Por que ter filhos?

Renata LombardiEducar exige esforço. Que o digam os pais e, em especial, as mães que, de um modo geral, ficam mais horas com a criança. É uma tarefa árdua com certeza. 
 
Há dias em que a irritação atinge o auge. São aqueles em que as crianças parecem ter acordado com o fiel compromisso de nos atormentar. 
 
É em momentos assim que se pode explodir com a frase: Ai, meu Deus, por que eu fui ter filho? 
 
A frase cai como uma bomba sobre um pequeno traquinas, esperto e disposto a todas as brincadeiras. 
 
Ao ouvir isso ele pode se sentir rejeitado, sem lugar no mundo, responsável por uma situação que, em verdade, não criou. 
 
É todo um conjunto de circunstâncias que nos leva a desabafar desta forma. 
 
É a preocupação com os afazeres domésticos, os compromissos profissionais em que somos cobrados pela produtividade e desempenho. 
 
É o dinheiro que falta para cobrir todas as despesas. E, para completar, um dia de chuva após o outro e as crianças gritando, tirando tudo do lugar, correndo pelos quatro cantos da casa, sem parar. 
 
O desabafo tem outras maneiras de ser expressado e outros momentos também. Quando chegam as mensalidades da escola, quando nos damos conta de que há necessidade de comprar novos agasalhos, calçados, um novo livro. 
 
De todo modo, para os filhos que ouvem, o sentimento que é passado é o de rejeição. Eles são um estorvo na vida dos pais. Um peso. Melhor fora se não tivessem nascido. 
 
Como o fato não é isolado e único, eles ouvirão mais de uma vez essa ou aquela frase, afirmando o mesmo. 
 
E crescerão crianças tristonhas, sentindo-se demais em todo lugar. Terão possibilidades de se tornar adultos ensimesmados, retraídos, com medo de se achegar às pessoas, por se considerarem não amados. 
 
Em suas amizades, poderão enfrentar dificuldades, acreditando-se a mais em qualquer circunstância. 
 
* * * 
 
A palavra tem força criadora. 
 
Com ela podemos produzir a ventura ou a infelicidade. Podemos construir o bom e o belo, ou a maldade. 
 
Pensemos nisso no contato com os nossos filhos. Reflitamos antes de nos expressarmos e não nos permitamos inconsequências em nossas palavras. 
 
As crianças devem ser educadas, receber disciplina. Para tal bastam as expressões da coerência, a explicação do bom senso, a paciência das horas. 
 
Recordemos que até hoje as palavras do Cristo nos são repetidas diariamente, através das mensagens dos imortais, das páginas dos Evangelhos, dos exemplos dignificantes. E ainda assim, permanecemos refratários, pouco ou quase nada assimilando. 
 
E Deus, nosso Pai, que nos criou para a alta destinação da perfeição nunca nos diz que somos um estorvo na Criação, por mais que erremos, por mais rebeldes que sejamos diante do Seu amor. 
 
Tudo porque a mensagem da educação é de amor e de renúncia, que sabe esperar no tempo a melhoria do ser amado. 
 
* * * 
 
A palavra conduz a estados d´alma os mais diversos. 
 
Pela palavra podemos iluminar caminhos em sombras, traçar veredas de segurança, acalentar quem se aninha em corpos minúsculos à busca de carinho e educação. 
 
Pela palavra podemos criar estados de otimismo e lições de amor. 
 
Por utilizar a palavra com sabedoria, o Senhor Jesus foi denominado o verbo Divino. Suas expressões comoveram a Terra e ensejam até hoje a elaboração de um sem número de obras que convidam a criatura ao amor.

Triste…

Sabe aquele momento em que você se encontra com o coração apertado, vontade de chorar do nada, vontade de se trancar em algum lugar e ficar lá por dias e dias… É exatamente essa vontade que eu me encontro, é duro ouvir a palavra seja forte sendo que não sei de onde tirar forças, é duro ouvir a palavra tenha fé, sendo que não consigo ter forças para acreditar na fé…

Como cansa sofrer como cansa mostrarmos para as pessoas a força que nem você sabe de onde está tirando, como é duro você perder as esperanças…

Ao mesmo tempo em que quero pessoas ao meu lado eu não quero mais, mesmo tempo que eu preciso de atenção e uma conversa eu não quero mais…

Como estou precisando de forças nesse momento, mas não consigo achar saída… Infelizmente busco minhas forças em pessoas, mas nem sempre podemos buscar isso pois cada pessoa tem sua vida e não podem dedicar seu tempo a nós…

Queria voltar à vida de criança onde tinha família reunida e todos amavam todos, todos eram unidos, não tinham tantas ambições, hoje família é sagrada, pois sagrado é o tempo de cada um para dar atenção àquele que precisa…

Hoje é mais fácil ligar para um parente e falar se cuida do que ir a casa dele e ouvir um eu cuido de você, nós podemos somente contar com desconhecidos do que pessoas do mesmo sangue…

Queria voltar ao tempo em que a mãe estava em casa e o pai estava por vir também e a noite estava lá todos unidos para uma janta… E saudades que dá… Aos finais de semana íamos ao sítio e brincávamos na caixa d’água imaginando como se fosse uma piscina, família reunida para fazer pamonha, churrasco… Mas alegria quando é de mais acaba um dia…

Problemas pessoais

Renata LombardiDe que tamanho são os seus problemas? Você acredita que eles sejam maiores do que os de quaisquer outras pessoas? Habitualmente, quando atravessamos dificuldades, ocorre de as vermos como intransponíveis e insolúveis, o que concorre para estabelecer painéis de maior tristeza e dor. 
 
A propósito, nos recordamos da história de uma garota que costumava desesperar-se ante pequenos contratempos que lhe adviessem. 
 
Preocupado, seu pai convidou-a , certo dia, a dar um longo passeio montanha acima. 
 
A subida íngreme exigiu esforço, compensado pela vista maravilhosa da paisagem, que permitia descobrir velhas árvores coloridas de um verde espetacular, a cachoeira que descia caprichosa, esparramando-se pela encosta, cantando docemente, enquanto lavava as pedras do caminho. 
 
A tudo a pequena ia observando, entre surpresa e extasiada. O pai se permitia, vez por outra, observações ponderadas a respeito da grandeza de Deus, o Excelente Artista que assim tudo dispusera, naqueles quadros magníficos. 
 
Chegados ao cimo da montanha, o pai convidou a filha a olhar para baixo, falando do que via. 
 
Ela se admirou de ver as pessoas se movendo lá na cidade, quais pequenas formigas. As casas pareciam caixinhas de fósforos, caprichosamente dispostas ao longo de cercas minúsculas. 
 
As árvores tinham o porte de raminhos verdes, espetados na terra. os carros semelhavam brinquedos comandados à distância, por controle remoto. 
 
Percebeu como as coisas são pequenas, vistas daqui do alto? Perguntou o pai. Esta é uma técnica que sempre utilizo quando me vejo em meio a muitos problemas. Subo a montanha e, vendo tudo tão pequeno, começo a pensar que os meus problemas devem ser vistos assim: como alguém que olha as coisas de cima de uma montanha. Tudo então fica mais fácil. 
 
