Os quatro D’s que impedem a realização dos sonhos

Os quatro D’s que impedem a realização dos sonhos
duvida-landing-pageAprenda como fugir das armadilhas que nos impedem de alcançar o que tanto queremos.
Temos tantos sonhos, tantos projetos e tanta vontade de crescer, mas, às vezes, isso acaba não acontecendo porque sentimentos como dúvida, desânimo e angústia funcionam como uma espessa massa de cimento fresco, que fixa e finca os nossos pés para não nos deixar prosseguir.
Quem nunca se sentiu assim? Ou quem jamais pensou em realizar várias coisas ao mesmo tempo e acabou se confundindo com o que realmente era importante, até que bateu a insegurança e a desistência? Isso acontece muito, principalmente quando não conseguimos nos sentir seguros e confiantes.
Abaixo estão algumas armadilhas que tentam nos parar, mas que também podem nos servir de alerta para não mais cairmos nelas. São situações comuns que instigaram até mesmo os grandes Heróis da Fé.
Dúvida
– Como cristãos, sabemos que a dúvida nos impede de realizar sonhos porque a fé, que é a ferramenta que nos move para isso, fica neutralizada.
– A dúvida é uma arma muito bem usada pelo mal para tentar nos frear, porque uma vez implantada em nossos corações, consegue nos deixar estagnados e sem forças para avançar. E o perigo é que quando não conseguimos definir o que queremos (nos diversos aspectos de nossas vidas), vemos o tempo passar e as oportunidades escaparem de nossas mãos.
Desânimo
– Quantas vezes não nos sentimos desanimados diante das diversas situações que ocorrem diariamente em nossas vidas? São acusações, ameaças, decepções, tristezas, malícias e tantas outras razões que nos motivam a desanimar, que muitas vezes a vontade que bate é de jogar tudo para o ar, como se essa fosse uma boa solução para os problemas. Mas o desânimo também é outra estratégia utilizada para tentar esfriar a nossa fé, a ponto de fazer nos sentirmos inúteis. Então, não conseguimos mais ter vontade de agradar a Deus; nosso respeito e temor vai se perdendo aos poucos, até que aquela leve tristeza, que não nos preocupamos em repreender, aumenta tanto que fica difícil se livrar dela. No entanto, o Senhor Jesus diz aos que se sentem desanimados:
“No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16: 33)
Derrota
– Geralmente quando estamos desanimados, nos sentimos fracassados também. Nada está como deveria, e parece que aquilo que fazemos de melhor já não está tão bom assim. Esta sensação é ruim, porque nos distancia da realização dos nossos sonhos. É como se estivéssemos nadando em um grande mar, mas que a cada braçada, nos deixasse mais longe da praia. Porém, sabendo que todos nós somos falhos e fracos, o Senhor nos consola, dizendo:
“O Senhor firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz; se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão” (Salmos 37:23-24)
Demora
– Depois que caímos nas armadilhas acima, este item concretiza o nosso retrocesso. Afinal, quem consegue realizar seus sonhos, colocar em prática algum plano ou trazer à tona seus projetos, após ter a mente contaminada pela dúvida, estar desanimado e sentindo-se um derrotado? Talvez, quase ninguém. Então, de tanto protelar e deixar para mais tarde aquilo que poderíamos fazer agora, nossos desejos são adiados até o dia em que olhamos para trás e vemos quanto tempo perdemos para realizá-los.
Mas, o que fazer para se proteger disto?
– Se procurarmos buscar a presença de Deus e atender ao que Ele diz, obedecendo-O, a nossa fé ficará cada vez mais forte e as dúvidas perderão de vez o seu espaço (Leia Filipenses 4:13);
– Se mantivermos nossa fé fortalecida e tivermos ânimo para crescer, daremos menos atenção aos sentimentos negativos e passaremos a focar mais naquilo que realmente importa (Leia Josué 1:9);
– Além disso, manter a esperança é muito importante. É ela quem nos faz perseverar, mesmo quando tudo parece estar dando errado. Se não conseguimos conquistar na primeira tentativa, ainda surgirão outras oportunidades para a realização dos nossos sonhos. O fundamental é superar os obstáculos e nunca desistir (Leia Romanos 5:3-4).

