O cão e o osso

Renata LombardiUm cachorro costumava atacar sorrateiramente e morder os calcanhares de quem encontrasse pela frente. 

Seu dono então, pendurou um sino em seu pescoço pois assim ele alertava as pessoas de sua presença onde quer que estivesse. 

O cachorro cresceu orgulhoso, e, vaidoso do seu sino caminhava tilintando-o pela rua. 

Um velho cão de caça então lhe disse: 

– Por quê você se exibe tanto? Este sino que carrega não é, acredite, nenhuma honra ao mérito, mas ao contrário, uma marca de desonra, um aviso público para que todas as pessoas o evitem por ser perigoso. 

Moral da História: 
Engana-se quem pensa que Notoriedade é fama.

A mais bela flor

Renata LombardiO estacionamento estava deserto quando me sentei para ler embaixo dos longos ramos de um velho carvalho.

Desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois o mundo estava tentando me afundar.

E se não fosse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante se chegou, cansado de brincar. Ele parou na minha frente cabeça pendente, e disse cheio de alegria:
– Veja o que encontrei:
Na sua mão uma flor, e que visão lamentável, pétalas caídas, pouca água ou luz.

Querendo me ver livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e me virei. Mas ao invés de recuar ele se sentou ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa:
– O cheiro é ótimo, e é bonita também… Por isso a peguei; ei-la, é sua.

A flor à minha frente estava morta ou morrendo, nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas eu sabia que tinha que pegá-la, ou ele jamais sairia de lá.
Então me estendi para pegá-la e respondi:
– O que eu precisava.

Mas, ao invés de colocá-la na minha mão, ele a segurou no ar sem qualquer razão. Nessa hora notei, pela primeira vez, que o garoto era cego, que não podia ver o que tinha nas mãos.

Ouvi minha voz sumir, lágrimas despontaram ao sol enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele jardim.
– De nada, ele sorriu.

E então voltou a brincar sem perceber o impacto que teve em meu dia. Me sentei e pus-me a pensar como ele conseguiu enxergar um homem auto-piedoso sob um velho carvalho.

Como ele sabia do meu sofrimento auto-indulgente?
Talvez no seu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão. Através dos olhos de uma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo, e sim EU.

E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradeci por ver a beleza da vida e apreciei cada segundo que é só meu. E então levei aquela feia flor ao meu nariz e senti a fragrância de uma bela rosa, e sorri enquanto via aquele garoto, com outra flor em suas mãos, prestes a mudar a vida de um insuspeito senhor de idade

A formiga e a pomba


Renata LombardiUma Formiga foi à margem do rio para beber água e, sendo arrastada pela forte correnteza, estava prestes a se afogar.

Uma Pomba que estava numa árvore sobre a água, arrancou uma folha e a deixou cair na correnteza perto dela. A Formiga subiu na folha e flutuou em segurança até a margem.

Pouco tempo depois, um caçador de pássaros veio por baixo da árvore e se preparava para colocar varas com visgo perto da Pomba que repousava nos galhos alheia ao perigo.

A Formiga, percebendo sua intenção, deu-lhe uma ferroada no pé. Ele repentinamente deixou cair sua armadilha e, isso deu chance para que a Pomba voasse para longe a salvo.

Moral da História: 
Quem é grato de coração sempre encontrará oportunidades para mostrar sua gratidão.

Nada é impossível

Renata LombardiCerta lenda conta que estavam duas crianças patinando em cima de um lago congelado. Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam sem preocupações.
De repente, o gelo se quebrou e uma das crianças caiu na água.

A outra criança, vendo que seu amiguinho se afogava debaixo do gêlo, pegou uma pedra e começou a golpear com todas as forças, conseguindo assim quebrar o gêlo e salvar seu amigo.

Quando os bombeiros chegaram e viram o que tinha acontecido, perguntaram ao menino: ” Como você fez isso ? É impossível que tenha quebrado o gêlo com essa pedra e suas mãos tão pequenas!”

Nesse instante, apareceu um ancião e disse: “Eu sei como ele fez isso.”

Todos perguntaram: “Como ? “

O ancião respondeu: ” Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não poderia fazer.”

A Boazinha

Que tipo de funcionária (o) é você?