Mas quando você sobe, pai, os problemas não sobem junto? 
 
Não, respondeu ele. Na medida em que eu subo, creio que eles não têm resistência, ficam cansados. 
 
Quando chego cá em cima, maravilhado com tanta beleza, eles já estão sem fôlego, perdidos pelo caminho. Daí, respiro o ar puro e me disponho a transpirar no trabalho, esforçando-me por superar os obstáculos. 
 
Não se esqueça, finalizou, de olhar as coisas difíceis da vida, como quem sobe uma montanha e passa a ver melhor as coisas, lá de cima. 
 
Semelhante ao fato narrado, busquemos olhar os obstáculos de um ângulo mais elevado. 
 
Subamos a montanha da oração, buscando o auxílio superior, e então contemplemos a problemática que nos atinge com olhos diferentes, olhos que traduzam a certeza de que não nos encontramos ao desamparo, em momento algum. 
 
Certeza de quem sabe que ao se escalar a montanha da prece, rumando para cima, do alto fulgem bênçãos de socorro, paz e harmonia que nos ajudam a superar os percalços do caminho. 
 
*** 
 
Você sabia que ninguém recebe peso superior ao que possam suportar seus ombros? 
 
E que Jesus prossegue, nos dias da atualidade, convidando os enfermos e aflitos ao seu regaço, dizendo: “vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei?” 
 
Os aflitos são os que padecem dores morais, decepções, tristeza, angústia. 
 
E sobrecarregados são os que atravessam as dificuldades físicas, doenças, pobreza, entre outras.

O que temos

Renata LombardiNa visão tantas vezes pessimista, do homem, ele se esquece de que tem multiplicadas razões para ser infinitamente grato a Deus. 
 
Foi certamente reflexionando a respeito das tantas bênçãos de que dispõe, que alguém elaborou uma prece, mais ou menos nos seguintes termos: 
 
“Eu agradeço a Deus… Pelos impostos que eu pago, porque isso significa que tenho um emprego… Muitos desejariam estar no meu lugar e não se importariam nem um pouco em ter tal desconto em seu salário, porque teriam um salário…” 
 
Agradeço a Deus pela confusão que eu tenho que limpar após uma festa, porque isso significa que estive rodeado de amigos, que mesmo num mundo onde tantos afirmam não ter tempo, eles têm tempo para me visitar no meu aniversário, na minha formatura, na comemoração de um sucesso na minha carreira ou simplesmente em um dia comum qualquer. 
 
Agradeço pela minha sombra que me segue, porque isso significa que ando ao sol… 
 
Pelas paredes que precisam ser pintadas, pela lâmpada que precisa ser trocada, pela torneira que vaza, pelo ladrilho quebrado, porque isso significa que ainda tenho minha moradia… 
 
Por todas as críticas que faço às coisas que não me satisfazem, porque isso significa que tenho possibilidade de análise e discernimento, tanto quanto vivo em um país onde gozo da liberdade de expressão… 
 
Pelo único lugar para estacionar que encontro bem ao fundo do estacionamento, porque isso significa que além de ter a felicidade de poder andar, tenho a ventura de ter um meio de transporte… 
 
Pela música que toca desafinadamente atrás de mim, porque isso significa que posso ouvir… 
 
Pelo cansaço e os músculos doloridos que eu sinto ao final do dia, porque isso significa que tenho saúde para trabalhar… 
 
Pelo despertador que toca às primeiras horas da manhã, quando ainda me encontro sonolento e gostaria de permanecer dormindo mais um pouco, porque isso quer dizer que mereci a bênção de acordar no corpo outra vez. 
 
Finalmente, por todos os e-mails que recebo diariamente, o que significa que tenho amigos que pensam em mim, mesmo que por poucos minutos, diante de uma tela de computador… 
 
Por fim… Obrigado meu Deus pela minha vida cheia de problemas, porque eles me farão ter certeza de que eu sou capaz de resolver cada um e, da melhor maneira.” 
 
*** 
 
Diante do prato de comida que tens na mesa, não reclames da sua singeleza ou da reprise de todos os dias. Lembra que bem próximo de ti, alguém desejaria intensamente ter um pedaço de pão para saciar a fome. 
 
Diante da ausência do refrigerante ou suco de tua predileção no restaurante em que te encontras, não reclames. Pensa em quantos, no mundo, morrem por ausência de um pouco de água que lhes mantenha a vida. 
 
Diante do congestionamento de trânsito que te detém na rua ou na rodovia, não reclames. Pensa em quantos gostariam de deter o passo um pouco, para descansar, mas não o podem fazer, porque necessitam vencer grandes distâncias a pé, para chegar ao posto de socorro mais próximo. 
 
Enfim, diante da ausência de qualquer coisa que desejes pensa, antes de reclamar, em tudo de que já dispões e que te beneficia com conforto, alegrias e sucessos. 
 
E, em nome da caridade, recorda-te de orar por todos aqueles que não desfrutam dessas mesmas oportunidades.

A opinião dos outros

A opinião dos outrosVocê se importa com a opinião que os outros têm a seu respeito? 
 
Se a sua resposta for não, então você é uma pessoa que sabe de si mesma. Que se conhece. É auto-suficiente. 
 
No entanto, se a opinião dos outros sobre você é decisiva, vamos pensar um pouco sobre o quanto isso pode lhe ser prejudicial. 
 
O primeiro sintoma de alguém que está sob o jugo da opinião alheia, é a dependência de elogios. 
 
Se ninguém disser que o seu cabelo, a sua roupa, ou outro detalhe qualquer está bem, a pessoa não se sente segura. 
 
Se alguém lhe diz que está com aparência de doente, a pessoa se sente amolentada e logo procura um médico. 
 
Se ouve alguém dizer que está gorda, desesperadamente tenta diminuir o peso. 
 
Mas se disserem que é bonita, inteligente, esperta, ela também acredita. 
 
Se lhe dizem que é feia, a pessoa se desespera. Principalmente se não tem condições de reparar a suposta feiúra com cirurgia plástica. 
 
Existem pessoas que ficam o tempo todo à procura de alguém que lhes diga algo que as faça se sentir seguras, mesmo que esse alguém não as conheça bem. 
 
Há pessoas que dependem da opinião alheia e se infelicitam na tentativa de agradar sempre. 
 
São mulheres que aumentam ou diminuem seios, lábios, bochechas, nariz, para agradar seu pretendido. Como se isso fosse garantir o seu amor. 
 
São homens que fazem implante de cabelo, modificam dentes, queixo, nariz, malham até à exaustão, para impressionar a sua eleita. 
 
E, quando essas pessoas, inseguras e dependentes, não encontram ninguém que as elogie, que lhes diga o que desejam ouvir, se infelicitam e, não raro, caem em depressão. 
 
Não se dão conta de que a opinião dos outros é superficial e leviana, pois geralmente não conhecem as pessoas das quais falam. 
 
Para que você seja realmente feliz, aprenda a se conhecer e a se aceitar como você é. 
 
Não acredite em tudo o que falam a seu respeito. Não se deixe impressionar com falsos elogios, nem com críticas infundadas. 
 
