Espírito e laboratório

Paiva Netto

LBV, Rio-92 e os desafios da Rio+20Notícia recente pôs em evidência a tese do médico norte-americano Stuart Hameroff e do físico britânico sir Roger Penrose segundo a qual a existência da Alma pode ser comprovada cientificamente. Tomando por base uma teoria de 1996, sugerem que o cérebro seria uma máquina biológica, com 100 bilhões de neurônios, funcionando como rede de informação.

Entrevistados pelo jornal inglês “Daily Mail”, os pesquisadores explicaram a teoria quântica da consciência, pela qual as Almas estariam contidas em estruturas denominadas microtúbulos, localizadas, por sua vez, nas células cerebrais. A gravidade quântica nesses microtúbulos é, na opinião deles, a responsável pelas experiências da consciência.

Exemplifica o dr. Hameroff: “Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir, os microtúbulos percam seu estado quântico. A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída. Ela não pode ser destruída; simplesmente, é distribuída e dissipada pelo universo. (…) Se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos, e ele passa por uma EQM (experiência de quase-morte)”.

O ESPÍRITO E A MENTE

Ainda são teorias.
Mas observamos crescente interesse sobre o tema, cujo campo de pesquisa é muito vasto. Todavia, necessário se faz ressaltar que o Espírito ou a Alma não se resume a uma projeção da mente carnal, o raciocínio material. Trata-se de essência eterna e inteligente que, enquanto ligada ao corpo — por um fio luminoso que se desprende por efeito da morte —, anima a vida como a conhecemos no mundo. Salomão, o governante sábio, em Eclesiastes, 12:6 e 7, fala-nos desse “fio de prata”, que, ao se romper, leva o pó (corpo) de volta à terra de onde veio, e o Espírito retorna a Deus, que o concedeu. Na verdade, como há décadas dizemos, o Espírito não é simples projeção da mente.
A CIÊNCIA CHEGARÁ AO ESPÍRITO

Escrevendo no “Jornal de Brasília”, em 20/6/1991, afirmei que tempo há de vir em que o Espírito será claramente levado por todos em consideração. A Ciência está chegando até ele: o que a Religião intui a Ciência um dia comprovará em laboratório. Ciência sem Religião pode tornar-se secura de Alma. Religião sem Ciência pode descambar para o fanatismo. Por isso, na era ideal que todos desejamos ver surgir no horizonte da História, a Ciência (cérebro, mente), iluminada pelo Amor (Religião, coração fraterno), elevará o ser humano à conquista da Verdade. Assim como houve acelerado progresso material neste século vinte (estávamos em 1991) — rapidamente passamos da carroça para o foguete interplanetário —, ocorrerá o mesmo no campo do sentimento (Espírito), de modo que se estabeleça um mundo mais apreciável. Conforme dizia o poeta e jornalista Alziro Zarur (1914-1979): “Atingir o equilíbrio é a meta suprema. O Bem nunca será vencido pelo mal”. O equilíbrio virá quando a criatura, pelo Amor ou pela Dor, compreender que é preciso aliar à inteligência do cérebro a do coração. De qualquer forma a Humanidade evolui sempre… Ou será que, materialmente falando, estamos ainda nos tempos das cavernas?!… Evidente que não! O mesmo se dará no campo moral-espiritual, e creio que mais pelo efeito da Mestra Dor, que, por sinal, é a libertação da Alma.

 

NATAL MAIS FELIZ

Está em plena atividade a tradicional Campanha “Natal Permanente da LBV — Jesus, o Pão Nosso de cada dia!”, para proporcionar um Natal mais feliz a milhares de famílias de baixa renda. Muitos amigos têm trazido a sua colaboração, a exemplo da banda gaúcha Nenhum de Nós, que vestiu a camisa da LBV.

Em Porto Alegre, a Legião da Boa Vontade está localizada na Av. São Paulo, 722, esquina com a Av. São Pedro, no bairro São Geraldo. Para outras informações, ligue: (51) 3325-7000.

 

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* José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter). Filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central.

Representantes da Uniesp visitam Legião da Boa Vontade, em Sorocaba.

Sérgio Serrano

Integrantes da União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo (Uniesp) visitaram as dependências do Centro Comunitário de Assistência Social, da Legião da Boa Vontade, no interior paulista.

Percorrendo as instalações da Unidade Socioeducacional, os visitantes foram surpreendidos com músicas de boas-vindas entoadas pelo Coral Ecumênico Infantil Boa Vontade, ensaiadas durante as oficinas de música, que faz parte do programa LBV — Criança: Futuro no Presente!.

Aos representantes da diretoria e da coordenação da Uniesp foi apresentado todo o trabalho desenvolvido pela Instituição no município. Simone Monteiro, diretora do polo sorocabano de ensino, ficou bastante encantada com o que presenciou. Para ela, “em cada detalhe do trabalho [da LBV] é notável o carinho e o amor com que é feito”.

A Legião da Boa Vontade recebeu dos visitantes a doação de centenas de litros de óleos arrecadados por meio do projeto Uniesp Solidária. Os itens comporão as cestas de alimentos que serão destinadas às famílias amparadas pelo trabalho social da LBV.

Sobre a mobilização realizada com os alunos da faculdade, Simone ressaltou a importância de estimulá-los a contribuírem solidariamente com a população da cidade: “A nossa filosofia se assemelha com a filosofia da LBV, que é a de ajudar ao próximo, sempre!”, lembrou.

De acordo com a coordenadora, a parceria será contínua. Além de alimentos não perecíveis, a Uniesp doará brinquedos à LBV, além de incentivar que voluntários estejam à disposição para atuarem de acordo com o atendimento já realizado pela Entidade em Sorocaba, interior paulista.

O Centro Comunitário de Assistência Social, da Legião da Boa Vontade, está localizado na Rua Atanásio Soares, 3633 — Jardim São Guilherme. Para outras informações ligue: (15) 3302-4034.

Porque ou “para que”?

Quando alguma coisa, boa ou ruim; agradável ou desagradável; alegre ou triste e, principalmente quando algo negativo acontece em nossa vida, temos a tendência de perguntar “por que isso está acontecendo comigo?”. Queremos uma explicação dos motivos com a pergunta “por que?”. Ficamos o tempo todo buscando uma causa e quase sempre nos achamos injustiçados: “eu não merecia isto!”.

