LBV distribui kits pedagógicos para crianças sorocabanas

LBV distribui kits pedagógicos para crianças sorocabanasNa quarta-feira, 20, meninos e meninas atendidos pela Legião da Boa Vontade (LBV) na cidade de Sorocaba receberam os kits de material pedagógico arrecadados pela Instituição por meio da campanha Criança Nota 10 — Sem Educação não há Futuro!.

No início da programação, foi executada a Prece Ecumênica de Jesus, o Pai-Nosso, respeitosamente acompanhada pelo público presente. Na sequência, as crianças apresentaram músicas variadas interagindo com o público que esteve presente prestigiando o evento. No rosto de cada criança era notório o sorriso de satisfação e a alegria pela expectativa de mais um ano letivo. Ao receber o material, cada criança apressava-se em abri-lo e verificar os itens que ganharam.

Francisco Carlos de Freitas pai do menino Samuel, de 7 anos, esteve com o filho no evento. “Este kit pedagógico vai ajudar muito na educação dele. Com certeza ele vai ter mais facilidade em apreender, pois o material é muito bom. Gostaria de agradecer ao Presidente da Instituição José de Paiva Netto e todos os Amigos aqui deste Centro Comunitário por dar essa alegria ao meu filho”. disse o pai, emocionado.

A sra. Eliane Teixeira , mãe do menino Nikolas, também de 7 anos, fez coro com outros pais e agradeceu a ação solidária da LBV: “Eu sinceramente não tenho condições de comprar [os materiais pedagógicos]. Estou muito feliz, porque vocês pensam no futuro dele. Eu só tenho que agradecer este momento tão especial”.

Gustavo, de 7 anos, conta como é participar das atividades da Instituição: “Eu me sinto muito bem, respeitado. Gosto de todas as atividades que são desenvolvidas para mim e meus amigos. Esta mochila tem ótimos materiais e auxiliará bastante na minha educação”.
As entregas continuam durante o mês de fevereiro, em dezenas de cidades brasileiras. Faça parte dessa ação solidária!

Dirija-se à Unidade de atendimento da LBV mais próxima de você e colabore. Em Sorocaba, SP, o Centro Comunitário de Assistência Social está localizado na Rua Atanásio Soares, 3633 — Jd. São Guilherme. Para outras informações, ligue: (15) 3302-4034.

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Aspectos do Sofrimento

f67243c28b44718861f0121e8a426f78Era um dia quente de verão naquela cidade do interior do sul do Brasil. Mas apesar do calor a vida deveria seguir seu curso, normalmente.

O jovem trabalhador acordou cedo, como de costume, e enfrentou a alta temperatura com bom ânimo e coragem. Trabalhou o dia todo, atendeu pessoas, suou muito, e, ao final da tarde estava exausto.

Gostaria de ir para casa, tomar um banho, descansar, mas ainda teria que enfrentar uma sala de aula, sem ar condicionado.

“Sou um infeliz!”, pensou consigo mesmo. Mas o que fazer? Era preciso ir para a Universidade, pois era cumpridor de seus deveres e a responsabilidade o chamava. Jogou rapidamente um pouco de água fresca no rosto, pegou a tradicional pasta com os materiais de estudo, e lá se foi…

Caminhava pelas ruas e sentia mais e mais o desconforto do calor, a roupa úmida de suor, e se sentia ainda mais infeliz. “Oh vida dura! Não ter tempo nem para tomar um banho para aliviar a canseira, é demais”… Pensava.

“Ainda se eu tivesse um carro para não ter que enfrentar esse calor infernal do asfalto!”…

Subia uma ladeira, cabisbaixo, mergulhado nos próprios pensamentos, quando escutou, ao longe, uma melodia que alguém assoviava, com musicalidade e alegria. Olhou para trás, mas não avistou ninguém. Intrigado com o assovio que se tornava mais próximo a cada passo, percebeu que a sua frente algo se movia lentamente. Apressou o passo e foi se aproximando de um homem que se arrastava, lentamente, ladeira acima, com o auxílio das mãos.

O homem não tinha pernas, e uma lona de borracha envolta no que restara de suas coxas eram seus sapatos…

Como seus passos eram demasiado lentos, ele podia assoviar, admirar a paisagem, agradecer a Deus pela vida…

O jovem, diante daquela cena, sentiu-se profundamente constrangido.

Como pudera ter se deixado levar por tamanha ingratidão e infelicidade, por tão pouco?!…

Olhando a situação daquele homem que se movia com tanta dificuldade e expressava sua alegria assoviando, ele ergueu a cabeça e seguiu com outra disposição de ânimo. Agora ele já não se achava a mais infeliz das criaturas, só porque o suor e o cansaço o incomodavam no momento…

O sofrimento tem a dimensão que nós lhe damos.

Por vezes, mergulhamos de tal forma nos próprios problemas que não percebemos que eles são pequenos demais para nos tirar a disposição e a alegria de viver.

Há momentos em que as nossas lágrimas nos impedem de perceber o remédio, que está ao alcance de nossas mãos.

Às vezes é preciso que se apresente uma situação mais grave que a nossa, ou um problema maior, para que possamos avaliar as reais dimensões de nossos sofrimentos.

Isso não quer dizer que devamos ignorar as dificuldades que surgem no caminho, mas que devemos estar atentos para não permitir que nossas dores nos tornem egoístas e insensíveis.

É importante refletir sobre o que leva uma pessoa sem pernas, que se arrasta pelas ruas, a fazer isto assoviando em vez de reclamar e se considerar o mais infeliz dos seres.

Talvez essa pessoa entenda que a reclamação não tornaria a sua situação melhor, mas a alegria faz o sofrimento desaparecer.

Assim, por uma questão de inteligência e bom senso, quando a situação estiver muito difícil, lembre-se daquele homem que em vez de subir a ladeira chorando, sobe assoviando.

Afinal de contas, se a dor é inevitável, o sofrimento é opcional.