Xavier contou que, num de seus dias de profunda amargura, solicitou ao benfeitor espiritual que levasse o seu pedido de socorro à Maria de Nazaré, para que ela o consolasse, já que seus problemas eram graves. 

Após alguns dias, o benfeitor retornou dizendo-se portador de um recado da mãe de Jesus. 

Chico imediatamente pegou papel e lápis e colocou-se na posição de anotar: Pode falar, tomarei nota de cada palavra. 

Emmanuel, benfeitor atencioso, lhe falou: 

Anote aí, Chico. Maria me pediu para que trouxesse o seguinte recado: 

“Isso também passará. Ponto final.” 

Chico tomou nota rapidamente e perguntou ao benfeitor: Só isso? 

E ele respondeu: É, Chico. A Mãe Santíssima pediu para lhe dizer que isso também passará. 

* * * 

Como Chico Xavier, muitos de nós, quando visitados pela dor, gostaríamos de receber uma mensagem individual de consolo. 

Pensando que fomos esquecidos pela Divindade, rogamos nos seja concedida uma deferência especial por parte dos benfeitores espirituais. 

Todavia, Deus tudo sabe e tudo vê. Nada acontece sem Seu consentimento, basta que depositemos confiança em Suas soberanas Leis. 

Todas as coisas, na Terra, passam… 

Os dias de dificuldades passarão… 

Passarão também os dias de amargura e solidão… 

As dores e as lágrimas passarão. 

As frustrações que nos fazem chorar… Um dia passarão. 

A saudade do ser querido que se vai na mão da morte, passará. 

Os dias de glórias e triunfos mundanos, em que nos julgamos maiores e melhores que os outros… Igualmente passarão. 

Essa vaidade interna que nos faz sentir como o centro do Universo, um dia passará. 

Dias de tristeza… Dias de felicidade… São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no Espírito imortal as experiências acumuladas. 

Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura, paremos um instante. 

Elevemos o pensamento e busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente: Isso também passará… 

E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre. 

* * * 

O planeta Terra, semelhante a enorme embarcação, às vezes parece que vai soçobrar diante da turbulência de gigantescas ondas. 

São guerras, interesses mesquinhos, desvalores… 

Mas isso também passará, porque Jesus está no leme dessa nau, e segue com o olhar sereno de quem guarda a certeza de que a agitação faz parte do roteiro evolutivo da Humanidade, e que um dia também passará. 

Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro porque essa é a sua destinação. 

Assim, façamos a nossa parte o melhor que pudermos, sem esmorecimento. 

E confiemos em Deus, aproveitando cada segundo, cada minuto, que agora, já não é mais o mesmo de quando iniciamos o programa e o de agora, também passará…

A Inveja

Você tem inveja do seu colega de trabalho? Você é daqueles que costuma vasculhar as folhas de pagamento dos colegas, na ânsia de descobrir injustiças cometidas pelo seu patrão? 

Você sente inveja quando um colega é promovido? Ou quando recebe um pequeno aumento salarial? Acredita que você seja um injustiçado, que seu esforço não está sendo visto? 

Então conheça a história de Álvaro, um desses funcionários insatisfeitos com seu patrão. 

Ele trabalhava em uma empresa há 20 anos. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações.

Um belo dia, ele foi ao dono da empresa para fazer uma reclamação. Disse que trabalhava ali há 20 anos com toda dedicação, mas se sentia injustiçado. O Juca, que havia começado há apenas três anos, estava ganhando muito mais do que ele. 

O patrão fingiu não ouvir e lhe pediu que fosse até a barraca de frutas da esquina. Ele estava pensando em oferecer frutas como sobremesa ao pessoal, após o almoço daquele dia, e queria que ele verificasse se na barraca havia abacaxi. 

Álvaro não entendeu direito mas obedeceu. Voltando, muito rápido, informou que o moço da barraca tinha abacaxi. 

Quando o dono da empresa lhe perguntou o preço ele disse que não havia perguntado. Como também não sabia responder se o rapaz tinha quantidade suficiente para atender todos os funcionários da empresa. Muito menos se ele tinha outra fruta para substituir o abacaxi, neste caso. 