Conheço pessoas que acabam se revoltando contra tudo e até contra Deus quando alguma coisa desagradável e inesperada ocorre. Temos que entender que ninguém está livre de acontecimentos desagradáveis. Temos que ter a inteligência e o bom senso de entender que imprevistos acontecem e em vez de perguntarmos o tempo todo “por que?” deveríamos buscar aprender com os acontecimentos nos perguntando “para que?” e tirar lições que por certos existem em meio aos acontecimentos da vida, agradáveis ou desagradáveis, bons ou ruins como comentamos acima.

Perguntando “para que?” em vez de “por que?” dirigiremos nossa mente para buscar as lições escondidas nos acontecimentos. Perguntando “para que?” abriremos nosso coração para mudar o que deve ser mudado e muitas vezes evitaremos a repetição de acontecimentos desagradáveis e permitiremos que coisas boas se repitam em nossa vida.

E não devemos, portanto, perguntar “para que?” somente nos acontecimentos ruins e nos momentos tristes. Devemos fazer essa mesma pergunta em nosso sucesso, em nossas conquistas. Ao perguntarmos “para que?” talvez descubramos o quanto pessoas mais necessitadas precisam de nós; o quanto temos e que podemos dar aos que menos têm; ou o quanto devemos ser agradecidos às pessoas que nos ajudaram.

Pense nisso. Pergunte “para que?” em vez de “por que?”. Sucesso!

Você é aquilo que pensa!

Encontro pessoas que se acham infelizes, carentes e que nunca conseguem o que desejam. São pessoas muito negativas que vivem num mundo mental de negatividade. É sempre bom lembrar da importância dos quadros mentais para a nossa motivação e, portanto, para nosso sucesso.

Se você se deixar  dominar por pensamentos negativos, sentimentos de fracasso, se não for capaz de ver o lado positivo das coisas e das pessoas, terá dificuldade em obter o sucesso que tanto deseja. O pensamento e a imaginação têm um efeito direto em nosso modo de agir e em nosso modo de ser. As pesquisas vêm se multiplicando no sentido de mostrar que você, de fato, é muito daquilo que você pensa. Você é o produto da forma como pensa, como se imagina, como se vê. Muitos autores afirmam que se tivermos uma mentalidade de escassez e se avaliarmos nossa vida em termos de nossas carências, estaremos colocando energia no que não temos e esta continuará sendo a nossa experiência.

Assim, a primeira coisa a fazer para vencer esses pensamentos de escassez, é aprender a valorizar o que se tem ao invés de focar apenas no que não se tem. Isso é fundamental para uma saúde mental positiva. Pessoas que valorizam e agradecem aquilo que possuem – sua saúde, seus bens, seus amigos e sua família, são muito mais felizes, dizem as pesquisas. Pessoas que vivem se achando pobres e carentes demais, injustiçadas e perseguidas acabam atraindo para si essa realidade a partir das imagens criadas em suas mentes.

Da mesma forma, pessoas que ajudam as outras e participam de sua comunidade igualmente são mais felizes. As pesquisa da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos nos levam à mesma conclusão. Pesquisadores trabalharam durante cinco anos com 423 casais que tinham o hábito de ajudar outras pessoas e concluíram que “ter o hábito de ajudar os outros pode reduzir pela metade o risco de morte prematura”.

Lembre-se, que somos muito do que pensamos. Por isso devemos controlar nossos pensamentos, nossa imaginação e nossas palavras para dirigir tudo em agradecimento ao que temos e para o que desejamos ter (e não para nossas carências). É incrível como ainda não acreditamos no poder de nossos pensamentos e imaginação e ainda vivemos negativamente nossos dias. É preciso mudar esse padrão. É preciso ter uma atitude mental positiva para que todas as energias se concentrem em nossa motivação e em nosso sucesso.

Pense nisso. Sucesso!

Ouse fazer!

Há pessoas que têm boa intenção de fazer as coisas. Elas são sinceras na sua intenção. Elas realmente querem fazer as coisas. O problema é que ficam na intenção. Não fazem! Não ousam fazer!
 Conheço pessoas que no início de cada ano fazem mil resoluções e promessas para si próprias. Fazem isso com uma grande intenção positiva. E depois, simplesmente não fazem. Não ousam fazer!
 Conheço pessoas que escrevem planos e projetos maravilhosos, com todos os detalhes de datas, responsáveis por cada ação, orçamento, etc. O problema é que o plano e projeto nunca se transformam em realidade. Fica no papel. Essas pessoas não colocam o plano ou projeto em execução. Não ousam fazer!
 Conheço pessoas que têm tudo na cabeça para salvar seu emprego. Elas sabem exatamente o que devem fazer, como devem fazer, quando devem fazer. O problema é que não fazem. Ficam esperando, esperando, nem elas mesmas sabem o quê estão esperando. Protelam a ação. Não ousam fazer! 
 Conheço pessoas que sabem exatamente o que fazer para salvar seu casamento, sua família e até o seu relacionamento com os filhos. Elas sabem tudo! Têm a boa intenção e o desejo de acertar. Contam detalhes de seu plano de mudar de vida. O problema é que não mudam. Ficam na boa intenção. Não ousam fazer!
 Conheço pessoas que fazem planos maravilhosos para conquistar uma coisa que desejam – uma casa nova, um apartamento, uma casa na praia, um pequeno sítio no interior. Fazem todas as contas de quanto devem economizar por mês. Sabem tudo. A intenção é linda! O problema é que tudo fica no papel, na intenção, no desejo. Não ousam fazer!
 Não estaremos você, eu e quase todo mundo nessa mesma situação? Temos dezenas de coisas excelentes que queremos fazer, sabemos como fazer, temos tudo para fazer e… simplesmente não fazemos? 
 Tenha a ousadia de transformar em realidade seus desejos. Tenha a ousadia de fazer!  
 Pense nisso. Sucesso!  

SAIBA PERDER

Luiz Marins

           Assim como um campeonato esportivo, a vida também é feita de vitórias e derrotas. Não conheço time algum que só tenha vencido.  Pelo contrário, conheço excelentes times, campeões, que sofreram fragorosas derrotas até para times pequenos, sem expressão alguma. Há sempre inúmeras explicações e justificativas para as derrotas de um time campeão, mas nenhuma explicação ou justificativa muda o resultado do jogo. Perder faz parte do jogo.