Seja você. Descubra o que tem de bom em sua intimidade e valorize-se. Ninguém melhor do que você para saber o que se passa na sua alma. 
 
Procure estar bem com a sua consciência, sem neurose de querer agradar os outros, pois os outros nem sempre dão valor aos seus esforços. 
 
A meditação é excelente ferramenta de auto-ajuda. Mergulhar nas profundezas da própria alma em busca de si mesmo é arte que merece atenção e dedicação. 
 
Quando a pessoa se conhece, podem emitir dela as opiniões mais contraditórias que ela não se deixa impressionar, nem iludir, pois sabe da sua realidade. 
 
Nesses dias em que as mídias tentam criar protótipos de beleza física, e enaltecer a juventude do corpo como único bem que merece investimento, não se deixe iludir. 
 
Você vale pelo que é, e não pelo que tem ou aparenta ser. A verdadeira beleza é a da alma. A eterna juventude é atributo do Espírito imortal. 
 
O importante mesmo é que você se goste. Que você se respeite. Que se cuide e se sinta bem. 
 
A opinião de alguém só deve fazer sentido e ter peso, se esse alguém estiver realmente interessado na sua felicidade e no seu bem-estar. 
 
Pense nisso! 
 
Nenhuma opinião que emitam sobre você, deve provocar tristeza ou alegria em demasia. 
 
Os elogios levianos não acrescentam nada além do que você é, e as críticas negativas não tornarão você pior. 
 
Busque o autoconhecimento e aprenda a desenvolver a auto-estima. 
 
Mas lembre-se: seja exigente para consigo, e indulgente para com os outros. 
 
Eis uma fórmula segura para que você encontre a autoconfiança e a segurança necessárias ao seu bem-estar efetivo. 
 
E jamais esqueça que a verdadeira elegância é a do caráter, que procede da alma justa e nobre. 
 
Pense nisso, e liberte-se do jugo da opinião dos outros.
 

Oh, como eu a amei!

Oh, como eu a amei!O padre estava terminando o serviço fúnebre na hora do sepultamento. De repente, o homem de 78 anos, cuja esposa de 70 anos acabara de morrer, começou a gritar: 
 
– “Oh, como eu a amei!” 
 
Seu lamento desolado interrompeu o silêncio da formalidade. Os outros familiares e amigos permaneceram de pé em torno da sepultura, parecendo chocados e embaraçados. 
 
Seus filhos, envergonhados, tentaram silenciar seu pai. 
 
Está certo, papai; nós entendemos. 
 
O velho homem olhava fixamente o caixão descer lentamente na sepultura. O padre continuou. Terminando, ele cumprimentou os familiares que, um a um, foram deixando o local. 
 
Todos, exceto o velho homem. 
 
– “Oh, como eu a amei!” Gemeu ruidosamente. 
 
Sua filha e dois filhos novamente tentaram contê-lo, mas ele continuou. 
 
– “Como eu a amei!” 
 
Aquele homem permaneceu olhando fixamente para o sepulcro. O padre o abordou dizendo: “eu sei como você deve se sentir, mas está na hora de irmos embora.” 
 
Todos devemos ir e continuar nossa vida. 
 
“Oh, como eu a amei!” Disse novamente o velho homem ao padre. 
 
“Você não faz idéia…” 
 
“Eu quase disse isso a ela, uma vez…” 
 
*** 
 Nunca deixe de declarar seu amor por alguém, arrisque-se mesmo que não seja correspondido, mas deixe claro que você o ama… Muitas das vezes pessoas esperam essa palavra de você para sorrir…

Incontável número de pessoas passa por uma situação semelhante a essa. 
 
São esposas e esposos, filhos, irmãos, tios, amigos, que passam uma vida inteira juntos e não têm coragem de declarar seus sentimentos. 
 
No momento em que o criador, pai amoroso e bom, vem requisitar nosso ente querido, e este viaja com destino ao mundo espiritual, muitas vezes fazemos como aquele esposo e gritamos com todas as forças que nós o amamos, mas é demasiadamente tarde… 
 
Para que você não fique com uma declaração de amor presa na garganta, diga hoje mesmo o que você sente pelos seus afetos. 
 
Diga ao seu filho o quanto você o ama. 
 
Fale para os irmãos que eles são importantes para você. Talvez a felicidade deles dependa dessa declaração. 
 
Confidencie aos seus pais que você os ama, se é que ainda não o fez. Isso lhes trará uma alegria inesperada. 
 
Não esconda dos seus amigos o que você sente por eles. Talvez eles desconheçam seus sentimentos de ternura. 
 
Abrace seus avós, se ainda os tem por perto. Um abraço de neto representa o maior dos tesouros. E, talvez, o melhor dos remédios. 
 
Confesse ao seu esposo ou a sua esposa o seu amor. Isso fará com que o relacionamento se torne mais agradável e os eventuais problemas se tornem mais fáceis de superar. 
 
Pense nisso e tome uma atitude agora. Conjugue o verbo amar no tempo presente. 
 
Pense nisso! 
 
Uma palavra de ternura, um gesto de carinho, uma declaração de amor, são imensa força positiva para a auto-estima de alguém que se sente só ou em depressão. 
 
Às vezes pensamos que as pessoas sabem o que sentimos por elas e por isso não dizemos, mas nem sempre elas adivinham. 
 
Na dúvida, não deixe de declarar seus sentimentos de afeto. Essa atitude trará bem-estar aos seus amores e também a você. 
 
Pense nisso!

Uma nova chance

Uma nova chanceÉ comum que as pessoas, quando seriamente doentes, olhem para seu passado arrependidas por tantos equívocos, por tantas oportunidades desperdiçadas. 
 
Quase sempre admitem que gostariam que suas prioridades tivessem sido diferentes. 
 
Elas sentem que poderiam ter utilizado mais tempo com as pessoas e com as atividades que realmente amavam, e menos tempo se preocupando com aspectos da vida que, se examinados mais profundamente, não têm real importância. 
 
Outras, ainda, percebem que se afastaram de seus amores e de seus ideais de forma lenta, porém, quase irremediável. 
 
Mas será necessário esperar uma situação extrema para analisar a postura diante da vida e da utilização do tempo? 
 
Embora saibamos que a morte é uma transformação e que continuaremos a viver mesmo depois da falência de nosso corpo físico, vale a pena fazer a experiência sugerida por Richard Carlson, autor do livro “Não faça tempestade em copo d’água”. 
 
Ele sugere: imaginemo-nos em nosso próprio funeral. 
 
Isso, segundo o autor, permitirá que consigamos olhar em retrospectiva a vida, enquanto temos oportunidades de fazer mudanças expressivas. 
 
Além disso, tal exercício seria capaz de conceder-nos a chance de lembrar que tipo de pessoa gostaríamos de ser e quais as prioridades que realmente contam. 
 
A respeito desse tema vale a pena lembrar a postura de Francisco de Assis. 
 
Pouco tempo antes de sua desencarnação, Francisco, já muito doente e enfraquecido, trabalhava tranqüilamente em seu jardim, quando foi interrompido por Frei Leão, um dos seus seguidores. 
 