O patrão pediu a Álvaro que se sentasse em sua sala e chamou o Juca. Deu a ele a mesma missão que dera para Álvaro: 

– Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal hoje. Aqui na esquina tem uma barraca. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi. 

Oito minutos depois, Juca voltou com a seguinte resposta: eles têm abacaxi e em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal. Se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi está r$ 1,50 cada, a banana e o mamão a r$ 1,00 o quilo, o melão r$ 1,20 a unidade e a laranja r$ 20,00 o cento, já descascada. 

Como falei que a compra seria em grande quantidade, ele dará um desconto de 15%. Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo. 

Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou Juca. Voltou-se para Álvaro e perguntou: 

– O que é mesmo que você estava querendo falar comigo antes? 

Álvaro se levantou e se encaminhando para a porta, falou: 

– Nada sério, patrão. Esqueça. Com sua licença. 

………………….. 

Muitas vezes invejamos as posições alheias. Sem nos apercebermos que as pessoas estão onde estão e têm o que têm porque fizeram esforços para isso. 

Invejamos os que têm muito dinheiro, esquecidos de que trabalharam para conseguir. Se foi herança, precisam dar muito duro para manter a mesma condição. 

Invejamos os que se sobressaem nas artes, no esporte, na profissão. Esquecemos das horas intermináveis de ensaios para dominar a arte da dramatização, da música, da impostação de voz. Não nos recordamos dos treinamentos exaustivos de bailarinos, jogadores, nem das horas de lazer que foram usadas para estudos cansativos pelos que ocupam altos cargos nas empresas. 

O melhor caminho não é a inveja. É a tomada de decisão por estabelecer um objetivo e persegui-lo, até alcançá-lo, se esforçando sem cessar.

 

Sereia ou Baleia?

LINDA LIÇÃO DE MORAL!

Uma academia colocou um outdoor em São Paulo que dizia o seguinte: Neste verão, qual você vai ser? Sereia ou Baleia?
Uma mulher enviou a eles a sua resposta e distribuiu o seguinte email.

“Ontem vi um outdoor com a foto de uma moça escultural de biquíni e a frase: Neste verão, qual você vai ser? Sereia ou Baleia?
Respondo:
Baleias estão sempre cercadas de amigos. Baleias tem vida sexual ativa, engravidam e tem filhotinhos lindos. Baleias amamentam. Baleias andam por ai cortando os mares e conhecendo lugares legais como a Antártida e os recifes de coral da Polinésia.
Baleias tem amigos golfinhos. Baleias comem camarão à beça. Baleias esguicham água e brincam mto. Baleias cantam mto bem. Baleias são enormes e quase não tem predadores naturais.
Baleias são bem resolvidas, lindas e amadas.
Sereias não existem…
Se existissem viveriam em crise existencial: Sou um peixe ou um ser humano? Não tem filhos, pois matam os homens que se encantam com sua beleza.
São lindas, mas tristes, e sempre solitárias…
Querida academia, prefiro ser baleia!”

(A referida academia retirou o outdoor na mesma semana!)

Muitas vezes o ser humano se importa tanto com o exterior de uma pessoa (criticando a gordura), a posse de bens materiais, e esquece que o mais importante é o interior, os sentimentos daquela pessoa… Vamos valorizar mais o que somos, e não o que os outros visualizam, cada um sabe como quer estar ou fazer de si… E só assim seremos felizes.

Deixe o outro falar

Deixar o outro falar ajuda em situações familiares e profissionais. 

Barbara Wilson relacionava-se muito mal com sua filha Laurie. O relacionamento se deteriorava pouco a pouco. 

Laurie, que fora uma criança serena e complacente, tornou-se avessa à cooperação, às vezes provocadora. 

A Sra. Wilson passava-lhe sermões, ameaçava-a, punia, sem sucesso. 

Certo dia, contou a Sra. Wilson, simplesmente desisti. 

Laurie tinha me desobedecido e fora para a casa de uma amiga antes de terminar seus afazeres domésticos. 

Quando voltou, eu estava prestes a estourar com ela pela milésima vez, mas não tive forças para isso. Limitei-me a fitá-la e a dizer: 

“Por quê, Laurie, por quê?” 

Laurie percebeu o estado em que eu me encontrava e, com uma voz calma, perguntou: 

“Quer mesmo saber?” 

