Jardim em perigo

5219floresQuando você planta uma mudinha de flor, qual é a sua primeira preocupação? 

Um bom jardineiro dirá que a primeira providência deve ser tomada antes do plantio, no preparo do terreno, escolha do tempo certo, etc. 

Mas a nossa pergunta é para você, pessoa comum, que não tem habilidades de jardinagem. 

Talvez, mesmo sem ser um profissional da área, você conheça algumas providências básicas para que a mudinha cresça e dê flores. 

Uma delas é plantar em terra fértil. Outra é cuidar para que o sol não a queime, a água não a apodreça, as pragas não a comam, as ervas-daninhas não a sufoquem. 

Certamente você não colocaria sobre a sua plantinha, algum veneno que pudesse matá-la, não é mesmo? 

Pois bem, fazendo uma comparação com a mudinha de flor e uma criança, podemos seguir o mesmo raciocínio.

Se uma planta merece nosso cuidado, um filho merece muito mais. 

Mas, infelizmente, alguns pais, que não derramariam na planta produto que a destruísse, permitem que seu filho faça uso de um veneno que está cada vez mais popular entre crianças e adolescentes: o álcool. 

Alguns pais permitem, outros incentivam. 

Se você visse alguém derramando alguma substância nociva sobre a frágil plantinha, certamente diria: “isso é loucura!” 

No entanto, você vê um pai ou uma mãe dando bebida alcoólica à criança, e considera isso um fato normal. 

Estranho paradoxo, esse! 

Hoje os problemas decorrentes do uso de bebidas alcoólicas têm preocupado governantes e muitos têm envidado esforços para conter essa epidemia. 

Afinal, esse é um problema que ameaça os valores econômicos, políticos e culturais da sociedade. 

Acarretam gastos com tratamento médico, internação hospitalar; provocam o aumento dos índices de acidentes de trabalho, de trânsito, de violência urbana, mortes prematuras, entre outros. 

É realmente uma catástrofe de grandes proporções, pois os prejuízos não ficam somente no campo da economia. 

Os danos morais e espirituais são ainda maiores. 

As perturbações da personalidade do usuário, as lesões afetivas causadas nos familiares, os afetos destruídos, as esperanças despedaçadas, os sonhos ceifados, a infelicidade… 

E assim, esse imenso jardim que poderia ostentar flores belas e perfumadas, apresenta flores amareladas, sem perfume, sem viço, sem esperança, de breve aparição no solo terreno… 

Os perigos advindos dessa substância nociva chamada álcool, espreitam em cada esquina… 

Os malefícios desse veneno vão destruindo a criatura lentamente, qual parasita que lhe rouba as forças e lhe impõe cada vez mais necessidade de uso… 

A ação devastadora dessa praga cruel é lenta, mas decisiva… 

Você, que consegue perceber a gravidade do assunto, pense com carinho a respeito disso. 

Passe a observar quanto descuido paira sobre a infância desprotegida… 

Perceba quanta indiferença pesa sobre a juventude desorientada… 

E você, jardineira ou jardineiro a quem Deus enviou essas almas para fazê-las florir e dar bons frutos, certamente responderá, um dia, sobre a tarefa que lhe foi confiada. 

Pense nisso, e não perca nem mais um minuto, pois em um minuto a situação pode fugir totalmente do seu controle. 

Você sabia?

Você sabia que o uso e o abuso de bebidas alcoólicas está cada vez mais cedo na vida de crianças entre 9 e 12 anos de idade?

Justamente numa faixa etária em que o ser está em formação, tanto física quanto psicológica.

Por essas e outras razões é que precisamos, com urgência e determinação, salvar esse jardim em perigo.

CINCO MINUTOS

images (1)No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem em um banco perto do playground. 
– Aquele, logo ali, é meu filho. Ela disse, apontando para um pequeno menino usando um suéter vermelho e que deslizava no escorregador. 
– Um bonito garoto. O homem respondeu e completou, – aquela usando vestido branco, pedalando sua bicicleta, é minha filha.

Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha. 
– Melissa, o que você acha de irmos?

E Melissa suplicou 
– Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco minutos.

O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração.

Os minutos se passaram e o pai levantou-se e novamente chamou sua filha. 
– Hora de ir agora?

Outra vez Melissa pediu, 
– Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos.

O homem sorriu e disse, 
– Está certo!

– O senhor é certamente um pai muito paciente, – a mulher comentou.

O homem sorriu e disse, 
– O irmão mais velho de Melissa, Tommy, foi morto por um motorista bêbado no ano passado quando montava sua bicicleta perto daqui. 
Eu nunca passei muito tempo com Tommy e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele. 
Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa. 
Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta. 
Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-la brincar.

Em tudo na vida estabelecemos prioridades; quais são as suas prioridades? 
Dê a alguém que você ama mais cinco minutos de seu tempo hoje!

Sempre será mais cinco minutos para você também!!!

A chaga do egoísmo

A fila no estabelecimento bancário estava enorme. Poucos funcionários, muitos clientes. Dia de pagamento de compromissos vários motivava que o banco assim se apresentasse apinhado. 

Na seqüência dos minutos, a fila aumentava e a impaciência tomava conta de alguns, enquanto outros buscavam a conversa descompromissada para aliviar a tensão da longa espera. 

Uma senhora distinta se aproxima do caixa. Afinal, chegara sua vez. O jovem bancário, solícito, se dispõe atendê-la. 

Ela coloca sua bolsa, com absoluta calma, sobre o balcão do caixa. Sem pressa, abre o zíper e com todo vagar busca dentro dela os carnês que deve pagar. 

Vira, revira e, finalmente retira um bloqueto de cobrança e um carnê, apresentando-os ao funcionário. 

Enquanto ele soma, ela procura vagarosamente sempre, o cartão a fim de efetuar o pagamento. Entrega-o ao rapaz, que aguarda, ansioso, verificando que a fila não pára de se alongar. 

Ela ajeita os óculos para digitar a senha e quanto já tem nas mãos tudo quitado e autenticado, retorna o cartão ao caixa, pedindo que proceda a uma retirada. 

Ele se prontifica, executa a operação e no momento que lhe passa o dinheiro, ela resolve alterar o valor, solicitando um tanto mais. 

As pessoas tudo observam, expressando impaciência, consultando o relógio. 

Finalmente, ela pega as notas e, com delicadeza, vai colocando na bolsa o carnê, o bloqueto, as notas, o cartão magnético, sem arredar um milímetro de frente ao caixa, impedindo a aproximação de outro cliente. 

A senhora prossegue no seu egoísmo, sem se importar com os outros, pensando somente em si mesma, como se fosse o único ser vivente no planeta. 

Mas esta forma de egoísmo não é a única. Outras existem e, quando se apresenta na inteligência, toma o aspecto de vaidade intelectual. 

Na ignorância, é a agressividade. Na pobreza, é a inveja que destrói, na tristeza é o isolamento. 

O egoísmo, onde se manifeste, usa as mais diversas máscaras. Como o joio que abafa o trigo, comparece igualmente nos corações que a luz já felicita, em forma de cólera e irritação, desânimo e secura. 

Se desejamos dar combate a esta praga, saibamos estender, cada dia, as nossas disposições de mais amplo serviço ao próximo, aprendendo a ceder de nós mesmos para o bem de todos. 

Você sabia? 

Você sabia que o egoísmo é herança evidente de nossa antiga animalidade? 

E que é por este motivo que o vemos repontar em toda extensão do Mundo? 

E que a plenitude do amor somente pode ser alcançada com humildade e sacrifício?