Frei Leão, embevecido com a figura serena do pequeno Francisco, perguntou-lhe: Paizinho – como costumeiramente o chamava – se você soubesse que iria morrer amanhã, o que você faria? 
 
Francisco sorriu docemente e respondeu sem alterar-se: Eu continuaria a trabalhar no meu jardim. 
 
Quantos de nós teríamos a mesma tranqüilidade perante tal indagação? 
 
Quantos teríamos, diante da certeza da morte próxima, a confiança de que estamos realmente fazendo aquilo que nos compete fazer e que nada foi relegado, abandonado, esquecido? 
 
Francisco sabia que sua conduta não merecia reparos e que não havia nada mais, além do que ele já estava fazendo, que devesse ser realizado. 
 
Ele demonstrou estar pleno da paz que invade apenas aqueles que têm a consciência tranqüila pelo dever cumprido. 
 
Essa análise, porém, só pode ser feita por cada um de nós, a quem compete, individualmente, saber a que viemos e se estamos atendendo e cumprindo as metas que norteiam a nossa atual existência. 
 
Ninguém pode nos dizer o que fazer ou deixar de fazer, como, quando, e de que forma. 
 
Trata-se de escolhas individuais cuja responsabilidade cabe a cada um de nós de maneira direta e intransferível. 
 
Deixar para fazer esse balanço apenas quando a desencarnação se mostra próxima e inevitável, é desperdiçar as oportunidades de renovação que Deus nos oferece a cada minuto. 
 
Além disso, independentemente da nossa atual situação, não nos é dado saber se ao amanhecer do próximo dia ainda estaremos no corpo físico. 
 
Deus jamais desistirá de nós, mas isso não é justificativa para que protelemos por milênios a felicidade que nos é destinada desde sempre. 
 
Pense nisso, mas pense agora.

Nunca te arrependerás

Nunca te arrependerásNunca te arrependerás de teres refreado a língua, quando pretendias dizer o que não convinha ou o que não era verdade. 
 
De teres formado o melhor conceito sobre o proceder de outrem. 
 
De não teres julgado com severidade os atos alheios, ignorando a real motivação de cada ser. 
 
Nunca te arrependerás de teres perdoado àqueles que te fizeram mal. 
 
De teres contribuído para obras destinadas à caridade e à promoção humana. 
 
De teres cumprido pontualmente tuas promessas bem pensadas. 
 
De seres fiel aos compromissos dignos e nobres a que te vinculastes. 
 
Nunca te arrependerás de teres suportado com paciência as faltas alheias. 
 
De teres ignorado as mentiras e as maledicências que te chegaram aos ouvidos, afastando-te dessa espécie de conversação. 
 
De teres dirigido palavras bondosas aos desventurados e tristes. 
 
De teres simpatizado com os oprimidos e de teres realizado algo de efetivo e bom em prol deles. 
 
Nunca te arrependerás de teres pedido perdão pelas faltas cometidas. 
 
De teres reparado o mal que causastes. 
 
De teres pensado antes de falar. 
 
De teres honrado a teus pais, agindo com gratidão por todo o bem que deles recebestes. 
 
De teres sido cortês e honesto em tudo e com todos. 
 
Nunca te arrependerás de teres ensinado algo de bom e de verdadeiro a uma criança. 
 
De teres sido capaz de cativar um coração e de teres feito uma amizade verdadeira. 
 
De teres oferecido pão a um faminto e consolo a um desesperado. 
 
Nunca te arrependerás de renunciar ao equívoco e seguir pelo caminho correto, por mais árduo que este possa ser. 
 
Nunca te arrependerás de seguir os exemplos de Jesus, porque o bem-estar causado pela certeza do dever cumprido supera qualquer sensação decorrente da satisfação de meras necessidades humanas. 
 
Podes escolher os caminhos que vais seguir no curso de tua jornada na Terra. 
 
Podes optar quais posturas assumirás diante das mais variadas circunstâncias da vida. 
 
És o senhor de teus passos, o dono de teu futuro. 
 
Não compete a mais ninguém as escolhas que afetarão a tua história. 
 
Por mais que os atos de terceiros sejam capazes de te atingir, somente os teus próprios atos, as tuas reações é que definirão os rumos do teu destino. 
 
Pensa nisso antes de agires. 
 
Reflete com ponderação e sabedoria. 
 
O arrependimento resulta de decisões equivocadas, tomadas sob a influência do egoísmo e da ira. 
 
Motiva teus atos nos ensinamentos do Cristo. 
 
Pensa sempre: “o que teria feito o Mestre Jesus se estivesse no meu lugar?” 
 
Eis um método bastante eficiente para saber quais atitudes são viáveis e quais trarão sofrimento, cedo ou tarde. 
 
Fazer o bem sempre é motivo de satisfação e júbilo. 
 
Não interessa ao homem de bem o reconhecimento pelo seu ato, tampouco gratidão e honrarias. 
 
A consciência tranqüila e a certeza íntima de que se fez o melhor e o possível, deveria ser suficiente para apaziguar o coração humano. 
 
Não te rendas aos equivocados hábitos da maioria, que cede ao mal e busca recompensas materiais em tudo que faz. 
 
Segue sempre pelo caminho do bem, e nunca te arrependerás dessa escolha.

Mudanças…

Renata LombardiToda mudança exige esforços e uma grande dose de coragem. 

 Haverá momento em que você terá que abandonar aquilo que gosta para ver a alegria de quem você ama…

A maioria de nós prefere criticar os outros e responsabilizá-los pelo que não está certo. 
 
No entanto, às vezes é preciso um auto-enfrentamento com toda sinceridade a fim de repensar atitudes e tomar decisões importantes para o próprio crescimento. 
 
O que não devemos esquecer jamais, é que somos espíritos milenares e que trazemos uma grande soma de experiências e hábitos adquiridos ao longo da caminhada evolutiva. 
 
E precisamos admitir a hipótese de que somos os construtores da própria infelicidade de hoje, graças aos hábitos dos quais não queremos abrir mão. 
 
E se assim é, se desejamos alcançar a felicidade almejada, é preciso despojar-nos do manto escuro das imperfeições que nos pesa nos ombros, a fim de alçar o vôo definitivo em direção à luz.

Renata Lombardi

A professora que fez a diferença

Renata LombardiFoi pelos meados do século XX que o Presidente do Tribunal de Sessões Especiais da cidade de Nova York foi expor as suas idéias sobre o tratamento aos criminosos primários. 
 
Era uma conferência perante magistrados do Estado do Missouri e, em certo momento, ele afirmou que sua atitude, em relação à delinquência entre os jovens se originara de um tratamento inteligente e afetuoso que lhe dispensara uma de suas mestras. 
 
Ele não lhe mencionou o nome. Mas, terminada a reunião o juiz Presidente da Corte Suprema do Missouri se aproximou e lhe perguntou se ele se referira à srta. Varner. 
 
E continuou: Você verificará que alguns dos juízes aqui reunidos foram profundamente influenciados por ela. 
 
Nada menos de quatro juízes vieram manifestar-se a respeito. 
 
