Um drama de todos nós

paiva-netto_foto-oficialO dia 13 de julho marca a promulgação, em 1990, do Estatuto da Criança e do Adolescente. O artigo 4º das Disposições Preliminares explicita que “é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”.

Volto ao tema, pois a observância do Estatuto visa impedir atos brutais, horrendos, a exemplo do que há poucos dias ocorreu contra o menino boliviano Brayan Yanarico Capcha, de 5 anos. Cruelmente assassinado durante um assalto em São Paulo, ele completaria 6 anos no último sábado. É preocupante, ultrajante a violência que a cada dia faz novas vítimas no país, multiplicando dramas humanos, sociais e espirituais.

Pedimos a Deus que ampare a Alma desse nosso pequenino irmão sul-americano e enviamos condolências aos seus pais, Yanarico Quiuchaca e Veronica Capcha Mamani.

 EDUCAR CONTRA AS DROGAS

Com o objetivo de esclarecer a juventude, protegendo-a das drogas, promovemos em 19/6, no ParlaMundi da LBV, em Brasília, o Encontro Ecumênico “Viver é melhor! — Um brado de Amor à Vida”.

O evento, que celebrou ainda o Dia Internacional da Luta contra o Uso e o Tráfico de Drogas (26/6), contou com ilustres palestrantes: dra. Cejana Passos, diretora de Projetos Estratégicos e Assuntos Internacionais, representando a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad); Alex Reinecke de Alverga, assessor da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; Fabian Penyy Nacer, consultor e palestrante sobre tratamento e prevenção das drogas e do álcool; cabo Fábio Wisner Borges Sales, do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) do Distrito Federal; Olegário Versiani, da Federação Espírita Brasileira (FEB); e Émerson Damásio, diretor administrativo da Religião de Deus.

A professora Silvana Cechini, do Centro de Ensino Fundamental da 214, na Asa Sul, ficou empolgada com as palestras educativas: “Um evento como esse desperta no jovem o viver com paz, harmonia, escolhas boas, (…) para que tenha um futuro melhor, uma vida mais digna e de paz”. E observamos na palavra do estudante Vitor Rodrigues de Oliveira, 14 anos, que o esforço dos que colaboraram com a iniciativa valeu a pena: “Estou aprendendo muita coisa, mas primeiramente como a droga pode mudar a sua vida e levá-lo para o caminho do mal. Está sendo um alerta para visualizarmos o melhor para as nossas decisões”.

A professora Silvana Cechini, do Centro de Ensino Fundamental da 214, na Asa Sul, ficou empolgada com as palestras educativas: “Um evento como esse desperta no jovem o viver com paz, harmonia, escolhas boas, (…) para que tenha um futuro melhor, uma vida mais digna e de paz”. E observamos na palavra do estudante Vitor Rodrigues de Oliveira, 14 anos, que o esforço dos que colaboraram com a iniciativa valeu a pena: “Estou aprendendo muita coisa, mas primeiramente como a droga pode mudar a sua vida e levá-lo para o caminho do mal. Está sendo um alerta para visualizarmos o melhor para as nossas decisões”.

A dra. Cejana Passos, ressaltando a importância dessa conversa com os adolescentes, disse que “os jovens serão a força do trabalho, da cidadania brasileira (…). A gente tem a possibilidade de trocar ideias positivas sobre o futuro como cidadão”.

Ao agradecer à Religião de Deus o convite para o encontro e aos alunos pela presença, o cabo Fábio Wisner comentou: “Na apresentação, abordei mais sobre a questão do álcool, porque muitos pensam que drogas são somente maconha, crack, cocaína, mas se esquecem, às vezes, de relacionar a bebida alcoólica. Na minha opinião é a droga mais perigosa, devido à sua aceitação social, ao seu fácil acesso. Às vezes, a gente encontra até dentro de casa”.