Renata LombardiSabe aquela funcionária que sempre chega na hora certa, nunca falta, não reclama de nada e trabalha sempre até mais tarde? Ela é tão “boazinha”…

Pois é, ser “boazinha” nem sempre vai garantir o seu sucesso profissional e pessoal.

“Ela chega logo cedo ao trabalho, é sempre extremamente educada com todos, independente do posto que ocupem, traz sempre o sorriso nos lábios, é doce e gentil, está sempre a disposição de todos. Se oferece para tudo, mesmo que saiba que não tem condições de realizar todas aquelas tarefas ao mesmo tempo…”

Em toda empresa existem 3 tipos de funcionários: O Bom, o Ruim e o Bonzinho.

– O bom é aquele que tem um produto maravilhoso para vender, e vende: Ele mesmo! Tudo o que o bom faz, a empresa inteira fica sabendo.

– O ruim é aquele que sempre acha que tudo está errado, desde o chefe, seus colegas e até um simples “cafézinho”, para ele, é um problema.

– Enquanto o bom passa o dia falando bem dele mesmo e de seus feitos, o ruim passa o dia falando mal dos outros. Ao passo que o boazinho é aquele que nunca diz nada! Não tem argumento, é travado, não contribui para o desenvolvimento do seu trabalho e do grupo.

Nas empresas, de modo geral, o bom vai para cima, o ruim acaba saindo, mas o bonzinho… Fica sempre no mesmo lugar! Tem bonzinho que está na empresa há muito mais tempo que seu chefe, talvez desde a fundação da empresa!

A boazinha é acomodada e medrosa ao mesmo tempo. Quando ela pensa em deixar a empresa, está tão desatualizada do mercado, que não se vê realizando outra função, por outro lado, fica com medo, que por ter se tornado ultrapassada e velha, não consiga emprego melhor… Não arrisca, não troca o certo pelo duvidoso; duvidoso “aos olhos dela”!

Será que você é a “boazinha”??? Veja as 4 característica da “boazinha”:

– É apenas ouvinte, evita dar palpites porque tem medo de ser mal interpretada.
– Concorda com tudo. Aceita tudo sem questionar, principalmente  aquilo que não concorda. Por mais que saia prejudicada. Sua mente fica a mil/hora pensando em como dizer “não” àquele pedido, mas respira fundo e calmamente, aceita!
– Não desafia ninguém, evita conflitos, não gosta de competição. Prefere se rebaixar, se atolar em trabalho do que mostrar a sua posição.
– Detesta “aparecer”. Prefere o anonimato, não revela seus talentos. Quando surgem as raras oportunidades de fazer a diferença, ela age com apatia. Se tiver que matar um leão e se tornar a heroína da empresa, prefere se esconder em um local seguro e esperar até que ele morra de velho! Ou seja, tem a solução que vai revolucionar a empresa e deixar a sua marca, mas opta em ficar quieta, torcendo para que outra tenha uma ideia melhor que a sua. Resumindo: Tem medo de se lançar!

A boazinha é aquela funcionária que todo mundo quer ter como colega, porque é simpática, divertida, não cria problemas, elogia a todos, está sempre disposta a ajudar, mas que nunca é convidada para nenhum convívio em grupo. E, é por esta razão que, chefes e colegas, preferem que a boazinha continue onde está!

O tempo passa e a boazinha vai vendo seus colegas sendo promovidos, enquanto ela permanece ali, batendo palmas para o sucesso alheio. Muitas vezes, pessoas até, que a boazinha ensinou a chefiar, mas ela continua na mesma função de sempre…

Vale lembrar que todos nós começamos no mercado de trabalho como “boazinha”, antes de criarmos atitudes e passarmos a ser Boas ou Ruins. Aliás, os bonzinhos são ótimos funcionários, e os mais baratos!

Como deixar de ser a “boazinha”?

– Criar coragem. Não quer dizer que tenha que “chutar o pau da barraca”, mas precisa aprender a se valorizar, mostrando que também pensa, que também tem opinião. Claro que lentamente, até chegar ao ponto de discordar do que realmente interessa.