Um dos juristas mais respeitados da América, o juiz Laurance Hyde, lhe disse: 
 
Ela foi uma professora maravilhosa. 
 
Ensinava seus alunos a não se contentarem em aprender apenas o que estivesse no livro. Mas interrogassem o autor, que contestassem suas afirmativas, que procurassem conhecer melhor o assunto. 
 
Assim, se descobria o prazer de aprender. 
 
E ele que acreditara que somente para si ela fora a conselheira particular, que o guiara através do curso secundário. Depois, através do curso superior, até se formar em Direito. 
 
Dava-se conta, agora, que essa mulher admirável como professora, vice-diretora e diretora, exercera a mesma influência sobre centenas de alunos que passaram por aquela escola. 
 
E cada um deles a considerava a sua conselheira particular. 
 
Generais, motoristas de táxi, fazendeiros, magistrados, cientistas, almirantes, senadores todos foram beneficiários do afeto e da sua dedicação. 
 
Ela exerceu a sua influência sobre centenas de destinos. 
 
Quando, na escola, havia um menino que todos os demais professores julgavam um indisciplinado incorrigível, ela afirmava: Não existe semelhante coisa. 
 
E se encarregava do caso. Tratava o adolescente com tal amor e compreensão que a transformação se operava. 
 
O próprio Chefe de Polícia, mais de uma vez, levou à sua presença mocinhos acusados de prática de ilegalidades. 
 
Eram atos sem grandes consequências, mas, ainda assim, contrários à lei. 
 
Ela conversava com eles, e eles nunca mais se metiam em encrencas. 
 
* * * 
 
Calla Edington Varner, uma professora que fez a diferença. Como faz falta, nos dias em que vivemos, professores dessa qualidade. 
 
Professores que tenham em mente seus deveres cívicos e lembrem que numa democracia todos importam. 
 
E que cada um pode fazer a grande diferença, operando mudanças pequenas ou expressivas onde se encontre. 
 
Com certeza, professores assim existem. E a esses, a nossa grande e especial homenagem. 
 
Sobretudo os votos de que não esmoreçam, mesmo ante a indiferença de muitos, ou até observações desestimuladoras de que não vale o investimento. 
 
Também nosso apelo aos que temos filhos na escola para que nos demos conta do esforço de heróis assim especiais, que se dedicam muito além do dever. 
 
Heróis silenciosos nas salas de aula, horas e horas. Heróis dedicados em seus lares, preparando aulas, estudando, pesquisando. 
 
Heróis que ensinam, que iluminam mentes, que alimentam corações com sua presença afetuosa e esclarecedora.
 

Salmos 91

Renata Lombardi1-Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.

2-Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.

3-Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa.

4-Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel.

5-Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,

6-Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia.

7-Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti.

8-Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.

9-Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação.

10-Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.

11-Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.

12-Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.

13-Pisarás o leão e a cobra; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.

14-Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome.

15-Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei.

16-Fartá-lo-ei com longura de dias, e lhe mostrarei a minha salvação.

Eu sempre reclamando da vida.

 

Reclamando do por que ontem faltou por meia hora dentro da minha casa, o meu doce preferido. Reclamando da chuva que me pegou durante a volta para a casa, ou do sol que deixou meu cabelo avermelhado…

Do vento que o bagunçou, da falta, que quando se faz, o calor arde na pele. Reclamando de não ter os olhos azuis, ou fazendo birra, até porque, sempre que começa a crescer minhas unhas quebram. Reclamando que minha mãe não comprou uma roupa nova pra eu ir à festa que teve… Eu estava com o guarda roupa lotado de roupas que eu nem tinha usado ainda, mais queria comprar outra, tinha que comprar, todos iriam comprar. E mais uma vez, reclamando…

Dessa vez, da piscina não estar limpa.Enquanto eu batia o pé, com o uma tromba tão grande quanto à de um elefante, eu virei o olho, que travou em uma cena. Qual? A de uma mulher com um daqueles carrinhos que moradores de rua costumam empurrar, ele estava cheio de entulhos. Ela estava descalça, com uma bermuda rasgada, e uma camiseta suja, estava de mãos dadas a uma criança, um menino.

Ele apontava chorando para o pirulito de uma menina que caminhava de mãos dadas do outro lado da rua com a sua mãe. Ele queria um pirulito, porém pelo jeito que eles ali estavam, imaginei que não tivessem dinheiro, nem ele e nem aquela, que por dedução minha, seria a mãe dele. E pela primeira eu deixei de ser marrenta e fui até ela, confesso que com muito medo. Chegando onde ela estava perguntei a ela, mesmo tendo quase certeza do porque, o que levará a criança a chorar tanto…

Ela me respondeu que havia algumas horas que ela pedia um pirulito, até porque todas as crianças que passavam na rua tinham um, mas ela não tinha R$0,25 para comprar. Eu falei a ela que compraria um saco de pirulitos pra criança num mercadinho que tinha ali na esquina da minha casa. Eu a convidei pra ir comigo, me surpreendi ao ver que a estava convidando…

Mais continuei a caminhar com lentidão. Durante a breve caminhada, eu perguntei quase afirmando se ela eramãe da criança… Ela me respondeu sorrindo: “Se você concorda que mãe é quem cria e não quem faz, sim eu sou mãe da criança.” Sem hesitar em dizer, falei que nunca havia pensado naquilo, mais que agora que meditei ao ouvi-la eu com certeza concordava com ela, que logo em seguida me contou que encontrou a criança jogada em um terreno baldio, enrolada em panos sujos, e desde então vem cuidando da criança, cuidando do jeito dela, mais cuidando.

Cheguei ao mercado comprei o saco de pirulito como o prometido, mais comprei também outras coisas… Como por exemplo, bolacha, leite, outros tipos de doces, chinelo para os dois… O que não foi o bastante pra pagar o que ela havia me ensinado. Nunca imaginei aprender com uma moradora de rua que nem tudo é do jeito que queremos, mais mesmo no que não queremos podemos encontrar uma gota de felicidade, e se quisermos podemos transformá-la em um rio.

Tudo depende de como você investi naquela gota; do nível da simplicidade que você infiltra em seus olhos; do tamanho da humildade que você planta em seu coração. Humildade essa que será regada com as gotas da felicidade… Se você não sabe transformá-las em rios, você também não sabe cultivar. Hoje eu sei fazer de gotas rios, e uso os rios para regar o que planto em meu coração. Hoje se faz sol, eu mesma, limpo a piscina e me divirto com minhas amigas, se chove eu assisto filmes, se faz frio eu me embrulho num cobertor, se meu cabelo fica avermelhado eu vou ao salão e peço para darem um banho de brilho…

E se o doce falta… Bem… Se o doce falta eu vou ao mercadinho compro pra mim, pro menino que sempre está por aquelas redondezas com a sua mãe, e o entrego a ele, que logo me abraça com um brilho nos olhos e um sorriso nos lábios, que é a melhor maneira de retribuir o doce… E então volto pra casa, realizada, e mais uma vez aprendendo alguma coisa que por um simples ato de alguém, chega aos meus olhos me ensinando o que fazer, ou, o que não fazer.”

 

Refletindo….

