Dez conselhos aos jovens do século 21

dddddddd1. Estude. Quem estuda pode não chegar a lugar nenhum. Mas, quem não estuda certamente não vai chegar ao lugar nenhum.

2. Fuja dos desejos da mocidade. Se puder, corra deles. Os desejos da mocidade, quando atendidos, tem desgraçado a vida da maioria dos jovens.

3. Ame seus pais e, se tiver, seus irmãos. Talvez você não sabia, mas seus pais são tremendamente carentes de atenção e afeto.

4. Selecione seu círculo de amizades. Creio que hoje, mais do que nunca, os jovens evangélicos são muito vulneráveis, influenciáveis e inseguros. Cuidado com quem está fazendo a sua cabeça.

5. Tenha grande estima pelo seu pastor. Ele vela pela sua alma, como quem vai prestar conta dela ao Senhor. Ele não é perfeito, mas verdadeiramente só quer o melhor para sua vida.

6. Seja prudente, não se precipite. Pense bem antes de tomar uma decisão que pode mudar o rumo de sua vida. Pense muito bem antes.Não vá na lógica do “todo mundo faz”.

7. Cultive muito mais seu interior. Você é mais que uma imagem que precisa de elogios para continuar existindo. Descubra e invista em seus dons, talentos, caráter, virtudes e espiritualidade.

8. Cuidado com os ardis de Satanás. Ele se transfigura até em anjo de luz para seduzir e destruir os tolos. Ore e vigie.

9. Nunca suspire pela aparente vida boa dos ímpios. Leia a parábola do Filho Pródigo e veja como é fácil se deixar enganar pela glamour de uma vida sem Deus. Sobretudo veja o fim dos que rejeitam o projeto de Deus para suas vidas.

10. Não reproduza os mesmos erros dos seus pais. O maior pesadelo de seus pais é que você cometa os erros que eles cometeram quando tinha a sua idade. Compartilhe com eles os seus sonhos: os conselhos deles podem ser mais valiosos que jóias preciosas.

A grande família Humanidade

Paiva Netto

 

paiva-netto_foto-oficialEmbora a realidade contemporânea ofereça-nos panorama de violência doméstica; de número cada vez maior de jovens envolvendo-se com drogas; da própria descoberta da sexualidade, pelas crianças, pulando etapas importantes na sua formação psicológica; na contramão desses tristes fatos, pesquisas também relatam que até mesmo “os mais modernos”, na hora em que a porca torce o rabo, vão procurar apoio na casa da mamãe ou da vovó…

Respeito a opinião dos que apontam como certa a falência da família. Todavia, questiono o raciocínio de afirmarem que o seu valor, no fortalecimento da sociedade, chegou ao fim. Ora, ela não existe sem a família. E nenhuma transformação na Terra tem sido pacífica.

No 9o Congresso da Mocidade Legionária da LBV, 1984, declarei que – num mundo constantemente ameaçado pela selvageria, convém lembrar que, pela queda das barreiras de espaço e tempo, quanto mais anunciam seu fim, a família cresce e passa a chamar-se Humanidade. Não estamos, no século da bomba de hidrogênio, a coberto de coisa alguma, mesmo que aconteça aos antípodas… Num período de profundas mutações, todos precisam de auxílio. O “bloco do eu sozinho” deixará de ter vez, apesar da globalização e das muitas análises contraditórias feitas sobre ela. Não são apenas os videntes de fim de ano que erram… Os analistas dos fatos sociais, políticos e econômicos também. A carência crescente de bom senso no mundo forçará o ser humano, por intensa necessidade, a recompor a família, família universal, a Humanidade, ainda que tendo algumas ovelhas transviadas.…

E a família? Sobrevive!

A família está acabando? Não. Está evoluindo, como é natural. E dentro de toda a confusão desta passagem de milênio, por mais incrível que pareça aos apressados, ela está, embora aos trancos e barrancos, à procura de Algo, que um dia descobrirá ser Deus — com um nome ou nome algum —, que é Amor, sem o qual o indivíduo não pode subsistir dignamente, porquanto, querendo ou não, faz parte Dele. Anotou Paulo Apóstolo, na Segunda Epístola aos Coríntios, 6:16: — “Vós sois o Templo do Deus vivo”.
Sem traulitada no crânio

E continuei: Nada sobrevive sem Amor. Um dia, chegaremos a essa feliz compreensão. A mudança dos costumes é um procedimento mais antigo do que muita gente pensa… Está causando espécie, porque a sua rapidez aumentou bastante e a mídia aí está em plena ação. Vejam bem como o processo é remoto: quando um primata qualquer resolveu não mais usar traulitada no crânio para seduzir a sua escolhida, certamente alguns daquele tempo temeram “tamanho absurdo”: “Isto é um perigo, onde é que está o respeito? Dessa maneira a família está fadada ao mais triste fim”.

E não foi nada disso… O que ocorria era efeito da evolução. Afinal, mulher não é caça. A família só acabaria caso não houvesse Amor. E este não termina jamais, visto que está para o espírito como o oxigênio para o corpo.
A consideração de Fernanda

Gosto de citar o exemplo da grande atriz Fernanda Montenegro, quando, num programa de TV, perguntaram-lhe: “Você acha que o teatro está acabando?”. Com finura respondeu: “O teatro é como a família; desde pequena ouço falar que ela vai acabar, e ela continua aí”.

Certíssima, a querida Fernanda: a família evolui, porém não morrerá nunca. O Amor, se autêntico, sempre vence! Pode demorar, mas triunfa, mesmo porque temos várias existências que se vão complementando até a nossa integração total em Deus, que é – como com insistência repetimos – justamente Amor (Primeira Epístola de João, 4:8). Numa época de tanta azedia, é vital que mais se acredite nele. Em períodos de intensas reformas, geralmente se peca pelo exagero. Aí então é que o Amor se torna imprescindível. Quando há seca, suplicamos chuva.

Ora, a violência alcançou planos absurdos. Contudo, virá a época de equilíbrio. Todo excesso cansa, enfara e é lançado fora. Quanto mais se estende um elástico, mais ele volta sob o impacto da esticada que se lhe deu. E pode atingir a face de quem o puxou com ímpeto. É conclusão da Física. A Terceira Lei de Newton, plenamente em vigor.

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brhttp://www.boavontade.com