Da mesma forma não conheço nenhum esportista individual que não tenha sofrido uma derrota. Tenistas, boxeadores, nadadores campeões, todos já experimentaram o amargo sabor de uma derrota. O que um time ou um esportista individual fazem quando perdem é analisar as causas, os motivos, os erros que levaram à derrota. Em seguida, a tarefa é aumentar o treinamento, reforçar os pontos fortes e trabalhar para acabar com os pontos fracos para voltar a vencer. Assim, o esportista ou o time aproveitam a derrota para aprender.

E o bom técnico de um esportista ou de um time aproveita a derrota para mostrar ao esportista ou aos jogadores que não se pode diminuir, desprestigiar, “esnobar” ou menosprezar um adversário, por menor ou mais fraco que seja. Um bom técnico aproveita a derrota para mostrar que não se pode ter “salto alto” e que a humildade é um atributo de valor para um bom esportista e para um bom time.

E, um bom técnico, ao mesmo tempo, afirma que perder faz parte do jogo e reafirma que a missão é vencer, motivando o esportista, o time e cada um dos jogadores para que esqueçam a derrota, lembrem que são vencedores e que a derrota foi apenas um acidente de percurso que todos experimentam um dia na vida. Mesmo os campeões.

A mesma atitude temos que ter frente às derrotas na vida. Nem sempre ganhamos. Muitas vezes, nossas derrotas, pequenas ou grandes, são inexplicáveis para nós mesmos e para o mercado. Tentamos explicar, justificar, entender. Mas nada nos fará reverter o resultado do jogo perdido e da derrota passada.

Nessa hora o importante é não “jogar a toalha”. É tirar as lições da derrota, treinar com ainda mais afinco e voltar a vencer. Com garra e humildade, com vontade e determinação. Ficar “curtindo” a derrota pode nos levar à depressão e nos tornar eternos derrotados. E aí mora o perigo!

Conheço empresas e empresários que têm enorme dificuldade em absorver as derrotas. Entram em profunda crise quando perdem um contrato, quando perdem uma venda. Começam uma busca insana de “culpados” e instalam uma “caça às bruxas” que leva toda a empresa a um profundo clima de desmotivação. Fazem uma dispensa geral de funcionários, um verdadeiro escândalo que impede a criatividade futura, castram o inovar, o tentar, o questionar. Conheço empresas que desmontam times vencedores na primeira derrota. Fazem a administração pelo medo, pela punição.

Em vez de aproveitarem a perda de um contrato, de uma concorrência, de uma venda para fazer a empresa crescer, o time aprender, fazem exatamente o oposto. A derrota acaba sendo um “desaprender” levando a empresa a um processo depressivo que pouco agrega ao futuro.

Uma derrota bem analisada é um excepcional material de aprendizagem. Pode ser um “case” rico para mudanças necessárias em processos, procedimentos, atitudes e comportamentos.

Na verdade, aprendemos muito mais com as derrotas do que com as vitórias, quase sempre comemoradas sem análise e que podem levar a empresa a pensar que não precisa empreender mudanças. As vitórias sucessivas poderão nos cegar, nos tornar arrogantes e com essas atitudes poderemos estar justamente pavimentando o caminho para futuras derrotas.

Na análise que fazemos com empresas de sucesso, verificamos que derrotas do passado as fizeram mudar. Foram justamente as pequenas ou grandes derrotas, pequenas ou grandes crises que criaram as condições e o clima para o repensar, o reavaliar, o refazer. Repensando, reavaliando o todo ou algumas partes, essas empresas encontram um novo caminho. Encontram o caminho do sucesso que hoje possuem. Muitas declaram sem medo ou vergonha que foi, justamente “graças às derrotas e crises” que tiveram a coragem de mudar e a disposição e a garra para vencer.

A verdade, portanto, é que saber perder é tão essencial quanto saber ganhar.

Pense nisso.

A única maneira de se ir até uma porta é indo.

A única maneira de ir até uma porta é indo. Não adianta ficar imaginando como seria se você fosse ou que não chegará lá porque certamente alguém o impedirá. Estamos acostumados a planejar, analisar, pesquisar, mas muitas vezes não agimos (não vamos até a porta). Pense nas várias ideias que você já teve e que acabaram sendo postas em prática por outras pessoas que ousaram fazer. Será que esta “paralisia” não é o que nos impede de chegar até a “porta”? Pense nisso. Sucesso.

Dê valor ao que você tem

Conheço pessoas que não têm sucesso simplesmente porque não dão valor àquilo que já têm. Vivem pensando no que não tem e muitas vezes esse sentimento é carregado de uma das maiores armadilhas para o sucesso: a inveja. 
São pessoas que não valorizam sua saúde, a casa em que moram, os filhos que têm, a esposa ou o marido com quem se casaram, o emprego que possuem, o país em que residem, etc. Nada é realmente bom. Bom é sempre o que os outros possuem. Sentem-se infelizes.
Conheço pessoas que reclamam de coisas absolutamente normais da vida. Outro dia uma delas reclamou que seu patrão era muito exigente. Outra me disse que sua casa sempre estava precisando de reparos. Teve quem dissesse que o trânsito estava muito difícil e que se cansava de dirigir da casa para o trabalho todos os dias. Outra ainda me falou que estava com dores nos joelhos porque estava muito gorda e assim por diante. Pergunto: isso não são coisas normais da vida? Será que essas pessoas pensaram: “ainda bem que tenho um emprego e um chefe exigente”, “graças a Deus tenho uma casa para morar”, “ainda bem que tenho um carro para ir trabalhar”, “estou gorda porque tenho fartura de alimento”?
 Sei que os leitores me dirão que sou a favor de fazer o “jogo do contente” da Pollyanna. Que sou uma “Alice no País das Maravilhas” ou ainda que sou um alienado porque não tenho problemas. Isso tudo não é verdade. A verdade é que temos que aprender a dar valor ao que temos: à saúde, à família, aos filhos, etc. A dar valor ao pouco que temos. Quanto mais dermos valor, mais seremos motivados a cuidar desses verdadeiros presentes, pois nem todos têm o que temos e sempre haverá pessoas em situações muito mais difíceis do que a nossa, em qualquer sentido.
Conheço empresas que não dão valor aos clientes que possuem e reclamam deles o tempo todo. Da mesma forma agem com fornecedores e representantes. Não conseguem ter gratidão pelo que já possuem e não buscam com serenidade melhorar os aspectos positivos daquilo que possuem e daqueles com quem convivem.
 Assim, em vez de reclamar de tudo, faça um bom exame de consciência e veja quantas coisas boas você tem. Aproveite e veja o quanto os outros não têm. Não olhe somente para quem tem mais. Olhe para quem tem menos e agradeça, valorize, preze e cuide de tudo o que você tem e de todos com quem convive.
Pense nisso. Sucesso!