Fiz que sim com a cabeça e Laurie contou-me, primeiro hesitando, depois com uma fluência impressionante. 

Eu nunca lhe prestara atenção. Nunca a ouvira. Sempre lhe dizia para fazer isso ou aquilo. 

Quando sentia necessidade de conversar comigo sobre as coisas dela, sentimentos, ideias, interrompia-a com mais ordens. 

Comecei a compreender que ela precisava de mim – não como uma mãe mandona, mas como uma confidente, uma saída para suas confusões de adolescente. 

E tudo o que fazia era falar, falar, quando deveria ouvir. Nunca a ouvira. 

A partir daquele momento, fui uma perfeita ouvinte. Hoje ela me conta o que lhe passa pela cabeça e nosso relacionamento melhorou de maneira imensurável. Ela se tornou, de novo, uma colaboradora. 

* * * 

Quantos pais neste mundo têm problemas similares com seus filhos. 

Problemas que seriam amenizados se soubéssemos apenas ouvir um pouco mais. 

Como pais, como educadores, por vezes temos a falsa impressão de que precisamos falar, ensinar, proferir lições, etc, e eles, os filhos, precisam apenas ouvir. 

Quantos pais reclamam que seus filhos não os ouvem e tudo parece que entra por um ouvido e sai pelo outro. 

Mas será que esses pais sabem ouvir seus filhos? 

Será que esses pais sabem que o aprendizado não se dá apenas por sermões, por conselhos? 

O processo de aprendizado, e mais, o processo de construção de uma boa relação familiar, tem que passar pelo diálogo. 

E quando estamos no campo do diálogo, precisamos entender que este é uma via de mão dupla. No diálogo fala-se, mas também se ouve, e muito… 

Ouvir exige autocontrole, disciplina, respeito ao outro e humildade. Por isso, talvez, ainda seja tão difícil para a Humanidade. 

Ouvir nos pede reflexão, paciência e empatia. 

Desta forma, procuremos sempre deixar o outro falar. Ouçamos as razões do outro, suas explicações, etc. 

Elas podem não justificar certos atos, mas explicam as razões da outra alma e nos fazem compreendê-la melhor. 

Pais, deixemos nossos filhos falarem! Filhos, deixemos nossos pais falarem! 

O amor e a paz familiar sairão lucrando sempre.

A dignidade não se contamina

Há algum tempo, uma emissora de televisão apresentou uma reportagem intitulada A boca do lixo. 

As câmeras focalizaram a realidade das pessoas que vivem do produto que conseguem retirar daquele lugar infecto, chamado lixão. 

As cenas chocaram sobremaneira. Crianças e jovens, adultos e velhos disputavam, com as moscas e os urubus, os detritos jogados pelos caminhões de coleta. 

Eram pessoas que, em princípio, pareciam confundidas com o próprio lixo, que haviam perdido a identidade, a auto-estima, a dignidade. 

Revestidas de trapos imundos, reviravam com suas ferramentas os monturos fétidos e retiravam alguns objetos que colocavam num saco, igualmente imundo. 

No entanto, no decorrer da reportagem, os repórteres elegeram algumas daquelas pessoas e acompanharam um pouco da sua rotina diária. 

Eles as entrevistaram, perguntaram qual o motivo que as levou àquele tipo de trabalho, que se poderia chamar de sub-humano. 

E, na medida em que os entrevistados falavam das suas vidas, de seus anseios, de como encaravam a situação, fomos percebendo uma realidade diferente da que supomos no início. 

Aquelas pessoas não haviam perdido a identidade, tampouco se deixaram confundir com a sujeira. 

Após as lutas do dia, chegavam em seus casebres, tomavam banho, trocavam os trapos infectos por roupas limpas, embora simples, e continuavam seus afazeres domésticos, com dignidade e honradez. 

Percebemos que aquelas pessoas não permitiram que a situação deprimente e miserável lhes contaminasse a dignidade. 

Respondendo às perguntas feitas pelos repórteres, uma senhora que vivia com o marido, seis filhos e a mãezinha já idosa, deixou bem clara a sua posição diante da vida. 