– Se atualizar na sua profissão, através de cursos de curta duração. Esses cursos alargam a visão, porque traz o convívio com pessoas de outras empresas e que já trabalham na área, e são bem sucedidas ou não. De qualquer forma, faz com que tenha novos parâmetros para sua carreira. A boazinha que não se recicla profissionalmente, perde a noção do mundo, vive a rotina “casa-trabalho-casa”.
– Mandar currículos para outras empresas, fazer entrevistas de emprego. Nestas entrevistas, a boazinha se vê obrigada a falar bem dela mesma e com isso, poderá aprender a reconhecer o seu valor e se tornar “Boa”!
– Aprender a dizer “NÃO, com jeitinho e educação, mas, com firmeza!

Quando somos Bons no nosso trabalho, pisamos no acelerador, se somos “bonzinhos”, andamos sempre com o pé no freio…

Comparados com outros profissionais do mercado, a boazinha leva uma grande vantagem, ela é boa, só precisa deixar de ser… boazinha!

*E, normalmente é comum achar boazinhas nos serviços públicos, que se acomodam anos a fio nesta função, até se aposentarem porque não BOAS ou não tem objetivos de crescer!!!

Miolo de pão

Renata LombardiUm casal tomava café no dia das suas bodas de ouro.

A mulher passou a manteiga na casca do pão e deu para o seu marido, ficando com o miolo

. Pensou ela:

– Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais meu marido e, por 50 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer o meu desejo”.

Para sua imediata surpresa o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse:

– Muito obrigado por este presente, meu amor. Durante 50 anos, sempre quis comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, eu jamais ousei pedir !

MORAL DA HISTÓRIA:

Você precisa dizer claramente o que deseja, não espere que o outro adivinhe…

Você pode pensar que está fazendo o melhor para o outro, mas o outro pode estar esperando outra coisa de você… Deixe-o falar. Peça-lhe para falar e quando não entender, não traduza sozinha. Peça que ele se explique melhor.

As relações humanas seriam muito melhores se entendêssemos isto!!!

Agindo com bom senso

Renata LombardiComo você costuma buscar a solução para os problemas que surgem na sua vida?

Talvez esta pergunta pareça tola, mas o assunto é de extrema importância quando desejamos corrigir o passo e evitar novos tropeços.

O que geralmente acontece, quando desejamos resolver algum problema, é fazer exatamente o caminho mais difícil.

No entanto, como o sucesso da ação depende do meio utilizado ou da estratégia criada para a solução, vale a pena pensar um pouco sobre nossa forma de agir.

Por vezes, nos movimentamos freneticamente para um lado e para o outro, e esquecemos de que movimentos desordenados não nos levarão a lugar nenhum.

Movimentar-se nem sempre significa agir com discernimento.

Comumente confundimos a urgência com a pressa, e atropelamos as coisas.

A situação pode exigir atitudes urgentes, o que não significa apressadas.

Quando agimos apressadamente, sem fazer uso da razão, é mais fácil o equívoco. Quando agimos sob o domínio da emoção, o resultado é quase sempre desastroso.

A emoção não é boa conselheira, quando se trata de resolver questões urgentes.

Um exemplo pode tornar mais fácil a nossa compreensão.

Se uma cobra venenosa nos morde e inocula seu veneno em nosso corpo, o que fazer?

Uns saem correndo atrás da víbora para matá-la, e acabar de vez com o problema, numa atitude insana de vingança.

Seria essa a decisão acertada?

A movimentação só faria o veneno se espalhar rapidamente pela corrente sanguínea, piorando as coisas.

No entanto, a ação mais eficaz seria buscar ajuda o mais breve possível, para evitar danos maiores.

Mas nem sempre a ira nos permite agir sensatamente.

Se uma pessoa nos ofende ou nos contraria frontalmente, geralmente revidamos ou mantemos o efeito do veneno durante dias, meses ou anos…

Ressentimento quer dizer sentir e voltar a sentir muitas vezes.

Quando isso acontece, a mágoa vai se tornando cada vez mais viva e mais intensa.

A ação mais acertada, neste caso, não seria tratar de eliminar o veneno de nossa intimidade?

Para tomar decisões lúcidas, é preciso fazer uso da razão, e não se deixar levar pela emoção.

Quando a emoção governa nossas ações, geralmente o arrependimento surge logo em seguida.

