CINCO MINUTOS

images (1)No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem em um banco perto do playground. 
– Aquele, logo ali, é meu filho. Ela disse, apontando para um pequeno menino usando um suéter vermelho e que deslizava no escorregador. 
– Um bonito garoto. O homem respondeu e completou, – aquela usando vestido branco, pedalando sua bicicleta, é minha filha.

Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha. 
– Melissa, o que você acha de irmos?

E Melissa suplicou 
– Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco minutos.

O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração.

Os minutos se passaram e o pai levantou-se e novamente chamou sua filha. 
– Hora de ir agora?

Outra vez Melissa pediu, 
– Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos.

O homem sorriu e disse, 
– Está certo!

– O senhor é certamente um pai muito paciente, – a mulher comentou.

O homem sorriu e disse, 
– O irmão mais velho de Melissa, Tommy, foi morto por um motorista bêbado no ano passado quando montava sua bicicleta perto daqui. 
Eu nunca passei muito tempo com Tommy e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele. 
Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa. 
Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta. 
Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-la brincar.

Em tudo na vida estabelecemos prioridades; quais são as suas prioridades? 
Dê a alguém que você ama mais cinco minutos de seu tempo hoje!

Sempre será mais cinco minutos para você também!!!

Deixe o outro falar

Deixar o outro falar ajuda em situações familiares e profissionais. 

Barbara Wilson relacionava-se muito mal com sua filha Laurie. O relacionamento se deteriorava pouco a pouco. 

Laurie, que fora uma criança serena e complacente, tornou-se avessa à cooperação, às vezes provocadora. 

A Sra. Wilson passava-lhe sermões, ameaçava-a, punia, sem sucesso. 

Certo dia, contou a Sra. Wilson, simplesmente desisti. 

Laurie tinha me desobedecido e fora para a casa de uma amiga antes de terminar seus afazeres domésticos. 

Quando voltou, eu estava prestes a estourar com ela pela milésima vez, mas não tive forças para isso. Limitei-me a fitá-la e a dizer: 

“Por quê, Laurie, por quê?” 

Laurie percebeu o estado em que eu me encontrava e, com uma voz calma, perguntou: 

“Quer mesmo saber?” 

Fiz que sim com a cabeça e Laurie contou-me, primeiro hesitando, depois com uma fluência impressionante. 

Eu nunca lhe prestara atenção. Nunca a ouvira. Sempre lhe dizia para fazer isso ou aquilo. 

Quando sentia necessidade de conversar comigo sobre as coisas dela, sentimentos, ideias, interrompia-a com mais ordens. 

Comecei a compreender que ela precisava de mim – não como uma mãe mandona, mas como uma confidente, uma saída para suas confusões de adolescente. 

E tudo o que fazia era falar, falar, quando deveria ouvir. Nunca a ouvira. 

A partir daquele momento, fui uma perfeita ouvinte. Hoje ela me conta o que lhe passa pela cabeça e nosso relacionamento melhorou de maneira imensurável. Ela se tornou, de novo, uma colaboradora. 

* * * 

Quantos pais neste mundo têm problemas similares com seus filhos. 

Problemas que seriam amenizados se soubéssemos apenas ouvir um pouco mais. 

Como pais, como educadores, por vezes temos a falsa impressão de que precisamos falar, ensinar, proferir lições, etc, e eles, os filhos, precisam apenas ouvir. 

Quantos pais reclamam que seus filhos não os ouvem e tudo parece que entra por um ouvido e sai pelo outro. 

Mas será que esses pais sabem ouvir seus filhos? 

Será que esses pais sabem que o aprendizado não se dá apenas por sermões, por conselhos? 

O processo de aprendizado, e mais, o processo de construção de uma boa relação familiar, tem que passar pelo diálogo. 

E quando estamos no campo do diálogo, precisamos entender que este é uma via de mão dupla. No diálogo fala-se, mas também se ouve, e muito… 

Ouvir exige autocontrole, disciplina, respeito ao outro e humildade. Por isso, talvez, ainda seja tão difícil para a Humanidade. 

Ouvir nos pede reflexão, paciência e empatia. 

Desta forma, procuremos sempre deixar o outro falar. Ouçamos as razões do outro, suas explicações, etc. 

Elas podem não justificar certos atos, mas explicam as razões da outra alma e nos fazem compreendê-la melhor. 

Pais, deixemos nossos filhos falarem! Filhos, deixemos nossos pais falarem! 

O amor e a paz familiar sairão lucrando sempre.