Quando lhe perguntaram se não era muito difícil criar seis filhos, ela respondeu sorrindo: 

Eu os amo de igual forma. Se Deus os mandou, é porque devo criá-los. O que não podemos é matar. Eu nunca matei nenhum no ventre, como não mataria agora, depois de nascido. 

E quando o repórter perguntou à avó se ela ajudava a cuidar dos netos, esta respondeu com sabedoria: 

Eu já criei e eduquei meus 9 filhos. Agora, cabe à mãe deles criá-los. Se fosse para eu criar, Deus os teria enviado como meus filhos também. 

Uma outra senhora, bem idosa, que também trabalhava no lixão, demonstrava sinais evidentes de dignidade e fé em Deus. 

O corpo esquálido e a falta de dentes davam notícia dos maus tratos que o tempo imprimira àquela mulher. 

Todavia, ao responder ao entrevistador se não se envergonhava de trabalhar no monturo, disse que vergonha é roubar e matar, e que disso ela jamais seria capaz. 

Aquelas pessoas, unidas pela desdita, falavam de amizade, respeito mútuo, companheirismo, convidando-nos a mais profundas reflexões em torno das nossas próprias vidas. 

É tempo de pensarmos um pouco, antes de reclamar da própria situação, já que, por pior que seja, não se pode comparar a daqueles que vivem do lixo que nós atiramos fora. 

* * * 

Deus não cria as situações de miséria para Seus filhos. 

Todas as condições sub-humanas impostas a determinadas classes sociais, são geradas pelo próprio homem, que se enclausura na concha escura do seu egoísmo, quando poderia, com poucos esforços e uma pequena dose de solidariedade, dar a cada um o necessário para viver. 

Pensemos nisso!

 

A chaga do egoísmo

A fila no estabelecimento bancário estava enorme. Poucos funcionários, muitos clientes. Dia de pagamento de compromissos vários motivava que o banco assim se apresentasse apinhado. 

Na seqüência dos minutos, a fila aumentava e a impaciência tomava conta de alguns, enquanto outros buscavam a conversa descompromissada para aliviar a tensão da longa espera. 

Uma senhora distinta se aproxima do caixa. Afinal, chegara sua vez. O jovem bancário, solícito, se dispõe atendê-la. 

Ela coloca sua bolsa, com absoluta calma, sobre o balcão do caixa. Sem pressa, abre o zíper e com todo vagar busca dentro dela os carnês que deve pagar. 

Vira, revira e, finalmente retira um bloqueto de cobrança e um carnê, apresentando-os ao funcionário. 

Enquanto ele soma, ela procura vagarosamente sempre, o cartão a fim de efetuar o pagamento. Entrega-o ao rapaz, que aguarda, ansioso, verificando que a fila não pára de se alongar. 

Ela ajeita os óculos para digitar a senha e quanto já tem nas mãos tudo quitado e autenticado, retorna o cartão ao caixa, pedindo que proceda a uma retirada. 

Ele se prontifica, executa a operação e no momento que lhe passa o dinheiro, ela resolve alterar o valor, solicitando um tanto mais. 

As pessoas tudo observam, expressando impaciência, consultando o relógio. 

Finalmente, ela pega as notas e, com delicadeza, vai colocando na bolsa o carnê, o bloqueto, as notas, o cartão magnético, sem arredar um milímetro de frente ao caixa, impedindo a aproximação de outro cliente. 

A senhora prossegue no seu egoísmo, sem se importar com os outros, pensando somente em si mesma, como se fosse o único ser vivente no planeta. 

Mas esta forma de egoísmo não é a única. Outras existem e, quando se apresenta na inteligência, toma o aspecto de vaidade intelectual. 

Na ignorância, é a agressividade. Na pobreza, é a inveja que destrói, na tristeza é o isolamento. 

O egoísmo, onde se manifeste, usa as mais diversas máscaras. Como o joio que abafa o trigo, comparece igualmente nos corações que a luz já felicita, em forma de cólera e irritação, desânimo e secura. 

Se desejamos dar combate a esta praga, saibamos estender, cada dia, as nossas disposições de mais amplo serviço ao próximo, aprendendo a ceder de nós mesmos para o bem de todos. 

Você sabia? 

Você sabia que o egoísmo é herança evidente de nossa antiga animalidade? 