Assim sendo, é importante pensar bem antes de agir para evitar que, em vez de solucionar os problemas, os compliquemos ainda mais.

Se, num momento crítico, a emoção nos tomar de assalto, é melhor sair de cena por alguns instantes, ou deixar que os ânimos se acalmem, antes de qualquer atitude.

Quando agimos com calma, fazendo uso da razão, é mais fácil encontrar soluções definitivas, em vez de piorar as coisas.

*   *   *

Lembre-se de que, em vez de correr atrás da cobra que nos mordeu, é mais racional buscar a solução do problema.

Quando você estiver às voltas com um problema qualquer, lembre-se de que a solução ou a complicação dependerá da sua ação.

Por isso, busque tomar a decisão mais favorável à resolução.

Lembre-se, ainda, de que a pressa nem sempre é boa conselheira e procure agir com sabedoria, que é sinal de bom senso.

Agir ou reagir?

Renata LombardiVez ou outra ela nos atinge. É a violência que vige nas almas e se exterioriza em palavras e ações grosseiras.

Por vezes, a impressão que se tem é que a grande maioria dos seres anda armada contra seu semelhante.

São funcionários em estabelecimentos comerciais ou serviços públicos que parecem abarrotados de tarefas e, por isso mesmo, estressados.

Basta que se lhes peça uma pequena coisa a mais e pronto: lá vem uma resposta grosseira, que soa como um desabafo.

Às vezes, o que diz o funcionário não é verdadeiramente grosseiro, mas o tom de voz ou a inflexão que imprime aos seus vocábulos, agride.

São clientes que aguardam o atendimento nota dez e reclamam por ele não se apresentar.

Assim, em consultórios, é bastante comum se ouvir reclamações acerca do atraso do profissional. E quem ouve são as recepcionistas, as atendentes.

O próprio telefone tem se tornado uma arma violenta, na boca de uns tantos. Através dele, as criaturas se permitem gritar, esbravejar e dizer palavras que, normalmente, face a face, corariam de vergonha em utilizar.

Por tudo isso é deveras importante que principiemos a nos exercitar para agir nas mais intrincadas situações, a fim de evitar cedermos à onda de agressividade e má educação, que parece levar de roldão a quase todos.

Usar expressões mágicas como: Por favor. Seria possível? Poderia me fazer a gentileza? Com licença funcionam muito bem.

Contudo, preparar-se para desarmar quem agride, é imprescindível, mesmo para se evitar ser envolvido em situações constrangedoras.

Ante um funcionário que reclama do que lhe é solicitado, de bom alvitre solidarizar-se com ele, com frases como: Dificultosa esta sua tarefa, não é? Ou Deve estar sendo um dia difícil, não é mesmo?

Perante o cliente enfadado pela demora de mercadoria não recebida, do horário não respeitado, mostrar-se disposto a ajudar, verificar as razões da demora e informar com paciência.

Temos, de um modo geral, medo de pedir desculpas pois acreditamos que isto significa estar assumindo um erro, que nem sempre é nosso.

Mas na verdade, desculpar-se significa tomar ciência da frustração do cliente e atender a sua reclamação.

Em todo momento, buscar soluções é melhor do que perder tempo com discussões e resolver os problemas, antes que mais se agravem.

Promover a paz nem sempre significa sentar-se à mesa internacional das negociações para decidir sobre a extinção de minas terrestres, de armas nucleares.

Mas, com certeza, quer dizer desarmar-se, amar-se e amar o próximo, propondo e dispondo a calma, a sensatez e o entendimento.

*   *   *

Jesus, no Sermão da Montanha, declarou que seriam bem-aventurados os pacíficos, porque seriam chamados filhos de Deus.

Pacífico significa amigo da paz.

Paz é condição intrínseca da criatura, que se reflete em suas atitudes, dissertando da harmonia de que se reveste, não podendo ser alcançada senão à custa da disciplina e de férrea vontade.

Os dons

Renata LombardiNarra uma lenda de autor desconhecido que um homem entrou em uma loja e se aproximou do balcão.

Quem estava a atender era uma criatura maravilhosa. Tão bela que parecia uma fada, dessas saídas de um conto infantil.

O homem olhou para os lados e perguntou: O que é que você tem para vender?

Com um sorriso lindo, a jovem respondeu: Todos os dons.

