Momento difícil

reHá momentos em nossas vidas em que o mundo parece estar parado.

Tudo parece estar distante de nós, ou quem sabe, nós parecemos estar distantes de tudo.

Momentos onde nos sentimos vazio, mesmo estando rodeado de pessoas.

Momentos onde nada parece ser tão importante, tudo parece ter perdido o seu sentido.

As coisas parecem estar todas foras do lugar, no peito uma dor, um aperto, uma aflição sem um por quê aparente.

Bate uma forte vontade de sumirmos.

Uma falta de um algo que nem mesmo sabemos o que é.

Um desejo muito forte de nos refugiar e nos reservar em um lugar isolado, distante, bem distante!

Um desejo de se calar, uma vontade involuntária de chorar…

De gritar…

Neste momento os desesperos nos sobrevém com muita intensidade e parece ser mais forte que nós mesmos.

Nossas forças se esgotam diante da “força” de nossas fraquezas!

É difícil, muito difícil permanecer inabalável diante das circunstâncias adversas.

Nessas horas, precisamos de uma palavra de conforto, mas tudo parece ser muito complexo, ninguém encontramos, pensamos estar a sós…

Chegamos a pensar até que Deus está insensível aos nossos pedidos.

As dificuldades parecem ser gigantes, poderosas, indestrutíveis.

O nosso sorriso se esconde, perde seu brilho natural.

E esses nossos olhos confinantes, nos entregam, demonstrando escancaradamente o que estamos passando.

Hum, esses nossos olhos…

Reveladores, eles não mentem.

Mesmo que de nossos lábios saiam palavras contraditórias, as nossas realidades, esses nossos olhos nos entregam, não nos deixam mentir.

Depois dos nossos olhos reveladores, vem o outro nosso grande revelador de segredos, o silêncio.

Esse que é capaz de nos falar intimamente.

Ele que às vezes fala mais do que muitas palavras, ele que vem acompanhado da tristeza, que nos faz calar, demonstrando a ausência de coisas e momentos bons a serem compartilhados e contados com entusiasmo.

E em nós, só nos vem o pensamento de perder e o medo pelo porvir, um medo do amanhã, onde parece que nossos sonhos se frustraram, que jamais se realizaram…

Nunca mesmo!

As forças se acabam, o dia escurece e perde todo o seu esplendor.

O sol parece não mais esquentar, a lua parece não mais iluminar, o caminho parece não ter fim.

Em nossos caminhos os obstáculos aparecem ainda mais altos a cada novo passo.

Os espinhos vem nos ferir, as pedras nos fazer tropeçar.

Tropeçar e cair em um buraco profundo, para um lugar aparentemente sem fim, para um lugar escuro, frio, assustador, onde caímos e lá ficamos, até que alguém nos veja e nos socorra.

Estando nós lá, após passarmos por tantas dificuldades e por provas intensas, é que paramos para analisar a cada situação minuciosamente, o lugar onde paramos para refletir sobre tudo que já se passou em nossas vidas…

Aí então, concluímos que este buraco foi o melhor lugar por onde passamos.

Mas como assim?

Estamos neste buraco sim!

Mas ainda não foi lançada terra sobre ele e se lançada, com ela podemos subir.

Se a cada grão de terra lançada continuarmos em movimento, em busca da superfície, pisoteando sempre, jamais ficando parado, senão seremos assim soterrados!

E enquanto isso, podemos perceber que todas as dificuldades não passaram de crescimento e amadurecimento para nossas vidas.

Que as feridas que nos foram feitas não produziram morte, mas sim a vida.

Que não abateram, mas exaltaram.

Nos trouxeram lições de vida e nos mostraram que somos fortes o suficiente para superarmos tudo nesta vida.

Que somos mais fortes do que imaginamos, que as dificuldades podem ser pedras de obstáculos ou degraus de uma escada, depende de como as encaramos.

E refletimos que temos motivos muito maiores pra sorrir do que pra chorar.

Que podemos ler tudo isto, ou seja, nós enxergamos, falamos, andamos, sentimos…

Temos e podemos respirar ar puro e esbanjamos saúde perfeita.

E percebemos o principal: que nada merecemos, mas que existe um ser que nos ama incondicionalmente, que nos perdoa sempre, com um amor e carinho inefável.