E que é por este motivo que o vemos repontar em toda extensão do Mundo? 

E que a plenitude do amor somente pode ser alcançada com humildade e sacrifício?

A carne é fraca

Quando alguém procura uma desculpa para justificar suas fraquezas, é comum ouvirmos a afirmativa de que a carne é fraca. 

A culpa, portanto, é da carne, ou seja, do corpo físico. 

Esse é um assunto que merece mais profundas reflexões. 

Hahnemann, criador da Medicina Homeopática, fez a seguinte afirmativa: 

O corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade? 

Sábia consideração essa, pois encerra grandes verdades. 

Culpar o corpo pelas nossas fraquezas equivaleria a culpar a roupa que estamos usando por um acesso de cólera. 

Quando a boca de um guloso se enche de saliva diante de um prato apetitoso, não é a comida que excita o órgão do paladar, pois sequer está em contato com ele. 

É o Espírito, cuja sensibilidade é despertada, que atua sobre aquele órgão através do pensamento. 

Se uma pessoa sensível facilmente verte lágrimas, não é a abundância das lágrimas que dá a sensibilidade ao Espírito, mas precisamente a sensibilidade desse que provoca a secreção abundante das lágrimas. 

Assim, um homem é músico não porque seu corpo seja propenso à musicalidade, mas porque seu Espírito é musicista. 

Como podemos perceber, a ação do Espírito sobre o corpo físico é tão evidente que uma violenta comoção moral pode provocar desordens orgânicas. 

Quando sofremos um susto, por exemplo, logo em seguida vem a sudorese, o tremor, a diarréia, etc. 

Outras vezes, um acesso de ira pode provocar dor de cabeça, taquicardia, e até mesmo deixar manchas roxas pelo corpo. 

Quanto às disposições para a preguiça, a sensualidade, a violência, a corrupção, igualmente não podem ser lançadas à conta da carne, pois são tendências radicadas no Espírito imortal. 

Se assim não fosse, seria fácil, pois não teríamos nenhuma responsabilidade pelos nossos atos, desde que, uma vez enterrado o corpo, com ele sumiriam todas as fragilidades e os equívocos cometidos. 

Toda responsabilidade moral dos atos da vida física competem ao Espírito imortal. Nem poderia ser diferente. 

Assim, quanto mais esclarecido for o Espírito, menos desculpável se tornam as suas faltas, uma vez que, com a inteligência e o senso moral, nascem as noções do bem e do mal, do justo e do injusto. 

* * * 

Todos nós, sem exceção, possuímos na intimidade a centelha divina, a força capaz de conter os impulsos negativos e fazer vibrar as emoções nobres que o Criador depositou em nós. 

Fazendo pequenos esforços conquistaremos a verdadeira liberdade, a supremacia do Espírito sobre o corpo. E só então entenderemos porque Jesus afirmou: Vós sois deuses, podereis fazer o que Eu faço, e muito mais.

A amizade real

Um homem que amontoara sabedoria, além da riqueza, auxiliava diversas famílias a se manterem com dignidade. 

Sentindo-se envelhecer, chamou o filho para instruí-lo na mesma estrada de bênçãos. 

Para começar, pediu ao moço que fosse até o lar de um amigo de muitos anos, a quem destinava 300 reais mensais. 

O jovem viajou alguns quilômetros e encontrou a casa indicada. Esperava encontrar um casebre em ruínas mas o que viu foi uma casa modesta, mas confortável. 

Flores alegravam o jardim e perfumavam o ambiente. O amigo de seu pai o recebeu com alegria. Depois de inteligente palestra, serviu-lhe um café gostoso. 

Apresentou-lhe os filhos que se envolviam num halo de saúde e contentamento. 

Reparando a fartura, o portador regressou ao lar sem entregar o dinheiro. 

Para quê? Aquele homem não era um pedinte. Não parecia ter problemas. E foi isso mesmo que disse ao velho pai, de retorno ao próprio lar. 

O pai, contudo, depois de ouvir com calma, retirou mais dinheiro do cofre, dobrou a quantia e disse ao filho: 

“Você fez muito bem em retornar sem nada entregar. Não sabia que o meu amigo estava com tantos compromissos. Volte à residência dele e em vez de trezentos, entregue-lhe seiscentos reais, em meu nome. De agora em diante, é o que lhe destinarei. A sua nova situação reclama recursos duplicados.” 