O homem arregalou os olhos, manifestando interesse, e quis saber qual era o preço. Seria muito caro?

Não, foi a resposta. Aqui, nesta loja, tudo é de graça.

Ele olhou, maravilhado, jarros cheios de amor, vidros repletos de fé, pacotes de esperança e caixinhas de sabedoria.

Resolveu fazer o seu pedido: Por favor, quero muito amor, um vidro de fé, bastante felicidade para mim e toda a minha família.

Com presteza, a moça preparou tudo e lhe entregou um embrulho muito pequeno, que cabia na sua mão.

O homem se mostrou surpreso e perguntou outra vez:

Será possível? Está tudo aqui mesmo? É tão pequeno o embrulho!

Sorrindo sempre, a jovem falou: Meu querido amigo, nesta loja, onde temos todos os dons, não vendemos frutos. Concedemos apenas as sementes.

*   *   *

As sementes das virtudes se encontram em nós. Somos a loja dos dons. O que necessitamos é investir na semeadura.

Se desejamos que frutifique o amor, é preciso que nos disponhamos a amar. E o exercício começa quando executamos bem as tarefas que nos constituem dever. Prossegue no trato familiar, com pais, irmãos, cônjuges e se amplia no rol das amizades.

Depois, atravessa a cerca dos afetos e passa a agir entre aqueles que simplesmente encontramos na rua, no ônibus, no mercado, no banco.

A fé não é adquirida de rompante. Necessita ser pensada, estudada, reflexionada. O exercício inicia com a contemplação da natureza. Os dias frios, os dias quentes, o sol, a lua, as estrelas, as árvores que balançam ao vento e as flores multicoloridas nos jardins.

Alonga-se com a visão dos mundos, das coisas infinitamente pequenas e daquelas infinitamente grandes. A harmonia de tudo nos remete a uma confiança irrestrita, uma certeza inabalável que se chama fé.

A felicidade frutifica quando, plenos de amor e de fé, vivemos cada dia com intensidade, sem igual, saboreando cada minuto como se fosse o único, o último, o derradeiro.

*   *   *

Mudar é um ato de coragem. É a aceitação plena e consciente do desafio.

É trabalho árduo, para hoje. É trabalho duro, para agora.

E os frutos seguramente virão no amanhã, talvez não muito distante.

Mas, quando temos certeza de estar no rumo certo, a caminhada é tranquila.

Quando temos fé e firmeza de propósito é fácil suportar as dificuldades do dia-a-dia.

Pensemos nisso. Invistamos nas virtudes ainda hoje.

Professor paciente

Professor pacienteHavia um aluno muito agressivo e inquieto naquela escola.

Ele perturbava a classe e arrumava freqüentes confusões com os colegas.

Era insolente e desacatava a todos.

Repetia os mesmos erros com freqüência.

Parecia incorrigível.

Os professores não mais o suportavam.

Cogitaram até mesmo de expulsá-lo do colégio.

Antes disso, porém, entrou em cena um professor que resolveu investir naquele aluno.

Todos achavam que era perda de tempo, afinal, o jovem era um caso perdido.

Mesmo não tendo apoio de seus colegas, o professor começou a conversar com aquele jovem nos intervalos das aulas.

No início era apenas um monólogo, só o professor falava.

Aos poucos, ele começou a envolver o aluno com suas próprias histórias de vida e com suas brincadeiras.

De modo gradativo, professor e aluno construíram uma ponte entre seus mundos.

O professor descobriu que o pai do rapaz era alcoólatra e espancava o garoto e sua mãe.

Compreendeu que o jovem, aparentemente insensível, já tinha chorado muito e, agora, suas lágrimas pareciam ter secado.

Entendeu que sua agressividade era uma reação desesperada de quem pedia ajuda.

Só que ninguém, até então, havia decifrado sua linguagem.

Era mais fácil julgá-lo do que entendê-lo.

O sofrimento da mãe e a violência do pai produziram zonas de conflito na memória do rapaz.

Sua agressividade era um eco da violência que recebia.

Ele não era réu, era vítima.

Seu mundo emocional não tinha cores.

Não lhe haviam dado o direito de brincar, de sorrir e de ver a vida com confiança.