 

Contrários

Pe. Fábio de Melo

 

Só quem já provou a dor
Quem sofreu, se amargurou
Viu a cruz e a vida em tons reais
Quem no certo procurou
Mas no errado se perdeu
Precisou saber recomeçar

Só quem já perdeu na vida sabe o que é ganhar
Porque encontrou na derrota algum motivo pra lutar
E assim viu no outono a primavera
Descobriu que é no conflito que a vida faz crescer

Que o verso tem reverso
Que o direito tem um avesso
Que o de graça tem seu preço
Que a vida tem contrários
E a saudade é um lugar
Que só chega quem amou
E o ódio é uma forma tão estranha de amar

Que o perto tem distâncias
Que esquerdo tem direito
Que a resposta tem pergunta
E o problema solução
E que o amor começa aqui
No contrário que há em mim
E a sombra só existe quando brilha alguma luz.

Só quem soube duvidar
Pôde enfim acreditar
Viu sem ver e amou sem aprisionar
Quem no pouco se encontrou
Aprendeu multiplicar
Descobriu o dom de eternizar

Só quem perdoou na vida sabe o que é amar
Porque aprendeu que o amor só é amor
Se já provou alguma dor
E assim viu grandeza na miséria
Descobriu que é no limite
Que o amor pode nascer

Autismo e desafios da inclusão

Paiva Netto

LBV, Rio-92 e os desafios da Rio+20Para ampliar a conscientização de todos, alguns temas devem estar sempre em pauta. Um deles é o autismo, que atinge mais de dois milhões de brasileiros, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

O diagnóstico precoce pode fazer enorme diferença no desenvolvimento do indivíduo. Este, ainda que seja portador de limitação física ou psíquica, possui a extraordinária capacidade para se adaptar e alcançar importantes objetivos de vida. O mundo está repleto de exemplos. O que falta às vezes é o devido investimento no Capital de Deus, ou seja, na própria criatura humana.

SINTOMAS E CUIDADOS

Alguns autistas apresentam determinadas habilidades que superam as da média da população. “Eles têm bastante facilidade para números, decorar, resolver expressões matemáticas e para várias questões diferenciadas da vida. Mas não conseguem dar funcionalidade a isso”, explica a assistente social Simone Bruschi.

Um ponto que prejudica o acompanhamento especializado do autista é, num primeiro momento, a negação do problema, situação frequente no seio familiar. Simone, integrante da Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social (Abads), em entrevista ao programa “Sociedade Solidária”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), comenta: “Quando falamos do autismo, abordamos algo que não se pode identificar por exame de sangue, eletroencefalograma, tomografia. E o diagnóstico é muito difícil de ser aceito pela família. Existe a avaliação clínica — que é muito rica —, porém, os familiares sempre questionam: ‘Ah, não. Acho que pode ser algo diferente’”.

Nesses casos, de acordo com Simone, devem-se buscar outros profissionais, inclusive para que também eles se envolvam na vida dessa família, dessa criança ou desse adolescente.

É fundamental procurar um especialista ao perceber na criança qualquer indício constante de preferir ficar sozinha, de apatia diante dos brinquedos, de não reclamar por ser deixada no berço, em vez do colo dos pais. “Existem famílias que só começam a levar para o tratamento na idade escolar, quando o professor sinaliza: ‘Olha, o seu filho precisa de auxílio’. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as possibilidades de tratamento.”

Simone ressalta que “algumas pessoas com autismo podem apresentar uma deficiência intelectual, mas não é necessariamente uma regra”.

E aí entra um desafio, o de inserir no mercado de trabalho portadores de deficiência intelectual. “É mais fácil — não sei se posso usar essa expressão — contratar um jovem com deficiência física, por conta das acessibilidades existentes, do que alguém com deficiência intelectual, para o que não temos ainda a tecnologia assistiva. Por isso, é um desafio para o consultor de emprego apoiado. Ele tem de ir à empresa e provar que a pessoa com transtorno é capaz. É necessário um trabalho de sensibilização tanto com os empregados e colaboradores quanto com os empregadores e a família”.

É preciso ampliar as condições para a inclusão social dos portadores de qualquer deficiência, seja física, seja intelectual.

23 ANOS IRRADIANDO PAZ


No dia 20/10, sábado passado, tive a honra de comandar a sessão solene dos 23 anos do Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF. Milhares de peregrinos vindos de várias partes do Brasil e exterior superlotaram os ambientes do Templo da Paz e do ParlaMundi da LBV.

O tema desse ano foi “O Mistério de Deus Revelado”, numa alusão ao Apocalipse de Jesus, 10:7. Dentre os assuntos abordados, apresentei trechos de minha obra: “Jesus, a dor e a origem de Sua Autoridade”, que em breve lançarei.

Ouse fazer!