Dos professores, de todos os dias

“As verdadeiras questões da educação resultam de que nas escolas há pessoas jovens, que devem ser ajudadas, tanto quanto possível, a serem felizes. E em que a felicidade dessas pessoas, como a de todas as outras, consiste em satisfazerem a ânsia profunda que têm de verdade, de bem e de beleza. Não em terem coisas e conforto”. (Paulo Geraldo)

Nós, professores e professoras de todos dias, mergulhamos no complexo desafio de humanizar crianças, adolescentes, jovens e adultos a partir da construção do conhecimento. Os tempos mudam, mas não mudou o papel da escola. A escola é o grande laboratório onde se geram a socialização e convivência interpessoal, bem como a construção do conhecimento, a partir das idéias e iniciativas inerentes à criatividade humana.

Abençoada seja a nossa missão de educar. Abençoados sejam nossos propósitos, mesmo nem sempre compreendidos pelos alunos, pais e comunidade. Abençoadas sejam nossas famílias que se geram neste contexto que exige ousadia, paciência, preparo e persistência, em resumo, em doação à vida dos outros. Abençoada seja a nossa saúde física e mental, pois não podemos adoecer e nem fraquejar. Abençoados sejam todos aqueles e aquelas que, por nossas mãos, mentes e coração aceitaram e aceitam o desafio de fazer-se gente, a partir dos seus potenciais e da superação de seus limites. Abençoados todos aqueles que acreditam no trabalho do professor.

Nada mais gratificante em nossa profissão do que o reconhecimento de alunos e alunas que, mesmo tardiamente, fazem questão de afirmar que a gente fez diferença em suas vidas. Não há como medir, no cotidiano da vida escolar, quando e como realizamos ações ou atitudes que marcaram positivamente a vida de um de nossos alunos. Afinal, a gente nunca foi e nunca será gênio para adivinhar; sempre seremos visionários para arriscar, mudar e ousar. Nisto, sempre fomos mestres.

O que entristece a nossa vida é que tanto cuidamos da vida, dos sonhos e dos problemas dos outros, mas nem sempre somos bem cuidados. Queríamos, sim, reconhecimento por nosso maior feito: preservar a importância da educação e da escola para o nosso país, para o mundo.

Muitos falam de educação, mas não são professores. Arriscam palpites sobre melhorias na educação, mas não perguntam sobre o que a gente tem a dizer. Não se importam com nossos baixos salários, muito menos com nossas dificuldades de lidar com as múltiplas dimensões e necessidades presentes nos nossos alunos. Nestes últimos quesitos, lutamos solitários. Embora não tenha mudado o papel da escola e da educação, mudaram as exigências para que possamos construir uma boa aprendizagem. Temos observado que nem todo aluno e nem todos os pais vêem a escola como uma forma de inserção na vida social e científica. Que as necessidades dos nossos alunos estão muito além para aquilo que a escola consegue oferecer. Que escolas e professores nem sempre estão em condições de dar conta de tudo o que está “depositado” neles.

O fato é que, a complexidade de nosso mundo é a complexidade da nossa escola; esta complexidade está nos distintos recantos de nosso país. O que muda de uma escola para o outra é o modo de conduzir os processos de aprendizagem e de interação social, mediados pelo conhecimento. A especificidade de cada escola e de cada contexto é que precisam ser sempre avaliados, reconhecidos e apoiados.

O professor, neste contexto, está fragilizado, exposto e pressionado por resultados e expectativas que não dependem somente de sua atuação. Mas professores e professoras resistem bravamente. Sabem que a dureza dos desafios cotidianos supera-se na disposição de lutar por melhores dias na educação, mas também na sua disposição de amar e sentir compaixão. Como escreveu Paulo Freire, “não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.

Nossos dias se chamam “muito trabalho”. Nosso alento, “esperança de dias melhores”.