Agora estava perdendo também o direito de estudar, de ter a única chance de progredir.

Estava para ser expulso do Colégio.

Ao tomar consciência da real situação, o professor começou a conquistá-lo.

O jovem sentiu-se querido, apoiado e valorizado, pela primeira vez na vida.

O professor passou a educar-lhe as emoções.

Ele percebeu, logo nos primeiros dias, que por trás de cada aluno arredio, de cada jovem agressivo, há uma criança que precisa de afeto.

Em poucas semanas todos estavam espantados com a mudança ocorrida.

O rapaz revoltado começou a demonstrar respeito pelos outros.

Abandonou sua agressividade e passou a ser afetivo.

Cresceu e tornou-se um aluno extraordinário.

Tudo isso porque alguém não desistiu dele.

*   *   *

Professores ou pais, todos queremos educar jovens dóceis e receptivos.

Queremos ver brotar diante de nossos olhos as sementes que semeamos.

No entanto, são os jovens que nos desapontam, que testam nossa qualidade de educadores.

São filhos complicados que testam a grandeza do amor dos pais.

São os alunos insuportáveis que testam a capacidade de humanismo dos mestres.

Pais brilhantes e professores fascinantes não desistem dos jovens, mesmo que eles causem frustração e não lhes dêem o retorno imediatamente esperado.

Paciência é o segredo.

A educação do afeto é a meta.

Os alunos que mais decepcionam hoje poderão ser aqueles que mais alegrias nos trarão no futuro.

Basta investir tempo e dedicação a eles.

Pense nisso.

O poder da escolha

Renata LombardiA todo instante fazemos escolhas em nossas vidas.

Até mesmo o fato de não escolher, já é uma escolha.

Escolhemos sair ou ficar em casa, escolhemos terminar o trabalho hoje ou deixar para amanhã, se queremos andar com fulano ou ciclano…

Tudo na vida é uma questão de escolha.

O fato é que as escolhas têm consequências. Todas as escolhas têm consequências!

O que precisamos avaliar é que ao decidirmos seguir um caminho, realizar um sonho, conquistar uma meta iremos pagar um preço por isso.   É uma escolha.

Podemos perder algo, mas também podemos ganhar algo.

A dica é que você reflita sobre suas atitudes, procure ser menos impulsivo e perceba que não existe o certo e o errado: tudo é uma questão de valorização pessoal e uma avaliação sobre “o que se ganha e o que se perde com cada escolha que fazemos”.

Não quero aqui, de forma alguma, pregar minha escala de valores, tampouco julgar suas escolhas, apenas alertá-lo que, se estiver consciente das consequências, talvez sua vida comece a ter resultados mais acertados a cada dia.

Lembre-se: Todas as escolhas têm consequências, reflita antes de agir.

E creia: você terá mais liberdade de dizer sim ou não para os eventos de sua vida e com certeza irá se arrepender bem menos de resultados diferentes dos esperados.

(Padre Marcelo Rossi )

É só ter a estratégia correta…

Renata LombardiUm casal de idosos estava em um acampamento havia alguns dias, quando uma família aproximou-se. Assim que a caminhonete da família parou, o casal e seus três filhos desceram do carro. Uma das crianças descarregou depressa a geladeira de isopor, mochilas e outros itens, enquanto outras duas rapidamente montaram as barracas. Tudo ficou pronto em quinze minutos.

O casal de idosos ficou surpreso.

Pessoal, não há dúvida de que vocês trabalham muito bem em equipe, disse admirado o senhor de idade avançada, ao pai daquela família.

Temos um sistema, replicou o pai, ninguém vai ao banheiro a menos que as barracas estejam montadas.

PENSAR É CRER

Se você anda tão triste
 
Chorando que nem criança
 
A torturante lembrança
 
De um mal acontecimento
 
Saiba que a solução
 
Não é chorar com razão
 
é trocar de pensamento.
 
Renata Lombardi
Não são os fatos que fazem
 
A vida de uma pessoa
 
A vida é má ou boa
 
Conforme o seu pensamento
 
Há no seu interior
 
Uma força superior
 
Que desfaz o sofrimento.
 
Os fatos não vão na frente
 
Da vida e dos seus efeitos
 
Os fatos é que são feitos
 
Do seu próprio pensamento
 
Mudando sua cabeça
 
Nova vida já começa
 
Neste preciso momento.
 