Renata LombardiMuitas das vezes paro e comparo pessoas, fico triste pelo fato de muitas só gostarem de você quando precisam de você, pois caso contrário nem se quer se recordam de ti…

Sabe aquele “amigo” que só aparece quando precisa de algo, mas também nem faz ideia do que tens acontecido em sua vida e ainda fala que é seu melhor amigo para outras pessoas…

Hoje diferencio muito cada um, e criei uma nova lista de prioridades, valorizo muito aquele que me valoriza, aquele que se importa comigo e cuida de mim…

Quem vê pode pensar que sou uma simples carente e obsessiva, porem não sou… Sou simplesmente uma pessoa que gosta de ser bem tratada, gosto de respeito, gosto de atenção, gosto de um colo, gosto de carinho, gosto de gestos que me surpreenda…

É sou sensível, porém sofro com isso, mas também sei ser fria e fechada…

Quando você passar a ter o meu silêncio saiba que lutei por você, corri atrás, me rebaixei para ter sua amizade, mas simplesmente com sua própria rejeição me afastei…

Deus não coloca pessoas em sua vida por acaso, Deus tem um propósito para tudo nessa vida…

Como é gostoso sair com amigos, dar risada, esquecer-se dos problemas do dia a dia… Mas infelizmente muitos não pensam em um passeio saudável, pensam somente em coisas ruins e maliciosas…

Muitos dizem que sou certinha de mais, porém gosto de coisas simples, sou simples, nunca gostei de bagunça, curtição e não será agora que irei mudar…

Nunca despreze o amor de um amigo, nunca se afaste de um amigo por causa de namoro ou casamento, nada nessa vida é eterno, mas uma amizade com muito amor e dedicação sempre será eterno…

Será que você não tem se afastado de um amigo a qual te ama muito e que ainda sofre por ti?

Será que continuar afastado dele será o melhor para você?

Pense nisso..

Renata Lombardi

Alguém precisa de você

Alguém precisa de vocêVocê já se sentiu alguma vez como um zero à esquerda, ou seja, sem valor algum? 
 
Você pode responder que não, mas outras tantas pessoas já tiveram o seu dia de baixa autoestima. 
 
São aqueles dias em que a gente olha ao redor e não consegue ver nada em que possamos ser úteis. 
 
No entanto, e por essas mesmas razões, há sempre alguém que precisa de você. 
 
Há pessoas caladas que precisam de alguém para conversar. 
 
Há pessoas tristes que precisam de alguém que as conforte. 
 
Há pessoas tímidas que precisam de alguém que as ajude a vencer a timidez. 
 
Há pessoas sozinhas que precisam de alguém para conversar. 
 
Há pessoas com medo que precisam de alguém para lhes dar a mão. 
 
Há pessoas fortes, mas que precisam de alguém que as faça pensar na melhor maneira de usar a sua força. 
 
Há pessoas habilidosas que precisam que alguém as ajude a descobrir a melhor maneira de usar sua habilidade. 
 
Há pessoas que julgam não saber fazer nada e que precisam de alguém que as ajude a descobrir o quanto podem fazer. 
 
Há pessoas apressadas que precisam de alguém que lhes mostre tudo o que não têm tempo para ver. 
 
Há pessoas impulsivas que precisam de alguém que as ajude a não magoar os outros. 
 
Há pessoas que se sentem perdidas e precisam de alguém que lhes mostre o caminho. 
 
Há pessoas que se julgam sem importância alguma e precisam de alguém que as ajude a descobrir como são valiosas. 
 
E você, que muitas vezes pensa não ter nenhuma utilidade, pode ser justamente a pessoa que alguém está precisando agora… 
 
É claro que você não precisa, nem pode ser a solução para todos os problemas, mas faça o melhor ao seu alcance. 
 
Se não puder ser uma árvore frondosa no topo da colina, seja um arbusto no vale – mas seja o melhor arbusto do vale. 
 
Se não puder ser um arbusto, seja um ramo – mas seja o ramo mais exuberante a enfeitar a paisagem. 
 
E se não puder ser um ramo, seja um pequeno tapete de relva para dar alegria a algum caminhante… 
 
Se deseja ser um lindo ramalhete de flores perfumadas, e não consegue, seja uma singela flor silvestre – mas seja a mais bela. 
 
E nesse esforço de ser útil a alguém que precisa de você, irá cada vez se tornando mais forte e mais confiante. 
 
E todos as alegrias que espalhar pelo caminho serão as mesmas alegrias que encontrará na própria estrada. 
 
Por mais difícil que esteja a situação, nunca deixe de lembrar que alguém precisa de você. E o mais importante: você pode ajudar alguém. 
 
* * * 
 
A Terra é uma grande escola, onde o Criador nos matriculou para que aprendamos a ser felizes. 
 
A grande maioria das pessoas que habita este planeta não é completamente feliz. 
 
Somos todos caminheiros da estrada chamada evolução, e, num momento ou noutro pode ser que precisemos de alguém. 
 
Assim sendo, como sempre estamos rodeados de pessoas, é importante que você fique alerta, pois ao seu lado pode estar alguém que precise de você, neste exato momento.
 

Não se deixe desestimular

Renata LombardiNo seu aprendizado diário, na caminhada necessária para a evolução, você encontra empeços variados ao longo do caminho, que parecem destinados a lhe desanimar no longo percurso. 
 
Muitas vezes você encontra os chamados inimigos gratuitos, os amigos faladores que o deixam em situações difíceis. 
 
Outras vezes se depara com enfermidades físicas, com as deficiências de caráter de tanta gente, o que lhe provoca profunda tristeza, pois são companheiros que não movem uma palha em seu favor, embora ocupem seu tempo sempre que encontram a mínima dificuldade. 
 
Você tem à sua volta a inflação que cresce e os ganhos materiais que parecem não acompanhá-la, o que lhe faz pensar que quanto mais trabalha menos ganha e gasta mais. 
 
Você costuma ver desmoronar os mais acalentados sonhos domésticos, sem se sentir no direito de fugir. 
 
Desmoronam os anseios do cônjuge atencioso e afetuoso; dos filhos estudiosos, responsáveis, respeitosos; da família companheira capaz de suprir você de energias nas horas apertadas para o seu coração. 
 
Como se não bastasse, ainda surge a indiferença que o faz sentir-se solitário no mundo, sem qualquer apoio ou sustentação moral. 
 
Contudo, seja qual for a luta que lhe caiba, seja qual for o testemunho que tenha de enfrentar, não se deixe desestimular, não se permita o abatimento. 
 
Você não é vítima da vida. 
 
Encontra-se unicamente em processo de reeducação, tendo oportunidade de acertar-se com a vida que um dia desrespeitou em vários de seus aspectos. 
 
Você que conhece Jesus, ou que um dia ouviu sobre a Lei de causa e efeito, deve raciocinar que o bem ou o mal semeado na vida, da vida será colhido, e o seu desconsolo ou o seu desalento em nada colaborará para a resolução dos seus problemas. 
 
Você deverá, então, aprender a analisar melhor as situações pelas quais tenha que passar. Deverá aprender a perdoar, a compreender, a respeitar diferenças, a falar menos, a penetrar melhor as razões das coisas, a condenar menos, a ser mais indulgente. 
 
