Conta a história que o conquistador espanhol Hernán Cortez, ao chegar às ilhas caribenhas na Bahia de Cuba para conquistar as Américas, percebeu o terror estampado na face dos tripulantes da sua esquadra. Todos estavam muito preocupados com a reação dos selvagens. Os europeus temiam pela sua própria vida diante de um inimigo desconhecido.
Observando essa reação, Cortez não hesitou e ordenou a todos que queimassem todos os navios de sua esquadra. Com isso, mostrou toda sua confiança e a visão de que não tinham alternativa: era vencer ou vencer.
Esse gesto e seu simbolismo foram decisivos para o encorajamento de toda a tropa e o resultado final todos nós conhecemos: a conquista irremediável das Américas pela colônia espanhola e Hernán Cortez se transformando em herói nacional.
Independente de sua veracidade, essa história se configura em uma metáfora poderosíssima.
Muitas vezes em nossa vida, temos de queimar nossos navios e rumar para o novo. Muitas vezes, temos de ter atitudes corajosas rompendo velhos paradigmas e encontrando soluções até então não navegadas.
É óbvio que é uma decisão complexa, pois envolve muitos riscos. Sobretudo, riscos pessoais, emocionais e fantasmas que veem à tona. O fato concreto, no entanto, é que em muitas situações ao queimar nossos navios, nos vemos sem alternativas e isso nos impulsiona a alcançar aquilo que parecia impossível.
No final do dia, a realidade é que para que você assuma seu protagonismo, construa seus projetos e realizações pessoais não existe muita opção: é com você mesmo.
Não deixe de fazer o que for necessário para a realização de seus sonhos.
Citando o memorável Fernando Pessoa, “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer o velhos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”
Queime seus navios, encontre sua travessia e não ouse ficar a margem de si mesmo!