E que nunca, jamais, nos deixou de oferecer tal amor, mesmo sendo nós merecedores.

Um que nos ama, sem má interpretação.

Um que nos ama, sem pedir nada em troca, nada diante de tudo que nos oferece.

Nenhum absurdo em merecimento do seu amor, deste amor maravilhoso que ele nos concede!

Amor sem injustiças, ciúmes, amor este sem sombra ou variações de dúvidas.

Aquele que nos amou primeiro, que nos amou e pronto!

E de volta só nos pediu uma coisa: “Aceite meu Amor”.

Cabe a nós, somente a nós, sermos justo e gratos a Ele, a este que nos oferece de bom grado, imerecidamente tamanho amor.

Aceitar ou não o seu pedido, aceitar ou ignorá-lo, ai é conosco. O que eu e você estamos esperando? Ele é o refúgio eterno, socorro bem presente, amigo fiel, aquele que tem amor inexplicável para nos dar, amor incondicional, maravilhoso, forte. Você já viu ou ouviu amor maior que este? Creio que não. Duvido muito, pois não existe. Ele deu a vida por mim e por você!

Em meio a todos os momentos difíceis ele te diz:
“Estarei contigo todos os dias até à consumação dos séculos. Não temas, porque eu estou contigo! Chamei-te pelo teu nome. Tú és meu. Se passares pelas águas, estarei contigo e quando passares pelos rios, eles não te submergirão. Quando passares pelo fogo, a chama não arderá em ti.”

Ele te ama, ele te chama. Tu queres ser amado? Decida-se já!

Deus e você

sabedoria-divina1Só Deus pode criar, mas você pode valorizar o que Ele criou.

Só Deus pode dar a vida, mas você pode transmiti-la e respeitá-la.

Só Deus pode dar a saúde, mas você pode orientar e guiar.

Só Deus pode dar a fé, mas você pode dar o seu testemunho.

Só Deus pode infundir esperança, mas você pode restituir a confiança ao irmão.

Só Deus pode dar o amor, mas você pode ensinar o seu irmão a amar.

Só Deus pode dar a paz, mas você pode semear a união.

Só Deus pode dar a alegria, mas você pode sorrir a todos.

Só Deus pode dar a força, mas você pode apoiar quem desanimou.

Só Deus é o caminho, mas você pode indicá-lo aos outros.

Só Deus é a luz, mas você pode faze-la brilhar aos olhos dos seus irmãos.

Só Deus é a vida, mas você pode restituir aos outros o desejo de viver.

Só Deus pode fazer milagres, mas você pode ser aquele que trouxe os cinco pães e os dois peixes.

Só Deus pode fazer o que parece impossível, mas você pode fazer o possível.

Só Deus se basta a si mesmo, mas Ele preferiu contar com você.

Mensagem de Deus

a-arte-de-ouvir-e-a-sabedoria-de-falar-150x150Conheço teu medo, a tua felicidade e os teus sonhos.

Conheço tua estrada e sei exatamente o teu destino.

Conheço-te por dentro…

E sem que tu tenhas que me pedir, eu entendo o que tu queres.

Conheço o teu sorriso, e sei tudo que está dentro do teu coração.

Conheço e te reconheço em qualquer lugar…

Sei do teu amor, da tua saudade, dos sonhos que movimentam a tua vida e da esperança que te faz lutar.

Amo-te pelo que tu és, e para mim, és um ser valioso.

Amo-te, mesmo quando perdes a confiança em mim.

Amo-te, mesmo sem saberes…

Acompanho-te desde sempre!

Estou ao teu lado mesmo quando pensas que te abandonei…

Vibro em cada minuto da tua felicidade.

Choro com cada lágrima tua.

Sofro com toda a tua dor, e te estendo as mãos a todo momento, embora muitas vezes teimes em não me pedires ajuda, mesmo assim, continuo a te proteger…

Conheço-te e sei que és muito especial, como é especial cada filho meu, mas cada um com as suas diferenças, ainda assim o meu amor é incondicional, e ele é o maior amor do mundo. Conheço-te, porque eu te criei…

Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra. (Salmo 46:10)

Preenchendo o dia

Um rico empresário na Índia estava prestes a se aposentar. Ele chamou seus dois filhos para falar sobre seus planos.