Ao agradecer à Religião de Deus o convite para o encontro e aos alunos pela presença, o cabo Fábio Wisner comentou: “Na apresentação, abordei mais sobre a questão do álcool, porque muitos pensam que drogas são somente maconha, crack, cocaína, mas se esquecem, às vezes, de relacionar a bebida alcoólica. Na minha opinião é a droga mais perigosa, devido à sua aceitação social, ao seu fácil acesso. Às vezes, a gente encontra até dentro de casa”.

Por fim, formou-se uma Corrente Ecumênica de Prece em prol da prevenção e da superação dos vícios com uma cultura de saúde e paz para todos.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

 

Combate à violência contra mulheres e meninas

Paiva Netto

 
paiva-netto_foto-oficialCelebramos o Dia Internacional da Mulher em 8 de março, contudo, nada nos impede de tocar no assunto em qualquer ocasião. Defendo sempre que dignificar a mulher é valorizar o homem. Provê-la do apoio necessário, com o acesso à educação de qualidade, a um sistema eficiente de saúde e segurança, é dever do Estado e compromisso de todos nós. O respeito e uma boa orientação material e espiritual às mulheres lhes possibilitam atingir o grau de excelência nas atribuições que exerçam, por exemplo, no papel de mãe generosa, devidamente preparada para formar cidadãos dignos. Cabe aqui repetirmos o pensamento do educador norte-americano Charles Mclver (1860-1906): “Se você educar um homem, educa um indivíduo; mas, se educar uma mulher, educa uma família”.

Na abordagem desse tema, de interesse geral, com muito prazer trago-lhes trecho da entrevista que a ilustre dra. Maria do Rosário Nunes, ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), concedeu no Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF, em 22 de janeiro deste ano. No ensejo, ela comandou um ato ecumênico em prol da tolerância religiosa, assinando, juntamente com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, a portaria de criação do Comitê Nacional de Diversidade Religiosa.

Ao discorrer sobre o 8 de Março, especialmente para a revista “Boa Vontade Mulher”, declarou:

“Interessante é que estávamos falando aqui hoje de tolerância, de paz, de não violência. Uma vez li que, se os acordos de paz fossem construídos com a presença mais efetiva das mulheres, a paz seria mais rapidamente conquistada. As mulheres nas guerras, na situação urbana, nos conflitos diante da morte tão precoce dos meninos no nosso país, no mundo, ou das meninas, dos maridos, dos companheiros, as mulheres perdem e sofrem muito com a violência. Seja a violência de gênero ou quando perdem também aqueles que amam.

“Oito de março é uma data fundamental no Brasil e no mundo, porque tem a capacidade de mobilizar por igual a sociedade, percebendo o valor da mulher, superando preconceitos.

“No Brasil, temos uma mulher na presidência. A presidenta Dilma representa muito para todas nós. Temos ainda várias ministras. Inclusive, permitam-me uma homenagem à ministra Eleonora Menicucci, que responde pela Secretaria de Política para as Mulheres da Presidência da República. Trabalhamos muito integradas. (…)

“Mas temos muitos desafios, porque lamentavelmente a violência ainda tem uma perspectiva de gênero. As mulheres no ambiente familiar vivenciam e muito a situação da violência, que deve ser superada em todas as idades”.

 

SITUAÇÃO DA MULHER NA ONU

O jornalista Enaildo Viana, da mídia da Boa Vontade, que conduziu a entrevista com a ministra, lembrou que a Lei Maria da Penha — elogiada internacionalmente — é reconhecida como uma das legislações mais avançadas de proteção à mulher. Por sinal, entre 4 e 15 de março de 2013, na sede das Nações Unidas, em Nova York (EUA), a LBV — que possui status consultivo geral no Conselho Econômico e Social da ONU — participará da 57ª  sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, que reúne delegações dos países membros do organismo e representantes internacionais da sociedade civil. Os debates terão como foco “A eliminação e prevenção de todas as formas de violência contra as mulheres e meninas” e reafirmarão ações em favor “da divisão igualitária de responsabilidades entre mulheres e homens, incluindo o cuidado no contexto do HIV/aids”.

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brhttp://www.boavontade.com