O tempo implacável não pára. Assim, se você o aproveitar para aprender a crescer e ser feliz, ele o abençoará com expressiva claridade. 
 
Caso o desperdice, recolhendo-se à maldição do desânimo ou à fuga, verdadeiramente terá lançado fora o mais expressivo tesouro que nos é oferecido pelo Criador, para que nos façamos ricos e felizes: o tempo. 
 
Não se perca nas teias do desestímulo. Confie sempre em Deus, que lhe dá sempre o melhor, dando-lhe chances de brilhar e ser feliz. 
 
* * * 
 
Os obstáculos que surgem no seu caminho, não são para impedir seus passos, são desafios para serem superados. 
 
Cada vez que você consegue vencer uma dificuldade, sai dela mais fortalecido e mais confiante. 
 
Assim, não se deixe, jamais, desestimular em circunstância alguma, pois Deus confia no seu poder de vencer os impedimentos e vencer-se a si mesmo.

Não desistir jamais!

Você já pensou em abandonar algum compromisso, alguma atividade antes de acabá-la, só porque estava difícil demais? 
 
Já se viu desistindo de resolver um grande problema, porque ele se mostrou maior do que você estava disposto a solucionar? 
 
Talvez muitos de nós já tenhamos passado por alguma dessas situações. O de desistir de algo, de algum intento, de algo previamente planejado. 
 
Algumas vezes o motivo é o cansaço, outros o desestímulo, ainda pode ser a falta de perspectiva… Seja qual for a causa, o resultado é sempre o mesmo: tarefa inacabada, tarefa adiada. 
 
Nosso livre-arbítrio nos permite tal ação, mas a resposta da vida será sempre a mesma: em algum momento, nos encontraremos novamente com o compromisso, a fim de concluí-lo. 
 
Quanto mais importante for o compromisso adiado, mais tormentos e dificuldades, e mais energia vai-nos exigir para a sua continuidade. 
 
Será sempre mais trabalhoso retomar o compromisso mais tarde pois, ao abandoná-lo, ele não se extingue, apenas continua lá, do mesmo tamanho e tão desafiador como sempre. 
 
Desses compromissos que, algumas vezes pensamos em adiar, abandonar, fugir, sem dúvida, o maior deles é a própria vida. 
 
Você já se deu conta de que viver é um grande compromisso de nós para conosco mesmo e para com Deus? 
 
Ninguém vive por acaso, por obra do acaso e de maneira aleatória. 
 
A vida de cada um de nós é experiência de extrema importância em nossa história de Espíritos imortais. 
 
A cada vida, um planejamento, uma programação, sob a tutela e os cuidados da Providência Divina, para que tudo ocorra da melhor maneira possível. 
 
Dessa forma, é natural que, para nossa vida, também estejam programados embates, desafios, alguns dissabores… São os resultados do ontem refletindo no hoje. 
 
Mas todas as experiências que a vida nos oportuniza são para aprendizado, nada ao acaso, nada tempo perdido. 
 
Por isso, evadir-se da vida pelo caminho infeliz do suicídio é opção insensata dos que imaginamos que todos os nossos problemas se solucionarão ao darmos as costas para eles. 
 
Os problemas não só continuarão, como estarão aguardando nossas ações para sua solução, em momento oportuno. 
 
É ilusão imaginar que a morte irá trazer a solução dos problemas. Pelos caminhos tristes do suicídio, ela nos trará apenas a decepção para quem se iludiu, imaginando que a vida acaba com a morte do corpo, esquecendo-se que a alma permanece. 
 
Os nossos problemas são os mais adequados para a nossa estrutura emocional e para nossas capacidades. 
 
Ninguém no mundo está abandonado. Deus, como Pai amantíssimo, cuida de cada um de nós, com um desvelo que poucas vezes nos damos conta. 
 
* * * 
 
Se algum dia tal ideia infeliz lhe passou pela cabeça, liberte-se dessa infame ilusão, pois que, por esses caminhos, a morte nada lhe trará a não ser a certeza de que tudo o que você quer abandonar hoje, terá que ser retomado mais tarde, sob a injunção de maiores dificuldades e dores. 
 
Sem dúvida, o dia de hoje, o momento atual, é o mais adequado, favorável e feliz para a solução dos seus problemas.

O maior desafio

Renata LombardiCada um de nós tem desafios diferentes. A vida é feita de desafios diários. 
 
Para quem não dispõe de movimentos nas pernas, transportar-se da cama para a cadeira de rodas, a cada manhã, é um desafio. 
 
Para quem sofreu um acidente e está reaprendendo a andar, o desafio está em apoiar-se nas barras, na sala de reabilitação, e tentar mover um pé, depois o outro. 
 
Para quem perdeu a visão, o grande desafio é adaptar-se à nova realidade, aprendendo a ouvir, a tatear, a movimentar-se entre os obstáculos sem esbarrar. É aprender um novo alfabeto, é ler com os dedos, é adquirir nova independência de movimentos e ação. 
 
Para o analfabeto adulto, o maior desafio é dominar aqueles sinais que significam letras, que colocados uns ao lado dos outros formam palavras, que formam frases. 
 
É conseguir tomar o lápis e escrever o próprio nome, em letras de forma. É conseguir ler o letreiro do ônibus, identificando aquele que deverá utilizar para chegar ao seu lar. 
 
Cada qual, dentro de sua realidade, de sua vivência, apontará o que lhe constitui o maior desafio: dominar a técnica da pintura, da escultura, da música, da dança. 
 
Ser um ás no esporte. Ser o primeiro da classe. Passar no vestibular. Ser aprovado no concurso que lhe garantirá um emprego. Ser aceito pela sociedade. Ser amado. 
 
Para vencer um desafio é preciso ter disciplina, ser persistente, ser diplomático, saber perdoar-se e perdoar aos outros. 
 
É ser otimista quando os demais estão pessimistas. Ser realista quando os demais estão com os pensamentos na lua. É saber sonhar e ir em frente. 
 
É persistir, mesmo quando ninguém consiga nos imaginar como um prêmio Nobel de Química, um pai de família, um professor, prefeito ou programador. 
 
Acima de tudo, o maior desafio para deficientes, negros e brancos, japoneses e americanos, brasileiros e argentinos, para todo ser humano, é fazer. 
 
Fazer o que promete. Dar o primeiro passo, o segundo e o terceiro. Ir em frente. 
 
Com que frequência se escutam pessoas dizendo que vão fazer regime, que vão estudar mais, que vão fazer exercício todo dia, que vão ler mais, que vão assistir menos televisão, que vão… 
 
Falar, reclamar ou criticar são os passatempos mais populares do mundo, perdendo só, talvez, para o passatempo de culpar os outros pelo que lhe acontece. 
 
Então, o maior desafio é fazer. E não adianta você dizer que não deu certo o que pretendia porque é cego, ou porque é negro, ou porque é amarelo, ou porque você é brasileiro. Ou porque mora numa casa amarela. Ou porque não teve tempo. 
 