“Vocês são bons filhos e homens capazes”, disse. “Eu não sei qual de vocês eu vou deixar responsável por toda a minha propriedade. Por isso, vou testá-los”. Então, ele deu uma moeda para cada um dos filhos, dizendo: “Peguem esta moeda e comprem algo que possa encher esta casa”.

851742_40998672A moeda que o homem deu para os filhos era de pouco valor e sua casa era grande e cheia de aposentos. Ambos sabiam que seria uma tarefa  difícil.

O filho mais velho não perdeu tempo. Correu para o mercado e começou a pesquisar o preço de vários objetos. Ele decidiu que a maior quantidade de material que poderia comprar era palha. Assim, adquiriu o máximo de palha possível com a moeda e carregou um grande fardo para casa. Contudo, a palha cobriu apenas o chão da casa.

Já o filho mais novo parou para pensar no teste do pai. Ele sabia que apenas uma compra muito diferente passariavelinha por sua prova. Quando voltou, ele carregava apenas um pequeno pacote. Seu irmão riu:

“Você espera encher a casa com isto?”, comentou, apontando para o pacote. O filho mais novo não disse nada. Abriu o pacote e tirou algumas velas. Colocou uma vela em cada quarto. Quando ele as acendeu, a casa inteira estava cheia… de luz!

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Todos os dias encaramos a mesma escolha desses dois irmãos. A cada manhã um novo dia está diante de você. Você pode preenchê-lo com escolhas erradas, egoístas, que trazem apenas escuridão e desapontamento. Ou pode preencher seu dia com escolhas certas, boas ações que brilharão para todos que o cercam.

Faça deste o seu objetivo diário: preencher o seu dia com escolhas certas, deixando sua vida brilhar como uma luz neste mundo escuro.

O piquenique das tartarugas

1289553120074_fUma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique.

As tartarugas, sendo naturalmente lentas, levaram sete anos para prepararem-se para seu passeio.

Finalmente a família de tartarugas saiu de casa para procurar um lugar apropriado.

Durante o segundo ano da viagem encontraram um lugar ideal! Por aproximadamente seis meses limparam a área, desembalaram a cesta de piquenique e terminaram os arranjos. Então, descobriram que tinham esquecido o sal. Um piquenique sem sal seria um desastre, todas concordaram.

Após uma longa discussão, a tartaruga mais nova foi escolhida para voltar em casa e pegar o sal, pois era a mais rápida entre todas.

A pequena tartaruga lamentou, chorou, e esperneou. Concordou em ir, mas com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse.

A família consentiu e a pequena tartaruga saiu.

Três anos se passaram e a pequena tartaruga não tinha retornado. Cinco anos… Seis anos… Então, no sétimo ano de sua ausência, a tartaruga mais velha, não suportando mais conter sua fome, anunciou que ia comer e começou a desembalar um sanduíche. Neste momento, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou:

– Viu! Eu sabia que vocês não iam me esperar. Agora que eu não vou mesmo buscar o sal!

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Em nossa vida as coisas acontecem mais ou menos da mesma forma. Desperdiçamos nosso tempo esperando que as pessoas vivam á altura de nossas expectativas. Ficamos tão preocupados com o que os outros estão fazendo que deixamos de fazer nossas próprias coisas.

O furo no barco

Furo no barcoUm homem foi chamado à praia para pintar um barco.

Trouxe com ele tinta e pincéis e começou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como fora contratado para fazer. Enquanto pintava, viu que a tinta estava passando pelo fundo do barco. Percebeu que havia um vazamento e decidiu consertá-lo. Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.

No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque. O pintor ficou surpreso:

– O senhor já me pagou pela pintura do barco! – disse ele.

– Mas isto não é pelo trabalho de pintura. É por ter consertado o vazamento do barco.

– Ah! Mas foi um serviço tão pequeno… Certamente, não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!

– Meu caro amigo, você não compreende. Deixe-me contar-lhe o que aconteceu. Quando pedi a você que pintasse o barco, esqueci-me de mencionar sobre o vazamento. Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa naquele momento. Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois lembrei-me de que o barco tinha um furo. Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado! Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar a sua “pequena” boa ação.