 Há pessoas que têm boa intenção de fazer as coisas. Elas são sinceras na sua intenção. Elas realmente querem fazer as coisas. O problema é que ficam na intenção. Não fazem! Não ousam fazer!
 Conheço pessoas que no início de cada ano fazem mil resoluções e promessas para si próprias. Fazem isso com uma grande intenção positiva. E depois, simplesmente não fazem. Não ousam fazer!
 Conheço pessoas que escrevem planos e projetos maravilhosos, com todos os detalhes de datas, responsáveis por cada ação, orçamento, etc. O problema é que o plano e projeto nunca se transformam em realidade. Fica no papel. Essas pessoas não colocam o plano ou projeto em execução. Não ousam fazer!
 Conheço pessoas que têm tudo na cabeça para salvar seu emprego. Elas sabem exatamente o que devem fazer, como devem fazer, quando devem fazer. O problema é que não fazem. Ficam esperando, esperando, nem elas mesmas sabem o quê estão esperando. Protelam a ação. Não ousam fazer! 
 Conheço pessoas que sabem exatamente o que fazer para salvar seu casamento, sua família e até o seu relacionamento com os filhos. Elas sabem tudo! Têm a boa intenção e o desejo de acertar. Contam detalhes de seu plano de mudar de vida. O problema é que não mudam. Ficam na boa intenção. Não ousam fazer!
 Conheço pessoas que fazem planos maravilhosos para conquistar uma coisa que desejam – uma casa nova, um apartamento, uma casa na praia, um pequeno sítio no interior. Fazem todas as contas de quanto devem economizar por mês. Sabem tudo. A intenção é linda! O problema é que tudo fica no papel, na intenção, no desejo. Não ousam fazer!
 Não estaremos você, eu e quase todo mundo nessa mesma situação? Temos dezenas de coisas excelentes que queremos fazer, sabemos como fazer, temos tudo para fazer e… simplesmente não fazemos? 
 Tenha a ousadia de transformar em realidade seus desejos. Tenha a ousadia de fazer!  
 Pense nisso. Sucesso!  

Muita iniciativa e pouca acabativa

Por que somos tão criativos, inovadores, cheios de idéias e tão ruins em execução? Por que a rotina de cuidar dos detalhes, fazer a manutenção do que já existe, dar continuidade às coisas começadas, nos deixa tão entediados?   
 Sentimos um grande prazer em dar idéias novas e planejar e um enorme tédio em fazer, cuidar das coisas do hoje, do aqui e do agora. Estamos sempre olhando para o futuro e parece nos esquecermos de que o amanhã depende do hoje. Com o descaso pelo hoje, pelo detalhe, pela cuidadosa execução e manutenção do que existe, nunca construiremos o amanhã e seremos sempre o “País do futuro”. 
 Achamos que executar é uma coisa subalterna, para pessoas sem muita inteligência, puros obreiros. O bonito é criar, inovar, propor, discutir. Depois, nada acontece. As coisas simplesmente não são feitas, não têm continuidade, não têm manutenção, não vingam. Faltam pessoas dispostas a cuidar da rotina, do manter, do fazer todos os dias com dedicação e perseverança.
 Nas empresas, vejo pessoas discutindo planos, projetos e idéias maravilhosas. Mas ninguém atende o cliente que está esperando ao telefone. Ninguém conserta o banheiro quebrado. Ninguém responde ao fornecedor que está precisando de melhores especificações para poder entregar o pedido da próxima semana. Ninguém faz a manutenção correta das máquinas que estão em uso há anos e ameaçam parar. 
Daí, quando as coisas dão errado e o problema se torna insustentável, todos parecem tomar um susto. Comportam-se como se não soubessem que o problema iria ocorrer, mais cedo ou mais tarde. Fingem não saber que as coisas só acontecem, de fato, quando alguém arregaça as mangas e faz acontecer, cuida dos detalhes, enfim, executa. Vejo também que essas pessoas que fazem e querem que as coisas sejam feitas, mantidas, concluídas são, muitas vezes, taxadas de intolerantes, exigentes demais, detalhistas, chatas.
 Minha sugestão é que você, em suas atividades pessoais e empresariais, comece a valorizar as pessoas que executam, que cuidam da manutenção do que existe, que dão atenção aos detalhes, que atendem bem os clientes,  que começam e terminam suas tarefas dentro do prazo, enfim, os que fazem o dia-a-dia acontecer com qualidade. Valorize, enfim, aquelas que antes de pensar grande, fazem grande, fazem certo, fazem agora. As que além de criatividade e iniciativa, têm “acabativa”.
 Pense nisso. Sucesso!

Você só será promovido, se alguém promover você

Um funcionário me pergunta: Como faço para ser promovido?  Respondi: Você só será promovido, se alguém promover você!

O funcionário ficou sem entender minha resposta. Expliquei a ele:
Um produto está em “promoção” quando ele é destacado dos demais e com ele faço alguma coisa “diferente” para vendê-lo. Dentre os inúmeros produtos que tenho, escolho um deles para fazer uma “promoção”. Aí, então, destaco suas qualidades, seus atributos e busco vendê-lo ao maior número de possíveis clientes. Da mesma forma é com Você.

Você só será promovido se alguém fizer sua “promoção”, isto é, falar bem de você, mostrar seus atributos. E para que alguém possa fazer a sua “promoção”, você precisa ser um bom “produto”, isto é, vendável.

Assim, se você é um funcionário que trabalha internamente, quem poderá fazer sua “promoção” são seus colegas de trabalho. Eles é que deverão falar bem de você, “promover” você de tal forma que essa “promoção” acabe chegando aos ouvidos de seu chefe que assinará o seu aumento de salário ou a sua mudança de função, consumando a sua promoção.

Se você é um vendedor ou tem qualquer outra função externa, você só será promovido ou promovida se seus clientes o(a) promoverem, isto é, falarem bem de você e fizerem a sua “promoção” e essa “promoção” chegar aos ouvidos de quem tenha o direito de dar o seu desejado aumento de salário.

Assim, é preciso que fique bem claro que você só será promovido se alguém promover você. E só promoverão você se você se promover primeiro, isto é, se você conseguir ser um “produto” que atraia a atenção do seu “mercado”.

E qual é o “mercado” de um funcionário interno? São os seus colegas de trabalho, seus chefes, enfim, seus clientes internos. Assim como para um funcionário que trabalha externamente, seu mercado serão seus clientes externos, seus contatos, etc.

E para ser um “produto” que chame a atenção do seu mercado, você terá que “surpreender” e “encantar” esse seu mercado, fazendo mais do que ele esperava que você fizesse. Você terá que ser capaz de dar ao seu mercado o que chamo de “momentos mágicos”, isto é, o que as pessoas não esperam de você. Só assim as pessoas falarão de você. Só assim as pessoas “promoverão” você. Se você não fizer nada diferente, não chamar a atenção, não surpreender, ninguém falará de você ou seja ninguém fará sua “promoção” e você ficará no esquecimento junto com os milhares de produtos esquecidos numa prateleira de supermercado.