Aprenda com seus erros. Quando algo não der certo, você pode tentar de maneira diferente. Agora você já sabe que daquele jeito não dá. 
 
Você pode treinar mais. Você pode conseguir ajuda, pode estudar mais, pode se inspirar com sábios amigos. Ou com amigos dos seus amigos. 
 
Pode tentar novas idéias. Pode dividir seu objetivo em várias etapas e tentar uma de cada vez, em vez de tentar tudo de uma vez só. 
 
Você pode fazer o que quiser. Só não pode é sentir pena de si mesmo. Você não pode desistir de seus sonhos. 
 
* * * 
 
Problemas são desafios. Dificuldades são testes de promoção espiritual. 
 
Insucesso é ocorrência perfeitamente natural, que acontece a toda e qualquer criatura. 
 
Indispensável manter o bom ânimo em qualquer lugar e posição. 
 
O pior que pode acontecer a alguém é se entregar ao desânimo, apagando a chama íntima da fé e caminhar em plena escuridão. 
 
Assim, confia em Deus, e, com coragem, prossegue de espírito tranquilo.
 

Mágoa sem razão

Renata LombardiEra uma vez um rapaz que ia muito mal na escola. Suas notas e seu comportamento eram uma decepção para seus pais que, como a maioria, sonhavam em vê-lo formado e bem sucedido. 
 
Um belo dia, o pai lhe propôs um acordo: se você, meu filho, mudar seu comportamento, se dedicar aos estudos e conseguir entrar para a Universidade de Medicina, lhe darei um carro de presente. 
 
Por causa do carro o rapaz mudou totalmente de atitude. Passou a estudar como nunca e a se comportar muito bem. 
 
O pai estava feliz, mas tinha uma preocupação: sabia que a mudança do rapaz não era fruto de uma conversão sincera, mas apenas pelo interesse em obter o automóvel, e isso era ruim! 
 
Assim, o grande dia chegou. Fora aprovado para o curso de medicina. Como havia prometido, o pai convidou a família e os amigos para uma festa de comemoração. O rapaz tinha por certo que na festa o pai lhe daria o automóvel. 
 
Mas, quando pediu a palavra, o pai elogiou o resultado obtido pelo filho e lhe passou as mãos uma caixa de presente. 
 
Crendo que ali estavam as chaves do carro, o rapaz abriu emocionado o pacote. Mas para sua surpresa era uma bíblia. 
 
O rapaz, visivelmente decepcionado, nada disse. E a partir daquele dia o silêncio e a distância separavam pai e filho. 
 
O jovem se sentia traído e agora lutava para ser independente. Deixou a casa dos pais e foi morar no campus da universidade. Raramente mandava notícias para a família. 
 
O tempo passou, ele se formou, conseguiu um emprego em um bom hospital e se esqueceu completamente do pai. Todas as tentativas do pai para reatar os laços afetivos foram em vão. 
 
Os anos rolaram até que um dia o velho, muito triste com a situação, adoeceu e não resistiu, vindo a falecer. 
 
No enterro a mãe entregou ao filho indiferente, a bíblia que tinha sido o último presente do pai e que havia sido deixada para trás. 
 
De volta a sua casa o rapaz, que nunca perdoara o pai, ao colocar o livro numa estante notou que entre as suas páginas havia um envelope. 
 
Abriu-o e encontrou uma carta, e dentro dela, um cheque. A carta dizia: “meu querido filho, sei o quanto você deseja ter um carro. Eu prometi e aqui está o cheque para que você escolha aquele carro que mais lhe agradar. 
 
No entanto, fiz questão de lhe dar um presente ainda melhor: a bíblia, pois nela aprenderá o amor de Deus pelas suas criaturas e a fazer o bem, não pelo prazer da recompensa, mas pela gratidão e pelo dever de consciência”. 
 
Corroído de remorso, o filho caiu em profundo pranto… 
 
Pense nisso! 
 
O perdão incondicional é uma das mais sublimes virtudes que os seres podem almejar. 
 
Quem perdoa sempre, não corre o risco de arrepender-se mais tarde por ter alimentado tanto tempo uma mágoa sem razão. 
 
Por isso é que devemos ter sempre em mente a recomendação do mestre Jesus: “perdoar setenta vezes sete”, isto é: perdoar sempre. 
 
Pense nisso!

Mentira é sempre mentira

Renata LombardiCerta feita, uma revista de circulação nacional apresentou reportagem acerca da mentira, mostrando-a como um ingrediente fundamental do jeitinho brasileiro. 
 
Mais ou menos no mesmo período, determinado programa televisivo ofereceu a oportunidade aos telespectadores de opinarem se um personagem deveria ou não mentir para vingar um crime do passado, ainda impune. 
 
A mentira venceu por larga margem. 
 
Isso demonstra como estamos nos habituando com a mentira e a estamos utilizando, em nosso cotidiano. 
 
Mentimos para obter algum benefício, para preservação da nossa imagem, para evitar um sentimento de vergonha, por verdadeira covardia. 
 
Assim, um amigo não diz ao outro o que realmente pensa e deseja dele. 
 
Se o amigo possui defeitos, em vez de alertá-lo a respeito, bate-lhe nas costas e com uma frase reticente, permite àquele interpretar que tudo vai muito bem. 
 
A mãe mente para o filho pequeno, afirmando que já volta, e na verdade se ausenta por longas horas. 
 
Servem-se da mentira alguns que afirmam serem técnicos em tal ou qual área, não passando, na verdade, de meros aprendizes. 
 
Utilizam a mentira aqueles que oferecem um produto como sendo de primeira linha, quando não o é. Mentem todos aqueles que fazem promessas, sabendo antecipadamente que jamais as poderão cumprir. 
 
Natural que tal clima gere desconfiança e descrença, itens que presidem ao relacionamento atual das criaturas. 
 
Há quem acredite ser normal a criança mentir e somente ser sintoma de enfermidade no adulto. 
 
Contudo, o mentiroso é sempre alguém enfermo. E em razão mesmo de sua forma de proceder, se torna desacreditado, mesmo quando se expresse de forma correta e verdadeira. 
 
Para quem está habituado à mentira, se torna muito natural alterar o conteúdo ou a apresentação dos fatos, manipulando-os ao seu bel prazer. 
 
As raízes da mentira se encontram no lar instável, mal formado, quando não emanam dos conflitos da personalidade, que induzem o ser à fuga da realidade e ao culto da fantasia. 
 
Faz-se imperioso que se estabeleça uma disciplina rígida na arte de falar, procurando repetir o que se ouviu exatamente como se escutou; o que se viu da forma mesma como aconteceu, evitando-se interpretar o que se pensa em torno do assunto, que nem sempre corresponde aos fatos. Esta é uma maneira de vital importância para se abandonar o vício da mentira. 
 
Não há necessidade de mentir, e toda vez que nos servirmos da mentira, estaremos demonstrando um distúrbio de comportamento, que precisa urgentemente ser corrigido. 
 
* * * 
 
Mentir compulsivamente é um distúrbio da imaginação chamado mitomania. 
 
A verdade deve ser sempre dita com naturalidade, sem alarde, mas na íntegra, jamais adornada de fantasias ou conclusões pessoais.