          
 
   É melhor você saber
 
Que, na vida, sobe ou desce
 
Passa fome ou enriquece
 
Vence, perde, fica ao vento
 
Sofre, se alegra, tem paz
 
Vai em frente ou volta atrás
 
Conforme seu pensamento
 
Pois agora, se você
 
Sofre grave depressão
 
Sem nenhuma reversão
 
Apesar de tratamento
 
A cura se estabelece
 
Como milagre da prece
 
Ao trocar de pensamento.
 
Não é pensando tristeza
 
Que a sua vida se arruma
 
A ROSA SEMPRE PERFUMA
 
O ESPINHO É SEMPRE ESPINHENTO
 
TRISTEZA GERA TRISTEZA
 
Não se muda a natureza
 
Se troca de pensamento!
 
Pois então, diga e repita
 
Sem parar um só instante:
 
– Eu sou alegre e radiante,
 
Cheio de contentamento.
 
Sou feliz, muito feliz!
 
Querem saber o que eu fiz?
 
EU TROQUEI DE PENSAMENTO
Renata LombardiRenata LombardiRenata Lombardi
 

Você é arrogante?

Renata LombardiQuando o Dr. Pedro recebeu o empresário, este logo começou a falar sobre suas conquistas, manifestando uma enorme arrogância. Afirmava ter erguido sua companhia do nada, sozinho. Nem seus pais tinham lhe dado um centavo. Trabalhara para pagar a faculdade. 

Então Pedro falou: você fez tudo sozinho. 

 Respondeu: Fiz! 

Pedro insistiu: ninguém nunca lhe deu nada: Nada! 

Então, Pedro perguntou: quem trocou suas fraldas? Quem o alimentou quando bebê? Quem trabalhou para sustentá-lo? Quem o ensinou a ler e a escrever? Quem lhe deu os empregos que o mantiveram na faculdade? Quem lhe deu o primeiro emprego depois de formado? Quem serve a comida na lanchonete da sua empresa? Quem limpa sua casa? 

A arrogância não é exclusiva de uma classe econômica. Pode ser encontrada entre ricos e pobres, pessoas cultas ou ignorantes. O pior de tudo é que a maioria das pessoas que agem assim não se acham arrogantes, e por isso não mudam. 

Conselhos sábios…

Renata LombardiO menino observava seu avô escrevendo em um caderno, e perguntou:

– Vovô, você está escrevendo algo sobre mim?

O avô sorriu, e disse ao netinho:

– Sim, estou escrevendo algo sobre você. Entretanto, mais importante do que as palavras que estou escrevendo, é este lápis que estou usando. Espero que você seja como ele, quando crescer.

O menino olhou para o lápis, e não vendo nada de especial, intrigado, comentou:

– Mas este lápis é igual a todos os que já vi. O que ele tem de tão especial?

– Bem, depende do modo como você olha. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir vivê-las, será uma pessoa de bem e em paz com o mundo – respondeu o avô.

Primeira qualidade: Assim como o lápis, você pode fazer coisas grandiosas, mas nunca se esqueça que existe uma “mão” que guia os seus passos, e que sem ela o lápis não tem qualquer utilidade: a mão de Deus.

Segunda qualidade: Assim como o lápis, de vez em quando você vai ter que parar o que está escrevendo, e usar um “apontador”. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas ao final, ele se torna mais afiado. Portanto, saiba suportar as adversidades da vida, porque elas farão de você uma pessoa mais forte e melhor.

Terceira qualidade: Assim como o lápis, permita que se apague o que está errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos trazer de volta ao caminho certo.

Quarta qualidade: Assim como no lápis, o que realmente importa não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro dele. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você. O seu caráter será sempre mais importante que a sua aparência.

Quinta qualidade: do lápis: Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida deixará traços e marcas nas vidas das pessoas, portanto, procure ser consciente de cada ação, deixe um legado, e marque positivamente a vida das pessoas.

O espinho de hoje será a flor de amanhã…

Renata LombardiCerta vez, um homem pediu a Deus uma flor e uma borboleta. Mas Deus lhe deu um cacto e uma lagarta. 