É por isso que eu respondi ao funcionário que ele somente seria promovido se alguém o promovesse. E fiz ver a ele que a maioria das pessoas nunca são promovidas porque ninguém as “promove”, isto é, ninguém fala delas, ninguém as “vende”, ninguém as destaca das demais. Ficando na vala comum de todos, sem ser promovido por alguém, você jamais será “promovido”.

Pense nisso. Sucesso!

Não tem, não dá, não pode

Pergunto à balconista se na loja tem tal produto. Ela diz: “não tem”. Pergunto ao eletricista se dá para colocar uma tomada extra junto à geladeira. Ele diz: “não dá”. Pergunto ao advogado se tal coisa pode ser feita. Ele diz: “não pode”.
Já recebi muitos “não tem, não dá e não pode” que tinham, davam e podiam. De preguiça de procurar o produto no estoque, o balconista diz que não tem. De preguiça de arrastar a geladeira, subir no forro e puxar a dita tomada, o eletricista diz que não dá, que a rede não suporta a carga. De preguiça de consultar a jurisprudência, o advogado diz que não pode. Se batermos o pé e ficarmos firmes em nossa decisão, vemos que não era bem assim. “Ter, tem”, me disse o balconista, “mas está lá no alto…”. “Que dá, dá”, me disse o eletricista, “mas o seu forro é baixo demais”. “Poder, pode”, me disse o advogado, “mas eu não conheço bem a legislação trabalhista”.
Todas as vezes que alguém lhe disser não tem, não dá e não pode, desconfie e confira. Pergunte novamente e insista e você verá que muitas vezes tem, dá e pode.
A maneira mais fácil de fugir de uma responsabilidade ou de um serviço é dizer não. E você conhece as dezenas de variantes destes não tem, não dá e não pode. É a secretária que diz que já ligou centenas de vezes e não encontrou a pessoa. É o motorista que diz que não dá tempo de fazer a entrega naquele dia. É a costureira que diz que é impossível fazer aquela barra de saia. É o dentista que diz que aquele seu dente, só extraindo mesmo. É o médico que afirma que isso é caso de cirurgia e não tem outro jeito. É o mecânico que diz que o motor de seu carro está fundindo e que não pode fazer nada e o auto-elétrico que diz que aquela lâmpada queimada de seu carro não existe mais. Será??
É sempre mais fácil dizer não tem, não dá, não pode, assim como os famosos não sei, não vi, não conheço, não estava lá, não é da minha alçada, não é da minha área ou do meu departamento.
Será que não estamos sendo vítimas de pessoas pouco comprometidas em solucionar nossos problemas, simplesmente dizendo não tem, não dá, não pode? Será que em nossa própria empresa isso acontece? Será que nós próprios não dizemos não tem, não dá, não pode, quando o tem, o dá e o pode exigem muito trabalho e um comprometimento extra?
Pense nisso. Sucesso!

Motivação e reconhecimento

Passamos a maior parte de nossa vida no trabalho. Trabalhamos, no mínimo, as oito melhores horas de cada dia vezes os trinta, quarenta melhores anos de nossa vida. Daí a importância de fazer do trabalho, momentos de realização, crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional. 
 “Motivação” significa encontrar os “motivos” , isto é, as razões para que eu faça mais e melhor aquilo que é esperado de mim – por mim e pelos outros – seja a empresa ou a própria sociedade.  Viver “motivado” significa viver sabendo e desejando os “motivos” que me façam vencer os desafios do mundo.
 Uma pessoa “motivada” é uma pessoa que tem a capacidade de doar-se mais, de comprometer-se mais, de fazer melhor tudo o que faz, sem sentir-se “escrava” ou apenas “cumprindo tabela”. Ela conhece e reconhece os “motivos” para fazer o que faz. 
 Um dos fatores mais importantes para que a motivação das pessoas é o reconhecimento. As pessoas reagem favoravelmente ao “reconhecimento” de seus pares, superiores e mesmo subordinados. O “reconhecimento” assume, hoje as mais variadas formas na empresa. O elogio (reforço positivo) por acertos continuados, a atribuição de maior autonomia e incentivo a iniciativas individuais têm sido usados como formas de incentivo que ultrapassam o salário, sempre visto como “incentivo e reconhecimento básicos” da empresa pelo trabalho de seus colaboradores. 
 O “reconhecimento” significa, em suma, ações concretas demonstrando  o fato de a empresa “reconhecer” o esforço, o talento, a dedicação e o comprometimento de seus colaboradores. Por isso, o “reconhecimento” é altamente motivador. O fato de “reconhecer” reforça os comportamentos reconhecidos como de valor para a empresa e faz com que os funcionários passem a repetí-los para obter ainda maior reconhecimento. 
 Por ter esse efeito motivador, o reconhecimento alavanca resultados inesperados numa equipe. Equipes motivadas pelo constante reconhecimento são capazes de realizar feitos incríveis. 
 Programas de reconhecimento e incentivo são importantes porque nos dão objetivos e metas que poderemos atingir e que saberemos de antemão o reconhecimento que obteremos ao atingí-los. Esses programas aumentam a “motivação” entre as pessoas que compõem a empresa.
 Assim, participar ativamente dos programas que a empresa desenvolve para o reconhecimento e a motivação farão a empresa ter mais sucesso e com o sucesso da empresa e o reconhecimento e a motivação dos seus colaboradores todos sentir-se-ão mais “felizes”  porque “reconhecidos”. Todos sentir-se-ão mais “motivados” porque reconhecidos pela empresa pelos seus esforços e competência. 
 A cada dia que passa, empresas do mundo todo estão percebendo o valor do reconhecimento e fazendo uso cada vez mais constante e planejado de formas eficazes de motivação a seus colaboradores. Oferecer “reconhecimento” e valorizar os comportamentos positivos são condições básicas para se conseguir o comprometimento das pessoas. Num mundo em extrema mudança, quanto mais uma empresa deixar claro para seus colaboradores quais os seus valores e o que espera de seu pessoal, maior será o seu sucesso pois terá obtido uma equipe motivada, i.e. com “motivos” para se comprometer com o sucesso da empresa e de seus clientes. 
 Esses componentes de “reconhecimento” e “motivação”  farão pessoas mais felizes e dispostas a crescer – pessoal e profissionalmente. E Isso é o que importa e faz a diferença.