O rapaz relutou. Aquela pessoa não estava em posição miserável. Seu lar tinha tanto conforto quanto o deles. 

“Alegro-me em saber”, falou o velho pai. “Quem socorre o amigo apenas nos dias do infortúnio, pode exercer a piedade que humilha, em vez do amor que santifica. 

Quem espera o dia do sofrimento para prestar favor, poderá eventualmente encontrar silêncio e morte, perdendo a oportunidade de ser útil. 

Não devemos esperar que o irmão de jornada se converta em mendigo a fim de socorrê-lo. 

Isso representaria crueldade e dureza de nossa parte. 

Todos podem consolar a miséria e partilhar aflições. Raros aprendem a acentuar a alegria dos seres amados, multiplicando-a para eles, sem egoísmo e nem inveja no coração. 

O amigo verdadeiro sabe fazer tudo isto. Volte pois e atenda ao meu conselho. 

Nunca desejei improvisar necessitados em torno da nossa porta e sim criar companheiros para sempre.” 

Entendendo a preciosa lição, o rapaz foi e cumpriu tudo o que lhe havia determinado seu pai. 

* * * 

O verdadeiro amigo é aquele que sabe se alegrar com todas as conquistas. 

Se ampara na hora da dor e da luta, também sabe sorrir e partilhar alegrias. 

O amigo se faz presente nas datas significativas e deixa seu abraço como doação de si próprio ao outro. 

Incentiva sempre. Sabe calar e falar no momento oportuno. 

Pode estar muito distante, mas sua presença sempre perto. 

O verdadeiro amigo é uma bênção dos céus aos seres na Terra.

Porque ou “para que”?

Quando alguma coisa, boa ou ruim; agradável ou desagradável; alegre ou triste e, principalmente quando algo negativo acontece em nossa vida, temos a tendência de perguntar “por que isso está acontecendo comigo?”. Queremos uma explicação dos motivos com a pergunta “por que?”. Ficamos o tempo todo buscando uma causa e quase sempre nos achamos injustiçados: “eu não merecia isto!”.

Conheço pessoas que acabam se revoltando contra tudo e até contra Deus quando alguma coisa desagradável e inesperada ocorre. Temos que entender que ninguém está livre de acontecimentos desagradáveis. Temos que ter a inteligência e o bom senso de entender que imprevistos acontecem e em vez de perguntarmos o tempo todo “por que?” deveríamos buscar aprender com os acontecimentos nos perguntando “para que?” e tirar lições que por certos existem em meio aos acontecimentos da vida, agradáveis ou desagradáveis, bons ou ruins como comentamos acima.

Perguntando “para que?” em vez de “por que?” dirigiremos nossa mente para buscar as lições escondidas nos acontecimentos. Perguntando “para que?” abriremos nosso coração para mudar o que deve ser mudado e muitas vezes evitaremos a repetição de acontecimentos desagradáveis e permitiremos que coisas boas se repitam em nossa vida.

E não devemos, portanto, perguntar “para que?” somente nos acontecimentos ruins e nos momentos tristes. Devemos fazer essa mesma pergunta em nosso sucesso, em nossas conquistas. Ao perguntarmos “para que?” talvez descubramos o quanto pessoas mais necessitadas precisam de nós; o quanto temos e que podemos dar aos que menos têm; ou o quanto devemos ser agradecidos às pessoas que nos ajudaram.

Pense nisso. Pergunte “para que?” em vez de “por que?”. Sucesso!

Você é aquilo que pensa!

Encontro pessoas que se acham infelizes, carentes e que nunca conseguem o que desejam. São pessoas muito negativas que vivem num mundo mental de negatividade. É sempre bom lembrar da importância dos quadros mentais para a nossa motivação e, portanto, para nosso sucesso.

Se você se deixar  dominar por pensamentos negativos, sentimentos de fracasso, se não for capaz de ver o lado positivo das coisas e das pessoas, terá dificuldade em obter o sucesso que tanto deseja. O pensamento e a imaginação têm um efeito direto em nosso modo de agir e em nosso modo de ser. As pesquisas vêm se multiplicando no sentido de mostrar que você, de fato, é muito daquilo que você pensa. Você é o produto da forma como pensa, como se imagina, como se vê. Muitos autores afirmam que se tivermos uma mentalidade de escassez e se avaliarmos nossa vida em termos de nossas carências, estaremos colocando energia no que não temos e esta continuará sendo a nossa experiência.