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Não importa para quem, quando ou de que maneira. Apenas ajude, ampare, enxugue as lágrimas, escute com atenção e carinho, e conserte todos os “vazamentos” que perceber, pois nunca sabemos quando estão precisando de nós ou quando Deus nos reserva a agradável surpresa de ser útil e importante para alguém.

O frio que vem de dentro

cavernaConta-se que seis homens ficaram presos numa caverna por causa de uma avalanche de neve. Teriam que esperar até o amanhecer para receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam.

Eles sabiam que se o fogo apagasse todos morreriam de frio antes que o dia clareasse.

Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.

O primeiro homem era racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura.

Então, raciocinou consigo mesmo: “Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro”.

E guardou-a protegendo-a dos olhares dos demais.

O segundo homem era um rico avarento. Estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um homem da montanha que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas.

Ele calculava o valor da sua lenha e, enquanto sonhava com o seu lucro, pensou: “Eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso? Nem pensar”.

O terceiro homem era o negro. Seus olhos faiscavam de ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou de resignação que o sofrimento ensina.

Seu pensamento era muito prático: “É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem”. E guardou suas lenhas com cuidado.

O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Ele pensou: “Esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha”.

O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas, nem lhe passou pela cabeça oferecer a lenha que carregava. Estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil.

O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido. “Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos gravetos”.

Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e, finalmente, apagou.

No alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram à caverna, encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse:

– O frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro.

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Não deixe que a friagem que vem de dentro o mate.

Abra o seu coração e ajude a aquecer aqueles que o rodeiam.

Não permita que as brasas da esperança se apaguem nem que a fogueira do otimismo vire cinzas.

Contribua com seu graveto de amor e aumente a chama da vida onde quer que você esteja.

O falcão, o morcego e o zangão

falcão morcego e zangãoSe você colocar um falcão em um cercado de um metro quadrado e inteiramente aberto em cima, o pássaro, apesar de sua habilidade para voo, será um prisioneiro.

A razão é que um falcão sempre começa seu voo com uma pequena corrida em terra. Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar e permanecerá prisioneiro pelo resto da vida, nessa pequena cadeia sem teto.

O morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar nivelado. Se for colocado em um piso completamente plano, tudo que ele conseguirá fazer é andar de forma confusa, dolorosa, procurando alguma ligeira elevação de onde possa se lançar.

Um zangão, se cair em um pote aberto, ficará lá até morrer ou ser removido. Ele não vê a saída no alto, por isso, persiste em tentar sair pelos lados, próximo ao fundo. Procurará uma maneira de sair onde não existe nenhuma, até que morra de tanto se atirar contra o fundo do vidro.

Existem pessoas como o falcão, o morcego e o zangão: atiram-se obstinadamente contra os obstáculos, sem perceber que a saída está logo acima, num olhar sob um ponto de vista diferente e à distância de apenas uma oração…

Gandhi e o professor arrogante

imagesEnquanto estudava Direito na University College, de Londres, um professor de sobrenome Peters tinha-lhe aversão, mas o estudante Gandhi nunca baixou a cabeça e os seus encontros eram frequentes.

Certo dia o professor Peters almoçava no refeitório da Universidade quando o aluno, com sua bandeja, senta-se ao seu lado.

O professor, altivo, diz:

– Sr. Gandhi, você não entende … Um porco e um pássaro não se sentam juntos para comer.

Gandhi respondeu-lhe:

– Fique tranquilo, professor. Eu vou voando… – e mudou-se para outra mesa.

Mr. Peters, enfurecido, decidiu vingar-se no dia seguinte, quando uma prova seria aplicada. Mas o aluno respondeu de forma brilhante a cada questão. Então, o professor fez-lhe mais uma pergunta:

– Sr. Gandhi, você está andando na rua e encontra um saco contendo em seu interior a sabedoria e uma grande quantidade de dinheiro. Qual dos dois o sr. escolhe?
Gandhi responde-lhe, sem hesitar:

– É claro, professor, que fico com o dinheiro!
O professor Peters, sorrindo, diz:

– Eu, ao contrário, teria agarrado a sabedoria, você não acha?
– Compreendo… Cada um escolhe o que não tem! – responde Gandhi.