O homem ficou triste, pois não entendeu por que o seu pedido veio errado. Daí pensou: 

Também, com tanta gente para atender. E resolveu não questionar.

 Passado algum tempo, o homem foi verificar o pedido que deixou esquecido. 

Para sua surpresa, do espinhoso e feio cacto havia nascido a mais bela das flores. E a horrível lagarta transformara-se em uma belíssima borboleta. 

Deus sempre age certo! O seu caminho é o melhor, mesmo que aos nossos olhos pareça estar dando tudo errado. Se você pediu uma coisa a Deus e recebeu outra, confie. 

Tenha certeza de que Ele dá o que você precisa, no momento certo.

Nem sempre o que você deseja é o que você precisa. Como Ele nunca erra na entrega dos pedidos, siga em frente sem murmurar ou duvidar.

Quando Deus quer, não tem jeito…

Renata LombardiUma senhora muito pobre telefonou para um programa cristão de rádio pedindo ajuda.

Um bruxo do mal que ouvia o programa resolveu pregar-lhe uma peça. Conseguiu seu endereço, chamou seus secretários e ordenou que fizessem uma compra e levassem para a mulher, com a seguinte orientação:

– Quando ela perguntar quem mandou, respondam que foi o DIABO!

Ao chegarem na casa, a mulher os recebeu com alegria e foi logo guardando os alimentos.

Os secretários do bruxo, conforme a orientação recebida, lhe perguntaram:

– A senhora não quer saber quem lhe enviou estas coisas?

A mulher, na simplicidade da fé, respondeu:

– Não, meu filho. Não é preciso. Quando Deus manda, até o diabo obedece!

Você é insubstituível?

Renata LombardiO CEO nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos mostra gráficos e olhando nos olhos de cada um ameaça: “ninguém é insubstituível”. A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

 De repente um braço se levanta… 

– Alguma pergunta? – E o CEO se prepara para triturar o atrevido.
– Tenho sim. E o Beethoven? 
– Como? – O CEO encara o gestor confuso.
– O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substitui o Beethoven? 
Silêncio…
– Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Picasso? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Tiger Woods? Albert Einstein?

Todos esses talentos marcaram a história e portanto são insubstituíveis. Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos.

Se você ainda está focado em “melhorar as fraquezas” de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande.

Em que grupo você quer estar…

Renata LombardiNa faculdade de medicina um velho professor, com grande dose de paciência, tentou começar a aula, mas não conseguiu. Pediu silêncio educadamente e nada. O professor perdeu a paciência e levantando a voz disse:

“Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez. Desde que comecei a lecionar, isso já faz muito anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil.

O interessante é que esta porcentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais.

É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranquilo sabendo ter investido nos melhores.

Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de …”.

Onde foi parar o tempo que ganhamos…

Renata LombardiHavia mais terrenos baldios. E menos canais de televisão. Leite vinha num saco. Ou então o leiteiro entregava em casa, em garrafas de vidro.

Cozinhava-se com banha de porco. Toda dona-de-casa tinha uma lata de banha debaixo da pia.
O barbeador era de metal, e a lâmina era trocada de vez em quando. Mas só a lâmina.
As casas tinham quintais. Os quintais tinham sempre uma laranjeira, ou uma pereira, ou um pessegueiro.
Comíamos fruta no pé. 
Minha vó tinha fogão à lenha. E compotas caseiras abarrotando a despensa. E chimia de abóbora, e uvada, e pão de casa.
O café passava pelo coador de pano. As ruas cheiravam a café.
As lojas de discos vendiam long plays e fitas K7.
Supimpa era ter um três-em-um: toca-disco, toca-fita e rádio AM (não havia FM).
Os telefones tinham disco. Discava-se para alguém. Depois, punha-se o aparelho no gancho. Telefone tinha gancho. E fio.

Se o seu filho estivesse no quarto dele e você no seu escritório, você dava um berro pra chamar o guri, em vez de mandar um e-mail ou um recado pelo MSN.

Tudo era mais demorado, mais difícil, mais trabalhoso.

Então, por que hoje “engolimos” o almoço? 
Então, por que estamos sempre atrasados?
Então, por que ninguém mais bota cadeiras na calçada?

Alguém pode me explicar onde foi parar o tempo que ganhamos?