Assim, a primeira coisa a fazer para vencer esses pensamentos de escassez, é aprender a valorizar o que se tem ao invés de focar apenas no que não se tem. Isso é fundamental para uma saúde mental positiva. Pessoas que valorizam e agradecem aquilo que possuem – sua saúde, seus bens, seus amigos e sua família, são muito mais felizes, dizem as pesquisas. Pessoas que vivem se achando pobres e carentes demais, injustiçadas e perseguidas acabam atraindo para si essa realidade a partir das imagens criadas em suas mentes.

Da mesma forma, pessoas que ajudam as outras e participam de sua comunidade igualmente são mais felizes. As pesquisa da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos nos levam à mesma conclusão. Pesquisadores trabalharam durante cinco anos com 423 casais que tinham o hábito de ajudar outras pessoas e concluíram que “ter o hábito de ajudar os outros pode reduzir pela metade o risco de morte prematura”.

Lembre-se, que somos muito do que pensamos. Por isso devemos controlar nossos pensamentos, nossa imaginação e nossas palavras para dirigir tudo em agradecimento ao que temos e para o que desejamos ter (e não para nossas carências). É incrível como ainda não acreditamos no poder de nossos pensamentos e imaginação e ainda vivemos negativamente nossos dias. É preciso mudar esse padrão. É preciso ter uma atitude mental positiva para que todas as energias se concentrem em nossa motivação e em nosso sucesso.

Pense nisso. Sucesso!

Ouse fazer!

Há pessoas que têm boa intenção de fazer as coisas. Elas são sinceras na sua intenção. Elas realmente querem fazer as coisas. O problema é que ficam na intenção. Não fazem! Não ousam fazer!
 Conheço pessoas que no início de cada ano fazem mil resoluções e promessas para si próprias. Fazem isso com uma grande intenção positiva. E depois, simplesmente não fazem. Não ousam fazer!
 Conheço pessoas que escrevem planos e projetos maravilhosos, com todos os detalhes de datas, responsáveis por cada ação, orçamento, etc. O problema é que o plano e projeto nunca se transformam em realidade. Fica no papel. Essas pessoas não colocam o plano ou projeto em execução. Não ousam fazer!
 Conheço pessoas que têm tudo na cabeça para salvar seu emprego. Elas sabem exatamente o que devem fazer, como devem fazer, quando devem fazer. O problema é que não fazem. Ficam esperando, esperando, nem elas mesmas sabem o quê estão esperando. Protelam a ação. Não ousam fazer! 
 Conheço pessoas que sabem exatamente o que fazer para salvar seu casamento, sua família e até o seu relacionamento com os filhos. Elas sabem tudo! Têm a boa intenção e o desejo de acertar. Contam detalhes de seu plano de mudar de vida. O problema é que não mudam. Ficam na boa intenção. Não ousam fazer!
 Conheço pessoas que fazem planos maravilhosos para conquistar uma coisa que desejam – uma casa nova, um apartamento, uma casa na praia, um pequeno sítio no interior. Fazem todas as contas de quanto devem economizar por mês. Sabem tudo. A intenção é linda! O problema é que tudo fica no papel, na intenção, no desejo. Não ousam fazer!
 Não estaremos você, eu e quase todo mundo nessa mesma situação? Temos dezenas de coisas excelentes que queremos fazer, sabemos como fazer, temos tudo para fazer e… simplesmente não fazemos? 
 Tenha a ousadia de transformar em realidade seus desejos. Tenha a ousadia de fazer!  
 Pense nisso. Sucesso!  

Parábola sobre o Amor

Havia um homem. Certa vez ele ouviu dizer que Deus é Amor e decidiu procurar esse amor. Começou a ouvir o que as pessoas diziam sobre isso.

* * *

Ouviu o seguinte:

“Eu amo a carne!”, disse um. Em seguida, foi e matou um cordeiro, assou-o e o comeu.