O professor Peters fica histérico e escreve no papel da pergunta: “Idiota!”.
O jovem Gandhi recebe a folha e lê atentamente. Depois de alguns minutos, dirige-se ao professor e diz:

– Mr. Peters, reparo que assinou a minha folha, mas não colocou a nota?

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Semeie a paz, o amor, a compreensão. Mas trate com firmeza quem te trata com desprezo.

Compreensão e conhecimento

diewelle_scene_06No curso de Medicina, o professor dirige-se ao aluno e pergunta:

– Quantos rins nós temos?
 
– Quatro! – responde o aluno.

– Quatro? – replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos. Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala – ordena o professor ao seu auxiliar.
 
– E, para mim, um cafezinho! – disse o aluno ao auxiliar do mestre.

O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno em questão era o “Barão de Itararé”.
 
Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:

– O senhor me perguntou quantos rins “nós temos”. “Nós” temos quatro: dois meus e dois seus. “Nós” é um pronome usado para o plural. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.

Aprendendo a escrever

dialogo-mas-nao-briga-com-as-criancasQuando Joey tinha somente cinco anos, a  professora do jardim de infância pediu aos alunos que fizessem um desenho  de alguma coisa que eles amavam.

Joey desenhou sua família. Depois, traçou um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras. E desejando escrever uma palavra acima do círculo, saiu de sua mesinha e foi até a professora, perguntando-lhe:

– Professora, como a gente escreve…?

Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever mais a interromper a aula.

Joey dobrou o papel e o guardou no bolso. Quando retornou para casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho.

Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia e para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse:

– Mamãe, como a gente escreve…?

Sua mãe imediatamente o interrompeu dizendo:

– Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta!

Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso.

Naquela noite, ele tirou novamente o desenho do bolso. Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo ao seu  pai. Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do seu pai e disse:

– Papai, como a gente escreve…?

– Joey, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora.

O garoto dobrou  o desenho e o guardou mais uma vez no bolso.

No dia seguinte, quando sua mãe separava a  roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos  os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o  papel. Atirou tudo no lixo.

Os anos passaram…

Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie, fez um desenho. Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse:

– Este aqui é você, papai!

A garota  também riu. O pai olhou pra o grande círculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o círculo.
Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou: “Volto logo!”. E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou-lhe:

– Papai, como a gente escreve amor?

Ele  abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:

– Amor, querida, amor se escreve com as letras T…E…M…P…O.

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Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o  seu tempo para amar. Crie um tempo extra para amar, não esquecendo que  para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive.

Não espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, família, afeição.

Por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie. Afinal, o ser humano é um poço de  criatividade e o tempo. E o tempo é uma questão de escolha.

Calma e serenidade

CalmaPerto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que se dedicava a ensinar o fundamento zen aos jovens.

Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama.

O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.

– Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?

– A quem tentou entregá-lo – respondeu um dos discípulos.

– O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem o carregava consigo.

A sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir.

A arte de viver junto

amour-enlacerConta uma lenda dos índios Sioux que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem Azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram:

– Nós nos amamos e vamos nos casar. Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?

E o velho, emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse-lhes :

– Há o que possa ser feito, ainda que sejam tarefas muito difíceis. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva!

Os jovens se abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir a missão.

No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves. O velho tirou-as dos sacos e constatou que eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.

– E agora, o que faremos? – os jovens perguntaram.

– Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres.

Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros.

A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela impossibilidade do voo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar.

Então, o velho disse:

– Jamais se esqueçam do que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar um ao outro. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados. Libere a pessoa que você ama para que ela possa voar com as próprias asas. Essa é uma verdade no casamento e também nas relações familiares, de amizade e profissionais.

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Respeite o direito das pessoas de voar rumo ao sonho delas. 
A lição principal é saber que somente livres as pessoas são capazes de amar.

A triste geração que virou escrava da própria carreira

20140403-dinheirama-sinais-dinheiro-tabuE a juventude vai escoando entre os dedos.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.

Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.

Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.

Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.

Frequentou as melhores escolas.

Entrou nas melhores faculdades.

Passou no processo seletivo dos melhores estágios.

Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.

E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.

Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.

Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.

O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.

O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.

Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.

Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.

Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.

Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.

Mas para a vida, costumava ser não:

Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.

Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.

Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.

Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.

Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.

Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.

Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo.

Só não via que os dias estavam passando.

Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.

RUTH MANUS