A importância do reconhecimento

O “Reconhecimento” é um dos fatores de sucesso mais importantes para nós mortais. Pouco adianta atingirmos um determinado sucesso se não formos reconhecidos, Há até aquela piada de que um sujeito vivia solitário numa ilha e salvou a Sharon Stone de um naufrágio, ficando sozinho com ela na ilha por duas semanas. Depois desse tempo, ele pediu a ela que se vestisse de homem e desse a volta na ilha. Encontraram-se do outro lado da ilha e ele virou-se para ela (vestida de homem) e disse:  – Zé! Você não vai acreditar no que eu vou lhe contar. Estou sozinho numa ilha com a Sharon Stone!

 Estar com a Sharon Stone numa ilha, sozinho, poderia ser muito bom, mas era preciso que alguém soubesse disso, isto é que alguém “reconhecesse” aquele feito.

 Da mesma forma em nossa empresa. É preciso que chefes e colegas percam o medo de elogiar, de “reconhecer méritos” nas pessoas. Temos a tendência de repetir comportamentos que nos são positivamente reforçados e o valor do reconhecimento está justamente aí. Quando “reconhecemos” um valor, esse valor tende a multiplicar-se tanto para a pessoa que foi alvo de nosso reconhecimento quanto para as demais pessoas. Assim, o reconhecimento é fundamentalmente importante para o sucesso pessoal e profissional de qualquer pessoa. Um “muito obrigado”, um bilhete de reconhecimento, uma carta, um cumprimento sincero valem muito e nós sabemos disso. Temos que perder o medo de agradecer e reconhecer nos outros pessoas que nos auxiliam e nos ajudam a obter o que queremos. Ninguém vence sozinho. Sabemos disso. E se sabemos disso deveremos também saber “reconhecer” isso com ações concretas de “reconhecimento” e gratidão.

 Vejo diretores, gerentes, supervisores, pais e mães que têm medo de elogiar. Ainda existem “superiores” que acham que “chefiar” é encontrar erros, punir. Inseguros na sua chefia essas pessoas vivem a buscar alguma coisa para criticar. É preciso que nos acostumemos a pilhar nossos subordinados fazendo as coisas certas para que possamos reforçar esses comportamentos através de elogios. Quando uma pessoa só é cobrada pelos seus erros, vai desenvolvendo uma auto-estima baixíssima e os erros começam a se multiplicar até que a pessoa começa a acreditar não ser capaz de acertos até mesmo nas coisas mais simples.

 Faz parte também do reconhecimento dar crédito a quem realmente merece. Assim, também tenho visto chefes que “furtam” idéias de seus subordinados dizendo serem aquelas idéias de sua propriedade ao invés de creditá-las ao verdadeiro autor. Um chefe que tem o hábito (sic) de furtar idéias de seus subordinados acabará ficando isolado, pois que nenhum de seus colaboradores virá com idéias novas com o medo de tê-las furtado pelo chefe. Por incrível que possa parecer essa é uma prática muito comum de chefes inseguros que não compreendem que sua chefia será a cada dia mais valorizada quanto mais suportada pelo seu pessoal subordinado. Há tempos atrás, um chefe precisava “bajular” seus superiores para manter-se no cargo. Hoje parece ser o oposto. Ele precisa ser apoiado pelos seus subordinados para manter-se. E esse suporte será maior quanto maior for a capacidade de um chefe em oferecer reconhecimento ao trabalho, esforço, dedicação e comprometimento de seus subordinados.

 Pense nisso.

 

“O pior emprego do mundo é o meu”

Já ouvi essa frase dezenas de vezes. Sem muita consciência da realidade, das dificuldades, da pressão por custos, dos efeitos da globalização nos mercados, muitos colaboradores começam a desenvolver uma impressão – que com o tempo e a repetição passa a tornar-se, para eles, uma quase-verdade – de que trabalham na pior empresa do mundo, que têm o pior salário do mundo, e que tudo na empresa é muito ruim – da comida ao uniforme e que têm “o pior emprego do mundo”.
 É claro que há situações salariais negativas. É claro que há empresas em que a alimentação e o uniforme não são os melhores. Mas será essa a realidade da grande maioria? Será essa a realidade da sua empresa, da empresa em que você trabalha? 
 Além disso, é preciso usar um pouco de lógica quando se faz uma afirmação desse tipo: melhor ou pior em relação a qual empresa? Melhor ou pior em relação a qual setor da economia? Melhor ou pior do que qual comida ou uniforme? Quando dizemos “pior ou melhor” estamos fazendo uma afirmação comparativa. Estamos nos comparando com quem? Será essa comparação justa? Seremos nós, também, os melhores ou os piores colaboradores? Em relação a quem? 
 Ao fazer essas perguntas poderemos descobrir que estamos comparando situações e realidades diferentes. Muitas vezes estamos fazendo comparações por ouvir dizer e acreditando mesmo em meias-verdades de amigos em churrascos de final de semana que afirmam receber de suas empresas aquilo que de fato não têm. Mente-se muito sobre salários e benefícios para impressionar amigos. Cheque as informações que lhe deram de outras empresas e você verá que estou falando a verdade.
 E essa atitude continuada de falar mal da empresa por uma parte dos colaboradores pode até desestimular melhorias. Muitos empresários afirmam que “não adianta melhorar nada, pois os empregados sempre reclamarão”.
 Muitos dirão que eu estou fazendo uma defesa injustificada dos patrões e das empresas. Mas não é isso que estou fazendo. O que estou pedindo é que cada um faça uma justa avaliação da realidade e que tenha em conta todos os fatores que compõem a realidade e não apenas uma visão ingênua e unilateral. Seremos nós tão competentes, dedicados e comprometidos como imaginamos ser?
 Nesta semana, faça uma análise fria, sensata e equilibrada de suas condições de trabalho e de seu emprego. Será que você realmente está no inferno que diz estar? Será que você não está acreditando numa mentira e achando que está no pior emprego do mundo, na pior empresa, com o pior salário do mundo?
 Pense nisso. Sucesso! 

Aqui, só melhores do que eu

 Uma das principais razões do sucesso dos líderes é que eles contratam e chamam para trabalhar somente pessoas melhores que eles próprios. Não têm medo de pessoas competentes. Não vêem, em seu subordinados, um concorrente, mas um aliado que os ajudará a levar a empresa adiante e sempre para o sucesso.