“E eu amo a caça! Posso acertar em qualquer ave em pleno vôo! Posso encontrar qualquer fera escondida na floresta densa, matá-la e tirar sua pele!”, disse outro.

“Que sorte, porque eu amo me vestir com peles”, disse uma jovem.

“E eu amo as flores!”, acrescentou outra; ela costumava colocar diversos ramalhetes de flores nos jarros e contemplar sua morte enquanto elas murchavam.

Que pena que as flores sem raízes tenham se convertido em um símbolo de amor e de beleza!

Outro homem disse:

“Eu amo tanto a minha mulher e minha paixão por ela é tão forte que a mataria se de repente ela me traísse com outro!”

Um militar acrescentou:

“Eu amo a glória mais que a todas as mulheres! Por um momento de glória, estou disposto a dar tudo!” E ele procura inimigos para enviar seu exército para a morte. Por uns momentos de glória, está disposto a perder vidas humanas.

Um imperador disse:

“Eu amo o poder! Eu dito as leis para o meu país! Todos têm que satisfazer meus desejos! E que tudo seja segundo minha vontade! Eu executo e eu perdoo! Eu inicio a guerra e eu estabeleço a paz!”

Ademais, o homem ouviu:

“Nós amamos a Deus! Por nossa fé estamos dispostos a morrer! Por nossa fé estamos dispostos a matar!”

* * *

O homem se horrorizou por tudo o que ouviu e exclamou: “Isto não pode ser amor!”

E as montanhas ressoaram: “Isto não é o amor!”

E exclamaram as aves: “Isto não é o amor!”

E as folhas sussurravam: “Isto não é o amor!”

E soaram os rios: “Isto não é o amor!”

E o oceano retumbou: “O que alguém quer para si e derrama o sangue do seu semelhante, não é o amor!”

Então, o homem foi para outro lugar.

* * *

Chegou a um país e viu ali um menino bondoso. Perguntou a ele: “O que amas?”

“Amo a minha mãe e a meu pai! Amo esta clareira no bosque cheio de flores! Amo também este rio e estas árvores! Amo cantar e dançar, trabalhar e jogar! Todos se alegram com meu amor! E todos me amam!”

O homem continuou seu caminho e viu um jovem enamorado, a quem também perguntou sobre o amor. Em resposta, o enamorado repetiu as palavras que uma vez disse a sua amada: “Seja feliz, meu amor! Ainda que fiques com outro, te repito: Seja feliz! Que saibas que me alegro por ti!”

O homem caminhou mais e viu um belo jardim, como se a terra mesma houvesse florescido! Viu um campo de trigo e o que havia cultivado isto. E perguntou-lhe:

“O que amas?”

“Amo esta terra! Faço jardins, cultivo trigo e flores e eles me dão seus frutos, sua beleza e seu aroma. Aquele que fez um belo jardim e a todos deu seu amor comerá frutos maravilhosos!”

O homem continuou sua viajem pelo país onde reinavam a ordem e a paz e viu prosperidade e abundância na vida daquele povo.

Finalmente, chegou ao governante daquele país e perguntou que era que ele amava?

O sábio governante lhe respondeu:

“Amo a meu país e a todos seus habitantes! Estou disposto inclusive a sofrer humilhações para prevenir a guerra e afiançar a paz para meu povo!”

O homem continuou seu caminho. Escutava e observava.

E um dia se encontrou com o Mestre da Alma que amava a Deus com todo seu coração.

Então, lhe perguntou:

“Diz-me, como Deus ama? Como é Seu Amor? Como conhecê-lo e como distinguir o que é o amor e o que não é?”

O Mestre respondeu:

“No amor não pode haver nenhum desejo para si! Todo aquele que possuir tal desejo não é amor, e sim, a paixão e os caprichos! O amor é o fundamento do universo! E também é a luz da alma!

Me perguntas como Deus ama?

A água flui e dá de beber a todos! Assim ama Deus!

A Terra cuida e sustenta a todas as criaturas! Assim ama Deus!

O sol brilha e ilumina tudo com sua luz! Assim ama Deus!

Tu também deves tratar de amar e sempre expressar tua ternura aos demais!

Se cultivas o amor dentro de ti, um dia poderás experimentar e ver Deus!”