 A ilusão de contratar pessoas medíocres que serão sempre subservientes, submissas, obedientes, etc. faz com que muitas empresas experimentem o fracasso. O “chefe” (sempre todo poderoso) tem a falsa impressão de ser um líder autêntico. Mas de que adianta liderar um grupo com baixo desempenho?  Qual o valor de ser um líder de pessoas pouco competentes, pouco comprometidas, pouco eficientes?

 O verdadeiro líder é apoiado e suportado por um grupo de pessoas competentes e comprometidas. O verdadeiro líder faz questão de ter em seu grupo sempre pessoas melhores que ele próprio. Uma vez conheci um empresário de grande sucesso que me disse: “- Aqui, só melhores que eu !”  E, analisando a razão do seu sucesso, todos concordavam que ela estava na qualidade da equipe que ele conseguira reunir sob sua liderança – um melhor que o outro!

 Assim, você que está numa posição de liderança, perca totalmente o medo de contratar pessoas melhores que você. Com autoconfiança e espírito aberto, você será capaz de reunir pessoas que farão a diferença para você e sua empresa. Essas pessoas reconhecerão a sua liderança, apoiarão você e todos sairão ganhando.

 Pense nisso. Contrate só os melhores! Melhores que você!

 Sucesso!

Aos que pedem tudo…

Conheço pessoas “pidonhas”.  Pedem tudo. Querem tudo. Não são capazes de viver ou trabalhar sem pedir coisas, favores, serviços às outras pessoas. Essas pessoas são aquelas que nunca se responsabilizam totalmente por uma tarefa. Sempre têm que pedir ajuda. O pior é que essa ajuda, nem sempre é um simples auxílio. Querem mesmo é que a outra pessoa faça o trabalho para elas. 
Pessoas “pidonhas” sempre se dizem ocupadas demais, atarefadas demais. Acho que a ocupação delas é pedir que as outras pessoas façam o que elas próprias deveriam fazer.
Há também pessoas “pidonhas” que pedem coisas emprestadas a todo mundo. Pedem desde um pedaço do seu sanduíche até a sua caneta ou mesmo dinheiro. Uma moça me disse ter uma colega de trabalho que pedia suas bolsas e sapatos emprestados para ir a festas. Essas pessoas são literalmente viciadas em pedir.
Há ainda as que nem sequer pedem. Vão pegando as coisas dos outros sem sequer pedir licença. É um horror! Não há quem suporte essas pessoas que fazem um grande mal ao ambiente de trabalho. Elas sabem que estão erradas, mas fazem de conta que não sabem e continuam com seu comportamento irritante. Para se livrar dessas pessoas, muita gente tranca tudo em suas gavetas à chave. Esconde suas coisas para evitar que esses “pidonhos” venham logo pedir emprestado.
É claro que se pode pedir ajuda e mesmo algo emprestado, mas há que se ter muito bom senso para não abusar do direito de pedir.
Faça um bom exame de consciência: você tem o hábito de pedir muitas coisas emprestadas? Você devolve o que emprestou nas mesmas condições que recebeu? Você tem consciência que as pessoas não gostam de emprestar suas coisas para estranhos, a não ser para amigos muito chegados e excepcionalmente?  Você tem o hábito de mexer nas coisas de seus colegas de trabalho? Você agradece a quem lhe emprestou?
 Pense nisso. Sucesso!  

Não se iluda: ninguém terá pena de você

Esse forte texto é de autoria do Prof. Luiz Marins. Forte sim, mas realista! Verdade seja dita. E o Prof. Marins a diz.

“Um dos maiores erros que cometemos na vida é ficar esperando a compaixão e ajuda das outras pessoas. Ficamos esperando que as pessoas reconheçam nossas dificuldades, nossos problemas e que tenham pena ao ver o quanto sofremos. Pura ilusão!

Mesmo as pessoas mais chegadas decepcionarão você se esperar delas a compreensão por seus problemas e aflições e ainda mais a ajuda concreta. Assim, não corra o risco dessa decepção. Não espere a compaixão alheia.

E a verdade é que mesmo que as pessoas digam compreender seus problemas e saber como você se sente frente a eles, jamais saberão o que se passa dentro de você e você sempre desejará mais compaixão, mais compreensão e ajuda. Não caia nessa!

Conheço pais que entram em depressão pois esperavam a ajuda de seus filhos. Conheço filhos decepcionados com pais. Conheço parentes decepcionados com seus tios, primos, sobrinhos etc. Conheço empregados decepcionados com seus patrões e patrões decepcionados com seus empregados.

Essa decepção, que muitas vezes chega próximo a uma profunda desilusão, é fruto de uma expectativa irreal e ingênua de que seremos reconhecidos por alguma coisa que tenhamos feito no passado; compreendidos pela nossa situação atual com alguma dificuldade, seja financeira, de saúde, ou de outra ordem qualquer. Você pode ajudar uma pessoa o quanto puder, mas não espere a sua eterna gratidão. Você cria, educa, cuida de vários filhos, mas não viva com a certeza de que eles cuidarão de você na velhice. Você deu a vida pela sua empresa, mas não espere que ela reconheça essa sua dedicação. Da mesma forma, como patrão, não fique esperando a gratidão daquele desempregado que você salvou da fome dando-lhe uma oportunidade de emprego e que o abandona na primeira oferta de um novo emprego.

Sei que alguns dirão que este meu texto é muito duro, triste e mesmo desmotivador. Pelo contrário. Ele relata a realidade que todos já sabemos.

Escrevo isto justamente para que as pessoas não se desiludam, esperando a compaixão, o reconhecimento, a gratidão e a ajuda de outras pessoas. Se você não tiver essa ilusão, terá sempre surpresas agradáveis quando ocorrer o contrário, isto é, quando alguém for leal, reconhecido, ajudar você e for grato.

Nós próprios temos que cuidar de nossas vidas, de nossos problemas. É claro que muitos ajudam, mas não viva na certeza dessa ajuda. Não se desiluda. Não se decepcione. Ninguém terá pena de você.

Passe do plano do choro ao plano da ação. Assuma sua própria vida sem esperar a compaixão alheia.

Pense nisso. Sucesso! “